sábado, 31 de dezembro de 2011

E pronto. Chega de 2011. Agora vamos a 2012.

Acordo

Vem aí o acordo ortográfico também. Todos os países da CPLP escrevendo mais parecido, em termos de grafia. Vai ser divertido.

2011 - 2012

Tenho preguiça de ser exaustivo sobre 2011. Um mau ano para Portugal e Europa. Um ano de crescimento económico (e só isso?) no Brasil e nos países emergentes (se não fosse emergente não cumpria o início da frase, eu sei). Um ano que fica para trás não pode amedrontar os que virão pela frente. Não é seu direito. Que as agruras políticas, orçamentais e económicas não retirem o gosto de viver, a esperança e a vontade das pessoas. Isso seria arrasador. Quero acreditar (mesmo ingenuamente) que 2012 não vai ser tão mau quanto o pintam. Às vezes imagino isto dando uma volta. Gosto de imaginar, mesmo que me sinta lunático. Façam uma careta para a crise, diz um mail que recebi hoje de manhã de um grande amigo de vida e de associação. Aliás, precisamos de muita sorte em 2012. Mas sim, façamos a careta. 2011 foi um ano muito intenso para mim em termos de viagens, circunstâncias, auto-conhecimento, encontro comigo próprio. Foi um ano em que eu vivi muito, que de alguma maneira fui ousado (pelo menos nos meus critérios - que são os que contam, porque estas contas faço comigo próprio), que tentei compreender assuntos difíceis. Foi um ano pouco tranquilo. Tendo gostado de ter tido a coragem para passar por tudo isso, por todo este aprendizado e experiência, é bom ver 2011 terminando. Venha 2012. E que seja melhor que 2011.

fonte

Não tenho qualquer dúvida que este negócio de valorizar, de agradecer, de recompensar, é uma fonte real de energia e de força.

partilha

É uma espécie de reencontro isso que aconteceu nestes últimos dois dias. Seja no fim do dia 29, seja no dia 30, este num plano bem mais abstracto, de projecto, de semente. É óbvio que o bom fica melhor ainda quando está relacionado com a quebra da rotina diária. Mas fica gravado aquele sentimento - e isso é que é bastante importante - de uma satisfação que se verbaliza, que se evidencia, que se oferece, que se partilha, só porque sim. Uma maravilha. De certa forma uma raridade. Há ainda aquela sensação arrebatadora de recompensa. Esta valorização tende a se perder com a repetição e com o cansaço, mas na verdade está sempre lá. É um bom fim de 2011.

acabo de rever

las películas hay que terminalas aunque sea a ciegas
[los abrazos rotos - almodovar]

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

win - win

Amanhã fazemos o último ensaio do ano. Na semana passada um ensaio quase perdido (só em termos de coisas que haveríamos de repetir, nunca é perdido) transformou-se, nos 20 minutos finais, numa música linda: a back on the road em versão understood 4. O solo excelente e a malha do jota - a melhor malha de sempre da história do rock - ficaram lá. Quando o tv se apoderou do ritmo - com uma linha de baixo brutal - junto com a bateria do HB, a música ganhou outra vida. E eu e o meu ritmo sobramos, mas eu pude fazer outras coisas, que adorei tocar, com uns efeitos mais transatlântica e outro novo, que lembra um sintetizador. Em suma, uma série de relações win-win.

epi les paul

Adoro ela. Hoje tocamos. Ela me ofereceu uma malha de presente de natal. Na verdade, acordei com uma malha na cabeça e a minha guitarra ajudou a ficar melhor. (Nunca fica como está na cabeça, as notas se perdem no pequeno almoço). Ainda tocamos La Viguela, com os Gotan Project. Foi fixe. Os efeitos que uso nos up junto com os Gotan.
Três notas recentes sobre esta bela guitarra, que tenho esquecido de referir. Ora, vai tudo de seguida. Parece que resolvi, com um vernizinho bem colocado, o problema do mizinho que se prendia num traste. Arranjei, pelo menos para o concerto dos up, os problemas de ligação ao cabo. Por fim, emprestaram-me um alicate de corte na loja de tintas aqui do lado e aparei as cordas, que davam um ar hippie woodstock à minha epi.
É isso. Terça pretendo levá-la ao médico das guitarras do Phil Mendrix, para ela fazer um check-up. Ela merece.

sábado, 24 de dezembro de 2011

comandos em inação

O computador e a blogger não querem saber dos meus comandos para nada no último post. Foi completamente impossível formatá-lo em condições. Não quero entrar em conflito com o meu blog no dia de Natal. Fica assim!

deluxe


Se a vontade se for embora ou for impraticável neste momento seria bom, digo no último post. Impraticável neste momento. Mas me interessei e penso. Uma bela guitarra. Chama-se Fender Telecaster Deluxe 72. Os pick-ups duplos, bem como os dois volumes e dois tunes lembram a uma fender que quer ser uma les paul (e acredito que seja uma espécie de resposta). Confesso que isso me assustou, porque a comprar algo quer uma guitarra diferente (não por insatisfação, por variedade). Mas tocando as duas (fiz o teste junto com uma gibson les paul branca, linda) nota-se claramente a diferença. E lá está, é uma distinção de timbre. Não dá para dizer se é melhor ou se é pior. É mais limpo... Com o que isso tem de bom e de mau. Boa para um som mais limpo, menos boa para sacar umas distorções como se faz na família gibson com muito mais naturalidade. O braço é muito confortável (para mim, claro está), não em comparação com a minha epi, mas em comparação com outras telecasters mais baratas e mais caras que estavam por lá. Por fim, é de notar que esta não é a telecaster standard digamos, que leva dois pick-ups "single". Não leva nenhum! E vocês perguntam: mas porque ficaste com esta na cabeça e não com as mais tradicionais. É, é verdade. Já tinha topado com ela em dois ou três vídeos de this will destroy you, mas sem me ligar muito. Aliás sempre com aquela sensação esta fender com dois pick ups duplos que quer ser uma les paul. Mas ontem ela estava lá e ao experimentar gostei mesmo muito dela em comparação com as outras. O preço não é muito mau, mas ainda assim é puxado. Foi o suficiente para resolver esperar, pensar e não trazê-la de impulso para casa. O dobro do que determinei para a minha dotação orçamental "presente de natal para mim próprio". Experimentei também uma fender jazzmaster. Não gostei nada de nada. Ainda perguntei ao senhor da loja sobre ela. E ele disse: eh pá, acredito que queira coisas diferentes, mas ela é muito diferente. Não gostei mesmo, não é para mim. Sobre presentes de Natal, um clássico, ocorrido em 2007. Nunca me arrependi, sublinhe-se.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

retsacelet rednef

Uma certa vontade se apoderou de mim. Seria um belo presente. Terei coragem? Encontrarei uma que ache que vale a pena? Serão demasiado caras? Se a vontade se for embora ou for impraticável neste momento seria bom.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Há algo de errado no reino da Dinamarca

Ontem terminei Hamlet. Ser ou não ser, eis a questão. Termina num clichet (ou clichê?).
Na época o seria?

básico

Quando confrontado sobre o quão básico era aquele conhecimento, pensei, ao ouvir o iluminado o quão básico era ele próprio, por não dominar aquele conhecimento que, de facto, é básico, mas que ele não domina, pensando que o faz. Deu pena do argumento de que aquilo era básico, porque assim se virava contra o próprio, que estava tão seguro naquele inóspito deserto onde ele próprio se tinha colocado. Enfim, ao menos estava convicto. Às vezes a convicção e o nem sequer admitir a dúvida parece ser a melhor das fugas. Na questão relatada, o melhor é que continue em fuga e não queira aprender. Quando acordar do entorpecimento se sentirá básico.

Ainda sobre os UP nos PI

Quando terminou o concerto estava um pouco insatisfeito com a técnica, mas satisfeito com a parte emocional. Depois de ouvir o mp3 do concerto passei a estar feliz com tudo. Tirando a jotasound, com uma ou outra complicação pior, mas até bem tocada, as outras músicas estão muito boas.

já com saudades

Na mesma semana morreram Cesária Évora, Vaklav Havel e o monarca comunista norte-coreano.
Só a Cesária era capaz disto:

COCAI

No dia 17 o CV foi eleito para representante da comunidade brasileira em Portugal, ainda que tendo de dividir o mandato com o outro candidato. Seja como for, é um grande alívio para os brasileiros contar com o CV no COCAI. Entretanto, esta eleição demonstrou bem quem quer estar perto de quem. E há quem só queira apoio - como o que demos para o CRBE - mas dar nem pensar. Nem que seja a troco de votar num candidato que sempre disseram mal. São as alianças que se fazem. Vive-se com elas. Pior ainda, impressionou-me a total (mas total mesmo, absoluta) falta de franqueza. Como se tomar uma posição clara queima-se. São as atitudes. Vive-se com elas.

bem

Que bom que tudo correu bem. Entretanto a A5 passou a fazer parte dos meus fins de tarde.

a separação

Um belo filme, a separação. Muito bonito, muito humano. Sobre relações amorosas, familiares, hierárquicas. Sobre justiça e sobre religião. Gostei muito.

domingo, 18 de dezembro de 2011

muito especial

Foi muito divertido. E, como sempre, a hora passou a correr. Nos próximos posts colocarei mais notas, mas hoje de manhã a única coisa que tinha na cabeça sobre o show era um sentimento de agradecimento à noite de ontem, às pessoas queridas que foram e aos PI pela infra-estrutura e a sala com uma acústica excelente, para além de uma sensação muito boa sobre a sorte que tenho de tocar com uns gajos tão boa onda. Foi uma noite muito especial.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

brasil

a copa de 1982, aquela que aprendi que para além de torcer para o inter eu torcia para uma coisa diferente, que era o brasil. não era fácil entender.

força de vontade

claro que o post anterior não quer beliscar o sócrates, que é um santo dos tempos modernos. ele e o seu calcanhar. nem quer menorizar (como se isso fosse possível!) nenhum dos semi-deuses da seleção brasileira de 1982 que não quiseram chegar ao olimpo para dar algum alento à humanidade, que os italianos representaram tão bem. no fundo quiseram dizer aos humanos "com força de vontade dá sempre para vencer, vejam paolo rossi, que mal sabe chutar uma bola, e nós temos o sócrates que joga melhor do que ele só com o calcanhar".

simples

chateia-me quando um qualquer procedimento simples e que devia estar controlado é inadvertidamente esquecido e acarreta chatices absolutamente desproporcionais. gosto de goleiros que peguem todas as bolas simples e que lhes incumbe, podendo não fazer nenhuma (nenhuma mesmo) defesa espetacular, que seja "indefensável". assim como prefiro times disciplinados, que não cometam erros parvos e joguem mais para o resultado do que para mostrar talento. o time de 1982 do Brasil jogava bem mas tem aquele problema irresolúvel que morrerá com ele: é o time que não ganhou a copa só porque sim. aliás, hoje em dia até nutro certa simpatia pela itália que fez o que devia ser feito: se borrifou para o talento do zico, para o calcanhar do sócrates, para o júnior e etc, jogou com humildade, com trabalho e focalizada, e ficou com a taça. já o brasil de 1994 era um monte de defesas mais o bebeto e o romário e ganhou. e a grécia até me dá um frio na espinha de falar. enfim, isso tudo por causa daquele errinho que me relatam neste momento e que é tão ilustrativo.

trave

às vezes é ingrato, quando o bitaite é na trave e estamos a ver. mas como está perto é preciso demonstrar de forma  mais analítica que aquilo não está certo. o pior é que isso às vezes consome tempo precioso. tipo tratar o ovo de todas as outras formas para finalmente demonstrar que o ovo de colombo é o ovo de colombo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

um método

Ontem vi um método perigoso no cinema. Um ótimo filme de cronenberg, que nos coloca a conviver com jung, freud, spielrein, entre outros. Achei mesmo muito interessante. A trama é excelente e ao mesmo tempo se aprende a história, alguns fundamentos e diferentes visões sobre a psicanálise.

17 também

O nosso concerto termina na mesma hora que começa o do Norberto Lobo. Tenho vontade de sair do meu a correr e ir até ao aquário da ZdB. Talvez seja impossível, mas pensar nisso faz-me bem. Gosto imenso da música do Norberto, completamente criativa e com uma atitude de grande desapego às formas tradicionais. Já é mais difícil responder se gosto mais de Norman, Norberto Lobo ou Tigrala (os 3 projectos dele que eu conheço e adoro).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

feelings

Aquelas cenas mesmo fixes, agora sem despedidas a seguir! :) O que parece tornar as coisas mais reais. É interessante voltar a sentir estas emoções que se escondem na antecâmara de um concerto. Espero que a acústica funcione. Se não funcionar, paciência, havemos de ter mais pela frente.

quase dois meses

Desde 15 de Outubro estavam ali na frente da AR e hoje não estão. O que terá acontecido?

UP 17-12 21h30

Hoje fizemos o último ensaio antes do concerto de Sábado. Dez meses e uma semana depois, vamos voltar à ação.
E não tenho muito mais a escrever. Agora é tocar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

argumentos

Lá está. Explicou-se tanto que agora discute-se o conteúdo e a forma das explicações dadas, que são, de facto, exageradas em vários sentidos.

ensaiar, ensaiar, ensaiar

Semana cheia de ensaios para ver se ficamos bem para o concerto de Sábado. Estamos mais ou menos atrasados, mas melhorando muito, agora que é a doer. Interessante tocar com os nossos amps hoje no ensaio. Fica logo outra coisa, outro som, muito melhor. Muito mais nós próprios. Um pouco preocupados com a barulheira da nossa rockalhada no lugar onde vamos tocar, pensamos que o melhor é um concerto que vai aumentando gradualmente o volume. Primeiro as mais calmas, depois as mais barulhentas. Algo assim: Intro* - Sea - Amanhecer - Flyin - Requiem - Transa - Vento - Bells - Open - Jota.
* A única excepção ao aumento gradual.

sábado, 10 de dezembro de 2011

smashing

Conheço mal a banda*, mas gostei do concerto dos Smashing, que vi há poucas horas no Campo Pequeno. Estava intrigado se teria a mesma formação inicial. Isso é mesmo só para os U2. Também não sabia que o recurso às guitarras distorcidas fosse tão frequente. A banda que abria era fraca: Death RingoStarr. Muito feedback e pouca música.
*Sim, isso mesmo, esta heresia.

saídas

Acho a nota tão explicativa que quase se torna numa espécie de defesa. E não precisava ser assim. Quem declara que quer criar coisas novas, que está descontente com o que há, que vai para os jornais fazer alarido com isso antes de formalizar nos lugares próprios é que devia ter este ónus. Em parte entendo que se explique tanto, mas acho que tem coisas a mais.
De todo o jeito formaliza-se uma saída que se previa, não agora, mas sim há muitos anos. Ai, acho que é de desejar sorte, porque que têm tão pouco e são tão pequeninos. Ficam meio sem referências para os seus combates, que eram mais veementes para dentro do que ouvidos lá fora.

o isolamento

A Inglaterra não "arrisca" isolamento na UE. Isso porque nunca esteve junto. A Inglaterra sempre teve uma postura de inegável distanciamento em relação à UE e só se envolveu um pouco mais por uma inevitabilidade para os seus interesses. Chegou tarde, depois de ter uma postura mesmo concorrente, e já no barco teve várias condutas mais atlânticas (no sentido de norte-americanas) do que continentais. E tem o seu próprio império espalhado no mundo. A novidade agora é que a Europa se está a desintegrar à frente de todos. E a Inglaterra quer se proteger desta espiral frenética, destas últimas valsas "dos continentais" à beira do precipício. Para a Inglaterra cuidar dos seus interesses é mais seguro garantir a manutenção do distanciamento. Concordando ou não com as suas opções (mais no sentido de não concordar, em termos emocionais, do sonho desta Europa de unidade, quase romana ou de magno, e infelizmente parca em solidariedade), o certo é que viveram bem sem Euro, sem Schengen, sem meter a mão na massa desta União que, afinal, se mostra tão frágil.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DMBS

É só colocá-las e tudo muda. Adoro-as.
E tento sempre usar outras, é verdade. Mas daí volto a colocá-las. E penso: adoro-as. Pena é que não estejam generalizadas em avulso. Este é que é o grande mal.

17 Dez UP no PI!

a melancolia

Depois de ver Contágio, Yo También, a Biografia de Ceausescu, rever Midnight in Paris e o Segredo dos seus Olhos, entre muitas outra coisas, no passado fim de semana vi dos filmes piores que vi em muito tempo. Uma melancolia total, pelo tempo perdido e pela chatice, de Lars von Trier. Muito mau mesmo. Ainda para mais, uma das partes é uma espécie de versão muitíssimo medíocre de Festen. Lamentável.
O filme de LvT, no entanto, coloca perante o mundo um grande enigma. O enigma sobre como conseguiu receber o prémio de melhor filme europeu do ano. É simplesmente incompreensível. Quem quiser verificar com os seus próprios olhos aconselho que experimente em casa, ao invés de espatifar dinheiro e horas no cinema. Se não concordarem comigo me escrevam. Será confortante saber que alguém gostou.
Alerto que eu adorei Dogville e estava cheio de vontade de ver Melancolia. Achava que ia ver algo da mesma bitola. Nada disso. LvT, fica para a próxima.

só rebaldaria

Hoje se noticia que havia provocadores já na manifestação de 15 de Outubro. Ali na confusão que atrapalhou a polícia na hora de ajudar uma pessoa. Por outro lado, já se esclareceu que o alemão detido e "procurado pela interpol", afinal não é procurado pela interpol. Ai, ai. Alguém anda a fazer tanta rebaldaria quando devia manter a ordem e semear a paz. Alguém não se conforma com Portugal ser o país dos brandos costumes. Embaraçoso, ridículo, constrangedor e muito preocupante.

pêndulos

Portugueses lideram imigração no Brasil.
as pessoas imigram e emigram. andam de um lado para o outro. felizmente que é assim. e quanto menos entraves burocráticos houver, mais depressa as pessoas se adaptam e se integram. entre brasil e portugal nem devia haver burocracias, nos dois sentidos. pena que haja.
colando aqui o que hoje escrevi no facebook.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

cartaz para uma próxima

Para os policiais à paisana que venham se juntar à uma manif, para "manter a ordem":
ENTRE SEM BATER

entre

Não foram problemas de polícia. Foram problemas entre polícias. Como não ia haver confusão, os agentes policiais à paisana se esmeraram na tarefa. É que confusões em manifestações contam-se pelos dedos de uma mão. As desta parece que são mesmo um assunto de família. Nossa, que preocupante para a democracia e que ridículo e constrangedor para quem devia manter a ordem pública.
Uma notícia que conta bem a coisa, via 5 dias.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

nova

e está na hora de arrumar uma música nova para trabalhar. a mais recente não deve resistir inacabada a mais um ou dois ensaios.

sobraram 80

Apesar de chegar com 40 minutos de atraso*, ontem foi um dos ensaios que mais gostei de tocar. Estava toda a malta cheia de feeling e isso se notava, quase se podia pegar.
* obviamente por motivos de força extremissimamente maior!

vs

problemáticos vs solucionáticos
o eterno conflito

domingo, 27 de novembro de 2011

desde 83 e é como o vinho

Duas idas ao Bairro Alto, vários peixes diferentes, até a prometida sardinha "fora de época", pregos e bifanas, ginjinha, até em Óbidos, Alfama, Docas (porque tinha ficado por ver em 2006), Cascais... Super Bock, Sagres, muita cerveja. À mais sacana, mais perigosa e mais provocadora provocação escuta do azul do Porto tu não gostas, muito sério e com um desconcerto do tipo por favor não me faças isso que eu não quero explorar este problema, me respondeu tchê mas aqui nós não somos do Benfica?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

gente muito zelosa a criar desordem quando deve fazer é o contrário

Um mea culpa. Parece que houve muita gente que é paga para manter a ordem e que foi a manif para promover a desordem nas escadas e na manif em geral. É absolutamente lamentável.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É tão difícil guardar um... grafitti bonito na parede

Descobri há semanas que apagaram isso da parede onde estava. O pior é que pintam por cima e acham que não vai aparecer outra coisa a substituir. E, claro, apareceu um outro grafitti. Para azar de todos sem graça e ofensivo.
Vou criar um movimento: deixem as pinturas bonitas nas paredes, por favor!

gifts

Banda sonora dos últimos dias: gifts from enola.

sobre escadas e manifs

Bela manif hoje numa greve geral muito participada. Muita gente na rua e na frente da Assembleia da República.
Houve, no entanto, de novo, a distração das escadas, que alguns, poucos certamente, desencadearam. Se corre bem fica lindo, claro, e até é emocionante. Mas se corre mal é o que se vê na tv. A tv relata toda a tarde de festa e luta como se de um tumulto se tratasse. Enfim.
Quem se mete neste fait divers não entende que as manifs na frente da AR não são feitas com o intuito de invadir as escadarias. As manifs servem é para sensibilizar quem manda e decide, com os argumentos e a mobilização forte nas ruas. Tudo o que é mais tumultuoso dá um jeitão ao Governo, que vem lançando alertas completamente incompreensíveis para as pessoas, sobre risco de motins. Cria o Governo o próprio risco. Diga-se até que, se a polícia fosse esperta (como foi no 15 de Outubro), deixava o pessoal subir nas escadarias e certamente tudo terminava assim. E terminava bem. Mas, como tinham trazido o corpo de intervenção, quiseram dar uso a um dispositivo completamente dispensável. Ninguém precisava ver que andavam todos ali perto da AR prontos para actuar. Portanto assim como não entendo muito bem as ansiedades das escadas, acho uma foleirada completa o corpo de intervenção da polícia montar um forte dispositivo de segurança. E a querer ganhar o campeonato das escadas, ainda por cima!
Subindo do Rossio para o Chiado, numa passeata calma, tranquila, mas muito mobilizada, até comentei com o senhor com quem vinha conversando: estes polícias (estavam ali uns 4, com os seus walkie talkies, preocupadíssimos e tensos), com todas estas armaduras, armas e bastões, são os que destoam aqui e lembram que existe violência.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

em algum lugar legal

Bacalhoeiros, Lounge, Musicbox, Velha Senhora, Zé dos Bois. Passando pelo Eclipse e pela conversa sobre a Arte e Manha, Rock in Chiado e Clube Ferroviário. Uma cerveja aqui, um moscatel ali, uma conversa simpática acolá, uns poucos contactos por email mais frios também estiveram presentes. Porta fechada, pela hora tardia, só na ZdB.
Tudo isso na ronda noturna que foi tão boa, mas mesmo tão boa, na busca de lugares bacanas, mas mesmo muito bacanas, para tocarmos. Arrisco dizer os melhores. Foi uma noite fixe, mas mesmo muito fixe, que terminei a sorrir.
Adenda: tantos foram os lugares que faltou falar no "Povo" que tinha uns fadistas tocando.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

about yesterday

todo o repertório de uma forma geral bem tocado; problemas no som; transa-atlântica a 80%; jotasound a 99%. tocar ao vivo está a tornar-se uma autêntica inevitabilidade.
ah! e a minha corda não prendeu no braço, nenhuma vezinha! a gota de verniz de acrílico* resultou completamente (pelo menos nesta semana). o certo é que há não sei quantos ensaios que em algumas músicas eu fatalmente tinha de desprender o mizinho da lateral do braço. uma realidade muito distante ontem.
* invenção devidamente registada, por gwb.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

mais uns desabafos sobre o acordo

Sempre defendi o acordo ortográfico. Ainda defendo. No entanto, reconheço que mal usado, ou usado levianamente - com a interpretação que basta cortar os c's ou os p's ou outras consoantes que antecedem consoantes - o assunto é muito preocupante. É que excecionalmente em Portugal pronuncia-se sem o p mesmo. Fere a vista, mas tem coerência. E receção também, apesar de me dar um pouco de pânico, talvez por no Brasil ser recepção mesmo, porque se pronuncia o p. Mas não é convito que se diz (nem se escreve), nem espetador quer dizer espectador, conforme vi numa exposição.
Sim, o acordo mal aplicado fica assustador. Talvez isso não precisasse acontecer, se houvesse alguma preocupação para que as coisas corressem bem e o acordo estivesse menos no modo salve-se quem puder. Podíamos estar muitos passos à frente, ao invés de se andar a perder tempo nas habituais palhaçadas demagógicas, discutindo os vocabulários (que não mudam - aliás os vocabulários não se controlam com normativas!), se os brasileiros vão apanhar boleia e os portugueses vão pegar carona.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

muito bom

eno e holland. é isso que me dá vontade de escrever antes de dormir.

saber

olhar para as coisas, gostar delas, saber onde elas estão, o lugar a que pertencem

em são paulo III

em são paulo II

esta imagem é a que fica sempre na minha cabeça - no telhado do centro cultural.

em são paulo

um reflexo de cortazar

6-2

E Portugal se apurou para o Euro, felizmente. Sim, eu cheguei a sentenciar, no tempo da mediocridade que infestava a selecção um este barco não chega a bom porto. Que bom que estava errado e que Paulo Bento teve força para fazer esta malta acreditar.

grande riff

Na sala grande, som bom. Versões mais ou menos. O mizinho da minha guitarra que prende no braço com mais frequência do que devia (estou preocupado com isso). E voltamos a treinar intensivamente a jotasound, que está muito boa de tocar. Ainda por cima, veio a benção daquele riff final brutal que apareceu e nunca mais irá embora. Modéstia totalmente à parte, até porque nem é uma questão de mérito - são coisas que nascem assim, espontaneamente, soam bem e a única intervenção é não deixar fugir.

todos juntos de novo

Quando misturei pela primeira vez metal, flanger e reverb no meu rolandzinho querido, pensei que tinha encontrado o meu efeito perfeito. Na verdade não o uso quase nada. Mas ficou para sempre esta sensação. E depois de meses longe de mim, cá está ele ao meu lado.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

´

Não sei se papéizinhos leva o acento que lhe dei. Talvez sim. Suspeito que não. Mas vai ficar. Seja como for, ele está bonito ali.

papéizinhos

Limpei a carteira de todos os papéizinhos ontem. Foi uma viagem no tempo e no espaço. Tinha uma password de wireless muito significativa: dizia 9 islands.
[ai ponta delgada]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

energia

Uma energia diferente. Ontem foi assim. Uma excelente Bells a abrir. E várias versões boas, mas com uns preguinhos. Isso também importava menos do que encontrar um sentido para jota sound. Trabalhamos nela cerca de 40 minutos. Precisa de mais tempo ainda, mas está ganhando uma estrutura sólida. Este contrato das segundas-feiras voltou a transformar-nos numa banda. E o som! O som estava muito bom.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

uniões

É que não há uma União Europeia, começa por aí. Há interesses. Tudo esteve bem enquanto todos os interessados estavam contentes. Tudo ficou mau e completamente divorciado de uma ideia de união quando se entrou num período mau, é o que demonstra esta crise. E é o dinheiro que manda, claro. Por isso vemos Merkel e Sarkozy nas conferências de imprensa, depois de reuniões que vão fazendo a dois e raramente vemos o Presidente da Comissão ou do Conselho, com todos os (inúmeros) defeitos que estes órgãos tem. Há períodos e tendências de ajuntamento e há  também tempos de desagregação. A união está a ser testada muito a sério. E não é um teste. Tudo isso, tão longe, tão distante, tão impensável há pouquíssimo tempo atrás, está na ordem do dia. E claro, Grécia e Portugal, os que sempre andavam a discutir os últimos postos da Europa a 12, são os primeiros ensaios.
Nada de novo, apenas coisas óbvias, mas eu tinha de escrever.

sonhar

Sonho pouco com ela, mas ontem aconteceu. Ela ria, mas não falava nada. Tudo muito natural em contexto de sonho. Estava uns 20 anos mais nova. Os cabelos estavam menos brancos. Senti-me super bem de vê-la.

rés

Estou especialista em partir os rés. E especialista em trocar de cordas. O vento é uma música assassina de cordas, é outro facto indesmentível.
O meu conjunto de cordas neste momento mistura cordas da Dean Markley, da Ernie Ball e da Gibson. Nada mais errado, claro. Mas é a aplicação da conjuntura. Para um concerto não farei isso. Prometo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

deslanchar

As coisas são assim. Às vezes parecem andar mais devagar e de repente deslancham. Ontem fizemos um óptimo ensaio. Com som totalmente bom. Toda a gente a ouvir-se. Efeitos muito enquadrados. Aqueles understood de fevereiro voltaram aos ensaios. Outra coisa boa é que tomamos a iniciativa de fazer um contrato com a sala de ensaios. Em todas as segundas-feiras, às 20h, os up ensaiam na sala grande.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

faz mesmo

farenheit 451 (bradbury), hamlet (shakespeare), a cruz de santo andré (cela) e quo vadis (sienkiewicz). 
tudo por 2 euros. sim, todos os quatro por dois euros. cinquenta cêntimos cada um.
feira da ladra no sábado. 
até faz confusão. é muito menos do que pouco, se formos pensar no valor de um livro.

livre

Este último post lembra alguns textos do David Lynch no livro "em águas profundas". A interpretação é livre.

no fim das contas

Ontem, com um pequeno gesto, quase negligente, ajudei a submeter o plano. A informação, dada em cima da hora, era muito negligente - ao ponto de eu a julgar insignificante. No fim das contas tudo acabou bem. Isso é bom.

frio

O friozinho de inverno que chegou lembra coisas boas. Lembra castanhas também. Parece uma heresia, mas mesmo assim dá vontade de dizer: tinha saudades deste frio.

domingo, 30 de outubro de 2011

Disneylândia

Espanhóis produzem azeite no alentejo para ser vendido com rótulos italianos

A frase que faltava em Disneylândia dos Titãs

Filho de imigrantes russos casado na Argentina Com uma pintora judia, Casou-se pela segunda vez Com uma princesa africana no México Música hindú contrabandiada por ciganos poloneses faz sucesso No interior da Bolívia zebras africanas E cangurus australianos no zoológico de Londres. Múmias egípcias e artefatos íncas no museu de Nova York Lanternas japonesas e chicletes americanos Nos bazares coreanos de São Paulo. Imagens de um vulcão nas Filipinas Passam na rede dc televisão em Moçambique Armênios naturalizados no Chile Procuram familiares na Etiópia, Casas pré-fabricadas canadenses Feitas com madeira colombiana Multinacionais japonesas Instalam empresas em Hong-Kong E produzem com matéria prima brasileira Para competir no mercado americano Literatura grega adaptada Para crianças chinesas da comunidade européia. Relógios suiços falsificados no Paraguay Vendidos por camelôs no bairro mexicano de Los Angeles. Turista francesa fotografada semi-nua com o namorado árabe Na baixada fluminense Filmes italianos dublados em inglês Com legendas em espanhol nos cinemas da Turquia Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul. Pizza italiana alimenta italianos na Itália Crianças iraquianas fugidas da guerra Não obtém visto no consulado americano do Egito Para entrarem na Disneylândia

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

sequência interessante para efeito marado

é tocando muitas vezes. segunda à noite foi muito bom o ensaio. a amplificação estava boa e não era aquela que frita os ouvidos. se bem que é preciso definir melhor os volumes nas músicas. o tv falou em concerto e isso dá logo outra energia. tocamos uma vez cada música, mas depois paramos onde devíamos. jotasound e transa atlântica mereceram e merecem treino. falta estrutura e dedicação a elas. estou contente na transa porque finalmente encontrei uma sequência interessante de acordes para fazer com aquele efeito todo marado. como sempre as coisas aparecem de repente, não é procurando que se encontra.

domingo, 23 de outubro de 2011

os bons

a marina silva vi hoje na fnac do colombo. foi bom ouvi-la. transmite coisas boas. às vezes até esperança. no colombo também aquele planador da playmobil, um xilofone e um livro para o banho do mais novo. e ainda uma caixa do lego star wars. se a marina estivesse na guerra nas estrelas estaria nesta caixa, junto com o luke, com o obiwan e com o r2d2. junto dos bons. todos eles irão atravessar o oceano amanhã.

o veículo da caixa é este, só que em versão lego. muito muito bacana.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sonic back

Sonic Flower e uma Back on the Road com escalas despretensiosamente árabes caíram no meio da sala no último Domingo. Surfamos a onda e gravamos. Sonic Flower é uma música de post rock com duas guitarras. E Back lembra uma viagem. Aliás, depois das idas e vindas dela (que já é de Julho e ainda não está completamente pronta) já parece merecer outro nome. É giro tocá-las. Sei que este discurso é uma repetição mas cá vai: isso de tocar é o que nos basta e é tanto.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

amplificação

Dá medo de ser peremptório e definitivo, mas acho que a partir de agora ensaiaremos com mais frequência. O ensaio de segunda-feira foi muito bom. Depende, na verdade, da pré-disposição, sempre variável, da nossa amplificação. Como isso estava bem, o ensaio correu bem. Há imensas coisas para acertar, mas acho que isso começará a ser resolvido. Tenho de lembrar de levar protecções para os meus ouvidos. Pensei que eles iam fritar em open your mind (numa das melhores versões que já executamos).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

20 anos depois de nevermind

A verdade é que foi entre fins de Dezembro de 2009 e Maio de 2010 que eu senti esta nostalgia (agora comercializada, a propósito dos 20 anos de Nevermind) dos Nirvana.
Escrevi uns posts sobre isso: Kurt Cobain; Mãos a abanar mas completo; Erros. Aliás, ouvia o live at reading no meu carro, imensas vezes, em altos berros. Depois comprei o Nevermind. Nunca tinha tido o Nevermind, a não ser em cassete (com o lado b de ac/dc ou algo do tipo).
Isso não é para armar-me em qualquer coisa. É só porque vejo a onda criada e tenho a sensação que já a surfei antes de chegar na zona de rebentação. Muito por causa do livro odeio-me e quero morrer.
Sobre os Nirvana, não sou daqueles que nos anos 90 via neles algo de revolucionário. Nem pensava nisso! Gostava e ouvia as músicas. Tocava algumas na guitarra. Kurt não era para mim um ícone de rebeldia nem nada. Era rock e punk, com umas coisas mais comerciais do que outras. E com músicas esquisitas também. Quando ele se matou, fartei-me de gozar com uma amiga que chorava por ele. Era um gajo do grunge, como os Pearl Jam e os Alice in Chains. Não vi a morte de uma geração rebelde. Tão-pouco percebia (pelo menos com grande compreensão) como a indústria discográfica e a fama podiam lixar a vida a um gajo. Ter visto o filme de gus van sant e ter lido o odeio-me ajudaram a dar um outro olhar ao kurt, mas isso foi muitos anos depois. Tudo ao tempo certo, portanto.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

teorema

(...) Olharam para mim como o mais velho, quando não o sou. Parece mais velho, sim já sei, muitos dizem. Olhei para ele e ele, de facto, estava com aquela cara dele, vinte anos mais novo. Talvez alguma foto antiga esteja sempre na minha cabeça, como aquela com o edifício verde e branco, 3427, atrás. Esta foto, aliás, tem cheiro e atmosfera da cidade de onde foi tirada. Hoje falei da bola por cima do muro e da vila atrás, que a recebeu. Chutão de quem para ultrapassar até o arame farpado? Meu, do Márcio, do Tiago, do Diego? De alguém - e lá fomos atrás da bola. Choque entre o nosso mundo e o "deles". No 1853 acontecia o mesmo, várias vezes. Interessante como tudo se junta e vem teorema da legião à minha cabeça, quando me lembro do nosso estacionamento que convertíamos em quadra de futebol. Devo ter descido um dia depois de ouvir a música, com ela na minha cabeça. Era a época da legião (e de muitas outras bandas fantásticas do pop-rock brasileiro dos anos 80). Tão novo e tão bem orientado musicalmente, é o que vale.
O mesmo 3427, com sensivelmente a mesma paisagem, com um ou outro canteiro novo, viu aquela correria naquela manhã, infelizmente inesquecível. Tudo um susto, uma pressa que terminou na pior das pazes. Uma pressa que fez com que tudo parecesse um sonho. Um sonho do qual até hoje ainda custa acordar. Vontade de contar verbalmente o que ando fazendo e não só com os meus pensamentos, esta é que é esta. (...)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

velhos e novos

Ir a uns foruns na internet e perceber que esta pequena chaticezinha podia aparecer em 2 semanas de 2011 mesmo. Portanto tudo bem. Tudo muito melhor, aliás. Posso mesmo descansar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

noiserv


As músicas de noiserv são muito boas. Mas ver como ele vai montando a canção na nossa frente é outra atracção. Adorei. É daqueles espectáculos a que se assiste e só temos vontade de chegar em casa e tocar, tocar, tocar.

bons sentimentos portanto

Além da sensação óbvia de ter tudo mais perto, há esta, de mobilidade com mais velocidade, força e segurança. Tirando detalhes - que com os dias julgo ser mesmo isso - ganhei muitíssimo em comparação com.

músicas, de todos

Perante as difíceis agendas dos outros membros, neste fim de tarde de domingo reapareceram os up2, com aquele espírito. O regresso da criatividade. Tanta que até esbarrei numa escala meio árabe - deu para aproveitar e foi muito giro. Talvez sobre isso da criatividade e da vontade de abrir a cabeça o máximo possível, não esteja alheio o sábado de duplo-concerto de noiserv e maia vidal no são luiz. Excelentes musicalmente e muito simpáticos.

domingo, 9 de outubro de 2011

oceano e tejo

Amanhã às 9h40 tenho um bilhete para uma viagem que atravessa o oceano. Mas eu vou atravessar o rio tejo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

passeios no parque

E hoje fui ao Parque das Nações passear. Acho que a última vez que o tinha feito tinha sido num trio de bicicletas, em Janeiro. Eram outros tempos.

viagens

(...) - A entrada da hotel fazia-se por dentro da estação de trem, directamente. E eu paguei a um taxista, que descobriu isso para mim. Ou seja, eu entrei no táxi, disse que só sabia o nome do hotel, e o motorista foi a uma lojinha de recordações para perguntar onde ficava o dito. Depois, com a resposta, acompanhou-me no caminho, pelos corredores da estação. Que não era nada fácil, diga-se. Ele não quis aceitar o dinheiro, mas eu dei-lhe 4 euros, porque fiquei muito agradecido pela informação.
- Eram muitos os recepcionistas no hotel, cada um com a sua banca. Na confusão eu percebia muito mal o senhor que estava a atender-me. O balcão tinha imensas coisas, em baixo de um tampo de vidro. Canecas, porta-chaves, brasões. Não sei tudo o que estava ali. Achei interessantíssimo na altura. Quando lhe perguntei pelos quartos mais baratos, ele disse-me uma série de opções esquisitas, com nomes bizarros, e eu não entendia nada do que ele dizia. Adorei o hotel, verdade seja dita, apesar disso. Achei mesmo bacana. Era muito acolhedor.
- Entrava-se pela estação, mas quando fui nas traseiras do hotel, havia aquele deserto tão bonito, completamente fora de tudo. Tão diferente, tão amplo. Estava pôr do sol. Tive vontade de ficar um tempão contemplando. Não havia portas e eu achei fora do normal isso, porque no deserto estavam algumas pessoas a dormir. Pensei que elas poderiam entrar quando quisessem no hotel. Este sentimento não estava relacionado com medo ou desconforto. Era apenas uma constatação. Mas, na verdade, a entrada das traseiras era bem esquisita e requeria alguma agilidade para ingressar. Era preciso atravessar um jardim cerrado, cheio de árvores e húmido, com poças e lagos pequenos. E isso se fazia por cima de umas redes. (...)

manifs


Roubei daqui.

quase dois anos depois revisitando um link

Os quadros. Ah sim. Amanhã eles mudam-se todos para cá. A ver quando aparecem uns novos. Lembrei disso aqui.

espaço

O espaço ficou diferente. Esta também é uma sensação relacionada com o dia de hoje.
[um pouco forçado o marcador, mas pronto]

loterias e tal

É a tal coisa. Compra-se as cautelas, corre tudo magistralmente bem nas nossas tarefas, mas depois há aquela parte, que nos ultrapassa e que não poderíamos imaginar sequer. Não fosse a flexibilidade e a moldura humana com vontade de falar e tinha sido um desastre. Enfim, o debate é que correu mesmo bem. Na verdade foi potenciado pelo tal absurdo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

vou imaginar e cumprir

dá para imaginar que isso que os meus vizinhos egípcios dizem à janela é está na hora de deitar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

uma conclusão e um merecimento

Quem inventou o paracetamol não merece só o Nobel da medicina. Merece também o Nobel da paz.

cautelas e loterias

a cena é assim. faz-se tudo o que se pode. mas estas iniciativas são como jogar na lotaria. o único cuidado que se pode ter é adquirir o maior número de cautelas possível.
(detalhe: loterias no título, lotaria no texto - ai não vou mexer não)

spam

para ti, anónimo que comenta tão afincadamente este blog nos últimos tempos... teus comentários estavam indo parar ao spam. agora já estão todos nos lugares apropriados.

domingo, 2 de outubro de 2011

demandas

demanda reprimida. ih como dizíamos isso quando começamos a rede de brasileiras e brasileiros na europa. acho que estes 5 posts são uma espécie de demanda de posts reprimida.

lembranças

tão jovem e tão presidente dizia, sempre que me via. outro clássico era conte com a minha unânime solidariedade. inclua-me fora disso ele nunca falou para mim, mas eu passei a usar em algumas ocasiões.
cada um há-de ter as suas recordações. acabei de ver a edição de ontem d'A Bola e li a memória dos outros, daí fiquei pensando nas minhas. há ainda a história dele ter transcrito uma frase do scliar que dizia que o cruzeiro de porto alegre não existia mais. mas esta eu só assinalo e conto noutro dia.

enfrentar

Gostei do CH falar em cumprimento de mandato, em compromisso, em enfrentar dificuldades. Nos meus ouvidos estas palavras rimaram com esperança e com vontade. Vontade é muito importante. E neste caso acho que não vamos nos partir todos. Acho que precisamos destas injecções. Potenciam a motivação - e isso facilita a abertura de portas e janelas. Até vou mais longe: ajuda a quebrar muros e paredes.

patamar

Parti-me todo no futebol hoje, de novo. A vontade é tanta, que há uma espécie de degrau entre o que quer a mente e o que o corpo pode fazer. Espero que seja só uma questão de voltar a um mínimo de forma. E espero que estas dores sejam passageiras.

7 minutos

Uma chatice às 19h03 começar a pesquisar um filme para ver e descobrir que a sessão é às 19h10.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

para sempre

Os grandes amigos partem, mas a gente lembra deles para sempre. É o que sobra para tentar fintar esta tristeza tão grande - que, aliás, é tudo o que o Duda não gostaria de deixar connosco. Ai Duda, Duda!
-
O Brasil-Portugal da Copa de 1966, pelo Duda;
A nota da Casa do Brasil;
O vídeo d'A Bola.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

um ano

Faz hoje um ano que juntamos todos os instrumentos na Kazoo.
(no dia de aniversário do google!)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

achtung baby

Há muitas bandas, muitas músicas, muitos ambientes, muitos sentimentos. Muitos cd's. Muitos títulos. Muita coisa boa. Felizmente muitas. Mas sempre que eu ouço achtung baby eu acho que não há nada comparável com ele. É mesmo fantástico de uma ponta a outra.

vícios

Já tinha tido internet aqui nesta sala, porque tinha comprado um dia de crédito. Porém, hoje pus esta coisa a funcionar. Na verdade já pagava por ela e dá jeito para uma infinidade de coisas. Ao mesmo tempo, pode não ser bom para outras. Mas ela está cá. Para o bem ou para mal.
E até funciona um pouco ao contrário. Minhas guitarras e o meu amp parece que me pedem com mais força para ir para perto deles quando ligo esta coisa. É o que farei depois do próximo post: ou tocar ou ler.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

há braços, há remos e há um barco - bora lá mas é

3 ou 4 perguntas. algumas consultas simples. poupava o desgaste e era bem mais saudável. afinal temos tempo. muito ou pouco, depende do activismo de cada um. podemos tentar criar mais tempo aliás. eu sei como vou investir as minhas forças: procurando potenciar tudo o que conquistamos. aliás, bastou uma niquinha de interesse e cheguei a estas conclusões que estão aqui. é um barco difícil claro. mas é melhor pegar nos remos e remar do que ficar só a ver.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ilhas

A ronda insular foi feita tão depressa e com uma curta passagem, de poucas horas, por Lisboa. Em Londres, falamos português o tempo todo, tirando alguns contactos com os locais. Em São Miguel, a Conferência era quase na íntegra em inglês. Confuso e interessante. Se estivesse mais distraído até poderia imaginar que as ilhas britânicas estão no meio do atlântico, junto do arquipélago dos Açores.

the real

Para que fique mesmo claro. Adoro.

eno

Não é novidade nenhuma. Talvez até esteja me repetindo. Adoro.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Impossível enjoar

Grandes bandas. Quando o assunto é rock mais pesado, eles são imprescindíveis. Eu pendi sempre mais para os Porcupine Tree. Mas Tool voltou recentemente ao meu mp3. Opeth foi sempre impossível, tirando um disco mais acústico - uma delas eu até sabia o solo todo. Dead Soul Tribe tem coisas boas, mas é pequeno face aos que merecem vídeos aqui. Falando em rock progressivo, há os Dream Theater, os Liquid Tension Experiment, o próprio James Labrie. Mas Porcupine e Tool estão aqui porque são uns progressivos com mais alma do que os outros.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

sobre diaspora brasileira no mundo

eu estava achando que o título era pretensioso. depois de ouvir o que o helion disse, achei que era o correcto. daí falei mais tranquilo. mais tarde, noutro workshop, a beatriz nos colocou lá no topo outra vez. 
conforme mail de 14 de julho: 
O meu tema é sobre: a importância dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada para as comunidades e para a consolidação do diálogo entre os migrantes brasileiros na Europa e as entidades governamentais 
desculpa o atraso um abraço

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

umas palavras sem ser sobre lugares

resort

E aqui estou eu no meio desta imensidão de mar, neste pouquinho de terra. Pequenez - talvez o que possam sentir aqui alguns, face ao poder adormecido (felizmente) de todas as forças da natureza. Natureza que finge a paz, apenas esperando o momento oportuno de atacar. Esta divagação sobre o poder adormecido faria o Lenz Buchmann, do Gonçalo Tavares - não é nada original. 
Dizem que, nestas bandas, em cada dia acontecem as 4 estações do ano. É verdade. Em poucos minutos e em poucos metros as condições climatéricas mudam abruptamente, do frio e chuva do inverno para o calor que queima do verão.
O inglês que domina o evento chama isto tudo, repetidamente, de resort.
Pois então olha: wonderful, mazé.

sábado, 10 de setembro de 2011

London

O meu albergue fica pertinho de Hyde Park e o local do encontro perto de Oxford Circus. Entretanto, hoje de manhã houve uma coincidência incrível.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

a reza de gonçalo

Sobre livros, terminei aprender a rezar na era da técnica, de Gonçalo M. Tavares. Gostei do livro sobre Lenz Buchmann. Poucas horas antes de o terminar, passou por mim na rua o próprio autor. Foi engraçado. Quando o vi ele me pareceu tão familiar.
A reza é posterior a jerusalém, e ambos são da tetralogia reino. Parece-me que fiz nova desfeita a jerusalém, que hesitei em pegar outra vez, por me parecer tão pesado. Chegará o seu tempo...

ronda insular


Ronda insular: Londres e depois os Açores. Intervalo em Lisboa, de algumas horas. Tudo em trabalho - movimentos sociais e migrações. Os Açores são uma estréia. Londres será a quarta visita. Da última vez, lembro do river thames, do palácio de buckingham com a frente tomada por bicicletas e de um parque cheio de esquilos. Lembro ainda do zen guitar, que eu trouxe de lá.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

vários inícios

Como vamos fazer aniversário e tínhamos dúvidas sobre datas, fiz uma pesca nos meus emails antigos. Ficam aqui umas notas.
Em 14 de Março de 2010 surgiram os understood project, talvez com silence of sound e going on. Lembro só de como estavamos contentíssimos em compor aquelas músicas estranhas e como decretamos de uma hora para o outra que eramos os up. Eramos dois. Fomos trabalhando várias músicas. E, apesar de felizes, achamos que podia ser giro meter mais gente, mais sons. Um conjunto de coisas boas colocou o jota em contacto com o tv. E daí, em Setembro, dia 20, o jota escreveu ao tv sobre tocar por pura descontracção. No mesmo dia o tv disse que sim e já falou no zumbi. No dia 22 todos os up tomaram um café no miradouro da Graça e no dia 27 estavamos todos no Kazoo, às 20hs, a iniciar o projecto em versão 4 elementos.
Outra referência a fazer é o reencontro dos 4 em 9 de Agosto de 2011, depois de um hiato iniciado em 13 de Fevereiro de 2011.

o melhor

Ontem fizemos o melhor ensaio desde que estamos novamente com a formação completa. Som, performances, cervejas, tudo, tudo, tudo, correu bem. Para além do alinhamento costumeiro estivemos trabalhando na transa atlântica.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

um eléctrico

Falo tanto no 28. 
Hoje, 110 anos depois da primeira linha entre o Cais do Sodré e Algés, o google nos brinda os olhos com esta imagem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

é isso

No miradouro do monte agudo ontem à tarde, foi tudo muito bom. Este miradouro, que de 1998 a 2003 frequentei muitas vezes, foi alvo de uma requalificação recentíssima que o deixou bonito como era. O miradouro, que estava num estado lastimável, está lindo e até tem um café. O dono espalha umas almofadas bonitas e, se bem percebi, livros. Com Lisboa a meus pés, a poucos metros da minha casa, com aquele pessoal bacana em volta, lendo debaixo de uma sombra e com a brisa que amenizava o calor da tarde, tive a sensação de é mesmo isso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bi Recopa

Um Damião extraordinário, com um Oscar fantástico e com boas defesas do Muriel.
3-1 no inferno do Beira-Rio. Os gols estão aqui.

várias vezes

O processo consiste em tocar várias vezes a mesma música para começar a ver coisas diferentes. Era uma canção mais simples, mas daí foi crescendo e ganhando corpo. Chegamos a um falta qualquer coisa e enfiamos aquela mudança de ambiente, difícil de tocar. Depois acabamos num há aqui coisas a mais, repetidas, e tirei aquele solo (e acabei fazendo um outro). No fim das contas, acho que ainda temos de colocar 45 segundos mais de algo diferente. Pode não ser assim, mas ainda tenho isso na minha cabeça. É tocar mais vezes para achar uma resposta, vinda da própria música.
Ontem estiveram reunidas as duas guitarras dos up.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

improvisações e cervejas

A gravação do ensaio do dia 22 também revela, logo a abrir, uma improvisação de 3 minutos, muito simpática e boa de ouvir. Não sei se é uma música para repetir. Mas é muito bom ter ficado gravada. Hoje já a ouvi uma infinidade de vezes. Música existe também para ouvir sem estar preocupado em tocar, não é?
O ensaio tem mais duas improvisações grandes: uma que começa quando a cerveja cai (relatado no outro post) que interrompe flyin. O tv andou a limpar a cena e eu e o zumbi ficamos para ali a inventar, só guitarra e bateria. Depois tem outro momento criativo, que começa quando digo preciso buscar uma cerveja. Quando voltei o tv estava com a guitarra e eu peguei no baixo. E ficamos uns quinze minutos assim.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

abstração

A super bock saltou coluna afora, só com a vibração, e obrigou o nosso baixista a ir buscar uns guardanapos para limpar o chão. Se fosse no Kazoo estavamos tramados. O feito inédito aconteceu num ensaio cheio de improvisações. A malta estava toda angustiada para tocar e se abstrair de tudo. Tecnicamente nem foi muito conseguido para mim, mas apareceu uma escala boa de usar, às 1:30 de gravação do ensaio, que vale mais do que qualquer acerto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

o Oscar ganhou

Pelo menos, o Brasil venceu com 3 gols do Oscar*, jovem estrela do Inter de Porto Alegre. Os goleiros das duas selecções estiveram muito desastrados. Dormi no prolongamento e acordei com o gol decisivo de Oscar.
De resto, o meu desejo era que o jogo terminasse empatado - meta impossível numa final. Apesar do post anterior, acho que não gosto mesmo de jogos Brasil-Portugal, quando não são a feijões. Uma incoerência, visto que quero sempre que os dois sigam o mais longe possível nas provas que disputam.
* Foi emocionante. Lá pelos 15 minutos de jogo, acendeu uma luz na minha cabeça e eu pensei: mas esse Oscar é o Oscar. E estava lá o Juan também.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Portugal - Brasil: de novo, que bom!

Vinte anos depois Portugal e Brasil repetem a final de 1991 em sub-20, na Colômbia. Fantástico! Ah sim, claro que eu estava lá no Estádio da Luz. O Brasil perdeu nos penalties, mas foi uma festa em Lisboa. Eu e o meu irmão não estavamos felizes com a derrota. Torcemos muito, como sempre. Mas foi tudo bem. Valeu a festa dos amigos portugueses. Incrível pensar que eu estava apenas há 3 anos em Portugal. Outro detalhe curioso é que foi uma das raras vezes que passei o Agosto inteirinho em Portugal. Fui a Cabanas, no Algarve, com o Duarte, e depois voltei a Lisboa e vi todos os jogos que restavam de Portugal com meu irmão, no Estádio da Luz. Lembro dos jogos contra a Argentina e contra a Austrália (com um golão do Rui Costa). O Brasil não estava sediado em Lisboa.
Do campeonato do mundo da Colômbia apenas vi o Portugal - Argentina. Os penalties ditaram a sorte. Foi emocionante Portugal dar a volta com dois gols de desvantagem.
Esta final falada em português é um jogo bom de ver e que, em princípio, qualquer resultado me satisfaz. Se bem que só depois do começo do jogo conseguirei saber com precisão se é isso mesmo.

em separado

Às 19h45 começamos a tocar e de repente eram 22h00. Estas sessões com o jota são assim. Tocamos algumas antigas, como tudo que o vento traz. Acertamos efeitos também. Vamos ver como ficam nos amps grandes dos estúdios. Depois experimentamos back on the road - que está nascendo devagarinho - e surgiu uma coisa nova. Gostei do que saiu. As gravações são de uma coisa só, mas hoje decidimos que vamos as explorar em separado. É boa ideia.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

dorena

onde vais arranjar isto ?
ah man...  vai aparecendo... abri a porta... e entrei no quarto q me da acesso a uma prateleira cheia disso
já ali nos links: dorena

terça-feira, 16 de agosto de 2011

margens

pontes, descidas de colinas com água a correr, sandálias que ficaram para trás, crianças, uma praia com nome de cidade de cabo verde, óptimas ponchas de maracujá feitas na hora para serem melhores, moscateis com vista para nomes de vinho do porto, sopas mirando a outra margem, margens. e, apesar de se poder subir nas esculturas, uma senhora não sabia como entrar na casa cor-de-rosa e não conhecia a fórmula da persistência.
e ainda um rio.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Arcade

Como algumas vezes associo canções a imagens dos lugares onde as vou ouvindo, acho que é bom isso de estar sugando tudo de Arcade Fire nestas bandas, neste momento.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

calor

Hoje sim, está um calorão em Lisboa. Um calor daqueles. Sem uma brisa sequer.
De duas a três vezes por semana os trilhos de trem carregam os cristais dos olhares que se perdem no horizonte. Perdem-se e não se encontram. Para quê achar, aliás? Perdidos, ficam por aí, ao sabor deste vento de Agosto, quente como o inferno. Majestosas, as árvores suportam o calor - talvez sejam as únicas.

escritas

seráq aquela quadra +e da escola polite´cnica
hm? se da ppara ir para le a matreacteu?
o q eu tanheo de ir fazer ai mesmoa?
tens de
achoqi veou antes do escrtritoetio
dar-meo teu cartao
ah ok
mhkakaka
e o amerwactatrr no prolitcten?
sum
ok
o giro disso é que a maior parte das vezes sabemos o que estamos a dizer, mesmo quando, como hoje, não havia tempo de ficar corrigindo e a escrita seguia da forma como os dedos iam se ajeitando ou (desajeitando) nas teclas. este trecho é claramente um exagero, talvez deliberado.

back up

Ontem ensaiamos, nós os 4. É assim que tem de ser. Só assim estamos completos.
A apresentação tinha sido a 11 de Fevereiro, a gravação a 12 de Fevereiro. Portanto, estavamos quase há 6 meses sem nos juntarmos todos. Senti uma certa nostalgia do kazoo...
Ontem estivemos relembrando as músicas para trás. Há coisas que estão muito bem, há outras que não. É um prazer ouvir o jota solando em amanhecer e na requiem. Mas tudo o que o vento traz está manca. Tocamos a nova, transa atlântica, que está bem lançada. E eu e o tv nos entendemos muito bem em jotasound. Open your mind - tirando as minhas gafes num início de ensaio bem desconcentrado - está muito melhor com uma pausa que fizemos lá pelo meio e que foi sugestão do zumbie.
Próxima semana, mesmo esquema: domingo covil, segunda estúdio.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

o covil

Fica num porão dos olivais. O grande corredor, à esquerda da casa que está à frente, dá acesso a outras duas casinhas, guardadas por dois cães velhotes e um gato. Um dos cães gosta de ladrar, mas só por hábito. Entra-se na primeira porta e ela dá acesso ao covil. As descrições eram más. Tanto em termos de som como de espaço. Talvez por isso, tudo me pareceu bom. O som podia ser um pouco melhor, mas estava razoável. Bem fixe para nós. O único problema é o vizinho de cima do porão. Mas mesmo ele foi simpático e disse que tinha gostado de nos ouvir.

cresceu

pensei que tinham fechado. não, não fechou. agora são 4 andares, no coração do bairro alto.
um diálogo de fim de semana, à entrada do pingo doce da graça.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

songs

além de tudo, estou apanhado por sad songs for dirty lovers, dos The National

77

Em Maio e Julho de 2011 a aldeia registou por duas vezes 77 posts. Nunca havia ocorrido nada assim. Descansem leitores. Isso jamais se repetirá.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

celebration concert

Este é primeiro post que escrevo aqui na minha sala, neste sofá branco. Esta sala é mais confortável do que a outra, tenho de admitir. Toca Renato Russo, the stonewall celebration concert na aparelhagem. Hesito entre completar este post com uma música do cd ou tocar guitarra. O meu computador manifestou a sua opinião neste momento. Diz que falta bateria. Vou tocar guitarra. Começam as pescas por aqui.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

músicas do ambiente

As primeiras músicas que tocaram na minha nova sala foram as if your eyes were partly closed as if you honed the swirl within them and offered me the worlda title. As duas são do disco drums between the bells do Brian Eno com as palavras de Rick Holland.
Tenho de aditar aqui o artigo que saiu um dia depois do meu post no sound + vision, sobre este disco viciante.

fora do case

depois de acertarmos uma nova parte em open your mind (com direito a um salto e tudo no regresso ao refrão) e agora ansiarmos pelo próximo ensaio, cumpri o prometido à minha epi e ela dormiu fora do case, no sofá da minha sala.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ukulele e cavaquinho

Além deste artigo, fica aqui mais coisas da wiki para distinguir cavaquinho e ukulele, para ninguém ser apanhado desprevenido numa estrada qualquer. Eu não li isso tudo, evidentemente. Fiquei só com o "very similar (...) tuned differently (...) shape somewhat similar". O resto são detalhes.
O Eddie Vedder tem um disco chamado ukulele songs.

ukuleles, pinhas e mar

Uma pinha caiu alguns metros à frente do carro, para não deixar ficar mal as amigas, horas depois de uma conversa sobre esta possibilidade. Contribuindo para o ambiente, monopolizado pela beleza da moldura da estrada, a rádio blitz tocava músicas que envolviam ukuleles e/ou cavaquinhos. Para trás tinha ficado Sines e o seu festival de músicas do mundo, mais conseguido nas magníficas paisagens do castelo, da praia e das molduras humanas, do que em actuações musicais. A estrada traria ainda as vistas fantásticas da Comporta. Uma sensação de incredulidade e de sonho, misturada com mar azul, estava escondida atrás daquela duna, uma espécie de última fronteira com o mundo real, desaparecido para sempre durante algumas horas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

espaço, tempo, sentimento

As minhas guitarras a apanhar ar, e à mão. A pedaleira no chão, do lado do sofá. Os amps ali, prontos. O computador e o hardware de gravação conectados, para guardar de imediato o resultado das pescas. O gosto de estar, mesmo que seja só a vislumbrar este cenário. São nessas coisas que penso, quando penso no meu espaço, que inauguro no Domingo. O começo é sempre estranho, com comparações a outros lugares, outras vivências, experiências. Mas a importância de qualquer comparação praticamente desaparece no ar, quando penso que terei de novo aquilo que não dá para sintetizar numa palavra, mas que às vezes (e não são muitas) surge e está relacionado com inspiração, urgência de espaço, tempo, sentimento, equipamento, técnica, tranquilidade, concentração, poesia e poder de guardar para não esquecer. Há canções que só surgem embaladas num sentimento e num batalhar para explorá-lo ali, no momento. É como uma onda, que é preciso surfar e depois termina.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

bandas sonoras

estou num emaranhado de músicas boas e novas, felizmente. estou perdido aqui e vou deixar-me ficar.
não quero pistas para sair disso.
no meu fb hoje.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

mapas da alma

Apesar de poética, a localização "Na Lima e Silva esquina com a Rua da Rosa. Onde a Cidade Baixa acaba e o Bairro Alto começa. E vice-versa." está desactualizada. Por isso, tive de mudar.
"Em algum lugar de Lisboa", apesar de mais objectivo e menos espalhado no espaço, é, ainda assim, imensamente poético. Tão poético quanto é Lisboa.

trocar a minha tv num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira

E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Para mim, só sair de casa não é o suficiente para se aventurar. Mas acho tão bonitinhas estas palavras - logo eu, que quase não vejo tv. Tiradas daqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

tempo e energia para abraçar tudo ao mesmo tempo

É que, de facto, preciso de dias de 30 horas para poder fazer tudo o que quero. E a energia às vezes falta. O bom é que tenho dormido cada vez melhor. Talvez seja do cansaço. Mas como fazer para ter tempo e energia para fazer tudo o que se quer? Como isto vai acabar? Tem que haver uma fórmula.

mais coisas

Enquanto o tempo e a energia não puserem fim a isto, os projectos se multiplicam. E agora há este novo relacionado com cordas, para ir marinando. Em Setembro logo se verá.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

again com os up

Hoje ensaiamos eu, o tv e o zumbi. O jota fez falta. Mas a alma lavou-se à mesma.
Tocamos open your mind logo de início. Grande som. E eu estava tão bem amplificado. Acho que era o que mais queríamos fazer, tocar open. A sala de Alvalade é muito boa. Achei melhor do que o Kazoo. E mais central. Ah e sem precisar esconder as cervejas. Teremos também o covil. Há muitos debates sobre se apostamos no covil ou se andaremos em salas.
Mas o que me importa mais é que voltei a fazer som com a minha banda favorita: os understood project.

longe, longe disso

Falando com outras pessoas - felizmente não entre os meus - que ainda olham para o movimento associativo como um exercício de vaidades, noto o quanto tudo o que não esteja relacionado com trabalho e acção deixa-me entediado e compreendo o quanto (se alguma vez fui assim convictamente) estou fora destas discussões estéreis, o quanto vou mantê-las longe e o quanto vou deixar isso absolutamente claro para todos, custe o que custar.

post rock, ambiente, instrumental, experimental, whatever

a new silent corporation, rendezvous park, moonlit sailor, epigram e man an ocean passaram a figurar nos links musicais.

copa américa 2011

Fiquei contente com a vitória do Uruguai na Copa América (apesar de não ter visto nenhum jogo da competição). Se o Uruguai jogou o que vinha jogando, foi uma equipa apaixonante. Desde a copa do mundo estou rendido à sua garra, força, entrega, espírito de grupo e de superação. Simplesmente adoro o futebol deles. Fiquei mais feliz ainda ao saber que neste momento os irmãos uruguaios têm a selecção com mais títulos ganhos.
A Argentina não tenho acompanhado, nem quero saber. Fiquei impressionado, no entanto, por não terem levantado a taça jogando em casa. Buenos Aires estava todo travestido com as cores da bandeira. Estava bonito.
Quanto ao Brasil, o desastre na Copa América não é má notícia. Ir bem na prova com toda aquela mediocridade seria muito mau para o que interessa: a Copa de 2014. Seria aumentar o sapato alto de um time fraco e sem chama. Mano Menezes não chegará lá. E espero que o Brasil se transforme. Há muito que acertar para não ser a desilusão de 1950 outra vez. Se bem que como as coisas estão, nem a final iríamos. Nem teríamos a honra de um maracanazzo.

domingo, 24 de julho de 2011

mll

Ontem já estava triste pela Amy e hoje levei um verdadeiro soco no estômago com a Maria Lúcia Lepecki.
A mll foi um dos motores para eu viver onde vivo. De uma maneira bastante indirecta, mas ao mesmo tempo directa, é responsável pela minha Lisboa. Não só por isso, lamento imenso a perda.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

viagens

perguntam-me Porto, Coimbra, Lisboa, Madrid, Barcelona, em 11 dias.
se a lógica for a de um astronauta, que pisará uns segundos em cada cidade e baterá umas fotos para a posteridade, dá.
para mim seria impossível. eu ficaria só com lx e bcn. mas eu já conheço. mas quem não sabe... como explicar q mais vale sugar toda lisboa e toda a barcelona e mesmo assim não chegam os 11 dias?
acabei sugerindo rápidas visitas ao porto e coimbra. o resto resolvam os próprios os dilemas que para mim seriam terríveis.

um possível resumo, que termina bem (e isso é tão bom)

bless this space
música e funcionamento da mente
sounds alien
there's a glitch in the system
it's a place to search the light with
life doesn't start with a title
q bom q bom q bom

eno

Definitivamente de volta, me parece. Noto isso também com a admiração pelos bugs, pelos glitchs, pelas incoerências e falhas, quando o objecto sejam as coisas menos graves da vida, claro. Um sentimento de quero lá saber, mas ao mesmo o velho respeito e entendimento pelas coisas levemente fora do lugar. A perfeição, ou isso que se conhece - que deve ser uma cópia furada de perfeição - esta busca inútil do ser humano atrás de uma total compreensão, coerência, ordem, completude, ajusta-se mais nas palavras aborrecimento, tédio e finitude.
É estranho, mas falo "de volta" relacionado com isso. Seguramente esteve oculto ou esquecido.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

abraços

Na Rua do Carmo estava uma meia dúzia de pessoas oferecendo abraços grátis. Abraços são sempre bons. Mas confesso que me baldei a tão generosa oferta.

ondas

Às vezes parece que, do meio das pedras da calçada, como que naturalmente, emergem ondas de satisfação. Não é preciso estar muito concentrado. Basta caminhar e deixar-se levar.

diálogos

Arte; arte, arte, arte; música, cinema; teatro, poesia; dinamismo, movimento; não vamos parar, claro que não; avançamos; sim, não há muros que nos parem; ah, escultura, pintura, desenho também; vemo-nos lá então?; sim, sempre.
Resolvi esconder-me do sol e, na vinda do almoço, segui pelo meio do Bairro Alto. Pertinho da CBL encontrei um grande companheiro de mudanças, de activismo e, de certa forma, das artes. O assunto não podia ser melhor.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

UP no SBSR

Repetimos a visita. Apesar do Slash estar um pouquinho preguiçoso em alguns solos, o tempo não se deu por perdido. Muita Super Bock se bebeu, muita música se ouviu, foi bom. O concerto de Slash foi curto: uma horinha. Aliás o Slash até se queixou no seu fb. Porém, fica a aura rock'n'roll e a satisfação de ter 18 anos de novo, cada vez que se assiste um concerto destes. E depois, ainda tivemos Strokes, como expliquei num post anterior.

Castelo

Estava à espera de um 28, mas acabei pegando um autocarro específico para o castelo, que passou. Foi uma sorte. Nem queria entrar no castelo. Bastava ver as casinhas em volta. Depois foi descer e fazer parte do percurso que repeti várias vezes nesta primeira semana, que passou a correr: Largo das Portas do Sol, Miradouro da Graça, Graça, Penha de França e ir até casa. É muito bom estar aqui.

tardes criativas

Não é vento, não é bells, não é jota sound, nem open your mind. Não é melhor do que nenhuma outra. Nem é pior. É difícil comparar aliás. As canções são diferentes e aparecem em momentos distintos. Mas como é nova e como a expectativa era enorme de metermos mãos à obra, andamos a ouvir vezes sem conta o back on the road. Além de ser nova, é significativa e importante. Confirma que o esquema das tardes criativas está para durar.

sonhos bons

Ela foi a 6 de Março. Hoje à noite, em vésperas de tratar de coisas tão boas e passado um fim de semana tão fantástico, apareceu nos meus sonhos pela primeiríssima vez. Talvez só agora tenha conseguido me encontrar. Ou, com um discurso mais racional, foi apenas agora o meu inconsciente conseguiu produzir o nosso reencontro. É natural.

metropolizando

Metropolizei-me no último minuto da última hora. Faço bem de ir. Acho que vou aprender muito. E hoje de manhã recebi um convite para outro workshop no mesmo evento, mas na qualidade de comentador. São mais coisas para estudar, é certo. Mas vai ser bom voltar a pensar sobre isso tudo.

manteiga, telas e tintas

Tocar na minha epizinha ontem, 5 meses depois, foi a coisa mais fácil do mundo, depois de andar estes meses passeando no encordoamento mais pesado da minha jg. As cordas pareciam manteiga. Vá lá que não parti nenhuma. Os efeitos tão bons que tenho no pedal fizeram com que eu sentisse que tinha muito mais tinta, de cores e espessuras tão diferentes, para jogar em cima da tela. Um salto qualitativo brutal, que tem montes de implicações em tudo. Em directa relação com a minha satisfação pessoal.

tv

Por um imenso acaso encontrei o tv (baixista dos up) indo para o Algarve, hoje de manhã. Ainda não o tinha visto. Foi uma incrível coincidência, porque eu só fui para aqueles lados para resolver um assunto tão bom. Enfim, só nos vemos para a semana agora, provavelmente no covil.

back on the road

Ainda faltam algumas coisas, mas back on the road é uma canção real, a ser explorada. Começa com uns acordes simples meus, com um efeito bem cru e com solos do jota. Depois ele faz uma progressão com uns power chords que se enfiam pela minha guitarra adentro (e que quase se confundem com ela) e eu acabo solando com um efeito de eco (que já usei na segunda parte de sea). Ficamos entusiasmadíssimos com o resultado. No fundo, misturamos duas coisas de umas cinco ou seis malhas e riffs que surgiram hoje, depois de termos revisitado o nosso repertório antigo. Grande tarde musical. O nome da música não preciso de explicar.

fazia tempo

Apesar da ressaca de uma noite de sexta recheada de jolas começadas nas Palmeiras (e um filme de Monty Pyton), a que se seguiu uma festa muito simpática na CBL, lá seguimos eu e o jota para a Praia do Meco e para o Super Bock Super Rock. Slash e The Strokes foram momentos altos de uma noite que se iniciou com X-Wife, Brandon Flowers e os sofríveis Elbow. E óbvio que toda esta musicalidade do Sábado e mais jolas (de leste e tudo) influenciaram na composição hoje à tarde, em casa do jota, de back on the road. Enfim, depois de um fim de semana assim, a  ida ao cinema para ver a magia do Potter é a melhor conclusão.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

domingo ansioso

Jolas na baixa com o jota e o zumbi. (Esta frase é linda e enigmática para quem não conhece Lisboa, os UP e gíria portuguesa). As coisas boas imediatamente propagaram-se por tudo como um vírus. Bastava estarmos juntos e tudo isso ia voltar. Agora é esperar pelo Domingo, pela sessão de música transcendental com o jota. E hoje já quase rolou, nos intervalos dos intervalos da vida. A minha pretensão era fulminar a reunião da qual saí agora. Porém, para o jota era complicado. De maneira que o Domingo virá ansioso, after Slash. Talvez na CBL.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

no mesmo lugar

Esta coisa do corpo e da alma estarem juntos, no mesmo espaço, em sintonia, é muito importante. Acho que desde Agosto de 2010 que não me sentia assim.

corpo

É tão bom confirmar a presença em eventos aos quais irei com o meu corpo e não só com a minha alma. Escrevi hoje no facebook.

malta queridíssima

Ontem e hoje foram mais dias muito legais, no que toca a encontros e reencontros. Foram vários, todos muito bons. Muitos abraços apertados. Até na rua, sem estar à espera, encontrei pessoal. Os up, malta que vem de longe, mais aqueles amigos queridos da cbl que considero tanto e quase idolatro. Talvez idolatre sem quase. Foram várias alegrias.
O jet lag permite noites alargadas com os danos iguais aos que eu teria se estivesse em casa. E ir ao Loucos e Sonhadores ontem foi bem bom.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ui o quanto aprendi em tão poucos minutos.
A vida segue.

On

Ontem falei em dias perfeitos.
Numa noite perfeita esta música é indispensável. E ainda por cima faz parte do meu repertório. E basta apertar "on".   

Há ainda muito

A distância terminou com a minha chegada. Se se quiser, a partir deste momento, a palavra distância pode ser eliminada do dicionário. Agora que o vocábulo deixou de fazer sentido, há muitas coisas boas para se fazer. Há muito caminho a percorrer. Há muito chão novo, que nunca foi explorado. Há novas perspectivas, que não se conhecem, porque não se esgotaram antes. Nunca foram propriamente postas à prova. Há uma imensidão de novidades que podem surgir.
Quanto a este assunto, sinceramente, interessa-me muito mais o que está para além de qualquer fórmula testada, qualquer recordação, qualquer erro, qualquer acerto. Interessa-me tudo o que está ali à frente, tudo o que não foi escrito neste post, tudo o que está para além do seguinte ponto final.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Só para constar

O voo da TAP POA-LIS é bom de fazer. Este negócio de entrar na máquina do tempo, sem precisar fazer escalas com a realidade das malas, alfândegas e afins, é um negócio de loucos.

Ainda nem sei bem se estou aqui

Hoje foi um dia bom. Muitas vezes pensei nem acredito que estou aqui. Por outro lado, tive a sensação de por nenhum momento saí daqui. A velha sensação de máquina do tempo ou de despertar que eu conheço bem. Agora chega de itálicos.
Surgiu a possibilidade de um lugar para eu me aconchegar - a monitorar com atenção. Também verifiquei onde a minha guitarra pode fazer o seu setup - que é essencial. Ainda passeei muito a pé e fui parar na minha associação. Ah, foi um dia envolvendo muitas pessoas queridas também, do começo ao fim. Um dia de abraços bons.
Por fim, já podre (um pouco menos do que estou agora) empreendi a seguinte caminhada, desejando que ninguém me beliscasse, para eu não acordar do que me parecia um sonho: Bairro Alto, Baixa, Sé, Largo das Portas do Sol (era ele quem eu mais queria), Miradouro da Graça, Graça e o resto do caminho aqui para o Alto de São João. Estou estafado, com imenso sono, mas muito muito feliz.