terça-feira, 29 de novembro de 2011

nova

e está na hora de arrumar uma música nova para trabalhar. a mais recente não deve resistir inacabada a mais um ou dois ensaios.

sobraram 80

Apesar de chegar com 40 minutos de atraso*, ontem foi um dos ensaios que mais gostei de tocar. Estava toda a malta cheia de feeling e isso se notava, quase se podia pegar.
* obviamente por motivos de força extremissimamente maior!

vs

problemáticos vs solucionáticos
o eterno conflito

domingo, 27 de novembro de 2011

desde 83 e é como o vinho

Duas idas ao Bairro Alto, vários peixes diferentes, até a prometida sardinha "fora de época", pregos e bifanas, ginjinha, até em Óbidos, Alfama, Docas (porque tinha ficado por ver em 2006), Cascais... Super Bock, Sagres, muita cerveja. À mais sacana, mais perigosa e mais provocadora provocação escuta do azul do Porto tu não gostas, muito sério e com um desconcerto do tipo por favor não me faças isso que eu não quero explorar este problema, me respondeu tchê mas aqui nós não somos do Benfica?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

gente muito zelosa a criar desordem quando deve fazer é o contrário

Um mea culpa. Parece que houve muita gente que é paga para manter a ordem e que foi a manif para promover a desordem nas escadas e na manif em geral. É absolutamente lamentável.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É tão difícil guardar um... grafitti bonito na parede

Descobri há semanas que apagaram isso da parede onde estava. O pior é que pintam por cima e acham que não vai aparecer outra coisa a substituir. E, claro, apareceu um outro grafitti. Para azar de todos sem graça e ofensivo.
Vou criar um movimento: deixem as pinturas bonitas nas paredes, por favor!

gifts

Banda sonora dos últimos dias: gifts from enola.

sobre escadas e manifs

Bela manif hoje numa greve geral muito participada. Muita gente na rua e na frente da Assembleia da República.
Houve, no entanto, de novo, a distração das escadas, que alguns, poucos certamente, desencadearam. Se corre bem fica lindo, claro, e até é emocionante. Mas se corre mal é o que se vê na tv. A tv relata toda a tarde de festa e luta como se de um tumulto se tratasse. Enfim.
Quem se mete neste fait divers não entende que as manifs na frente da AR não são feitas com o intuito de invadir as escadarias. As manifs servem é para sensibilizar quem manda e decide, com os argumentos e a mobilização forte nas ruas. Tudo o que é mais tumultuoso dá um jeitão ao Governo, que vem lançando alertas completamente incompreensíveis para as pessoas, sobre risco de motins. Cria o Governo o próprio risco. Diga-se até que, se a polícia fosse esperta (como foi no 15 de Outubro), deixava o pessoal subir nas escadarias e certamente tudo terminava assim. E terminava bem. Mas, como tinham trazido o corpo de intervenção, quiseram dar uso a um dispositivo completamente dispensável. Ninguém precisava ver que andavam todos ali perto da AR prontos para actuar. Portanto assim como não entendo muito bem as ansiedades das escadas, acho uma foleirada completa o corpo de intervenção da polícia montar um forte dispositivo de segurança. E a querer ganhar o campeonato das escadas, ainda por cima!
Subindo do Rossio para o Chiado, numa passeata calma, tranquila, mas muito mobilizada, até comentei com o senhor com quem vinha conversando: estes polícias (estavam ali uns 4, com os seus walkie talkies, preocupadíssimos e tensos), com todas estas armaduras, armas e bastões, são os que destoam aqui e lembram que existe violência.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

em algum lugar legal

Bacalhoeiros, Lounge, Musicbox, Velha Senhora, Zé dos Bois. Passando pelo Eclipse e pela conversa sobre a Arte e Manha, Rock in Chiado e Clube Ferroviário. Uma cerveja aqui, um moscatel ali, uma conversa simpática acolá, uns poucos contactos por email mais frios também estiveram presentes. Porta fechada, pela hora tardia, só na ZdB.
Tudo isso na ronda noturna que foi tão boa, mas mesmo tão boa, na busca de lugares bacanas, mas mesmo muito bacanas, para tocarmos. Arrisco dizer os melhores. Foi uma noite fixe, mas mesmo muito fixe, que terminei a sorrir.
Adenda: tantos foram os lugares que faltou falar no "Povo" que tinha uns fadistas tocando.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

about yesterday

todo o repertório de uma forma geral bem tocado; problemas no som; transa-atlântica a 80%; jotasound a 99%. tocar ao vivo está a tornar-se uma autêntica inevitabilidade.
ah! e a minha corda não prendeu no braço, nenhuma vezinha! a gota de verniz de acrílico* resultou completamente (pelo menos nesta semana). o certo é que há não sei quantos ensaios que em algumas músicas eu fatalmente tinha de desprender o mizinho da lateral do braço. uma realidade muito distante ontem.
* invenção devidamente registada, por gwb.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

mais uns desabafos sobre o acordo

Sempre defendi o acordo ortográfico. Ainda defendo. No entanto, reconheço que mal usado, ou usado levianamente - com a interpretação que basta cortar os c's ou os p's ou outras consoantes que antecedem consoantes - o assunto é muito preocupante. É que excecionalmente em Portugal pronuncia-se sem o p mesmo. Fere a vista, mas tem coerência. E receção também, apesar de me dar um pouco de pânico, talvez por no Brasil ser recepção mesmo, porque se pronuncia o p. Mas não é convito que se diz (nem se escreve), nem espetador quer dizer espectador, conforme vi numa exposição.
Sim, o acordo mal aplicado fica assustador. Talvez isso não precisasse acontecer, se houvesse alguma preocupação para que as coisas corressem bem e o acordo estivesse menos no modo salve-se quem puder. Podíamos estar muitos passos à frente, ao invés de se andar a perder tempo nas habituais palhaçadas demagógicas, discutindo os vocabulários (que não mudam - aliás os vocabulários não se controlam com normativas!), se os brasileiros vão apanhar boleia e os portugueses vão pegar carona.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

muito bom

eno e holland. é isso que me dá vontade de escrever antes de dormir.

saber

olhar para as coisas, gostar delas, saber onde elas estão, o lugar a que pertencem

em são paulo III

em são paulo II

esta imagem é a que fica sempre na minha cabeça - no telhado do centro cultural.

em são paulo

um reflexo de cortazar

6-2

E Portugal se apurou para o Euro, felizmente. Sim, eu cheguei a sentenciar, no tempo da mediocridade que infestava a selecção um este barco não chega a bom porto. Que bom que estava errado e que Paulo Bento teve força para fazer esta malta acreditar.

grande riff

Na sala grande, som bom. Versões mais ou menos. O mizinho da minha guitarra que prende no braço com mais frequência do que devia (estou preocupado com isso). E voltamos a treinar intensivamente a jotasound, que está muito boa de tocar. Ainda por cima, veio a benção daquele riff final brutal que apareceu e nunca mais irá embora. Modéstia totalmente à parte, até porque nem é uma questão de mérito - são coisas que nascem assim, espontaneamente, soam bem e a única intervenção é não deixar fugir.

todos juntos de novo

Quando misturei pela primeira vez metal, flanger e reverb no meu rolandzinho querido, pensei que tinha encontrado o meu efeito perfeito. Na verdade não o uso quase nada. Mas ficou para sempre esta sensação. E depois de meses longe de mim, cá está ele ao meu lado.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

´

Não sei se papéizinhos leva o acento que lhe dei. Talvez sim. Suspeito que não. Mas vai ficar. Seja como for, ele está bonito ali.

papéizinhos

Limpei a carteira de todos os papéizinhos ontem. Foi uma viagem no tempo e no espaço. Tinha uma password de wireless muito significativa: dizia 9 islands.
[ai ponta delgada]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

energia

Uma energia diferente. Ontem foi assim. Uma excelente Bells a abrir. E várias versões boas, mas com uns preguinhos. Isso também importava menos do que encontrar um sentido para jota sound. Trabalhamos nela cerca de 40 minutos. Precisa de mais tempo ainda, mas está ganhando uma estrutura sólida. Este contrato das segundas-feiras voltou a transformar-nos numa banda. E o som! O som estava muito bom.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

uniões

É que não há uma União Europeia, começa por aí. Há interesses. Tudo esteve bem enquanto todos os interessados estavam contentes. Tudo ficou mau e completamente divorciado de uma ideia de união quando se entrou num período mau, é o que demonstra esta crise. E é o dinheiro que manda, claro. Por isso vemos Merkel e Sarkozy nas conferências de imprensa, depois de reuniões que vão fazendo a dois e raramente vemos o Presidente da Comissão ou do Conselho, com todos os (inúmeros) defeitos que estes órgãos tem. Há períodos e tendências de ajuntamento e há  também tempos de desagregação. A união está a ser testada muito a sério. E não é um teste. Tudo isso, tão longe, tão distante, tão impensável há pouquíssimo tempo atrás, está na ordem do dia. E claro, Grécia e Portugal, os que sempre andavam a discutir os últimos postos da Europa a 12, são os primeiros ensaios.
Nada de novo, apenas coisas óbvias, mas eu tinha de escrever.

sonhar

Sonho pouco com ela, mas ontem aconteceu. Ela ria, mas não falava nada. Tudo muito natural em contexto de sonho. Estava uns 20 anos mais nova. Os cabelos estavam menos brancos. Senti-me super bem de vê-la.

rés

Estou especialista em partir os rés. E especialista em trocar de cordas. O vento é uma música assassina de cordas, é outro facto indesmentível.
O meu conjunto de cordas neste momento mistura cordas da Dean Markley, da Ernie Ball e da Gibson. Nada mais errado, claro. Mas é a aplicação da conjuntura. Para um concerto não farei isso. Prometo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

deslanchar

As coisas são assim. Às vezes parecem andar mais devagar e de repente deslancham. Ontem fizemos um óptimo ensaio. Com som totalmente bom. Toda a gente a ouvir-se. Efeitos muito enquadrados. Aqueles understood de fevereiro voltaram aos ensaios. Outra coisa boa é que tomamos a iniciativa de fazer um contrato com a sala de ensaios. Em todas as segundas-feiras, às 20h, os up ensaiam na sala grande.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

faz mesmo

farenheit 451 (bradbury), hamlet (shakespeare), a cruz de santo andré (cela) e quo vadis (sienkiewicz). 
tudo por 2 euros. sim, todos os quatro por dois euros. cinquenta cêntimos cada um.
feira da ladra no sábado. 
até faz confusão. é muito menos do que pouco, se formos pensar no valor de um livro.

livre

Este último post lembra alguns textos do David Lynch no livro "em águas profundas". A interpretação é livre.

no fim das contas

Ontem, com um pequeno gesto, quase negligente, ajudei a submeter o plano. A informação, dada em cima da hora, era muito negligente - ao ponto de eu a julgar insignificante. No fim das contas tudo acabou bem. Isso é bom.

frio

O friozinho de inverno que chegou lembra coisas boas. Lembra castanhas também. Parece uma heresia, mas mesmo assim dá vontade de dizer: tinha saudades deste frio.