sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Pegar nas armas - II

lea disse-me isso tudo a propósito de "Pegar nas Armas", numa conversa no messenger.
As frases mais significativas:
lea diz:
obrigada pelo presentão
mas eu acho que às vezes tem de se pegar em armas, mesmo!
eu ando a ficar meio radical... o mau estado das coisas e os avanços do MAL levam a isso.
os riscos são grandes mas não se pode deixar crescer indefinidamente a impunidade nem lutar contra ela somente no campo das ideias
mas a ideia é o povo em armas, não as cliques a construirem exercitos.
o povo com consciência a fazer a sua guerra.
é conflituoso também para mim.
por um lado não gosto, nem apoio a violência.
mas quando vemos o terrorismo de estado que continua a existir a única solução é falar na mesma língua que eles.
não gosto da ideia de estar a trabalhar e vir uma avião contra o prédio da cbl mas compreendo que os muçulmanos não gostem de ser invadidos sempre que se impõem um pouco mais no mercado petrolifero
o povo deixa-se enganar muito facilmente e aí entram as armas de que tu falas e que são essencias e determinantes.
quem tem conheciemnto, desenvolve espirito critico e n se deixa enganar por mentirosos populistas.
eu ando a ler muita coisa sobre a ditadura militar no brasil. é arrepiante a violência e as formas de propaganda utilizadas pelo poder.
a rede globo é tenebrosa ao ponto de não passar as manifestações com milhares de pessoas pela anistia no noticiario
GWB diz:
tens razao, com o negocio das armas. devo confessar q meu texto é utópico.
lea diz:
passar só a ideia de que o país vai para a frente, novela e faustão.
não é utópico, é a via lógica. mas nem sempre podemos aplicar a razão a estas coisas.
GWB diz:
mas ate foi bom pensar por uns minutos q um outro mundo é possivel
lea diz:
vou almoçar e cortar o cabelo.
coisas futeis que nos permitem aguentar a vida neste mundo....
GWB diz:
vou almoçar tambem

Mare Nostrum


E aqui eu, molhando os pés no Mar Mediterrâneo, pela primeira vez na vida, em Barcelona, no dia 11 de Outubro de 2004.Posted by Hello

Revolucionário, não Evolucionário


Presentão da Lea. Posted by Hello

Pegar nas armas


Foi a Lea que me mandou este belo cartaz.
Acho, de facto, que a América do Sul tem de pegar em armas.
Mas não as armas da guerra, que são as grandes potências que fabricam e lucram com a venda e com a manutenção do estado de sítio entre os demais povos.
Não as armas da guerra que matam e sacrificam os inocentes.
Não as armas da guerra que tentam legitimar algum direito, retirando todos os restantes.
A América do Sul tem de pegar nas armas da palavra, da cultura, da educação, para promover a igualdade entre os cidadãos.
E isso seria o suficiente para este continente ajudar-se e ajudar e ao Mundo.Posted by Hello

O ilustre desconhecido


Cliquem na foto, ampliem e leiam a notícia do homem não identificado.
Parabéns Santana, às vezes consegues ser discreto. Posted by Hello

quinta-feira, 28 de outubro de 2004

BLIAR

Dizia num dos cartazes de um manifestante à porta do Parlamento Inglês, em Londres.
Jogo de palavras entre Blair e liar (mentiroso).
Um jogo de palavras, para um homem que joga com as vidas.
Minha tia tirou uma foto, mas não está em formato digital e eu ainda não a vi.
Mas estes cartaz não era o único.
Havia muitos outros:
"STOP KILLING OUR KIDS IN IRAQ" era um deles.

2 posts por semana

Esta foi a marca que passou a constar no meu user profile.
Se tivessem reparado antes, é a primeira vez que no meu profile aparece a informação que escrevi no título.

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Pombas em todo o lado?

Existem mais palomas como as de Barcelona e pombas como as de Lisboa espalhadas pelo mundo.
Até, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, América do Sul, há.
Como viajam os bichinhos! E tem as mesmas características que identiquei há alguns posts atrás. Afinal, será que as pombas são parte integrante de qualquer cidade?
Caso a sua cidade não tenha pombas, contacte a Aldeia Blogal, para nós divulgarmos o insólito.

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

Gre-Nal da descida.

O Internacional de Porto Alegre esta semana resolveu dar uma ajuda ao Grêmio para mantê-lo no concurso brasileiro de caça submarina 2004.
De facto, foi uma grande ajuda que o Inter deu ao Grêmio ao batê-lo por 3-1 no chiqueiro, desculpem, no Estádio Olímpico, que é o lugar onde o Grêmio tem os seu jogos caseiros marcados. Digo tem os jogos marcados porque uma coisa completamente diferente de estar em campo é jogar, que é uma coisa que o Grêmio não sabe fazer.
Por o Grêmio não se estar a adaptar bem na primeira divisão é que o Inter venceu o jogo sem contemplações, afastando as dúvidas dos gremistas, que assim vão de consciência tranquila para a segunda divisão, pois realmente é um time que não tem qualquer vocação para o escalão maior do futebol brasileiro.
Assim, o Grêmio continua abaixo da linha d'água, podendo caçar a segunda divisão à vontade. É uma espécie de peixe raro este, aliás nunca visto para os lados do Beira-Rio, pois é um peixe que anda em águas muito profundas e longe da costa.
Mas o Grêmio gosta muito deste peixe, servindo-o na sua mesa sempre que tem oportunidade.
Bom, sinceramente acho que o Inter fez a sua parte, tentando promover o futebol gaúcho nos mais variados campeonatos.
Agora só falta o Grêmio fazer a sua parte, perdendo mais um jogo ou dois.

Tmtlkk

Timotolkki, no Sábado, às 3:00 da manhã, a contar-me uma história:

"Ele era um discoteca de uma segurança"

sexta-feira, 22 de outubro de 2004

Nine

Sms da Carol para mim, dentro da National Gallery, perdidos no meio daquelas maravilhas de quadros fantásticos:
"Take me in nine, please!"
Sei lá em que sala eu estava, o certo é que comecei a ver a Gallery ao contrário, começando pelo fim, por Van Gogh.
Depois encontrei a Carol, sem querer, na sala 9. Encontrei sem querer, porque o meu telemóvel não tinha rede na Gallery.
A Carol até disse: você viu o meu sms?

Estudantes da Universidade de Coimbra vs Corpo de Intervenção da PSP

No PÚBLICO:
Um Detido e Vários Feridos em Confrontos Entre Polícia e Estudantes
Por ANÍBAL RODRIGUES
Quinta-feira, 21 de Outubro de 2004

Digo eu:
Nem é preciso pôr o resto da notícia.
Já viram há quanto tempo isto não acontecia?
E mais: os estudantes reclamavam contra as propinas, apanharam e a propina foi fixada no valor máximo!
A autoridade, meus caros, acima de tudo. Fica bem ao governo de Santana e Portas. Devem estar os dois muito orgulhosos agora, por a polícia ter carregado nos estudantes.
E um polícia usou gás paralisante.

Do Público:
Quem negou a existência de qualquer carga policial foi o Ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, que disse desconhecer que tivesse sido usado algum gás paralizante pelos agentes da autoridade. "Não houve nenhuma carga policial, houve apenas uma contenção da polícia com um gradeamento à entrada dos estudantes no Senado universitário", disse, citado pela Lusa.
Como "único acontecimento mais grave" em Coimbra, destacou a detenção de um estudante devido a "uma agressão a um polícia". "É a primeira vez que estou a ouvir falar em gás, não tinha ouvido falar em tal coisa", afirmou, prometendo que se ia informar sobre a actuação policial.

Afinal parece que para o Ministro a questão é só de vocabulário.

terça-feira, 19 de outubro de 2004

Boulez in Barbican

Boulez foi dirigir a orquestra no Centro Cultural de Barbican, em Londres (não tenho aqui o nome em inglês, mas é um lindo centro este, perto da Barbican Station do Underground londrino).
Boulez foi apresentar Mahler e uma peça de sua autoria. Ele é, de facto, excepcional.
O único problema de Boulez - de Boulez não, mas sim de algumas pessoas que foram vê-lo - foi sentarem-se perto de mim e da Carol.
Eu e a Carol e muitos dos meus primos temos já um "cadastro". Se ficassem fichadas a quantidade de vezes que, quando estamos juntos, temos vontade de rir em lugares inoportunos, certamente teríamos sido barrados, logo na entrada do concerto.
Porém, em Barbican não tinham conhecimento do nosso cadastro.
Com a agravante de eu e a Caro estarmos 12 anos longe um do outro.
Ora, Boulez usou uma arma pesadíssima. Tocou uma destas peças de música moderna, de sua autoria. Daquelas que são demais para a minha cabeça e para a cabeça de muitas pessoas que eu conheço. Aquelas peças que parece que cada um está tocando separadamente e que o resultado é só barulho. Bom, não é preciso me criticarem - eu falei ali em cima que é a minha cabeça, acho que muita gente entende esta musicalidade. E também tenho noção, porque já ouvi uma pessoa me explicar, que este tipo de som é um grito de revolta contra a nossa concepção musical.
Sem ironia, acho este último ponto muito interessante e tenho pena de não compreender muito bem esta música.
A tudo isto acresce que eu e a Caro estavamos muito bem dispostos e felizes.
Então, o concerto começou logo a matar, com a tal música (felizmente a única deste conceito).
Estavamos mais ou menos a meio da música quando eu e a Carol trocamos um olhar cheio de sorrisos (se é que um olhar pode conter sorrisos).
"Parece música de desenhos animados", disse a Caro. Eu disse: "Pois é, não tinha pensado nisso". Sorrisos.
Mais um pouquinho e foi dado o mote dos risos, não tendo mais havido condições para se segurar mais: "A música, quando parece que vai acabar, começa de novo".
Foi aqui que tudo começou.
Os risos abafados, o corpo chacoalhando, as pessoas olhando os dois que, de tempos a tempos, pareciam estar com um enfarte do miocárdio.
E, a cada vez que a música parecia que ia terminar e a seguir voltava com mais força, a reacção era igual nos dois. Fazíamos força para parar, sentíamos que estavamos sendo incovenientes, mas não era possível.
Após esta peça, um intervalo foi feito e depois tudo seguiu na grandiosa normalidade de Mahler. Mas, as pessoas que estavam mais próximas de nós, haviam mudado de lugar.
Não consigo entender porquê.
O certo é que, como eu comentei com a Caro e expliquei ao Markus (ele ficou muito envergonhado connosco, imaginem só, é um rapaz alemão) da peça de Boulez pouco nos ia restar, mas as nossas risadas incovenientes iam perdurar no tempo.

O rei dos frangos


Nada melhor que uma notícia de jornal para nos esclarecer que realmente o Vitor Baía soltou a franga no jogo com o Benfica. Posted by Hello

segunda-feira, 18 de outubro de 2004

Imagens blogais

Devo dizer que em breve, mesmo muito breve, tão breve que acho que será hoje, terei imagens blogais.

Olhar em volta

Um dos bons lugares para se tomar um café em Barcelona é, imagine-se, a Pans & Company.
Mas não é uma qualquer P&C.
É a que se situa no Passeig da Graça.
Eu e a Carol estavamos procurando este Pans porque teríamos desconto no lanche, devido ao Tour que fizemos num ônibus turístico de Barcelona.
Ora, ao sentar na esplanada, olhamos para cima e para o lado, e nos deparamos com, nada mais, nada menos, do que a Casa Batlló.
Óptimo.

Bem Baía!

Ontem na Luz: Benfica 0 - Porto 1.
Eu sou benfiquista, todos sabem.
Posso ser parcial à vontade, por causa disso. Ninguém pode me exigir que eu diga que o Porto tem melhor equipa que o Benfica, por exemplo.
Mas eu digo: o Porto tem melhor time que o Benfica.
Porém, também digo:
Belo frango o de Vítor Baía ontem. Foi bonito de ver.
Pena que não valeu o gol - são daqueles que os adversários dizem: "não foi nada, isso não vale, deixa estar".
Acho que até foi bom o árbitro não validar o gol, porque ainda ia penalizar mais o goleirinho que o Porto tem. Já todos vimos que ele não é goleiro para a selecção, não ia ser bom jogar nas suas costas a responsabilidade do Porto empatar com o Benfica.
Empate este que, se o futebol fosse uma ciência exacta, mais certo seria uma vitória do Benfica, porque duas grandes penalidades ficaram por marcar.
Enfim, os bons velhos tempos estão voltando, por garantia.
E acho que é bom que volte, porque é de facto muito injusto que o Porto, com um super time, se mantenha atrás do Benfica.
Ao invés de o Porto investir em tantos jogadores bons - que o seu péssimo treinador desbarata - mais vale investir num valor seguro e em que os resultados são mais garantidos: a arbitragem.

Jim's Guest House

Em Londres, fiquei em Shepherds Bush Green, na Aldine Street, n.º 26.
O lugar se chama Jim's Guest House e o senhor Jim, "the landlord", como os ingleses chamam, é um homem do tamanho da Guest House.
Neste local vivi as situações mais engraçadas da viagem. Fiquei bem preocupado na altura, devo dizer, pois parecia que estava num filme.
A situação é mais ou menos esta: chegados de Londres, após um lanche na casa da Carolina, fomos para o nosso "B 'n' B", que significa Bed and Breakfast.
Antes disso, tínhamos telefonado a dizer que íamos chegar pelas 00:30 e o certo é que a pessoa que estava de plantão pouco sabia de nossa existência, nem sabendo quanto íamos ter de pagar para lá ficar (estranho 1).
Chegados, apertamos o botão e um homem sujo veio atender a porta do hotel (estranho 2).
Então, fomos encaminhados para o que parecia ser uma cave, mas que na verdade não o era, porque tínhamos subido um patamar para a recepção e descia-se desta para chegarmos aos quartos (estranho 3).
Depois, no quarto, o tal senhor queria todo o dinheiro dos 4 dias que íamos passar na casa (que não é estranho, a não ser o facto de ele não querer dar um recibo, que também não é estranho, pelo menos em Portugal, mas desde já fica apelidado de estranho 4).
Com este senhor aprendi a dizer "Ok" com perfeição, pois todas as suas frases terminavam com "Ok", "Ok", por vezes duas vezes seguidas, o último "Ok" a confirmar o primeiro (engraçado 5).
Ele disse, lembro-me bem, a propósito dos nossos malfadados pedidos de recibo: "you pay, I give the keys, and everything is ok. Ok?"
Acabamos por pagar uma só noite, achando que early in the morning iríamos nos pirar dali para sempre, mas o certo é que acabamos por ficar as restantes noites. A razão para ficar não foi, com certeza, o english breakfast (chá, 2 ovos fritos, tosta, bacon e feijão) que comi, em versão integral, no primeiro dia. Estou para entender como os ingleses passam dos 30 anos, abrindo o dia desta maneira.
A razão foi que vimos que o lugar até era ajeitadinho.
Eu gostei especialmente do lugar, porque nos breakfasts descobri que os hóspedes eram pessoas simples, na maior parte trabalhadores, e foi muito legal conhecer esta faceta da Inglaterra.
Fiquei a saber também que o senhor Jim era um retornado do Kenya e que quando chegou era do meu tamanho, tendo ficado do tamanho da casa só depois de chegar na Inglaterra, a "very expensive country".

Palomas

A propósito de pombas, descobri que na Espanha estas chamam-se palomas.
Em Londres menos palomas haviam, mas tinham as mesmas características que referi já aqui no meu blog, há alguns posts atrás.
Mas eram um pouquinho mais resistentes ao frio e à chuva, como é óbvio.

Tareia

Cabe-me fazer menção a uma surpresa positiva:
Portugal deu uma tareia na Rússia, vencendo-a por 7-1, em Alvalade.
Portanto, até se poderá dizer que a experiência horrorosa do empate com o Liechtenstein valeu a pena.
Convenhamos que 7-1 à Rússia ultrapassa em larga escala qualquer sabor amargo que se possa ter tido com o aquele timeco do Liechtenstein.
Exaltar o bom, aprender com os erros.

domingo, 17 de outubro de 2004

Chegada

Cheguei agorinha de Barcelona.
Foi uma óptima viagem esta que fiz: Barcelona - Londres.
Nos próximos dias terei o prazer de escrever sobre este tema.
Espero que me lembre de tudo e diga tudo o que quero.

domingo, 10 de outubro de 2004

Disaverguenzada

É uma das características da última fase da pintura de Picasso.
Estava escrita esta linda palavra no Museu Picasso.

Buraco Negro

Quem tem ou já teve um blog, sabe do que estou falando.
Quando estamos publicando, a blogger, enquanto faz este procedimento, que se chama "publishing", diz, em tom desafiador:
"This may take a few minutes, if you have a large blog."
O certo, porém, é que sempre demora pouco tempo. E eu fico sem saber se o meu blog é insignificantemente pequeno ou fui que perdi a noçao dos minutos. Estarei eu imerso em algum buraco negro, confuso nos elementos de espaço tempo?
Me ajudem!!
Alguém sabe me dizer o que é um large blog?
Alguém sabe me dizer o que sao few minutes?
Qualquer ajuda é importante - nao quero acabar num sanatório.

Monitor de surpresas

Estava aqui me actualizando na internet do Hostel e uma noticia impressionante surgiu no monitor.
Nao foi outra embrulhada do Governo, nao foram bombas no Iraque, nao foi nada de novo na musica, nao foi o resultado das eleicoes municipais no Brasil.
O que aconteceu foi o seguinte:
Portugal empatou com o Liechtenstein! E esteve ganhando por 2-0!
Isto so demonstra que na vida tudo pode acontecer.

Iguais

Uma coisa que ficou bem clara para mim e a seguinte: as pombas de Barcelona sao iguais as de Lisboa. Reparei em tudo: tem duas asas, duas patas, uma cabeca, um bico, fazem cruuuu e sujam tudo em volta.
Portanto, se dependesse das pombas, Lisboa seria igual a Barcelona.

Barcelina

Hoje, chegou a minha prima Carolina a Barcelona.
Faziam 12 anos que nao nos viamos!
E por isso, 12 anos depois, nada melhor do que ir ao Museu Picasso para comemorar.
No Museu Picasso, alem de poder ter o privilegio de ver imensos quadros do Picasso, pude entao redescobrir minha querida prima.
No Museu Picasso fiquei a saber varias coisas:
- O Picasso tem imensas versoes do quadro "As meninas" de Velazquez. Um quadro mais assustador que o outro, alias. Lindos na verdade. O Picasso era mesmo uma alma que nao estava neste mundo.
- O Picasso era filho de um pintor.
- O Picasso costumava ir ao 4 gats, restaurante que fomos ontem, que fica no Bairro Gotico e que custa uma fortuna cada prato. Mas o Entrecote estava bom, melhor que o pato da mae.
- O Picasso nasceu na Andaluzia, como o Pedro que é o marido da Alzira, prima que minha mae nao via ha 12 anos (reencontro em Barça também).
Ok, foi isso que aprendi no Museu Picasso.
Agora, me deu vontade de falar que estamos muito bem instalados num lugar que se chama Rambla's Home.
Rambla's porque o lugar é situado na Rambla de Catalunya, sendo que "rambla" nao tem uma traduçao apropriada em portugues. "Home" significa todo o mundo sabe o que.
O Rambla's Home e um alberguezinho, tipo republica.
Aqui tem sido a nossa base.
Base a partir do qual ontem saimos para visitar:
- a Sagrada Familia (maravilhosa);
- o Tibidabo;
- a Catedral;
- a Casa Batlló;
- o Palau da Musica.
Mas nem sao os lugares em concreto que fascinam em Barcelona. Tudo é lindo. Nao ha edificio que nao seja lindo, nao ha recanto que nao seja encantado. Nao! Eu ja disse que nao trabalho numa agencia de turismo, eu juro.
Quedo-me por aqui neste post.

sábado, 9 de outubro de 2004

Barcelona

Hoje, ao contrario de tudo o que escrevi antes, o mais importante nao e o que vou escrever mas sim o lugar aonde estou.
Da para reparar, alias, que neste computador aonde estou teclando nao ha acentos, nem nada do que estou acostumado.
Enfim, tive a hipotese de postar algo e o importante e que estou postando de BARCELONA!
Foi muito bom o dia de hoje, mas nao posso contar detalhes.
Um abraco, porque vou jantar ao "quatre cats".

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Não acaba

E quanto a mim te quero sim,
vem dizer que você não sabe
E quanto a mim não é o fim,
nem a razão pra que o dia acabe

Este é um pedacinho da música "Três Lados", do disco "Siderado", do Skank

Mais Marcelo

do PÚBLICO:
Em declarações à Rádio Renascença, o ex-primeiro ministro Cavaco Silva considerou que, se o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa "configura uma forma de censura, ainda que encapotada, uma limitação à liberdade de opinião própria de uma democracia pluralista", então o país está "perante um caso muito, muito grave".
Afirmando que as análises que Marcelo fazia na TVI todos os domingos tinham "indiscutível qualidade", Cavaco Silva considerou ainda ter havido "um tremendo erro da parte dos que estão por detrás do seu afastamento". O ex-primeiro-ministro salientou, no entanto, que "só o próprio pode esclarecer o que se passou".
A tese oficial para fazer face à saída do ex-presidente do PSD da TVI é a de que o próprio Marcelo provocou a situação porque considerava que tinha cada vez menos tempo de antena com a compra do futebol e o início do programa da "Quinta das Celebridades".

do Gustavo:
Alguma vez esta "tese oficial" é verdadeira?!
Os governantes continuam achando que somos uns bobalhões.

quinta-feira, 7 de outubro de 2004

Infelizmente

É preciso lembrar que o Dr. Santana Lopes disse que "infelizmente" toda a gente pode falar sobre tudo o que quer.
Ele tentava amenizar a situação criada com o Marcelo e saiu-se com esta!
Infelizmente o Dr. não pensa antes de falar.

Censurar

Em 20 de Setembro de 2004 escrevi um texto meio a brincar, mas que era muito sério.
Falava de censura. Acho que é o Catastrófe III. Procurem.
Com a censura não se brinca, não há dúvidas. Eu devia ter percebido isto.
É por isso que o Marcelo Rebelo de Sousa deixou os seus comentários semanais na TVI.
Seja lá o que for que se passou, seja qual for a pressão exercida no professor, o certo é que ele pensou: "com a censura não se brinca, se revida".
Realmente há uma coisa que é certa e límpida: os laranjas do PSD, quando estão no poder, não permitem que as pessoas digam o que pensam de qualquer maneira.
Era assim antes de Guterres, onde nem havia Contra-Informação (que é um programa de denúncia diária). Claro que não caia bem acabar com a Contra-Informação muito depressa, para quem pense que me esqueçi que ela ainda está no ar.
É lembrar do Herman, que também foi censurado.
E o Saramago que era sempre boicotado.
Então agora, com um Governo que nada tem além de uma parca imagem, que pede (pede sim, o Santana Lopes pediu) um novo estado de graça, seria possível admitir que o Profeta Martelo continuasse as críticas?
Até ficou tempo demais.
Valha-nos a esperança de que o tempo não pára e que tudo irá em breve ser reestabelecido. No máximo daqui a 2 anos, com a queda das laranjas podres!
E para quem pense que a saída de Marcelo poderá ter sido um aproveitamento da situação pelo próprio, é bom lembrar a questão de fundo: ele foi efectivamente pressionado. Pediram para ele falar menos, para ele ser mais macio.
Ora bolas! Onde estamos? Se ele dizia mentiras, se difamava (duvido disso), Tribunal com ele!
O professor Marcelo, de facto, ensina-nos a todos.
E deixou o PSD em polvorosa agora, pior do que com o todos os seus comentários semanais.
Tenho que me pôr a pau com o meu blog agora.
Com um texto assim, arrisco-me a ser convidado a sair do servidor.

terça-feira, 5 de outubro de 2004

100 posts

Parece-me que já ultrapassei os 100 "posts".
Parece-me também, que por desatenção destes gajos, isto ainda não deu um aviso.
De todo o modo, é algo que queria deixar aqui expresso. Nunca pensei que iria alcançar tantos "posts".
Ok, vamos seguindo o caminho.
Queria que o blog se democratizasse, que mais gente escrevesse aqui comigo.
Os candidatos é fácil tentarem a sorte: basta entrar ali no meu profile e mandarem um e-mail. Isto aqui precisa sempre de sangue novo.

Como funciona o computador por dentro

Finalmente uma aula de informática simplificada:

http://tharbad.kaotik.org/fun/mov/iosII.swf

Europa vs Itália

Finalmente postas a nu as diferenças!

http://www.infonegocio.com/xeron/bruno/italy.html

E dizem que precisam de pontes!

A simulação que faltava para os funcionários públicos:

http://www.hax.at/files/boredmeeting.swf

Finalmente já se pode treinar a pontaria do "paper-basket".

Cinema em Blog

Clássicos do cinema, apresentados em 30 segundos:

O Tubarão
http://www.angryalien.com/0804/jawsbunnies.asp


The Shining
http://www.angryalien.com/0504/shiningbunnies.html


Alien
http://www.angryalien.com/0704/alienbunnies.html


Titanic
http://www.angryalien.com/0604/titanicbunnies.html


O Exorcista
http://www.angryalien.com/0204/exorcistbunnies.html

Bússola Política

Bússola Política, do Jornal PÚBLICO, para quem quer tentar saber como se posiciona na política:
http://bussola.publico.pt/files/questionario.htm

As minhas coordenadas ficaram assim:
Esquerda / Direita: -7.62
Autoritarismo / Libertarianismo: -3.59

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

20q

Espectácular!
O computador diz que adivinha, em 20 perguntas, o objecto que estamos a pensar.

Para jogar, tem que se clicar no Play 20Q.

http://www.20q.net/index.html

Tri legal barbaridade!

O Tempo

O professor Bigotte Chorão, que foi meu professor na Universidade Católica, dizia a seguinte frase:

"O tempo, este inimigo súbtil, que ataca fugindo".

Trouxeste

Graciano Willen Barbosa
Trouxeste-me os excessos que a minha tranquilidade não me dava a conhecer.
Mostraste como se pode pertencer ao mundo dos deuses, mesmo numa existência mortal.
Nem tudo tem de ser feito só de alegrias.
As paixões não se compadecem com os simples sorrisos.
Mas sempre valem a pena.
De qualquer forma, levaste-me a vivenciar outros mundos.
Apresentaste-me novos lugares, novos conceitos, outras definições.
Viajamos para outras paragens.
Veraneamos em praias com outros tipos de areia.
Com cacos de vidro também, mas nestes tivemos o cuidado de não pisar.
Podíamos não ter voltado, mas cá estamos de volta.
As viagens não tem de durar para sempre.
E uma viagem é uma viagem, vale por si.
Mesmo que tenha de se selar a dor num quarto à parte.

sábado, 2 de outubro de 2004

Mancha Gráfica

Letra e música: Jorge Bentevi

Gosto de te ver assim tão confiante do que você não tem
Gozo com esta tua mania de que eu sou teu refêm
Você não entende que o tempo passou, que o livro acabou e que não há sequelas
Não há re-escrita que salve a edição, não há traje novo, de nova estação
Só restou a mancha gráfica de um romance de colecção
Páginas rasgadas de um best-seller de verão
Que eu esqueci na praia

sexta-feira, 1 de outubro de 2004

Os ovos da avestruz

O Duda Guennes hoje saiu com a seguinte frase:

"Os ovos da avestruz são tão grandes, que bastam 8 para fazer uma dúzia".

Belo dia

Um belo dia o que passou hoje.
E como foi possível ver, consegui pôr aqui uma série de "posts".
Eu não sou o autor deles, mas eram coisas que tinha deixado no meu e-mail guardadas de propósito para pôr aqui, porque achei que eram bem interessantes.

Congresso Luso-Afro-Brasileiro em Coimbra

lusoafrobrasileiro@ces.uc.pt

Coluna da Visão de 23 de Setembro

Região Profunda
Boaventura de Sousa Santos

Usa-se a expressão país profundo para designar realidades nacionais que, apesar de muito ricas e profundamente enraizadas, passam despercebidas aos governantes e à opinião pública. Por analogia com este termo podemos falar de região profunda para designar a região mundial de língua oficial portuguesa que na última semana se reuniu em Coimbra no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais e que congregou, durante três dias, mais de mil investigadores, vindos de todos os países que integram esta região.
Os governantes fizeram-lhe vista grossa, tal como os media que cada vez mais vêem só o que a classe política quer ver.
E, no entanto, durante estes dias, vibrou entre nós uma realidade cultural riquíssima, de grande importância estratégica para o futuro global da língua portuguesa. Da maneira como se manifestou, esta realidade teve bem presente as suas raízes multisseculares.
Sem perder de vista a violência das relações coloniais em que tais raízes, pela primeira vez, germinaram, mostrou a sua total disponibilidade para frutificar em novos relacionamentos igualitários e com pleno respeito pelas múltiplas diferenças culturais, económicas, locais e políticas que povoam o espaço geopolítico da língua oficial portuguesa.
Enquanto o Portugal oficial se revia necrofilamente nos restos mortais do primeiro presidente da República, em Coimbra germinava com grande entusiasmo a teia do futuro onde se há-de construir o lugar estratégico deste espaço num mundo globalizado.
O espaço cultural e científico de língua oficial portuguesa é o espaço mundial com a mais longa duração histórica de contactos entre a cultura europeia e as culturas não-europeias. Dele faz parte o território do mundo que esteve durante mais tempo sujeito a ocupação colonial efectiva: Goa, entre 1510 e 1962.
Tais contactos foram extremamente desiguais e, por vezes, muito violentos, mas, ao longo de tantos séculos, passaram por tantas vicissitudes e tocaram tantos aspectos da vida de tanta gente que hoje são parte integrante das nossas identidades como portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, angolanos, moçambicanos, timorenses e goeses. Dessas identidades emerge um modo próprio de compreender o mundo, uma compreensão que será tanto mais enriquecedora quanto mais consciente estiver da sua diversidade interna.
O facto de os brasileiros estarem mais preocupados com a reforma agrária e o racismo, e os angolanos e moçambicanos mais preocupados com a manutenção do acesso à terra por parte dos camponeses e a construção de sistemas de justiça adequados às realidades dos seus países; ou o facto de o HIV/SIDA ser uma maior preocupação entre os países africanos e de darem à medicina tradicional um relevo muito maior que outros países da comunidade, enquanto a degradação das políticas de saúde e de educação ou do emprego preocupam mais os investigadores portugueses, são factos que, em sua diversidade, manifestam uma profunda cumplicidade na busca de sociedades mais justas, livres e solidárias. Em suma, mais democráticas.
Trata-se de uma energia cultural, científica e política notável que se vai consolidando nas iniciativas que se vão multiplicando entre os congressos, tais como intercâmbios de professores e alunos, projectos de investigação conjunta, partilha de bases de dados, etc.
Em geral, os governantes da comunidade de países de língua portuguesa ainda não se deram conta do potencial desta energia e da riqueza das propostas em que ela se vai traduzindo.
Por isso, continuam a ter reuniões inúteis, sem agenda, trocando retórica vazia durante o dia e divertindo-se à boa maneira lusófona durante a noite, esbanjando o dinheiro dos contribuintes. O contraste com a penúria e o entusiasmo dos jovens cientistas sociais africanos, juntando tostões para vir ao congresso construir o seu futuro, não podia ser maior.

É possível melhorar?

Para quem não gosta da imagem de George W. Bush:

http://homepage.mac.com/krousen/Bush%20site/

E fica o caso resolvido.

Afinal o que é Páscoa?

O Luis Fernando Veríssimo está cada vez melhor.
Nem vou dizer de que cidade ele é.
Bem, o texto que se segue é dele.

Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim? - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado, Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal deRogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!

Eleições brasileiras

Já que estamos falando de eleições.

Receita de Comício
Por Jessier Quirino, cantador da Paraíba

Prá se fazer um comício em tempo de eleição
Num carece de arrodeio nem muito dinheiro não:
Basta uma F-4000 ou qualquer meio caminhão empalado em beco estreito
E um bandeirado mal-feito cruzando dez posição.
Um locutor tabacudo de conversero comprido,
Uns alto-falante rouco que espalha o alarido,
Microfone com a flanela ou vermelha ou amarela, conforme a cor do partido.
Uma gambiarra velha, banguela no acender, quatro faixas de bramante escrita qualquer dizer, dois piston e um taró.
Pode até ficar melhor uma torcida pra torcer.

Aí é subir pra riba meia dúzia de corru[p]to, quatro babão, cinco puta, uns oito capanga bruto e a chunha na promessa.
E a pisadinha é essa: 3 promessa por minuto!
Anunciar a chegada do corruto ganhador, pedir o V da vitória do dedo dos eleitor, e manda que os vira-lata, do bojo da passeata, traga o home no andor.

Protegendo o monossílabo de dedada e beliscão, a cavalo na cacunda, chega o dono da eleição. Faz boca de fecho éclair, e nesse qüé-ré-qüé-qüé, vez por outra um foguetão, com voz de vento encanado, com o viva dos babão, é só dizer que é mentira sua fama de ladrão; falar do roubo dos home, prometer o fim da fome, e tá ganha a eleição!

E, terminada a campanha, faturada a votação, foda-se o povo, piston, foda-se caminhão, promessa, meta, programa, é só mergulhar nas Brahma e curtir a posição!

Sendo um cabra dispachudo de politiquice quente, baterdorzão de carteira, vigaristão competente, é só mandar pros otário a foto no calendário, bem família e bem decente!
Ele, um diabo sério e honrado, ela, uma diaba influente, bem vestido, bem posado, até parecendo gente...
Carregando a tiracolo, sem pose e sem protocolo, um diabozinho inocente...

Eleições americanas

Excelente site sobre as eleições americanas.
Toca a votar para as eleições do presidente do Império, que sem margem para dúvidas, nos domina a todos, com excepção de uma pequena aldeia gaulesa, que não se sabe muito bem onde fica.
http://www.us-election.org
Atenção: existe um link no site que permite mesmo votar (sendo mais rigoroso, simular o voto).
E existem vários candidatos, que nunca ouvimos falar (ou que eu nunca tinha ouvido falar).

Noitadas Brasil - Cabo Verde

Ótimo programa.
Ontem fui ao Real Bar, que é um bar que eu nem conhecia. Se não me engano, fica na Rua da Imprensa Nacional.
O programa das festas era "Noites Brasil - Cabo Verde".
Por isso eu também só poderia ir com uma companhia caboverdeana, da Ilha de São Vicente, da cidade do Mindelo.
E que bom que foi. Três excelentes músicos, cantando um ótimo repertório, com músicas brasileiras muito bem escolhidas e actuais - não só a que os nossos pais ouvem.
Um vocalista excelente, muito competente.
Eu já sabia que ia ser bom, pois a companhia faz também os lugares que se visita, mas musicalmente superou todas as minhas expectativas.
Para repetir e para conhecer.

Modelo 346

Em tempos de crise, quem tem um Modelo 346 da Segurança Social é rei.

Corredos - uma hipótese

Ainda a lea.
A lea, quando leu os meus textos de ontem, explicou-me o que são corredos.
Corredos são uns corredores mais apertados e mais escuros.
Mais assustador? Isso já sou eu a interpretar.