segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não querendo perder a fé, mas preocupado com a atitude (normal, face ao timeco que é) do Grêmio

O Grêmio vai dar férias para os seus titulares, para jogar com os reservas com o Flamengo. É verdade, acabo de ler no Clic Rbs. Entendo o apelo dos sócios que estão preocupados com a hipótese do gigante vermelho ser campeão.
Na verdade, já se sabe que o Grêmio vai entregar o jogo. Aliás, não é "entregar". A questão é que o Grêmio é um time sem qualquer qualidade e que joga o Brasileirão só para fugir da despromoção.
Além de ser mais fácil inventar que se entregou o jogo. Para o Grêmio ganhar de qualquer time fora do seu estádio, aquele a que se convencionou entre os gremistas chamar "Olímpico", é quase uma utopia. Parabéns Flamengo pelo título.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Inter vai ser campeão na última rodada: obrigado irmãos gremistas!

A dois pontos, ainda com direito de sonhar. Vamos ser campeões! O pior é ter de torcer para o Grêmio, que tem de ganhar do Flamengo para sermos campeões. Uma vez na vida, estou torcendo para o Grêmio. Talvez a única.
Até aceito que os gremistas passem a vida dizendo que nos entregaram o título. Será um sacrifício complicado, mas acho que vale a pena. No futuro pode ser que se esqueçam.
Na verdade, faço qualquer acordo com os gremistas desde que ganhem destes perebas do Flamengo. Eles até podem vir à festa do título e ter direito a poster na sala nobre do Beira-Rio.
A tabela:
1 Flamengo 64
2 Inter 62
3 Palmeiras 62
4 São Paulo 62
Vamos ter fé na última rodada colorado! A semana passada estava mais difícil!
Vamos lá Inter!

Nota da Casa do Brasil de Lisboa à Cimeira Ibero-Americana

A CASA DO BRASIL DE LISBOA saúda a Cimeira Ibero-Americana que se realiza em Portugal.
As brasileiras e os brasileiros constituem uma grande comunidade em Portugal e na Espanha, que atinge mais de 250 mil pessoas. Vieram para dar o seu contributo imediato no plano demográfico, numa Europa que precisa de pessoas. Trouxeram a sua força de trabalho, importante para o crescimento dos países, mas também para a sustentabilidade da Segurança Social. Acrescem os outros contributos, até mais importantes: a ideia de Europa é uma ideia de encontro de povos e de culturas, de trocas e de reconhecimento de todos na prossecução do bem comum.
A CBL espera que a cimeira tenha uma palavra especial para os migrantes ibero-americanos, que cruzam o Atlântico num sentido e noutro e também dentro dos continentes europeus e sul-americano, procurando uma vida melhor. Migrantes que, muitas vezes, deslocam-se entre os países ibero-americanos, e não para outros, por terem a expectativa de encontrarem um povo irmão, que os irá acolher com todo o reconhecimento e igualdade.
Assim, a Casa do Brasil de Lisboa apela a que a Cimeira discuta a questão das migrações ibero-americanas, com muita profundidade. Consideramos pontos essenciais:
- a regularização dos imigrantes não regularizados;
- a protecção e reconhecimento de direitos dos migrantes dentro da comunidade ibero-americana, seguindo-se o bom exemplo dos países do Mercosul, que vêm ampliando estes direitos nos anos recentes, em particular direitos de circulação, residência e trabalho;
- a assinatura pelos países ibero-americanos da Convenção Internacional da ONU sobre a Protecção dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e suas Famílias;
- o repúdio a políticas, legislação e atitudes xenófobas de partidos, movimentos e até de governos, que, infelizmente, têm crescido na europa, inclusive com a criminalização da condição de imigrante indocumentado, como é o caso extremo da Itália.

SOS Honduras

SOS Honduras, no Jornal do Algarve.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Palpite

A dois jogos do fim do campeonato:
São Paulo - 62
Flamengo - 61
Internacional - 59
Palmeiras - 59
Meu palpite: o Inter vai ser campeão. O rolo compressor colorado vai conquistar o Brasil.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uma areiazinha fina, que mal se vê mas se sente

Mesmo em abstracto, mesmo não querendo ter regras, há alguma coisa que diz se algo pode ser mais, se pode ser menos, se está certo ou se está errado.
Mesmo se o caminho era para ser errante, persiste algo - não sei explicar bem. Onde se deve parar, quando se dá por encerrado, por satisfeito, o que é suficiente. Satisfação para si ou para os outros? Esta (in)compreensão pesa também. A satisfação tem de ser pessoal. A maior satisfação possível, face às circunstâncias, às possibilidades, ao que se pretendia. Se é a satisfação dos outros, daí é impossível saber quando tudo deve terminar. Aliás, nesse caso não se termina, não se completa nunca e jamais se encontra algum conforto e satisfação.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lx - 2009 - Arte

Foi um fim-de-semana cheio de abertura de cabeça. Também por causa da ArteLisboa 2009.
Em 2006 estive na ArteLisboa 2006, como podem confirmar estas figuras: o Sábio Anónimo e a Gangue dos Plocs.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cabo

É preciso um cabo de aço muito largo e forte. É preciso que ele seja bastante flexível, para se esticar em várias ocasiões e não se partir nem ficar danificado.
É importantíssimo que este cabo de aço tenha no seu núcleo 3 fios fundamentais: um de calma, um de paz e um de tranquilidade.
Este cabo é o único que pode segurar grandes estruturas.
[cabos, montagens, estruturas]

Brasil - Portugal

Novidade da Aldeia Blogal foi o que aconteceu à "Blogaria - Linkaria", devido à minha conduta. Sim, assumo a responsabilidade e a culpa.
Cometi uma maldade: dividi os blogs entre Portugal e Brasil. Mas fiz com critério de jus solis e não direito de sangue. Por outras palavras - e talvez estas sim com um mínimo de coerência - o critério que divide os blogs portugueses e brasileiros não é o da nacionalidade do autor, mas sim o critério de onde (eu acho que) o autor está.
O motivo (tudo costuma ter um motivo) é simples mas importante. O espaço de blogs e links estava grande demais e era preciso inventar uma forma de o dividir.

Tigrala

Grupo novo - o Tigrala - no meu espaço "Músicas" (que merecia um nome mais imaginativo).
O critério é o de sempre, muito exigente, que é apetecer-me. Brincadeira, não sei bem qual é o critério geral. Não é preciso aqui critérios gerais, felizmente. Mas o critério do Tigrala é simples: é ser um projecto relacionado com o Norberto Lobo, que sempre faz coisas criativas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Águas profundas

O anterior post é uma espécie de diálogo comigo mesmo. Um balanço.
Este balanço surge porque estou relendo o livro "Em águas profundas" de David Lynch. O livro é muito criticado - acusam-no de ser superficial. Talvez seja. Acho que deve ser. Eu, no entanto, agradeço a superficialidade. Não o leria se fosse uma tese de doutoramento ou algo muito analítico, seja sobre cinema e processo criativo, seja sobre a vida de David Lynch, seja sobre a meditação trascendental (os temas do livro, em síntese).
Assim, fica-se com umas achegas e, para já, chega e sobra.

Ideias

A ideia, de facto, não chega toda de uma vez só. Vem como um lampejo e depois é um ver se te avias para não a perder e tentar chegar o mais próximo possível dela.
Podemos ir tentando chegar nela por aproximações, perguntando à ideia o que ela é, quando perdemos o rumo.
É muito interessante e difícl esse processo. Mas sim, e inacreditavelmente, isso faz algum sentido e tem alguma lógica na prática.

Apagada?

Atenção: esta mensagem já foi apagada da parede. Faz tempo, aliás.
Talvez não esteja apagada. Talvez esteja lá, com tinta por cima, esperando pacientemente para um dia voltar à tona.
E se for escrita a mesma mensagem novamente, com todas as letras? Será a mesma mensagem? Ou será uma imitação daquela mensagem?

Evolua e ignore as consequências

Via Anti-Blog de Criminologia.
"Esta é sua vida boa, até a última gota.
Não vai ficar muito melhor que isso.
Esta é sua vida, e está acabando a cada minuto que passa.
Isto não é uma palestra, muito menos um retiro de final de semana.
De onde você está agora, não é nem possível imaginar como será o fim do poço.
Somente após o desastre podemos ser ressuscitados.
Somente depois de perder tudo você estará livre para fazer qualquer coisa.
Nada é estático, tudo está evoluindo, tudo está desmoronando.
Esta é sua vida, e não vai ficar muito melhor que isso.
Esta é sua vida, e está acabando a cada minuto que passa.
Você não é um belo e ímpar floco de neve.
Você é a mesma matéria orgânica decadente que todo o resto.
Somos todos parte da mesma pilha de compostagem.
Somos a maior e mais completa escória do mundo.
Você não é sua conta bancária.
Você não é suas roupas.
Você não é o conteúdo de sua carteira.
Você não é o seu câncer intestinal.
Você não é o seu capuccino.
Você não é o carro que você dirige.
Você não é a marca das suas calças.
Você precisa desistir.
Você tem de desistir.
Você precisa se dar conta de que um dia, você vai morrer.
Enquanto você não perceber isso, você é inútil.
Eu digo: Que eu nunca esteja completo.
Eu digo: Que eu nunca esteja contente.
Eu digo: Livra-me do mobiliário sueco.
Eu digo: Livra-me da arte 'original'.
Eu digo: Livra-me de uma pele sem manchas e dentes perfeitos.
Eu digo: Você precisa desistir.
Eu digo: Evolua e ignore as consequências."
(Extraído do Clube da Luta, Direção de David Fincher)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Febre do chorinho

Qualquer dia há um grupo de chorinho para cada música. Talvez mais até. Mais grupos do que executantes.
Mas isso é bom. Chorinho vale a pena.

Presente

Ausente não.
Estou é tentando gerir forças nessa época do ano, onde se começam a apresentar todos os relatórios, todos os pedidos, tudo de tudo. Muitas cartas, a buscar umas coisas e a propor outras.
Estadias mais cirúrgicas, sim, até porque, felizmente, os computadores, no meio de tanta actividade começam a escassear. E é aí o grosso do meu trabalho.
Portanto, ausente não. Na verdade muito presente. Com projectos em curso e muita escrita.
Na verdade, presente nas fundações da casa, em baixo do soalho e por dentro das paredes. Onde devo estar neste momento. E mesmo assim não é suficiente, mas para ser suficiente é preciso mais gente, mais cabeças e mais braços.
(Muito bom escrever este pequeno balanço, que me permite compreender isso tudo)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

28

Meu novo meio de transporte é uma das 1000 experiências mais importantes do mundo (isso é um acrescento à postagem inicial e acho que justifica-se).É bom olhar para a cara dos turistas quando ele começa a chegar na Graça: ficam todos babados e com aquele sorriso estampado na face de uma criança que está indo pegar um trenzinho no parque de diversões. E eu fico morrendo de inveja: queria estar pegando o 28 como turista e não como um meio de transporte para o trabalho. Ao mesmo tempo me dou conta do privilégio de ir para o trabalho num elétrico que não sendo formalmente, é reconhecido como um roteiro turístico da cidade de Lisboa, sendo ele próprio um símbolo turístico daqui.
Mas o 28 passa pela minha casa, perto do meu trabalho voluntário e ao lado do meu trabalho. Ou seja, foi feito para mim.

Links

Nem sempre é permitido editar links aqui e às vezes isso condiciona as minhas postagens.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Escape

Uma espécie de urgência se abateu e em pouco tempo já estava dando andamento ao projecto. Mais uma forma de tentar tirar as coisas cá de dentro, ou pensar que as estou tirando.
Para início a perspectiva é muito clara. Aproveitar tudo deste olhar inocente, infantil, sem qualquer abordagem técnica que não aquelas que, de uma forma ou de outra, eu possuo em mim.
Talvez o medo das limitações, sei lá. Talvez querer aproveitar para achar que posso fazer bem ou mal - isso pouco importa - sem qualquer responsabilidade. Aproveitar uma coisa que posso fazer sem saber nada, sem grandes aconselhamentos, sem saber a fórmula, sem fórmulas, sem qualquer pretensão, sem vigilância, sem nada a provar, nem nada a apresentar e nada a imitar. Talvez se tivesse um professor já me dava algum sentido de compromisso nisso e tudo era jogado pela janela.

Uma interpretação (ou um meio) para a liberdade

Trago para aqui uma entrevista do Coppola, que não li. Trago porque quero ler logo que possa. É preciso ler sempre antes de publicar? Algumas coisas talvez não, acho que essa é segura.
Mas quero falar de outra entrevista dele, que ele deu ontem para as RTP.
Uma ideia me impressionou: ele quis fazer outros filmes, outros tipos, outros modelos. Não quis ficar aprisionado naquele padrão, reconhecido pelo mundo como de excelência. A excelência, ou o reconhecimento da mesma pelos outros, não serve para nada se a pessoa não se sente completa.
Uma parte que não aparece nessa entrevista é a que ele diz, através de outras palavras, que é feliz porque é rico e pode fazer os seus filmes com independência e autonomia.
E o brabo é que é um pouco isso mesmo. Liberdade pode ser isso. Ter dinheiro para fazer os seus próprios filmes (ou outras coisas), sem dar grandes explicações e sem seguir os padrões dos outros, sem cumprir agendas alheias à própria vontade.

domingo, 8 de novembro de 2009

Novo II

Novo é uma palavra bonita, sempre jovem, sempre cheia de muitos significados e muitas dúvidas. Os optimistas encontram no novo boas perspectivas. Os pessimistas uma oportunidade para olhar para o passado - mais seguro, independentemente se melhor ou pior.

Novo

Escrevo de uma nova plataforma de lançamento de ideias, se assim posso chamar este novo sujeito a quem afago as teclas.
Vários links novos no site: na música o Manuel Lobo; nos blogs, o "Eu sou eu e as minhas circunstâncias" e "Os tempos que correm".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chimarrão II

Agora, nada de mate no Museu Iberê. Vejam o último quadrado.

Chimarrão I

Na manhã porto-alegrense, o chimarrão.

Vistam-se por favor

Rodoviária de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Impulsos

Um escrito, no Museu Iberê.
Onde estão esses impulsos? Também quero.

Muitas saudades de POA


O Centro de Porto Alegre ao fundo. Nas minhas costas o Museu Iberê Camargo.
Que dias! Tão fantásticos.

Rio, que saudades

Esta também é bacana. Lembra a capa do disco do post anterior, a propósito.

Population Override

Baixei o Population Override, do Buckethead.
Muito bom, mas não abre tanto a cabeça como o Electric Tears.
Do mesmo guitarrista, com uma discografia vasta, só quero mais uma coisa: o Colma. Difícil de encontrar.

Já com saudades do Rio















É difícil escolher uma foto mais bonita do que as outras no Rio de Janeiro.
Por isso, praticamente escolhi uma ao calhas.

Meo. Posso desligar também?

Há uma coisa boa em ter o Meo.
É quando conseguimos desligar a TV e conseguimos ler, ainda que sejam coisas na internet (se bem que assim não me dê muito o efeito de relaxamento), escrever, seja em papel, seja na Aldeia, seja aqui e tocar violão (hoje não consegui fazê-lo).
Com a Meo em casa, aprendi a valorizar de novo aquele silêncio (só interrompido pela música - e também pela TV mal sintonizada) que por aqui reinava.

Um pouquinho

Às vezes dá um cansaço. Talvez seja um aprendizado.
Fala-se, fala-se, fala-se a bem. Dizem que sim. Talvez só para encher chouriços. Acabamos tendo de falar a mal.
Cansa, sinceramente. Já tive momentos de maior tranquilidade, já tive mais paz.
Bastava que as pessoas fossem só um pouquinho mais atentas ao lugar onde estão, um pouquinho interessadas. Um pouquinho de nada, aliás. No entanto, mesmo esse pouquinho é uma quimera. Simplesmente não compreendem. Culpa minha também, talvez, por não imaginar que há quem não se interesse e pronto. Se ao menos se interessassem não era mau. Não sei.
Será que acham que isso que faço é só por acaso? Que há umas pessoas incumbidas de uns assuntos porque lhes dá na telha?
Amanhã vemos. Mas era melhor não precisar dizer estas palavras, do "amanhã vemos". E o pior é que não fui eu que disse o "amanhã vemos".
Cansaço, cansaço, cansaço.