sexta-feira, 23 de março de 2012

Higgs ZdB


Ontem vi o concerto de Daniel Higgs na ZdB.*
Foi realmente um concerto (?) inclassificável e indescritível. Higgs pegou nos formalismos, atirou-os ao chão e pisoteou-os um por um. E correu bem a experiência. Uma coisa muito doida.
Basicamente Higgs abraça-se no seu banjo e improvisa o tempo todo. Mescla isso com alguns comentários e algumas cantorias que soam a improviso. É uma mistura de concerto, conversa e teatro. Sempre com o banjo junto, improvisando, tocando coisas mais certas, improvisando de repente melodias estranhas e mal tocadas. As palmas só vieram 40 minutos depois quando ele disse que ia fazer um intervalo. Porque é isso. Ele vai tocando, sem intervalos.
Fez-se um segundo ato, parecido, o mesmo esquema e comentários a quem ia passando na rua, no outro lado do vidro da ZdB. Conversas doidas, todos fomos fazendo a viagem junto com ele.
No encore ele começou a cantar uma música mais organizada. Mas, depois de uns versos, interrompeu para explicar que era uma música do seu álbum novo. Retomou e a meio foi procurar nos apontamentos espalhados no chão - numa espécie de papiro - os versos que faltavam. Também tocou uma música "com uma nota que nunca tinha usado" e pôs-se ali a improvisar sobre ela...
Enfim, foi mesmo, mesmo, mesmo, mesmo. Nunca tinha visto um negócio assim.
* agora sou sócio da ZdB - vale muito a pena, até em termos financeiros.

:)

Um dia havia de acontecer eu escrever no esquerda.net.
É clicar no link aí em cima para ler o artigo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

infinitamente

começaram a partilhar as suas interpretações do universo e eu fiquei totalmente entediado.

disfarces

No dia seguinte caminhei por Honduras, Costa Rica, El Salvador, à procura do caderninho. Palermo é completamente diferente de dia e de noite. Mesmo assim, apenas sabendo que aquelas notas se tinham perdido num mojito ou numa quilmes, parti em busca de vários bares e várias esquinas da noite anterior. Foi muito difícil. Todas as portas, janelas e recantos estavam completamente disfarçados à luz do dia, como se nada tivessem a ver com a diversão, histórias, romances e álcool que abundavam na véspera.

e o outro

o outro prof. dr. e mais o berimbau disse: longe de mim querer resposta apenas nas leis penais.
foi uma boa manhã.

cidadania

Hoje de manhã o Senhor Professor, Doutorado e o camandro, disse: instrumentos silentes que até hoje perpetuam a discriminação. Calma que houve mais: mecanismos legais que servem para perpetuar o afastamento das pessoas ao exercício de direitos. Continuamos a usar as leis para afastar as pessoas de direitos.
Abriu o debate. Falei dos mecanismos administrativos de controle da regularização dos imigrantes. Mesmo os que trabalham, descontam e pagam IRS não tem resposta clara na lei. Reforcei que entre os "trabalhadores", que deviam merecer uma regularização totalmente consensual, há uma zona cinzenta de exclusão, apenas uma excepcionalidade, que o executivo decide caso a caso. Falei nos não direitos políticos aos imigrantes ou aos nascidos no país que não tem nacionalidade.
E ele frisou de novo: sim, estou me referindo ao conceito de cidadania enquanto mecanismo de exclusão de direitos.
Foi bom de ouvir. No papel, na academia, na construção teórica, considera-se sempre tão absurda a desigualdade baseada na nacionalidade e nas origens. Pena é que entrando no campo da política sejam tão minoritários os que clamam por um tratamento que seja mais igualitário.

só isso

tão só uma questão de querer. ou não, no caso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

tão bom

um post curtinho para dizer como o ensaio foi tão bom e para arejar da seriedade do post anterior.
hoje puxei jotasound logo no início e tocamos ela em versão ressaca de ensaios com os 4. foi do melhor.

Investimentos

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, comunicou hoje ao país que o Governo vai criar um visto especial para estrangeiros que invistam no país, para atrair a criação de riqueza e de emprego. Para Portas, quem efetue depósitos superiores a um milhão de euros, quem faça compras imobiliárias de 750 mil euros ou crie 30 postos de trabalho em Portugal, deve ter direito a um visto muito rápido e competitivo para residir aqui.
Portas falou desta sua preocupação, com quem tem todo este dinheiro para investir. Mas talvez devesse olhar para outros imigrantes que já estão em Portugal.
Os trabalhadores imigrantes são dos mais precários entre os precários. Quando ficam em situação de desemprego arriscam-se a ficar sem a sua autorização de residência em Portugal mesmo que já estejam aqui há muitos anos – uma situação dramática.
E, de facto, há diversas situações que deveriam ser corrigidas na lei de imigração para que a lei não penalizasse tanto estes cidadãos. Até para os imigrantes que tenham um contrato de trabalho revela-se sempre uma enorme dificuldade burocrática a sua regularização em Portugal, mesmo que tenham trabalho, efetuem descontos para a Segurança Social e paguem os seus impostos. São pessoas que investem a sua força de trabalho em Portugal e ajudam o país a crescer. E quando acabam por deixar de investir é exclusivamente pelo mercado de trabalho se ter reduzido drasticamente nos últimos anos.
Em momentos como os que se vive, de crise na Europa em contraponto com o crescimento em alguns países com economias emergentes, como o Brasil e Angola, os imigrantes, tal como os portugueses, que ficam em situação de dificuldade económica ponderam o regresso ao seu país ou a busca por melhores condições de trabalho em algum outro lugar.
Esta é uma situação, claro está, que deveria ser combatida com outras políticas em Portugal, criando condições para que as pessoas não sejam penalizadas duas vezes: pela situação de desemprego e pela situação de irregularidade que daí poderá resultar - que por sua vez complicará ainda mais a sua reinserção no mercado de trabalho.
Assim, ao invés do Governo andar a olhar pelos que tem um milhão de euros para investir em Portugal, talvez o melhor fosse olhar também para quem fez outros investimentos que apesar de serem mais pequenos financeiramente, ajudaram Portugal a crescer com a sua força de trabalho, contribuíram e contribuem para a sustentabilidade da Segurança Social e, muito mais importante do que isso, presenteiam o país com as suas culturas e com a diversidade.

LP

já nos conhecemos há tanto tempo e é tão bom estar aqui esta tarde, com a mão na massa.

domingo, 18 de março de 2012

at last a clear sky

às 17h45 eu chegava. pouco depois apareceu o meu tapping - que nasceu ali e me lembra um sintetizador. quase de imediato surgiram os acordes do jota. foi daqueles dias que tudo encaixa de repente e com o processo concluído damos 20 dúzias de gargalhadas sem parar. tocada a parte principal facilmente veio a introdução, que também ficou muito bacana. a guitarra rasgadíssima do joão e os meus ecos são uma combinação brutal. o nome nasceu há poucos minutos. at last a clear sky tem 3 minutos e meio e hoje tocamos 3 horas e meia.

sunshine 3.33


Totalmente deliciado com esta versão de (...) wild horses - temple bar remix. Assim como com todo o cd extra de b-sides de achtung, baby. Seria exagerado dizer even better than the real thing, mas é fantástico nestas estradas musicais despistarmo-nos e chocarmos a 180 kms/h com todas estas misturas diferentes.
U2 é parte substancial da banda sonora: no line on the horizon, pop, achtung baby, all that you can't leave behind.

451

Volta e meia Farenheit 451 aparece na minha vida. Desta vez o não lembrar o número foi importante. Acho que cheguei em 457 e falei do 911 também, do Moore. E que bom que não havia nenhum google perto para descobrir e desambiguar as especulações. É tão aborrecida a exatidão das conversas, a sabedoria completa acerca dos conteúdos.

e a revolução continuou assim

Danton morre. Não há maneira dele perceber que é isso mesmo que lhe vai acontecer. Apesar de toda a história passada, a personagem acha que vai sobreviver. Bastava uma entrada rápida na Wikipedia para deixar de morrer todas as noites, e fugir. Mas ele insiste teimosamente. Eles não terão esta ousadia. Cai, tal como o copo que com um pouquinho de Douro fez o mesmo que um rio - o vinho espalhou-se rapidamente pelas fendas que existiam na mesa, fazendo dela a sua bacia hidrográfica.
Belíssima peça que vi ontem no Teatro Dona Maria II, encenada pelos Artistas Unidos. No passado vi uma outra, sobre o mesmo Danton, no Taborda, encenada pelo Teatro da Garagem. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

efeitos

fiz umas misturas de efeitos que ficaram tão boas. experimentei ontem no ensaio. um é muito guitarrista pro e fica um pouco descontextualizado, apesar de ser bom de tocar e improvisar uns riffs em cima - eu pelo menos sinto isso. com ele dá para fazer umas músicas de discoteca. ou seja, nada a ver com o meu momento e o som dos understood. mas o outro efeito lembra alguns delays do the edge, com um temperinho pequenino de um teclado, lá no fundo. em termos de programação os efeitos são muito parecidos. basicamente no primeiro há uma distorção e no segundo não há. e muda tudo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

no Porto alegre

últimas notícias do sul

chama-se últimas notícias do sul, do sepúlveda. comprei ontem. faz um pouco de confusão comprar um livro por mais de dez euros, depois de ter adquirido uma molhada deles pelo mesmo preço. mas tem "notícias do sul" e é pequenino. não desisti do meu on the road, lógico. vou lendo um e outro. o do título tem crónicas pequenas.

sábado, 10 de março de 2012

sabores

comendo flocos de neve. o peixe com batatas e ovo agora tem um sabor novo misturado - o das saudades. e as minhas limonadas, que sempre foram tão minhas, agora já não são só minhas. agora tem um monte de boas recordações lá dentro.

bola

e amanhã, não sei bem quanto tempo depois, volto a jogar a bola. à baliza, parece-me o mais viável. vamos ver como vai correr. não pode ser tão bem a ponto de colocar nosso guarda redes - que anda pelas montanhas da frança.

virtudes

o álcool e suas virtudes: a gripe quase indo embora. a ressaca curou-se a falar de duda guennes, no almoço da cbl para ele. a zdb ontem estava tomada por boas ideias, mas tenho a impressão que a minha de misturar conversas sobre os up e tequila, numa ronda de bares do bairro alto, foi mesmo a melhor.

sexta-feira, 9 de março de 2012

bonito, bonito, bonito

conheci finalmente o mini teatro da calçada. maxi em almas boas. a peça foi cordel, sobre cordel :) lembrei o nome de patativa do assaré. valeu mesmo a pena. ando com sorte nessas coisas de saídas.
no fim, peguei o carro e vim de propósito por baixo: santos, cais do sodré, praça do comércio. é um caminho muito bonito, à margem/à beira/ao longo do rio. sobre tranquilidade/paz, hoje foi o dia/noite. 
(tinha espalhado bonito nas várias frases deste post. censurei e perdeu parcialmente conteúdo. bonito, bonito, bonito - tão adequado. os limites da beleza da escrita amputando o sentido das coisas. usaria bonito muitas vezes. estou em fase de gostar e usar este adjetivo. é ver pelo menos os posts sobre glenn jones.)

é mais ou menos isso

e tu tas a curtir isso?
00:41
lisboa?
permite-me dizer foda-se que bom que fui para voltar e amar tanto isso aqui

dá quase um verso para uma canção

eu amo sao paulo
mas tem dias que eu odeio
tou aqui ha dois meses
mas sei lá

quinta-feira, 8 de março de 2012

ui ui

a criação do banco de horas grupal, por decisão do empregador

bom demais de ler

isso tudo para dizer q estes posts são uns disparates. mas é engraçado de ler. é bom ver esta criatividade toda. se não fossem eles talvez não viesse tanto ao 5 dias.
como eu o percebo - talvez melhor do que ninguém!

sobre cartas e formalismos

adoro trocas de cartas formais que rapidamente perdem os drs e etc e tudo já são letras pequenas e acentos desaparecem e já andamos em "um abraço forte, com amizade". a ver se vamos mas é jogar à bola, que já ouvi dizer que também há. é a próxima.

sempre

dia 6 fez um ano e eu não me esqueci. pensei nela o dia todo. mas não escrevi aqui de propósito sobre a sua viagem. na verdade, ela nunca deixou de estar presente. e também por isso, quando entrei naquele lugar na terça-feira, fiquei pensando se ela o conhecia e que, caso não conhecesse, eu estaria mostrando. um dia ela me dirá.

sing again

hoje voltei a falar do concerto do glenn jones, com detalhe. basicamente, pelo que vou percebendo, é uma das coisas para as quais eu gosto de usar a voz - que já está muito melhor: posso voltar a cantar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sobre canções e lugares

há uma canção com o mesmo nome - wish you were here - só que da avril lavigne
acabei de descobrir - tem é lágrimas demais no vídeo

voz

Apenas acenar a um olá, mas dar um sorriso. Ao tudo bem? o mesmo procedimento. A quase tudo que envolva verbalização, o mesmo procedimento. Não tentar falar. Ir à farmácia - falar :s com o farmacêutico. Comer um bitoque com batata frita, por não querer explicar o sem batata-frita - uma supérflua fala, desgastante. Não agradecer quando nos deixam passar numa porta é um pouco constrangedor. Ir ao café e abanar o dedo para dizer logo que não ao café do costume e apontar com convicção para os halls ali ao pé da prateleira com espelho.
Ah! Estou afónico hoje, sim.

terça-feira, 6 de março de 2012

artistas

talvez relacionado, talvez não, no domingo vi a exposição do(s) fernando(s) pessoa(s) na gulbenkian e "o artista", no king. dois bons programas.

domingo, 4 de março de 2012

o mito de Rory Gallagher

hoje o meu queridão LL colocou no meu fb: 
Este é o guitarrista de que te falei. Um dia terão perguntado ao Jimmy Hendrix: "Então, Jim, que tal é ser o melhor guitarrista do mundo?" E ele respondeu: "Não sei, perguntem ao Rory Gallagher..."

rose

e a última história que ele contou foi como ficou preocupado que ia fazer uns shows com jack rose (cujo tour - não sei se europeu - ele disse que se iniciou na zdb). além de jack ser um guitarrista fabuloso, que comia ao pequeno-almoço os que tocavam com ele, disse que tinha medo de perderem a amizade. conheceram-se num show de rose e ficaram logo amigos porque glenn - na plateia - era o único que sabia o autor de uma música que foi tocada. é isso - grande show hoje - momento absolutamente único.

sem lyrics

ouvi aquele guitarrista, sem lyrics, sem um molde predefinido e vi que ele contava estórias com a guitarra. foi a minha grande influência. ele precisou de 4 anos para vender as 95 cópias do seu primeiro disco. mas depois ficou famoso - todos o queriam ouvir. ele odiava ser colocado num pedestal. ele tinha esta característica: se o colocavam num pedestal ele até ficava hostil para mostrar às pessoas que não era assim que queria ser tratado, que ele era humano como outro qualquer.
pelo que percebi ele falava de john fahey

diferenças

gosto de trazer uma ou duas músicas novas, que ainda estou trabalhando, como a próxima - que não está fechada - para o palco. quando estou ouvindo um show gosto de perceber que o músico está criando músicas diferentes. um concerto vale mais a pena com algumas notas fora de tom e com uma ou outra corda partida.
e eu totalmente conquistado a ouvir isso.

boring understood everything, ou algo do tipo

esta música já gravei duas vezes. e nunca consigo tocá-la igual às gravações. não sei porquê. na verdade acho que ainda não consegui compreendê-la na totalidade. mas não me importo, é aborrecido compreender todas as coisas.
esta foi a primeira maravilha verbal da noite

zdb e glenn

o show de glenn jones hoje na zdb foi poesia pura. e fazia tanto tempo que eu não ia à zdb! acho que a última vez foi para ver norman. e vi lá o norberto tocar também. foi muito bom regressar. glenn jones tocou a sua guitarra acústica e suas melodias super americanas. foi muito muito bonito. e depois começava a falar - tão bom quanto ouvi-lo tocar.

trancado

a diferença é que da outra vez que um cd encravou no cd player do carro era skank - já ouvido e já gasto. desta vez é glenn jones, novinho. pode ficar lá trancado algum tempo. vou gostar de ouvir.

sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

as minhas

as minhas influências também são muitas. mas não sei quais são. não tento imitar. chateio-me com tablaturas. fico enfadado em repetir, em fórmulas. uma das razões para sair das aulas de guitarra - que paradoxalmente foram as que me devolveram todo este gosto por tocar - foi ter visto que já não queria repetir, queria fazer alguma coisa minha, mesmo que estranha.
mas há sim uma influência do ponto de vista motivacional. ia eu A5 afora e adentro distribuir tempos de antena numas eleições e dias antes de começar a tarefa chegou na fnac o cd que encomendei quase no escuro: electric tears. lembro direitinho de estar na travessa do corpo santo, antes de me enfiar no Cais do Sodré em direção à Cruz Quebrada e ouvir as primeiras malhas de electric tears e pensar uau, isto é do melhor que há. afinal há tudo isto! este disco foi o que aguçou a minha vontade de experimentar mais. escolho duas músicas de um cd para mim perfeito.
electric tears é uma música de silêncios

apesar do cd ter várias músicas lindas e talvez melhores mustang foi totalmente revolucionária na época para mim

influências

outro dia estava numa festa e perguntaram-me e ao meu queridíssimo amigo ao meu lado o que os understood tocam. parecem-se com o quê? e o bom é que nem eu, nem ele - a falar de fora - soubemos explicar. é ouvir. e as influências? a mesma resposta... como saber?
são imensas. com o que se parece? com várias coisas.

a grama, aquelas árvores, a pracinha, o balanço fora do lugar

hj de manha quando estava esperando a Bri para virmos trabalhar! me lembrei que no ano passado o meu vizinho de cima era tu

quinta-feira, 1 de março de 2012

idas e vindas, destinos, sentidos,
há tanto mar, tanto mar, que mais junta do que separa,
há o atravessar, o regressar, o perder, o ganhar, o voltar, o abraçar,
há o tempo, o espaço,
talvez dispersos, mas sempre agregados num momento

político e jurídico

Foi dito com tanto ênfase o nome do Senhor Professor que pensei que tínhamos voltado ao tempo da Glosa de Acúrsio ou do Comentário de Bártolo. Mas não. No fundo a interpretação do mesmo não passa de uma opinião, como outra qualquer. A questão é muito controversa, óbvio. Nunca disse o contrário. Porém, não é bom plantar coisas na Constituição que não estão lá, pelo menos com este prisma de como se estivesse e com o intuito de restringir. Como se o prolongamento da Constituição pertencesse só a alguns - ainda por cima fora dos órgãos de soberania.
Giro é ver isso dos argumentos políticos em parte travestidos de técnicos - coloco desta vez a questão assim, em parte, porque a CRP não resolve mesmo isso. Podemos falar de uma prática então - não de que isso seja o que fulano defende e que por isso não se pode questionar. Aliás, confesso que olhei até com boa vontade para a perspectiva. Para mim é mesmo só uma interpretação - podia ser esta ou outra. A letra não esclarece de forma alguma - até acho que vai mais para o lado que defendo e depois se enfiou a tal doutrina por cima, preventivamente.
O engraçado nisso tudo é outra Senhora Professora, também reconhecida, e do outro lado, ter dito que nós tínhamos razão, apesar da tão unânime rejeição da nossa interpretação clandestina.
Apesar de às vezes ser melhor não o conhecer com muita atenção, tenho vontade de um dia ver se acho resposta no legislador histórico.