quarta-feira, 30 de julho de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Brique com quase chuva

Podem dizer que estava chovendo. Em coro até, como fizeram.
Na verdade, ainda não estava.
Mas eu precisava era passear por ali. Sentir o chão do Parque da Redenção, ver e ouvir as pessoas. Ainda por cima começa agora a campanha eleitoral. Eu nem sequer queria comprar nada.
Fui mesmo que fosse apenas para ouvir as pessoas dizendo: "vamos fechar a banca por causa da chuva". Ouvi isso, de forma indirecta, não sei se o fizeram - é preciso viver e para isso é preciso ganhar dinheiro, ainda que dinheiro sejam alguns centavos das poucas pessoas que iriam se aventurar no Brique com chuva.
Pelo caminho, comi uma empada de camarão com palmito.
E, quando a chuva forte chegou, meti-me no Maomé para tomar um dos raros expressos bons de Porto Alegre e ler uma Veja de Março que estava por ali, ainda bastante actual, uma vez tinha um artigo muito bom sobre ética (ou mais propriamente sobre a falta dela).

domingo, 27 de julho de 2008

Dúvida Scandurrariana

Terei eu força para pegar e pagar um táxi, com toda esta chuva lá fora, para tentar ir à Reitoria da UFRGS ver o Edgard Scandurra, que toca dentro de 1 hora e 7 minutos no Festival de Inverno de Porto Alegre, correndo o risco de não ter ingresso?
Esta é a dúvida que assalta a minha mente enquanto escrevo estas palavras.
Resolvi me aconselhar com um amigo de bom senso (agora falta 1 hora e 2 minutos par o show). O senso dele diz que apenas irei me molhar e que não haverá ingressos, que são muito baratos.
Sigo o conselho, mas sinto-me um pouco conservador.
"Percorri as montanhas e os vales em volta. (...) Sempre algum mistério perenemente aguardando na extremidade da rota. Mais colinas pelo meio, sempre mais vales a partir das colinas, e o apelo do desconhecido no extremo da rota. Porque na ponta da rota há sempre uma porta."
Carlos Quiroga, in Inxalá - Espero por ti na Abissínia

sexta-feira, 25 de julho de 2008

196 - 2004

Com o presente post, de número 197, a Aldeia ultrapassou os 196 posts de 2004!
Chegará aos 227 de 2005?
2008 vai bem lançado, parece ser o ano dos obstáculos ultrapassados aqui no blog.
Mas nunca se sabe se a fonte da escrita mantém-se ou se cessa de repente.
Por isso, mais foguetes, se houver motivo, só no post 228. E ainda faltam 31 para chegar lá.

Da fraude à esperança e à independência, em poucas linhas

Este post é uma fraude, na qual eu não vou, deliberadamente, escrever nada de especial, nada que se aproveite, nada que valha por si mesmo, pois ele só tem a finalidade de servir de pretexto para a escrita do post seguinte.
Este post, por ser um post dependente, subordinado, subjugado, súbdito, vale pouco por si mesmo. É um instrumento, uma ferramenta e um escravo.
No entanto, ele deve tentar emancipar-se porque, bem vistas as coisas, ele tem o seu valor. Em realidade, o seguinte post também depende deste para existir. Note-se isso.
Mas este post, que começou sendo uma fraude, e que em poucas linhas até passou a ter o seu valor, deve ser ele próprio a lutar para ver reconhecida a sua importância.
Viva os posts rebeldes e não acomodados.
Afinal este post fraudulento (?) acaba bem, com uma mensagem de esperança.

Esmolar guitarras e acabar em cana

Regressado a Porto Alegre, hoje andei tocando violão nas lojas para matar a vontade. Na verdade, queria comprar um para deixar aqui, nesta margem do Atlântico.
Mas me apaixonei pelo Talent II da Di Giorgio. E não pude dar vazão ao sentimento. Uma paixão de 919,00 Reais (com um belo case, atenção). Acresce que um talento destes não poderia ficar abandonado aqui - eu não conseguiria ficar longe. E como ele chegaria a Lisboa, viajando num porão frio de um avião?
Para afogar as mágoas, só mesmo dois pastéis e um caldo de cana bem fresquinho, que foi o que fiz, depois de ter 2 talentosos violões destes nas mãos. O que eu devia fazer era passar tocando nas lojas durante os próximos 15 dias. Como farei 15 dias sem tocar!
Na verdade achava que ia ser fácil comprar um pedaço de madeira qualquer com cordas. E não consigo.

Nós é que agradecemos

quinta-feira, 24 de julho de 2008

2-0 no frio

Inter - São Paulo.
Frio em Porto Alegre. Os jogadores do Inter jogaram de manga curta, os do São Paulo de manga comprida. Indício de que há alguma verdade nas piadas sobre o pouco frio que sentem os gaúchos.
O resultado do jogo foi ótimo.

Bons de bola

"Os brasileiros são bons de bola porque seus filhos, em vez de estar na escola, estão jogando futebol."
Thierry Henry

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O feitiço vai se virar contra o feiticeiro

Ao menos o humor é garantido.
O Primeiro-Ministro não consegue fazer autocrítica, não se lembra, ou não quer ver, qual foi a opinião do PS durante a discussão e aprovação do actual Código do Trabalho. Que bom que a discussão das presentes alterações vai fazer-se e que os "socialistas" querem esmiuçar o debate. O PS actual vai ser desmascarado.
Note-se que o PS, tal como o BE e o PCP, posicionou-se contra o actual Código do Trabalho, este que Sócrates e Vieira da Silva agora querem piorar. O patronato agradece a mudança de posição.
Quem estiver interessado conheça as propostas do PS na altura da discussão do actual Código e se instrua contra os embustes do PS, sabendo que na oposição o PS foi um e que o actual é bem diferente. Fica o lugar onde tudo pode ser consultado: Discussão do Código do Trabalho da coligação de direita.

Jorge Drexler

Eu ainda não ouvi, mas vem fazendo muito sucesso aqui na América do Sul.
" (...) Drexler foi aplaudido de pé e encantou o público que tinha todas as canções na ponta da língua".

RJ em poucas frases

A Lapa, no Rio de Janeiro, à noite, vale muito a pena.
Nunca tinha visto tanta festa junta. Nunca tinha visto tanta gente.
O Carioca da Gema, que astral! Fantástico. Cidade respirando cultura. Lisboa também é assim, atenção. Mas o Rio é mais festeiro. A escola de samba ensaiando ao fim da rua.
O receio, que vendem em doses industriais (acho que é a dose a questão), em poucos segundos se transformou em sede de viver tudo aquilo.
O Rio me encheu as medidas. Merece um regresso digno.

A grande contradição

Saudades de Lisboa.
Da sua luz, dos seus miradouros, do Bairro Alto.
Estas 3 coisas, tão redutoras e tão absolutamente sedutoras.
Há muitas mais.
O café. O Chiado. As livrarias.
Tenho medo de ser injusto e esquecer coisas tão boas desta cidade fantástica.
O Tejo.
Tudo.

Começa em geografia e acaba numa consideração

Depois do Rio de Janeiro, Porto Alegre, aqui estou eu, no centro do Rio Grande do Sul, em Santa Maria.
Já foi o tempo de Santa Maria, tempo passado que insistem em lembrar por aqui. Acho que um dia será o tempo de Santa Maria outra vez. Sinceramente. Porém, neste momento, e ainda, não é o seu tempo.
Mas o certo é que em muitas biroscas do meu Estado paga-se com um cartão de outra parte do mundo. Esta globalização correu bem - porque os bancos querem e quando estes querem tudo avança.
Podiam querer mais coisas, mas que fossem justas e se destinassem ao bem comum.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Enigmas

Há uma música que toca e eu não sei explicar.
Há um poema que leio e que não consigo decifrar.
Tantos são os enigmas num tempo em que o tempo voa.
Tantos os obstáculos, que teimam em se esconder à minha frente.

POA - RJ

Já em Porto Alegre, depois do Rio.
O Rio é excelente. Não é nada do que dizem por aí.
Viva as férias.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Insuportabilidade

As pessoas insuportáveis devem gostar de ser insuportáveis.
Só pode.
E devem achar que é fácil para os outros aquilo que é difícil para si próprias, ao mesmo tempo que acentuam a dificuldade da tarefa, para poder já à partida ir pressionando e cobrando uma eventual falta que não acontecerá. Acentuar a dificuldade para poder desmotivar quem irá executar a tarefa, pode ser outro móbil.
Dar lições sobre o que não compreende, é outra prática insuportável que normalmente é perpetrada por um insuportável.
É díficil explicar, mas acho que é isso que está aí. Mas em duas palavras é uma grande chatice.

Nei Lisboa

Faltou o Nei Lisboa na lista.
http://www.lastfm.com.br/music/Nei+Lisboa;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nei_Lisboa.

Porto Alegre na Wiki

Porto Alegre é a capital do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. É localizada junto ao Guaíba, no extremo sul do país, a 2.027 quilômetros de Brasília.
A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos portugueses na primeira metade do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos (também recebeu imigrantes árabes e poloneses).
O feriado de Porto Alegre é o dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes, festa religiosa mais popular da cidade. É uma das capitais estaduais no Brasil onde o índice de desenvolvimento humano é o mais elevado [3].
É a maior região metropolitana do sul do país, e a quarta do Brasil, com 3.959.807 habitantes (IBGE/2007).[4][1] Na capital gaúcha residem atualmente (2007) 1,42 milhão de pessoas, sendo a décima cidade mais populosa do Brasil de acordo com dados do IBGE.[1][5]
Possui uma arquitetura moderna, e cresceu muito nas últimas décadas em função da grande afluência de pessoas à capital, transformando-se numa cidade superpovoada e um dos maiores centros urbanos do país.
É a segunda capital brasileira com menor taxa de analfabetos no país (3,45%) [6], e onde a venda de livros é a maior entre as capitais.[carece de fontes?]
A longevidade na cidade é de 70,3 anos para os homens e de 78,6 anos para as mulheres, com uma média de 74,5.
O índice de mortalidade infantil (mortes/mil nascimentos) é de 3,87.
O IDH de Porto Alegre é de 0,865 , 9ª melhor qualidade de vida do país.
Foi eleita em 2004 pela consultoria inglesa Jones Lang LaSalle uma das 24 cidades com maior potencial para atrair investimentos no mundo, e a única representante brasileira.[7]
Em 2001, foi a cidade sede da primeira edição Fórum Social Mundial, evento agora itinerante, que enfoca as questões sociais do mundo atual sob a perspectiva da esquerda política. Foi sede deste evento também em 2002, 2003 e 2005.

POA em breve

Osvaldo Aranha;
Ipiranga;
Instituto de Educação;
Parque da Redenção;
Parcão;
Brique da Redenção;
Bar do Beto;
Família;
Amigos;
Boteco do Natalício;
Demétrio Ribeiro;
Praça da Matriz;
Mercado;
Usina do Gasômetro;
Internacional;
Picanha e churrasco;
Gaúchos;
Estátua do Laçador.
Daqui a 9 dias esta é minha realidade, ou volta a ser a minha realidade.
Barbaridade tchê que o vivente me disse está um frio de rachar por lá.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Muita falta faz

Quarto que se vai levantando após as obras.
Aparelhagem desligada.
E assim vejo a falta que faz a TSF acordar-me enquanto me informa das notícias do dia.

12000 entradas

Esta passagem quase não postei. Mas como me divirto com isso, fica o registo.

Aviões, preços, viagens

Diálogo, 2.23 am
(...)
Rafael diz:
gol, 758 R$
Guz diz:
viu so
Rafael diz:
vai lá, eu já vou dormir tb
Guz diz:
758 p*** q p****!
Rafael diz:
me avisa quando souberes datas e quando estiveres aqui, por favor!
Guz diz:
qq dia é mais barato comprar um aviao
(...)

Parece um teorema, sem ter demonstração

Teorema
Legião Urbana
Tirado do cifras.com.br

Não vá embora
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
é exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer

Parece energia mas é só distorção
E não sabemos se isso é problema
Ou se é a solução

Não tenha medo
Não preste atenção
Não dê conselhos
Não peça permissão
é só você
quem deve decidir
o que fazer
Pra tentar ser feliz

Parece energia mas é só distorção
E parece que sempre termina
Mas não tem fim

Não vá embora
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
é exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer

Parece um teorema sem ter demonstração
E parece que sempre termina
Mas não tem fim

terça-feira, 8 de julho de 2008

Atravessar

Quer-se. E pronto. Busque-se o que se quer.
Que se mova (ou não) o resto enquanto se pisa por cima do que se tiver pela frente. A quem ousar ficar à frente, aconselhar a debandar pode ser um procedimento a ponderar.
A força superior deve ser feita mais no sentido de andar para a frente, com convicção e vontade, do que a força de afastar as coisas.
É a única forma.
A onda que vem, mergulhar bem no meio, contra ela. Não se deixar levar por ela.
Se não, ficamos a vida inteira afastando as coisas e arrumando os móveis de um lado para o outro, enredados numa teia de escolhas de terceiros, vontades divergentes e interesses sempre opostos (muitas vezes aos nossos).

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O cuscuz mal amanhado

Enquanto via pensava: "mais valia não ter visto". Quando terminou também pensei o mesmo.
Preferia que fosse um filme como outro qualquer, com um final feliz. No fim da presente semana era tudo o que eu não queria ver. Mau dia para abrir a janela ao baixo astral. Queria que fosse uma história de sentido único, muito crescimento, muita felicidade, poucas dificuldades. O homem que luta e se dá bem. Não estava nada preparado para um retrato bem fiel, tirando a história da motocicleta, da vida e suas dificuldades.
Às vezes, mesmo um bom cuscuz pode dar-nos uma indigestão por o nosso estômago não estar bem e acho que é essa a explicação. A rever.

Novela

Hoje terminou uma novela que me ocupou não muito tempo, mas muita cabeça na semana passada, uma manhã de Sábado (com faltas a meus compromissos musicais e desportivos pelo meio) e até a manhã de hoje.

Loucos e sonhadores

Fixe, fixe foi ir ao Loucos e Sonhadores no Sábado, com menos gente do que o habitual, por haver actividades importantes a decorrer no mesmo dia, que centralizaram a atenção de muitos dos seus fiéis "associados".
Mais fixe ainda é o Loucos depois da entrada em vigor da Lei do Tabaco. Apesar de ser permitido fumar, consegue-se conversar e permanecer lá dentro durante bastante tempo e o tabaco não chateia nada.

A falsa contradição

Porque raio haveria de ter mais vontade de acordar cedo para trabalhar do que para me divertir? Ouvi esta teoria neste fim de semana. Não uma crítica dirigida a mim, mas eu poderia ser o sujeito passível do comentário. "Durante a semana é uma complicação acordares para ir para o trabalho e nos fins de semana acordas cedíssimo, sem qualquer sacrifício, para jogar". Atenção que não é jogar bingo, nem cartas, nem ir ao Casino, coisas que não fazem parte do meu elenco de diversões.
Uma coisa é acordar, ir para o trabalho.
Outra coisa é acordar para fazer um desporto que nos dá prazer, às 7.30 da manhã ou antes, ainda que uma pessoa se tenha deitado às 2.30 da manhã. Não há qualquer contradição.
Afinal, nós não estamos aqui para fazer as coisas que gostamos? Afinal, os recursos que obtemos não é para que possamos, nos tempos livres, agradar-nos a nós próprios acima de tudo?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Esquerda moderada liberal

Politicômetro é um teste interessante para tentar obter indícios de onde andamos políticamente.
O meu resultado foi Esquerda Moderada Liberal - acredita num Estado forte na economia, mas não concorda com restrições à liberdade individual.
Não concordo com o "mas". Acho que ficava claramente melhor um "e". Não entendo o "mas", sinceramente.

Jun. 2008 - 40 / Nov. 2004 - 48 / Out. 2004 - 53

Só em Novembro de 2004 (48) e Outubro de 2004 (53) houve mais posts na Aldeia do que em Junho de 2008 (40).
Esperemos mais 3 anos e meio para passar dos 40 outra vez.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Passo atrás

Se a Europa não servir para defender os direitos humanos, não serve para nada.

Directiva do retorno é a vergonha da UE

Afinal não são só os movimentos sociais a chamarem as coisas pelos nomes:

Barbárie legislativa já tem efeitos transcontinentais

Para Rui Pereira, a Directiva da Vergonha é um passo em frente.
A América Latina, o Mercosul, em reacção inédita em assuntos de imigração já deu a sua opinião: a directiva é um retrocesso, é uma bárbarie, é uma manifestação de racismo e de xenofobia.
O Mercosul tem razão. A directiva é um retrocesso. Aqueles que a aprovaram e a defendem irão ficar sozinhos.
Nunca tinha visto o Presidente do Brasil, Lula, falar assim, nunca: “O outro lado do oceano desencadeia odiosa perseguição aos latino-americanos, muitas vezes cercada de conteúdos racistas”.
O Presidente do Uruguai Tabaré Vasquez refere que “Nos dói particularmente que se tente discriminar e não se respeite os direitos dos latino-americanos que hoje tiveram que buscar em outras terras o que não encontram nas suas, como fizeram nossos avós. Ninguém imigra por prazer, o faz por necessidade”.
Hugo Chavez pede “Buscar uma posição comum é necessário. Temos que prever ações. A Europa civilizada legalizou a barbárie”.
Celso Amorim foi lapidar quanto à previsão de “internamento” para crianças ilegais. Ele diz que, apesar de necessitar fazer uma análise jurídica cuidada "o termo é o mesmo que se usava quando se prendiam os terroristas da então considerada terrorista IRA. Deixar uma criança presa como se fosse um terrorista porque simplesmente não tem um documento para morar no país é duro”, comentou.