sábado, 28 de fevereiro de 2009

Responsabilidade

António Costa hoje cerrou fileiras contra o Bloco de Esquerda, no Congresso do Partido (que se diz) Socialista, com o clichet habitual da "irresponsabilidade".
Talvez tenha esquecido do programa do Partido Socialista, que dizia que ia referendar o Tratado da União Europeia e que o PS era contra o Código do Trabalho. Depois, a execução do programa, foi o que se viu. Toda a "responsabilidade" que se conhece nestes dossiers. Verdadeiras lições de coerência e palavra com os seus votantes. Ou seja, tudo ao contrário, chocando membros históricos do próprio PS.
Aliás, por isso devem ter chamado os do BE de irresponsáveis. Talvez não seja hábito que um partido queira honrar o seu próprio programa.
Assim como foi muito responsável chumbar há 5 meses todos os projectos de lei que pendiam na Assembleia da República sobre casamento de pessoas do mesmo sexo, só para agora ter "qualquer coisa de esquerda" como bandeira.
*Infelizmente a lista de incoerências e irresponsabilidades é mais longa, por isso não estão aqui a redução das pensões, os professores, a não oposição do Governo à Directiva do Retorno (faça-se aqui a reserva, na Directiva da Vergonha. Apesar da posição do MAI, que a aceitou, a maior parte dos eurodeputados do PS votaram contra).

Caminho pela frente

Uma das coisas mais difíceis nisso do viver é que só se as compreende na perfeição depois de se ter passado pelos momentos.
Na altura eu não compreendia o privilégio de estar ali, naquele palco, ou naquele, ou mesmo naquela festa naquele hotel, tocando.
As coisas pareciam ser tão normais. Mesmo um ensaio, tão normal, hoje faz falta. Havia dias especiais, quando nos reuníamos unicamente para tocar aquilo que nos dava mais gozo. Era uma força enorme.
Estava com pessoal que sentia o som que produzia. Sentia. Em qualquer acorde. Deixar-se levar depois de dar o primeiro acorde. A partir daí já não eramos nós a comandar.
Houve chatices também. Poucas. Ultrapassei-as. Sou bom nisso.
O que eu tocava e o que eu toco. Incrível. E tinha a cabeça cheia de sonhos, misturados. Muito mais vontade do que técnica. E não tinha vergonha. E como tinha tempo. Muito tempo. O curso prejudicado, a música exacerbada. Opção temporária, digna de um belo lugar na memória. Dois anos assim, um desastroso na faculdade.
Até que vieram as opções a sério. Todas convencionalmente correctas. Todas conscientes. Tenho gosto por isso tudo o que faço. Mas com aquela saudade e talvez algum vazio. A escolha foi fácil. Não devia ter sido. Escolho facilmente algumas vezes. Ando para a frente e não olho para trás. Não sei, na verdade, qual botão desliguei na altura. Algum foi e, provavelmente, fi-lo conscientemente.
Agora é preciso repor um pouco de música, colocar as coisas no lugar. Isso tem de ter conciliação com tudo o que faço hoje em dia.

Who's gonna ride your wild horses?

Fiquei com esta música na cabeça hoje, depois de ouvi-la na Last.
Lembro-me de quando a ouvi pela primeira vez, há sensivelmente 16 anos, na praia. Na Costa da Caparica. Eu, o Pedro e um pessoal amigo.
Tudo era novo, inclusive o "Achtung, Baby", revolucionário na verdade, como hoje ainda é.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Coerência

Cada vez as coisas vão ficando mais encantadoras.
Dá até vontade de rir. É o que há. E pelos vistos, para mais não dá.
O mais intrigante é que há tanta gente satisfeita assim. Ou que irão defender isso. Ou que já defendem isso, publicamente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Coisas boas

Trabalhar e resolver não tantas coisas no trabalho.
Ir ver Milk com amigos do trabalho. Ir para o Bairro Alto, de carro, e arranjar lugar para estacionar (na verdade isso cheira a acertar no Euromilhões).
Ir às Catacumbas, encontrar Guiness em promoção, tomar uma Super Bock. Descobrir o que cria o barulho dentro da lata de Guiness. Jogar conversa fora, com algumas poucas coisas sérias pelo meio.
Chegar às 3.00 em casa, dormir até às 8.00 e ir para um compromisso de trabalho importante, às 9.15.
Meter tudo no blog, dois dias depois.

OV

Como os Ornatos Violeta é difícil encontrar.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coisas boas e tranquilas

Sair do trabalho com várias coisas tratadas.
Ver os Contabandistas na associação.
Chegar em casa e ver uns vídeos do Metallica na RTP2 (alguns hilariantes) às 2.00.
Acordar relativamente cedo e ir ouvindo Fito Paez no carro, até ao Parque das Nações.
Lá encontrar o JP e o AR e andar de bicicleta.
Regressar a casa e meter tudo no blog.
Agora, roupa, louça, meu quarto, pagar contas.
Mais tarde, ainda hoje: guitarra e cinema.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Foto do perfil

Entretanto pus uma foto no meu perfil.

Queremos tipo cenas (...)

Há umas coisas fixes que acontecem de repente, quando menos esperas.
Também há coisas más, mas (e esta hein: "más, mas") há coisas que te batem à porta sem pedir grandes licenças e que são de cultivar.
Aqui está um bom exemplo de post bem abstracto e que até para o autor é difícil apanhar o sentido.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O dia que se seguirá igual ao que se seguiu

Às vezes só te apetece escrever.
Mas tens de te deitar e te recompor para fazer tudo igual ao dia que passou, com a única diferença que será no dia seguinte.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

18002, para ser exacto

Já cá faltava!
E fica a pergunta: há quantos dias e há quantos posts eu não escrevia sobre estatísticas?
Ainda teremos um post sobre isso!

Scolari na selecção brasileira

Já que Portugal prefere se afundar sem ele, espero que Ricardo Teixeira chame o Filipão para a selecção brasileira. Ainda vamos a tempo de ele preparar o time para o Hexa.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Trabalhadores contra trabalhadores

Na crise e no desemprego, um dos problemas é o de que os trabalhadores nacionais passam a estar contra os trabalhadores estrangeiros por julgarem estes últimos como os que lhes tiram trabalhos ou condições de trabalho.
É, na verdade, uma história muito mal contada e muito parcelar. Rompe pelo elo mais fraco, aliás como sempre. E aqui entra a Europa sim, com as suas políticas irresponsáveis na área dos direitos dos trabalhadores, tanto europeus como de países terceiros.
Mas nem quero ir tão longe. Quero é dizer que aqui os sindicatos tem um papel fundamental que jamais deveriam admitir esta situação de trabalhadores estarem contra trabalhadores. Devem promover uma verdadeira solidariedade entre trabalhadores. Os nacionais devem entender que uma das razões argumentativas da igualdade (que já como princípio deveria ser aceite) é o da defesa dos seus próprios direitos. Se não há direitos diferentes para uns e outros, se há uma efectiva fiscalização, o dumping terá de acabar.
Claro que sei que os “Governos” ou melhor os “interesses” da Europa relutam com isso. Tudo isso complexifica projecções futuras. Mas isso também das projecções deve ser substituído pela noção de que há coisas certas e há coisas erradas. Coisas erradas, delírios colectivos fizeram com que a Alemanha legitimasse o que legitimou contra os Judeus. Por isso, uma coisa é simples de prevêr: se a Europa não repensa políticas, se não coloca fim à perseguição aos imigrantes não regularizados, se continua a legitimar políticas de hostilização aos diferentes (e no mundo diferentes somos todos nós), irão se desmultiplicar, ou pelo menos irão surgir mais depressa do que seria de esperar, os radicalismos contra todos os que sejam de fora, mesmo numa vertente intra-UE.
Escrevi isso no blogue "Sem Muros", do Miguel Portas, a propósito do post "Isto anda tudo ligado".

Risco total

Nunca apertar Enter ao invés de Delete.
Mas estão ao lado no teclado. É sempre um risco.

Abertura e convergência de Esquerdas: Bloco

"Nesta Convenção não houve uma palavra de sectarismo contra outra esquerda. Nunca nos enganamos de adversário"
Francisco Louçã
na VI Convenção do Bloco de Esquerda
Mais no Twitter, no Flicker e no país

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Glam Rock

A rádio da LastFM era "Izzi Stradlin'" (sabem, um dos que foi guitarrista dos Guns).
A música dele é boa e de alguns artistas relacionados também, como Gilby Clarke, Rolling Stones, G'N'R, Slash Snakepit, Skid Row (embora esta banda seja mais raro ter coisas boas).
Mas não é isso que quero contar... O que quero contar é que isso abriu a porta para o "Glam Rock" ou lá como esta porcaria se chama. Quando eles entraram não queriam mais sair e houve uma sequência grande de "banir da LastFM" por minha parte. Assim, seguiram de carrinho: Great White, Def Leppard, Whitesnake, Hanoi Rocks, Cinderella (!), Rose Tatoo, Warrant, Saigon Kick, Winger, Motley Crue.
Por um lado foi bom. Talvez nunca mais apareçam.

Greves de trabalhadores ingleses contra estrangeiros - 500 caracteres

"Mau exemplo inglês"
Ter presente as dificuldades dos portugueses que emigram é importantíssimo para perspectivar o nosso olhar para os imigrantes em Portugal.
Portugal-país de Emigrantes-deve ser um exemplo de bom acolhimento e de igualdade entre todos os trabalhadores.
A bonança é sempre menos duradoura do que a tempestade nestas matérias e os maus exemplos não podem nunca ser usados por qualquer Governo para desculpar que não haja empenho absoluto no único caminho possível:a promoção efectiva da igualdade.
4 de Fevereiro de 2009 17:10 por GWB - no www.esquerda.net

Heterónimos

Às vezes tenho a impressão de ter pelo menos 2 ou 3 heterónimos.
Há uma certa díficuldade, em algumas ocasiões, em pôr toda esta gente de acordo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Critérios

Às vezes surpreendo-me. Escrevo umas coisas que estou cheio de dúvidas e os outros acham que está bom e até claro.
Às vezes é bom mostrar, mesmo antes de estar pronto. Ajuda-me a ter uma linha. Às vezes o mais difícil é encontrar a linha.
Em conclusão, ou não: às vezes escrevo coisas que custam tanto a ser escritas que perco um pouco os critérios.

Rascunhos "definitivos"

Como se vê, os posts anteriores são todos rascunhos, que estavam engavetados em algum lugar do blog/do passado.
Apresentei-lhes à luz do dia tal como estavam, apenas acrescentando a data do início da sua salmoura e uma ou outra nota que tenha tido vontade (muito de tudo é vontade) de escrever.
Isso integra-se nas medidas de tramitação acelerada de tudo o que está pendente em minha vida.
Como queria que isso fosse sempre assim.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O bando

Passaram todo o dia caçando, apesar do lago que se encontrava junto ao acampamento ter tantos peixes que quase saíam para fora das margens.
Caçaram um enorme urso, emboscando-o com todo o engenho e arte, mas colocando em risco várias vidas durante o abate. Quase se esvaíram do cansaço físico e principalmente mental, esforço necessário para que a armadilha resultasse.
Que risco enorme! Porém, tudo havia corrido bem.
De regresso, voltando ao acampamento, tropeçavam nos ovos dos muitos ninhos, que, há poucos metros do acampamento, serviam de habitação a uma quantidade quase infinita de patos que se passeavam à vista do caçador mais distraído.
O resultado da caçada foi fantástico, a cabeça do animal combinou com o tecto castanho da sala do chefe da tribo. E o chefe da tribo vizinha iria morrer de inveja .....

Logo a seguir à caçada o chefe felicitou o bando pelo resultado da caça. Lhes disse que estava tão contente que este passaria a ser um momento especial nas suas memórias, que estava pensando em publicar.
E atalhou para a seguinte frase:
"Amanhã seria tão bom apanharmos aquele mamute furioso que (...)"
Rascunho de 10-08-2006

Muros


Rascunho de 15-04-2005!!!!
O rascunho era só a foto. Desde então, os muros não pararam de crescer. Espero que o senhor da foto tenha conseguido atravessar o muro, se era esse o seu desejo.
Quantos posts relacionados com muros eu escrevi desde 2005?
A foto não é minha. Já agora, de quem é?

Eu não diria isso...

Rascunho de 02-08-2007

Tentarei

Rascunho de 02-08-2007

Eu também

Rascunho de 02-08-2007

E não voltaram

As palavras fogem e desaparecem.
Rascunho de 29-12-2008

Dificuldade

É difícil comentar o assunto do Sócrates. Até tentei escrever, mas não sei o que pensar. Direito e política se cruzam numa situação que é uma fronteira e que parecia ser um mero caso académico.
Rascunho de 30 de Janeiro de 2009

J.K. Rowling já pediu ajuda a Santana

A escritora afirma que pediu ajuda a Santana Lopes, próximo líder do Grupo Parlamentar do PSD.
Santana já confirmou que pretende dar o seu o apoio, mas lembrou que existem meios alternativos de resolução de conflitos, tendo disponibilizado o seu avatar no Second Life, para que a mesma possa consultar o Centro de Resolução de Conflitos do Ministério da Justiça de Portugal.
João Tiago Silveira, Secretário de Estado da Justiça, por seu turno, alertou que o Centro de Resolução não tem competência em casos relacionados com criaturas mágicas, mas prometeu estudar o assunto. Conforme adiantou "mesmo que fosse competente no que toca à matéria, parece-me que não existe competência, por estarmos perante um conflito que envolve criaturas mágicas". "Irei disponibilizar um Gabinete do Ministério para o estudo aturado desta questão".
Estando a discussão nestes termos, a escritora britânica informou a Santana, bem como a Silveira, de que pretende consultar directamente Harry Potter e Hagrid, antes de dar uma resposta definitiva.
Rascunho de 15-10-2007

Satisfação II

É tão bom quando há dias em que conseguimos andar com muitas coisas para a frente.
Talvez por não ser sempre assim, para pena minha.

Satisfação

Uma das maiores satisfações que tenho é ver as pessoas a chegar.
Ver que há mais pessoas e que há pessoas nas quais podemos confiar. Talvez por não ser sempre assim.