sexta-feira, 27 de abril de 2012

the real in things

dei um tempo por aqui, mas acomodei-me noutro lugar evidentemente, que o hábito deste tipo de escrita é altamente viciante.
não sei quando regresso à aldeia: se regresso, se não regresso. são muitos anos aqui - gosto deste blog, todo feito à minha medida. mas também por isso foi necessário mudar de ares. e como é uma mudança que não sei se é definitiva, não posso escrever uma despedida aqui. pelo menos neste momento.
o novo site é legal, as fotos ficam mais bonitas, ele é mais bonito - não desfazendo. tem cheiro de caderno novo, que é sempre muito motivador. enfim, nos encontramos lá.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

tudo é - no fim das contas - por acaso

de repente pousa-se mal o pé e o loop é esta cena industrial. vou ter de fazer algo com isso.

aquelas flores todas

Ali estavam as flores todas, como que descansando, encostadas. Algumas subiam mesmo por cima dele. Nem eu, nem meu carro, poderíamos imaginar que ele se transformaria numa montra de flores no curto espaço de 12 horas. Estacionei-o às 22h, com o detalhe de que achei que estava mal estacionado e para andei um pouco para trás para arrumá-lo melhor. Às 10 da manhã percebi que minha manobra tinha sido invulgarmente útil. E meu carro se saiu muito bem, estava bonito. Espero que a senhora tenha vendido melhor por causa dele. Ia pôr "graças a ele" ao invés de "melhor". Mas como ele estava estacionado em frente à Moviflor da Graça ia repetir palavras.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

e darei um olá ao fernando pessoa

sento-me nesta cadeira e o tempo passa a correr. os quatro dias desta semana passaram no mesmo tempo de um dos que estive em férias. não sei se quem nos criou nos fez para isto. mas pronto, conformação e não questionamento - a base da paz social e da alegria de viver. hoje consegui tratar de imensas pendências que se não fosse estar à beira de terminar a semana - e os seus timings e prazos - não teria conseguido. por isso vou para o friozinho lá fora - um friozinho muuuuito simpático - e vou comer um croissant com chocolate daqueles, o melhor do planeta e arredores, na benard, no chiado. não mereço menos do que toda esta maravilha.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

por siglas

o amr gostou e assim ajudei a lp e a mim. agora vou inscrever-me no aj, em administrativo. fiz tudo de lembrança, não tinha a crp e a ln em casa. mas correu bem. o argumentário é meu, completado com umas molduras mais formais e artigos. adorei e vou repetir. há e o acordo! escrevi com ele, mas foi substituído por português arcaico. :)

energia

santiago ou prisciliano. pouco importa. o lugar é brutal - tem uma energia muito boa. eu tinha muitos agradecimentos e pedidos a fazer e algumas bençãos a solicitar. e eu sabia que estavas lá, tal como estavas aqui. isso é que foi.

crechas

entrei na casa das crechas e pedi uma estrella falando aquele português escorregando para o castelhano, já que português só com sotaque é quase impossível fazer. e ele respondeu-me em português com sotaque de portugal. daí só falei português. até achei que ele era português, mas vinte segundos depois ele falava galego um carinha ali do lado. odeio falar castelhano na galiza. e em santiago é totalmente desnecessário. tinha saudade das crechas.

em loop

e o bom é que isso tudo deu ainda para compatibilizar com a compra do meu pedal loop station da boss. super! basicamente é como se eu tivesse outro guitarrista permanentemente em casa comigo. a longo prazo o "salário" compensa. aliás, até podemos ser mais - outro dia eramos uns 5! é um salto de patamar imenso em termos de equipamento, conforto e poesia musical. daquelas coisas que depois do pânico inicial do gasto se pensa sem cedências porque demorei tanto. estou aprendendo a mexer no dito, daquele jeito em que se usa o manual em último caso. na verdade só o abri para entender onde se metiam os cabos. mas acho que já está se refletindo na técnica. pouquinho mas sim. nos calos dos dedos também - mas estou há duas semanas sem os up. pego, gravo a base e fico um bom tempo solando em cima. ontem só não solei mais tempo por falta de espaço. espaço nada, tempo, mas eu não queria repetir a palavra. estive vendo uns vídeos para pôr aqui, mas nada se parece com as coisas bacanas que já fiz com ele - ui que estou convencido. mas fica a foto desta pequena maravilha.

borges ramil

foi engraçado o ramil em lisboa - na companhia dos pessoas e dos camões portanto - falar que "todo o mundo conhece borges, o maior poeta de todos os tempos" ou algo do tipo. teria sido melhor a formulação que ouvi uma vez no sarau elétrico: "borges o maior escritor gaúcho e riograndense de todos os tempos".

domingo, 1 de abril de 2012

quarto escuro - jc

pois precisamente a meter a minha chave de volta em casa e a dar voltas com ela (repetindo volta e voltas, que enfeia a frase, mas agora parece de propósito), recebo uma chamada do jc - ele em lisboa portanto. foi tão bom estar com ele no bairro e no eclipse. temos sempre histórias e estórias para trocar.
antes de estar com ele estive numa iniciativa. mas o que ficou foi assistir os excelentes "quarto escuro". boa música instrumental, com cheiro (cheiro nada - sons!) a ritmos do mundo e jazz. do que percebi os up foram preteridos por eles* e faz todo o sentido para aquele público. eu fui o mais sortudo. ouvi os quarto escuro e os understood ouço amanhã no estúdio.
*numa fase pré-pré que eu nem devia ter conhecimento.

delibab

ontem ramil significou uma noite de reconciliação minha com porto alegre. vê-lo a partir daqui foi simplesmente emocionante. é certo que pelo caminho passei a conhecer o delibab completamente. mas o sentimento aqui foi diametralmente oposto ao de uns meses atrás.
ui e a guitarra de carlos moscardini - absolutamente maravilhosa. genial. e estou sendo comedido.

vi

meu caderno preto volume v terminou. entro no volume vi.
é bom isso, estava cansado do v.
entretanto vou paulatinamente enchendo o iv, do homem aranha. :) este ficou menos dedicado ao trabalho, causava distúrbios. revolucionário demais. as pessoas precisam de umas capas aceitáveis, ainda que por dentro o conteúdo possa divergir totalmente do que possa indicar um spider man.

"fortões" necessitados de afeto

passei-me e tive de lhe apontar - sim, euzinho - a sua hipocrisia, a sua falta de transparência, o cinismo. a andar a dizer mal uns dos outros, para uns e outros. também lhe alertei para a importância de saber escolher adversários. que não é o melhor ficar atacando o movimento associativo. depois foi esperto, apesar de cínico, e veio com a conversa de que o problema não é comigo. desconhecidos que desconhecem os movimentos sociais nem têm esta noção de que um coletivo são todos e que há uma solidariedade. depois foi a ridicularia do é a minha verdade e foi pedir para levar com um esta tua verdade é muito tua, em mais nenhum um lugar ela existe. e não contente disse um podem processar-me se entenderem e levou uma dose de não mereces o trabalho.
e voltou ali à sexta linha, como bom intriguista. o problema não é comigo e o camandro. ao menos se assuma. odeio estes cínicos, hipócritas e gente que se declara má para chamar atenção e depois são uns totós carentes e totalmente necessitados. haja paciência - mas o maluco está detectado.
eu sou bonzinho.

[fazia tempo que não vivia estas coisas]*

Assim, tendo em consideração o facto da requerente ter ligação à comunidade nacional, pelos motivos que acima invocou, 
Tendo em conta a tutela constitucional da família e dos menores, 
A interpretação restritiva do conceito de ligação efetiva proposta pelo Ministério Público deve ser rejeitada, 
E a ação de oposição de aquisição da nacionalidade deve ser considerada improcedente
* uma estreia a dos parênteses retos

férias - trabalho a dobrar

as férias são isso. há a diversão e o trabalho acumula. depois, há pouco mais de uma dezena de horas de regressar ao batente, aqui estou eu, num domingo, entre propostas de leis de imigração, ligações efetivas à comunidade nacional e ainda fica tanta coisa de fora. porque quero, para não ser simplesmente atropelado amanhã. felizmente interromperei isso para ver o bloco dubairro no miradouro são pedro de alcântara à 18h30.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Higgs ZdB


Ontem vi o concerto de Daniel Higgs na ZdB.*
Foi realmente um concerto (?) inclassificável e indescritível. Higgs pegou nos formalismos, atirou-os ao chão e pisoteou-os um por um. E correu bem a experiência. Uma coisa muito doida.
Basicamente Higgs abraça-se no seu banjo e improvisa o tempo todo. Mescla isso com alguns comentários e algumas cantorias que soam a improviso. É uma mistura de concerto, conversa e teatro. Sempre com o banjo junto, improvisando, tocando coisas mais certas, improvisando de repente melodias estranhas e mal tocadas. As palmas só vieram 40 minutos depois quando ele disse que ia fazer um intervalo. Porque é isso. Ele vai tocando, sem intervalos.
Fez-se um segundo ato, parecido, o mesmo esquema e comentários a quem ia passando na rua, no outro lado do vidro da ZdB. Conversas doidas, todos fomos fazendo a viagem junto com ele.
No encore ele começou a cantar uma música mais organizada. Mas, depois de uns versos, interrompeu para explicar que era uma música do seu álbum novo. Retomou e a meio foi procurar nos apontamentos espalhados no chão - numa espécie de papiro - os versos que faltavam. Também tocou uma música "com uma nota que nunca tinha usado" e pôs-se ali a improvisar sobre ela...
Enfim, foi mesmo, mesmo, mesmo, mesmo. Nunca tinha visto um negócio assim.
* agora sou sócio da ZdB - vale muito a pena, até em termos financeiros.

:)

Um dia havia de acontecer eu escrever no esquerda.net.
É clicar no link aí em cima para ler o artigo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

infinitamente

começaram a partilhar as suas interpretações do universo e eu fiquei totalmente entediado.

disfarces

No dia seguinte caminhei por Honduras, Costa Rica, El Salvador, à procura do caderninho. Palermo é completamente diferente de dia e de noite. Mesmo assim, apenas sabendo que aquelas notas se tinham perdido num mojito ou numa quilmes, parti em busca de vários bares e várias esquinas da noite anterior. Foi muito difícil. Todas as portas, janelas e recantos estavam completamente disfarçados à luz do dia, como se nada tivessem a ver com a diversão, histórias, romances e álcool que abundavam na véspera.

e o outro

o outro prof. dr. e mais o berimbau disse: longe de mim querer resposta apenas nas leis penais.
foi uma boa manhã.

cidadania

Hoje de manhã o Senhor Professor, Doutorado e o camandro, disse: instrumentos silentes que até hoje perpetuam a discriminação. Calma que houve mais: mecanismos legais que servem para perpetuar o afastamento das pessoas ao exercício de direitos. Continuamos a usar as leis para afastar as pessoas de direitos.
Abriu o debate. Falei dos mecanismos administrativos de controle da regularização dos imigrantes. Mesmo os que trabalham, descontam e pagam IRS não tem resposta clara na lei. Reforcei que entre os "trabalhadores", que deviam merecer uma regularização totalmente consensual, há uma zona cinzenta de exclusão, apenas uma excepcionalidade, que o executivo decide caso a caso. Falei nos não direitos políticos aos imigrantes ou aos nascidos no país que não tem nacionalidade.
E ele frisou de novo: sim, estou me referindo ao conceito de cidadania enquanto mecanismo de exclusão de direitos.
Foi bom de ouvir. No papel, na academia, na construção teórica, considera-se sempre tão absurda a desigualdade baseada na nacionalidade e nas origens. Pena é que entrando no campo da política sejam tão minoritários os que clamam por um tratamento que seja mais igualitário.

só isso

tão só uma questão de querer. ou não, no caso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

tão bom

um post curtinho para dizer como o ensaio foi tão bom e para arejar da seriedade do post anterior.
hoje puxei jotasound logo no início e tocamos ela em versão ressaca de ensaios com os 4. foi do melhor.

Investimentos

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, comunicou hoje ao país que o Governo vai criar um visto especial para estrangeiros que invistam no país, para atrair a criação de riqueza e de emprego. Para Portas, quem efetue depósitos superiores a um milhão de euros, quem faça compras imobiliárias de 750 mil euros ou crie 30 postos de trabalho em Portugal, deve ter direito a um visto muito rápido e competitivo para residir aqui.
Portas falou desta sua preocupação, com quem tem todo este dinheiro para investir. Mas talvez devesse olhar para outros imigrantes que já estão em Portugal.
Os trabalhadores imigrantes são dos mais precários entre os precários. Quando ficam em situação de desemprego arriscam-se a ficar sem a sua autorização de residência em Portugal mesmo que já estejam aqui há muitos anos – uma situação dramática.
E, de facto, há diversas situações que deveriam ser corrigidas na lei de imigração para que a lei não penalizasse tanto estes cidadãos. Até para os imigrantes que tenham um contrato de trabalho revela-se sempre uma enorme dificuldade burocrática a sua regularização em Portugal, mesmo que tenham trabalho, efetuem descontos para a Segurança Social e paguem os seus impostos. São pessoas que investem a sua força de trabalho em Portugal e ajudam o país a crescer. E quando acabam por deixar de investir é exclusivamente pelo mercado de trabalho se ter reduzido drasticamente nos últimos anos.
Em momentos como os que se vive, de crise na Europa em contraponto com o crescimento em alguns países com economias emergentes, como o Brasil e Angola, os imigrantes, tal como os portugueses, que ficam em situação de dificuldade económica ponderam o regresso ao seu país ou a busca por melhores condições de trabalho em algum outro lugar.
Esta é uma situação, claro está, que deveria ser combatida com outras políticas em Portugal, criando condições para que as pessoas não sejam penalizadas duas vezes: pela situação de desemprego e pela situação de irregularidade que daí poderá resultar - que por sua vez complicará ainda mais a sua reinserção no mercado de trabalho.
Assim, ao invés do Governo andar a olhar pelos que tem um milhão de euros para investir em Portugal, talvez o melhor fosse olhar também para quem fez outros investimentos que apesar de serem mais pequenos financeiramente, ajudaram Portugal a crescer com a sua força de trabalho, contribuíram e contribuem para a sustentabilidade da Segurança Social e, muito mais importante do que isso, presenteiam o país com as suas culturas e com a diversidade.

LP

já nos conhecemos há tanto tempo e é tão bom estar aqui esta tarde, com a mão na massa.

domingo, 18 de março de 2012

at last a clear sky

às 17h45 eu chegava. pouco depois apareceu o meu tapping - que nasceu ali e me lembra um sintetizador. quase de imediato surgiram os acordes do jota. foi daqueles dias que tudo encaixa de repente e com o processo concluído damos 20 dúzias de gargalhadas sem parar. tocada a parte principal facilmente veio a introdução, que também ficou muito bacana. a guitarra rasgadíssima do joão e os meus ecos são uma combinação brutal. o nome nasceu há poucos minutos. at last a clear sky tem 3 minutos e meio e hoje tocamos 3 horas e meia.

sunshine 3.33


Totalmente deliciado com esta versão de (...) wild horses - temple bar remix. Assim como com todo o cd extra de b-sides de achtung, baby. Seria exagerado dizer even better than the real thing, mas é fantástico nestas estradas musicais despistarmo-nos e chocarmos a 180 kms/h com todas estas misturas diferentes.
U2 é parte substancial da banda sonora: no line on the horizon, pop, achtung baby, all that you can't leave behind.

451

Volta e meia Farenheit 451 aparece na minha vida. Desta vez o não lembrar o número foi importante. Acho que cheguei em 457 e falei do 911 também, do Moore. E que bom que não havia nenhum google perto para descobrir e desambiguar as especulações. É tão aborrecida a exatidão das conversas, a sabedoria completa acerca dos conteúdos.

e a revolução continuou assim

Danton morre. Não há maneira dele perceber que é isso mesmo que lhe vai acontecer. Apesar de toda a história passada, a personagem acha que vai sobreviver. Bastava uma entrada rápida na Wikipedia para deixar de morrer todas as noites, e fugir. Mas ele insiste teimosamente. Eles não terão esta ousadia. Cai, tal como o copo que com um pouquinho de Douro fez o mesmo que um rio - o vinho espalhou-se rapidamente pelas fendas que existiam na mesa, fazendo dela a sua bacia hidrográfica.
Belíssima peça que vi ontem no Teatro Dona Maria II, encenada pelos Artistas Unidos. No passado vi uma outra, sobre o mesmo Danton, no Taborda, encenada pelo Teatro da Garagem. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

efeitos

fiz umas misturas de efeitos que ficaram tão boas. experimentei ontem no ensaio. um é muito guitarrista pro e fica um pouco descontextualizado, apesar de ser bom de tocar e improvisar uns riffs em cima - eu pelo menos sinto isso. com ele dá para fazer umas músicas de discoteca. ou seja, nada a ver com o meu momento e o som dos understood. mas o outro efeito lembra alguns delays do the edge, com um temperinho pequenino de um teclado, lá no fundo. em termos de programação os efeitos são muito parecidos. basicamente no primeiro há uma distorção e no segundo não há. e muda tudo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

no Porto alegre

últimas notícias do sul

chama-se últimas notícias do sul, do sepúlveda. comprei ontem. faz um pouco de confusão comprar um livro por mais de dez euros, depois de ter adquirido uma molhada deles pelo mesmo preço. mas tem "notícias do sul" e é pequenino. não desisti do meu on the road, lógico. vou lendo um e outro. o do título tem crónicas pequenas.

sábado, 10 de março de 2012

sabores

comendo flocos de neve. o peixe com batatas e ovo agora tem um sabor novo misturado - o das saudades. e as minhas limonadas, que sempre foram tão minhas, agora já não são só minhas. agora tem um monte de boas recordações lá dentro.

bola

e amanhã, não sei bem quanto tempo depois, volto a jogar a bola. à baliza, parece-me o mais viável. vamos ver como vai correr. não pode ser tão bem a ponto de colocar nosso guarda redes - que anda pelas montanhas da frança.

virtudes

o álcool e suas virtudes: a gripe quase indo embora. a ressaca curou-se a falar de duda guennes, no almoço da cbl para ele. a zdb ontem estava tomada por boas ideias, mas tenho a impressão que a minha de misturar conversas sobre os up e tequila, numa ronda de bares do bairro alto, foi mesmo a melhor.

sexta-feira, 9 de março de 2012

bonito, bonito, bonito

conheci finalmente o mini teatro da calçada. maxi em almas boas. a peça foi cordel, sobre cordel :) lembrei o nome de patativa do assaré. valeu mesmo a pena. ando com sorte nessas coisas de saídas.
no fim, peguei o carro e vim de propósito por baixo: santos, cais do sodré, praça do comércio. é um caminho muito bonito, à margem/à beira/ao longo do rio. sobre tranquilidade/paz, hoje foi o dia/noite. 
(tinha espalhado bonito nas várias frases deste post. censurei e perdeu parcialmente conteúdo. bonito, bonito, bonito - tão adequado. os limites da beleza da escrita amputando o sentido das coisas. usaria bonito muitas vezes. estou em fase de gostar e usar este adjetivo. é ver pelo menos os posts sobre glenn jones.)

é mais ou menos isso

e tu tas a curtir isso?
00:41
lisboa?
permite-me dizer foda-se que bom que fui para voltar e amar tanto isso aqui

dá quase um verso para uma canção

eu amo sao paulo
mas tem dias que eu odeio
tou aqui ha dois meses
mas sei lá

quinta-feira, 8 de março de 2012

ui ui

a criação do banco de horas grupal, por decisão do empregador

bom demais de ler

isso tudo para dizer q estes posts são uns disparates. mas é engraçado de ler. é bom ver esta criatividade toda. se não fossem eles talvez não viesse tanto ao 5 dias.
como eu o percebo - talvez melhor do que ninguém!

sobre cartas e formalismos

adoro trocas de cartas formais que rapidamente perdem os drs e etc e tudo já são letras pequenas e acentos desaparecem e já andamos em "um abraço forte, com amizade". a ver se vamos mas é jogar à bola, que já ouvi dizer que também há. é a próxima.

sempre

dia 6 fez um ano e eu não me esqueci. pensei nela o dia todo. mas não escrevi aqui de propósito sobre a sua viagem. na verdade, ela nunca deixou de estar presente. e também por isso, quando entrei naquele lugar na terça-feira, fiquei pensando se ela o conhecia e que, caso não conhecesse, eu estaria mostrando. um dia ela me dirá.

sing again

hoje voltei a falar do concerto do glenn jones, com detalhe. basicamente, pelo que vou percebendo, é uma das coisas para as quais eu gosto de usar a voz - que já está muito melhor: posso voltar a cantar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sobre canções e lugares

há uma canção com o mesmo nome - wish you were here - só que da avril lavigne
acabei de descobrir - tem é lágrimas demais no vídeo

voz

Apenas acenar a um olá, mas dar um sorriso. Ao tudo bem? o mesmo procedimento. A quase tudo que envolva verbalização, o mesmo procedimento. Não tentar falar. Ir à farmácia - falar :s com o farmacêutico. Comer um bitoque com batata frita, por não querer explicar o sem batata-frita - uma supérflua fala, desgastante. Não agradecer quando nos deixam passar numa porta é um pouco constrangedor. Ir ao café e abanar o dedo para dizer logo que não ao café do costume e apontar com convicção para os halls ali ao pé da prateleira com espelho.
Ah! Estou afónico hoje, sim.

terça-feira, 6 de março de 2012

artistas

talvez relacionado, talvez não, no domingo vi a exposição do(s) fernando(s) pessoa(s) na gulbenkian e "o artista", no king. dois bons programas.

domingo, 4 de março de 2012

o mito de Rory Gallagher

hoje o meu queridão LL colocou no meu fb: 
Este é o guitarrista de que te falei. Um dia terão perguntado ao Jimmy Hendrix: "Então, Jim, que tal é ser o melhor guitarrista do mundo?" E ele respondeu: "Não sei, perguntem ao Rory Gallagher..."

rose

e a última história que ele contou foi como ficou preocupado que ia fazer uns shows com jack rose (cujo tour - não sei se europeu - ele disse que se iniciou na zdb). além de jack ser um guitarrista fabuloso, que comia ao pequeno-almoço os que tocavam com ele, disse que tinha medo de perderem a amizade. conheceram-se num show de rose e ficaram logo amigos porque glenn - na plateia - era o único que sabia o autor de uma música que foi tocada. é isso - grande show hoje - momento absolutamente único.

sem lyrics

ouvi aquele guitarrista, sem lyrics, sem um molde predefinido e vi que ele contava estórias com a guitarra. foi a minha grande influência. ele precisou de 4 anos para vender as 95 cópias do seu primeiro disco. mas depois ficou famoso - todos o queriam ouvir. ele odiava ser colocado num pedestal. ele tinha esta característica: se o colocavam num pedestal ele até ficava hostil para mostrar às pessoas que não era assim que queria ser tratado, que ele era humano como outro qualquer.
pelo que percebi ele falava de john fahey

diferenças

gosto de trazer uma ou duas músicas novas, que ainda estou trabalhando, como a próxima - que não está fechada - para o palco. quando estou ouvindo um show gosto de perceber que o músico está criando músicas diferentes. um concerto vale mais a pena com algumas notas fora de tom e com uma ou outra corda partida.
e eu totalmente conquistado a ouvir isso.

boring understood everything, ou algo do tipo

esta música já gravei duas vezes. e nunca consigo tocá-la igual às gravações. não sei porquê. na verdade acho que ainda não consegui compreendê-la na totalidade. mas não me importo, é aborrecido compreender todas as coisas.
esta foi a primeira maravilha verbal da noite

zdb e glenn

o show de glenn jones hoje na zdb foi poesia pura. e fazia tanto tempo que eu não ia à zdb! acho que a última vez foi para ver norman. e vi lá o norberto tocar também. foi muito bom regressar. glenn jones tocou a sua guitarra acústica e suas melodias super americanas. foi muito muito bonito. e depois começava a falar - tão bom quanto ouvi-lo tocar.

trancado

a diferença é que da outra vez que um cd encravou no cd player do carro era skank - já ouvido e já gasto. desta vez é glenn jones, novinho. pode ficar lá trancado algum tempo. vou gostar de ouvir.

sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

as minhas

as minhas influências também são muitas. mas não sei quais são. não tento imitar. chateio-me com tablaturas. fico enfadado em repetir, em fórmulas. uma das razões para sair das aulas de guitarra - que paradoxalmente foram as que me devolveram todo este gosto por tocar - foi ter visto que já não queria repetir, queria fazer alguma coisa minha, mesmo que estranha.
mas há sim uma influência do ponto de vista motivacional. ia eu A5 afora e adentro distribuir tempos de antena numas eleições e dias antes de começar a tarefa chegou na fnac o cd que encomendei quase no escuro: electric tears. lembro direitinho de estar na travessa do corpo santo, antes de me enfiar no Cais do Sodré em direção à Cruz Quebrada e ouvir as primeiras malhas de electric tears e pensar uau, isto é do melhor que há. afinal há tudo isto! este disco foi o que aguçou a minha vontade de experimentar mais. escolho duas músicas de um cd para mim perfeito.
electric tears é uma música de silêncios

apesar do cd ter várias músicas lindas e talvez melhores mustang foi totalmente revolucionária na época para mim

influências

outro dia estava numa festa e perguntaram-me e ao meu queridíssimo amigo ao meu lado o que os understood tocam. parecem-se com o quê? e o bom é que nem eu, nem ele - a falar de fora - soubemos explicar. é ouvir. e as influências? a mesma resposta... como saber?
são imensas. com o que se parece? com várias coisas.

a grama, aquelas árvores, a pracinha, o balanço fora do lugar

hj de manha quando estava esperando a Bri para virmos trabalhar! me lembrei que no ano passado o meu vizinho de cima era tu

quinta-feira, 1 de março de 2012

idas e vindas, destinos, sentidos,
há tanto mar, tanto mar, que mais junta do que separa,
há o atravessar, o regressar, o perder, o ganhar, o voltar, o abraçar,
há o tempo, o espaço,
talvez dispersos, mas sempre agregados num momento

político e jurídico

Foi dito com tanto ênfase o nome do Senhor Professor que pensei que tínhamos voltado ao tempo da Glosa de Acúrsio ou do Comentário de Bártolo. Mas não. No fundo a interpretação do mesmo não passa de uma opinião, como outra qualquer. A questão é muito controversa, óbvio. Nunca disse o contrário. Porém, não é bom plantar coisas na Constituição que não estão lá, pelo menos com este prisma de como se estivesse e com o intuito de restringir. Como se o prolongamento da Constituição pertencesse só a alguns - ainda por cima fora dos órgãos de soberania.
Giro é ver isso dos argumentos políticos em parte travestidos de técnicos - coloco desta vez a questão assim, em parte, porque a CRP não resolve mesmo isso. Podemos falar de uma prática então - não de que isso seja o que fulano defende e que por isso não se pode questionar. Aliás, confesso que olhei até com boa vontade para a perspectiva. Para mim é mesmo só uma interpretação - podia ser esta ou outra. A letra não esclarece de forma alguma - até acho que vai mais para o lado que defendo e depois se enfiou a tal doutrina por cima, preventivamente.
O engraçado nisso tudo é outra Senhora Professora, também reconhecida, e do outro lado, ter dito que nós tínhamos razão, apesar da tão unânime rejeição da nossa interpretação clandestina.
Apesar de às vezes ser melhor não o conhecer com muita atenção, tenho vontade de um dia ver se acho resposta no legislador histórico.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Seu Jorge e Almaz

Um dos cds que comprei ainda em Porto Alegre foi o Seu Jorge e Almaz. Só nestas últimas semanas é que  me dediquei a ouvi-lo. (uma das coisas boas de comprar muitos cds ao mesmo tempo é isso - ver o quanto eles rendem no tempo até à decisão de os sugarmos até ao tutano - isso é uma das minhas maneiras de experienciar a cena - dar tempo aos cds sabendo que o seu tempo chegará).
O Seu Jorge nunca me convenceu muito. Heresia talvez, dizer isso assim... Tive um enjoo enorme dele, com o cru e com aquele outro cd dele... Sul-América?* E não me aproximaria de mais nada dele. Mas este cd com os Almaz gostei muito e considero muito à frente. Muito bom mesmo. Um pouco fora do conceito anterior de Seu Jorge. Com coisas boas, como umas guitarras tocadas de forma muito espontânea, quase desajeitadas - no melhor sentido da palavra, muito groove - a sério - e com o guél de Seu Jorge quando canta em inglês. Parece, se não é, um cd gravado quase na íntegra em take direto. Se eu fosse o Seu Jorge este era o peixe que eu vendia. Bom, ele já vendeu, não tem nada a aprender... (escrevendo isso aqui aprendi que o cd é com os nação zumbi - está explicado!)
Aqui só uma palhinha.
* Corrigindo: América Brasil.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

pescaria

Na segunda passada, dia 20, gravei forest - que eu já andava tocando há algum tempo. Mas queria gravar outra canção também - tinha uma imagem na minha cabeça e um motivo para compor. Lá surgiu um acorde para começar a desmanchar o novelo. Foi mais ou menos duro o processo. Relativamente rápido encontrar os acordes. Depois veio a ideia de fazer uma segunda guitarra com uma espécie de eco. O efeito ficou bom. O problema mesmo foi achar o solo da terceira guitarra. Algo que eu gostasse - nem com notas demais, nem de menos. Tomei uma decisão "corajosa" de regravar as duas guitarras ritmo quando achei que precisava de mais um tempinho numa parte da música para o solo. Mas na verdade nem se pensa muito. Há um sentimento de urgência que toma conta de tudo. O resultado da noitada está no meu myspace, chama-se perfect morning e está lá forest também.
Lembrei também de quando gravei sea and the rocks. Muito mais difícil do que lembrar das notas e tocá-las é tocar da forma certa - assim uma relação entre mente e execução física. A ouvi-la hoje no myspace, achei ela muito menos pausada do que devia de ser e do que eu atualmente toco - sea é uma música difícil de tocar.
E acabo de perceber também que há uma versão de perfect morning que ficou cortada - mas a do myspace está certa.

vinho, festas, ressacas

Ressaca valente hoje depois de uma festa muito simpática ontem.
Vinhos de diferentes regiões quando misturados tem todo este poder?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

façam um pause, a sério. vamos ouvir umas canções e depois continuamos.

youtube mix for the doors

Melhor leitura é impossível para estes dias musicais. Jack Kerouac, Pela Estrada Fora. E calhou eu passar os olhos numa entrevista com os sobreviventes dos Doors, na última Blitz. O Ray Manzarek a dizer que se não fosse Kerouac (entre outras leituras e vivências e ácidos) eles não existiam. E pronto, ando para aqui a ouvir Doors, de novo. Não os ouvia desde aquela fase dos 16 aos 18. Naquela época eu conhecia todas as músicas deles, talvez.
Uau e como ouvi An American Prayer - já nem sei o que tem dentro.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

UP no Chapitô VI: algumas notas mais

O nosso público infalível compôs a sala e isso foi muito bom, apesar do concerto ter atrasado, porque tivemos um problema check-sound: o transformador da minha pedaleira de efeitos pifou pela primeira vez* na vida, faltando 2 horas para o concerto. A isso se seguiu um passeio pelos paquistaneses do Martim Moniz, pela Lisboa multikulti, em busca de um transformador. Apesar do esforço cultural, nada feito - ficou o tv sem efeitos para eu ter os meus. Obrigado tv. Não ficou nada mal o nosso som, sublinhe-se. 
O Vasco - que cuidava da mesa de misturas - esperou pela minha chegada, com todo o seu empenho em que o som ficasse o melhor possível. Uma figura. Obrigado Vasco, obrigado eu por estar a trabalhar, ele respondeu. Sobre trabalhar também aprendeu-se muito, porque carregar a bateria do zumbi escadas abaixo e escadas acima não foi nada fácil. Na escada ajudou um amigo do tv, o joão, que não parava de dizer que temos de ir tocar a Berlim, que vão adorar o nosso som lá. É tentar entender o quanto desta frase tem de teor alcoólico, o quanto ele transferia de cervejas para o discurso. Ele saberá ou não dizer.
Outro amigo que ajudou, que não sei o nome, mas sei - porque ele me disse - que tem 80 guitarras, e vendeu 15, estava preocupado com fazermos um site no reverbnation e frisou várias vezes que temos de ter fotos boas e que a imagem é muito importante. Tive vontade de rir porque acho que ele pode ter ficado impressionado com esta pequena maravilha que eu gosto tanto.
* Sobre primeiras vezes, também foi a primeira vez que uma corda da guitarra do jota partiu a meio de uma música - foi nas mãos do tv - e também escolheu o palco do Chapitô. Este acontecimento, no entanto, foi muito menos grave. Até parece profissionalismo a rapidez com que troco as cordas - experiência que ganhei antes de ter mandado a minha guitarra ao Paulo Ribeiro, luthier do Phil Mendrix - Phil que não apareceu no show apesar das esperanças. Eu, da minha parte, só cheguei ao show em Bells, a quarta música. Antes estive digerindo tensão e para o futuro acho que é melhor voltar a entrar com alguma música mais rápida.

UP no Chapitô V: alinhamento

Ficou assim:
I Parte
Sonic flower
Flyin
Amanhecer
Bells
Open your mind
Requiem num fim de tarde
Back on the road
II Parte
Queda livre
Sea and the rocks
Transatlantica
Tudo o que o vento traz
Jotasounds
Encore
Sonic flower
Bells
Back on the road
Requiem num fim de tarde

UP no Chapitô IV: Sonic Flower

Que o concerto iria inaugurar Back on the Road (de que falei, pelo menos, aqui, aqui e aqui) era certo. O incrível foi a resolução de tocar Sonic Flower, música pouquíssimo rodada e treinada. Devemos ter tocado a primeira vez completa no próprio concerto. A história é engraçada. Terminado o set na quarta-feira, véspera do concerto, tínhamos meia hora de ensaio e começamos a tocar para descomprimir. E pegamos na Sonic. A Sonic tem uns acordes meus com uns delays e uns ecos que ficam muito bem. Tem o jota com um solo espetácular, com um efeito fabuloso que casa na perfeição com a minha guitarra. Eu e o zumbi simplesmente ficamos sempre passados a ouvir o solo. A bateria do zumbi se acertou muito rápido com as nossas guitarras. O certo é que na quarta - há dois dias! - a animação de tocá-la foi tanta, que rapidamente concebemos uma estrutura (ainda um pouco frágil e pouco treinada) e decidimos que iríamos abrir o concerto com a Sonic. Foi fantástico.

UP no Chapitô III: um ano depois

Os understood tocaram no Chapitô exatamente no dia 16. Dia em que eu, no ano passado, estava indo fazer uma jornada de reencontro e reflexão, me despedindo daqui.

UP no Chapitô II: o oceano

O oceano não foi barreira para uma enorme surpresa: a presença da mari e do salo no concerto. Esta é uma daquelas coisas que escrevo e ao mesmo tempo vou questionando se é mesmo verdade, se aconteceu, se não sonhei e vou acordar a qualquer momento. Fizeram uma viagem relâmpago de Porto Alegre para Lisboa para ouvir os understood no Chapitô e ainda me deram a notícia de que traziam outra pessoa junto para ouvir. Tudo um sonho.

UP no Chapitô I: É mesmo verdade

Cada concerto tem a sua história, mas este foi um concerto cheio de histórias, algumas quase inverosímeis. Daquelas que a gente quando conta tem de acrescentar um é mesmo verdade.
duas surpresas totais esta semana

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

correções no alinhamento

Flyin e depois Amanhecer; Queda livre e depois Sea. As únicas mudanças. Talvez a minha nova, que acho que se chama floresta ou caçada. Talvez nenhum destes dois nomes. Tenho de tocá-la mais umas vezes para perceber.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

gtalk sobre o cartaz de uma festa de carnaval

ai meu deus o chacrinha
vai encher
ta antiquado, parvo
perfeito portanto
tem qualquer coisa de bizarro que me agrada
decadente
ya

domingo, 12 de fevereiro de 2012

11-2-2011

Ontem fez um ano que tocamos no bacalhoeiro. E no dia seguinte fizemos duas horas de gravações em take direto, que são as que estão no myspace atualmente. Outros tempos.

alinhamento

Em primeira mão (e sujeito a ajustes)

I Parte
Amanhecer
Flyin
Bells
Open your mind
Requiem num fim de tarde
Back on the road

II Parte
Sea and the rocks
Queda livre
Transatlantica
Tudo o que o vento traz
Jotasounds

58

como é que é o fim desta porra? - zumbi, minuto 58 do último ensaio

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

up no bartô

Os Understood Project tocam dia 16 de Fevereiro no Bartô do Chapitô.
Vai ser uma festa.

super guitarra

O jota com uma guitarra super, cheia de efeitos perfeitos. E as músicas ficam muito mais mais. Ganham uma profundidade diferente.
Assim, o ensaio de ontem foi um dos mais bonitos, sem dúvida. Fazia meses que não tínhamos um som tão bom.
Também fixe foi sair do ensaio e ir comer um prego no "cantinho do táxi" com o tv, tentando fazer um set list especial para o bartô.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

por ser lá

Fiz os meus comentários habituais, que são sempre meio que provocações. Sobre o Celso Amorim, Ministro da Defesa, ser o que cuida da questão dos haitianos, sobre integração destes, etc. Sobre dar vistos para quem chega, preferencialmente. Não são ideias definitivas, mas são questões. E tendo a ser o menos burocrata possível nestas áreas. No que fui mexer. A pessoa que falou comigo, tão séria, me explicou como é diferente a questão por ser . Falou que nunca defendemos fronteiras abertas - onde já ouvi isso. Falou na potencialidade de conflito com os locais... Eu achei uma incoerência, claro. Se pensasse isso teria cuidado com o discurso que ando fazendo sobre situações parecidas mas em outras margens do Atlântico. Fiquei um pouco incomodado, acho que com certa razão. Chateiam-me estas argumentações ideológicas vestidas com pele de pragmatismo.

no blitz :)

"as guitarras infernais de jota com o baixo explosivo de tv levam os ouvintes numa viagem que mistura o rock, o experimental e o ambiente numa jornada de emoções e texturas" (...) "em queda livre lançou uma armadilha energética no concerto nos precarios inflexiveis, apenas passível de ser desarmada muitos minutos depois de uma espiral de transe e louvor ao rock mais sincero e direto" (...) "zumbi, tal como um shaman indígena, incorpora os espíritos do rock e os unifica com timbalões e pratos esquizofrénicos numa orgia de ritmos tribais em open your mind" (...)  "guz toca com um pedaço de madeira tosco a que chama guitarra, fazendo sons que parecem uma revisita ao infantário"

(a brincadeira foi na outra segunda de manhã eu dizer que isso tinha saído no blitz)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

perto

Uma planície. Aqui e ali algumas árvores. O chão é dourado e amarelado. Ali muito ao fundo aqueles cavalos aproveitam algumas pastagens. A paisagem parece vazia ou incompleta. Mas é assim mesmo. Faltam pássaros, aparentemente. Mas eles estão num bosque perto. Pela manhã eles voam sempre por aqui.

vgm

vasco graça moura patético. tal como a sua petição retrógrada, conservadora e colonialista. é interessante ver como um senhor que poderia ter tantos tipos de argumentos (ou afinal não?) só consegue utilizar os piores.
conforme eu disse no fb - agora com linha do tempo - Graça Moura não quer que lhe imponham o acordo. Mas quer impor a sua grafia no CCB.

frio

Todo este frio. Fora pode estar todo o frio que.

5 x 5

No meu contador, agora mesmo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

livros

opino em muitas coisas. nesta sobre o que as pessoas deveriam ler, o que deveriam gostar de ler e as expectativas sobre que tipo de campanha uma empresa comercial que quer vender livros deveria fazer para promover trocas de livros, só tenho vontade de dizer: todos os problemas fossem deste tipo e com este tipo de leitura - há coisas bem piores e polémicas bem mais complicadas.

- apesar -

ao mesmo tempo é bom - apesar de ser mau - porque estimula a autoconfiança.

easy

Assim é fácil. Dar uma solução redonda e abstrata como se fosse uma conclusão muito concreta. Assim também eu - foi o que eu pensei. Ai, fiquei um pouco desapontado.

tal como

O nome da banda é tão bom. Tal como a música. (acho que já escrevi sobre isso).

paredes

hoje o fim da tarde foi dominado por verdes anos, na versão de belle chase. ficou bom, mas faltam coisas. do jeito que está não é interessante o suficiente para mostrar. é preciso pendurar coisas nas paredes que estão erguidas.
(ai que engraçado - não foi consciente a elaboração da figura das paredes! foi paredes a intrometer-se, a sair do subconsciente!)

motivos

quis pintar e me dei conta - talvez como em algum outro dia - de como a casa de banho e a cozinha ficam longe. e as pias me dão jeito para estas coisas de limpar pincéis - faz parte do processo que uma vez iniciado não convém que pare até ao fim da tarefa. talvez isso seja um motivo. talvez não. mas o que importa o motivo para não pintar? o que me importa é o motivo que exista para pintar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

prevalência da substância sobre a forma

Quando ele pegou do seu caderno simplezinho e leu os seus manuscritos para não esquecer de nada, abandonando aquele ar definitivo, peremptório, perfeito, institucional, foi só aí que eu comecei a dar atenção e vi que havia ali um monte de assuntos sérios e que diziam respeito ao mundo dos humanos. Afinal não estavamos só discutindo documentos fechados, calculados, timbrados e poses numa reunião. Saiu-se do institucional e do retórico e entrou-se no material e no espontâneo.

verdes anos

ontem à noite treinei a melodia de verdes anos. a essência está mais ou menos sabida. e é preciso encher de slides o solo para ele ficar mais bonito. mas a questão não é tanto o solo, que serve de referência para quem ouve e para quem toca. importa aconhegar a melodia numa casa acolhedora, consistente e, principalmente, original.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

estava frio

Hoje estacionei pertinho da dupla.

up 16-2 no bartô

basta haver um concerto e as coisas se objetivam, se agilizam, ficam melhores.
é a minha teoria e a defendo com facilidade.
dia 16 lá estaremos, no bartô. pelo meio, uma entrevista para um site. que bacana.

segurança

Chego em casa e está o Macedo e os amigos no Prós e Contras, no dia que a RTP resolveu dedicar à segurança. O dia em que a RTP se dedicou a assustar as pessoas, portanto.
Falam das máquinas multibanco que são assaltadas. Não falam de outros assaltos, como o do BPN. Quantas mil caixas multibanco devem equivaler a isso?
Para mim, o Macedo fica ligado à machadada na ponderação do direito de privacidade que antes existia na lei de vídeovigilância. Até podem dizer que a lei tinha alguns problemas. Sim, claro. O certo é que agora tem muitos mais.
Esta discussão da vídeovigilância, de resto, teve muito de Orwell. À potencialidade de se criar um grande big brother, adicionou-se palhaçada a sério a lembrar a novilíngua de 1984: ousaram ensaiar chamar a lei da videovigilância de lei da vídeoproteção. Felizmente depois sossegaram com esta brincadeira.
Enfim, mas a lei está aí. A CNPD ficou completamente sobrando. Perdeu seus poderes essenciais para o Ministro. A CNPD só fica "a ver" e mesmo assim é só às vezes que fica a ver. A lei agora é uma lei desequilibrada que das magistraturas aos advogados mereceu repúdio, apesar de Macedo falar que mereceu "uma certa polémica".
Este abacaxi é só teu Macedo. Espero que tenhas muito remorsos. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

mogwai

Nunca dei muita atenção para Mogwai. Porque achava que era um post-rock a quem toda a gente fazia muito salameleque. Parecia comercial. Até que "prontos" ouvi umas músicas das quais gostei imenso, como esta, de um cd fantástico, cheio de preciosidades.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Seria bom

devem ter feito um post-it com isso...

impostos: aumentar;
proteção social: cortar;
salários: baixar;
direitos dos trabalhadores: avacalhar;
nomeações: malta do psd e pp;
demissões: tudo o que não esteja dentro do anterior;
promessas eleitorais: esquecer.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

tantas quantas

definitivamente não há uma realidade só. há várias. tantas quantas as pessoas. cruzam-se com frequência, em conversas, em diálogos. há diferentes percepções, mas há diferentes realidades. nada deste negócio, desta mentira, da realidade única, objetiva, em torno das quais as sensibilidades gravitam à volta e vão sacando  fragmentos e diversas óticas de uma verdade. acertar a realidade não é acertar num alvo em movimento: é que ela é mesmo impossível atingir, por ser totalmente relativa e subjetiva. assim cada um acredita no seu real, vive com ele. com isso se supera ou se limita. se é que há verdadeiramente isso de superar - porque na verdade não há qualquer limite a transpor, a não ser para fazer estatísticas ou metas quantitativas, para irmos fazendo uma espécie de contagem. as barreiras são todas artificiais, exteriores e impostas.
[será isso?]

domingo, 15 de janeiro de 2012

sonho

vi as fotos de frida no museu da cidade. mas o que fica mesmo guardado são aqueles pavões todos, pousados nos galhos das árvores, ao pé da entrada do jardim do bordalo. terá sido um sonho?

aqui

tinha* bons amigos no brasil. o gundo, o rafa, o cardoso, o eduardo, no ie. no thalita o caio, o marcelo, o dores e mais. para alguns mostrei portugal, pequeninho, no atlas geográfico e fiz um sinal em lisboa. "é aqui". vinha por 4 anos.
* e tenho!

lisboa 24

dia 13 fez 24 anos. foi um voo da varig. chegamos cedo. (acho que já escrevi sobre isso) estava um frio enorme (um pouco mais do que estava na última sexta - pensei nisso). quando abrimos as malas elas ainda tinham o calor do brasil. seria mesmo do brasil? prefiro guardar assim, sem dúvida. fomos para alcantara - travessa da amoreira, dona alice. o taxista enganou-nos. deu uns 3700 escudos. um enganado só sabe que foi enganado depois que fica sabendo que foi enganado. paciência. depois foi sempre cada vez melhor. alcantara: em 1988 me assustou. tudo velho, muitos velhos. e tinha um pingo doce - achei engraçado o nome. isso foi no dia 13. poucos dias mais tarde ja tinhamos passado pela marginal de cascais - lindíssima - e conheci os canfield. como o tempo passou.
(e se eu não me interrompesse aqui este post não tinha fim) incluiria o quanto hoje em dia eu gosto de alcantara, por ser do jeito que é: tudo mais antigo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

coisas boas

terminamos a conversa, ela saiu, foi pagar quotas eu acho, e mais não sei. estava tudo em ordem, eu segui aqui tratando de assuntos. tudo normal. 5 minutos depois bateu na porta, pediu licença e disse: "obrigada. tinha esquecido de agradecer". e tudo passa a ter um sentido melhor, um sentido que faz mais sentido.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

squier

o celso trazia uma squier strato. não tinha pedaleira e eu abarbatei o meu amp marshall de imediato. as músicas dele tinham muitos acordes maiores e eram muito mais convencionais. por isso, eram muito diferentes!

música música música música

tocar com malta diferente. foi interessante e foi bom. características diferentes aparecem. musicalidades novas vem ao de cima. hoje toquei bem também, tudo entrou no sítio. e ainda cantei o que consigo - que é pouco - apesar de cantar afinado. foi divertido cantar knockin e nos intervalos dos vocais ir metendo uns solos. também houve sunday bloody sunday e muitos momentos bons, numa grande jam session.
por outro lado, perceber mesmo que as nossas ideias são mesmo muito nossas - não é normal ninguém tocar as coisas que nós tocamos e isso é importantíssimo; saber que tenho um super companheiro de guitarra, com ideias fantásticas e solos únicos. mas para saber estas últimas coisas não precisava de ter tocado hoje.
ah e, de facto, só me apetece tocar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

UP 2012

Amanhã os UP tocam na primeira sessão do ano.

face

Devemos dar todo espaço necessário para PR e PS mudarem de opinião sem perderem a face. Eu concordo, claro. Mas acho que o PS merece ser bem gozado no seu regresso à versão oposição. Entretanto, também é verdade que a face já está perdida.
Mudem de opinião à vontade, são bem-vindos claro. Mas para meras peças de teatro com enredos de propostas políticas, com políticos que se comportam como atores contratados ora para fazer papel de oposição, ora de Governo, não me peçam mais do que um bem-vindo irónico.
Aliás, isso já se sabia. Assim como se sabe que quando o PS regressar ao Governo não irá reconhecer o que ditou para as atas no tempo em que estava na oposição.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

estrelas

Interessante como havia vontade e o universo desatou a conspirar, dentro das suas áreas de competência. Restam algumas questões que fogem à conspiração universal e passam pelos terráqueos, mas a conjugação das estrelas está feita. Até ao fim da semana se verá.

começou

Hoje começou o acordo para mim.
Já em 2012.