Terça-feira, 6 de Março de 2012

artistas

talvez relacionado, talvez não, no domingo vi a exposição do(s) fernando(s) pessoa(s) na gulbenkian e "o artista", no king. dois bons programas.

Domingo, 4 de Março de 2012

o mito de Rory Gallagher

hoje o meu queridão LL colocou no meu fb: 
Este é o guitarrista de que te falei. Um dia terão perguntado ao Jimmy Hendrix: "Então, Jim, que tal é ser o melhor guitarrista do mundo?" E ele respondeu: "Não sei, perguntem ao Rory Gallagher..."

rose

e a última história que ele contou foi como ficou preocupado que ia fazer uns shows com jack rose (cujo tour - não sei se europeu - ele disse que se iniciou na zdb). além de jack ser um guitarrista fabuloso, que comia ao pequeno-almoço os que tocavam com ele, disse que tinha medo de perderem a amizade. conheceram-se num show de rose e ficaram logo amigos porque glenn - na plateia - era o único que sabia o autor de uma música que foi tocada. é isso - grande show hoje - momento absolutamente único.

sem lyrics

ouvi aquele guitarrista, sem lyrics, sem um molde predefinido e vi que ele contava estórias com a guitarra. foi a minha grande influência. ele precisou de 4 anos para vender as 95 cópias do seu primeiro disco. mas depois ficou famoso - todos o queriam ouvir. ele odiava ser colocado num pedestal. ele tinha esta característica: se o colocavam num pedestal ele até ficava hostil para mostrar às pessoas que não era assim que queria ser tratado, que ele era humano como outro qualquer.
pelo que percebi ele falava de john fahey

diferenças

gosto de trazer uma ou duas músicas novas, que ainda estou trabalhando, como a próxima - que não está fechada - para o palco. quando estou ouvindo um show gosto de perceber que o músico está criando músicas diferentes. um concerto vale mais a pena com algumas notas fora de tom e com uma ou outra corda partida.
e eu totalmente conquistado a ouvir isso.

boring understood everything, ou algo do tipo

esta música já gravei duas vezes. e nunca consigo tocá-la igual às gravações. não sei porquê. na verdade acho que ainda não consegui compreendê-la na totalidade. mas não me importo, é aborrecido compreender todas as coisas.
esta foi a primeira maravilha verbal da noite

zdb e glenn

o show de glenn jones hoje na zdb foi poesia pura. e fazia tanto tempo que eu não ia à zdb! acho que a última vez foi para ver norman. e vi lá o norberto tocar também. foi muito bom regressar. glenn jones tocou a sua guitarra acústica e suas melodias super americanas. foi muito muito bonito. e depois começava a falar - tão bom quanto ouvi-lo tocar.

trancado

a diferença é que da outra vez que um cd encravou no cd player do carro era skank - já ouvido e já gasto. desta vez é glenn jones, novinho. pode ficar lá trancado algum tempo. vou gostar de ouvir.

Sábado, 3 de Março de 2012

sobre atrasos

acabou de descolar. q bom q houve este atraso tão bom e tão bem aproveitado.

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

as minhas

as minhas influências também são muitas. mas não sei quais são. não tento imitar. chateio-me com tablaturas. fico enfadado em repetir, em fórmulas. uma das razões para sair das aulas de guitarra - que paradoxalmente foram as que me devolveram todo este gosto por tocar - foi ter visto que já não queria repetir, queria fazer alguma coisa minha, mesmo que estranha.
mas há sim uma influência do ponto de vista motivacional. ia eu A5 afora e adentro distribuir tempos de antena numas eleições e dias antes de começar a tarefa chegou na fnac o cd que encomendei quase no escuro: electric tears. lembro direitinho de estar na travessa do corpo santo, antes de me enfiar no Cais do Sodré em direção à Cruz Quebrada e ouvir as primeiras malhas de electric tears e pensar uau, isto é do melhor que há. afinal há tudo isto! este disco foi o que aguçou a minha vontade de experimentar mais. escolho duas músicas de um cd para mim perfeito.
electric tears é uma música de silêncios

apesar do cd ter várias músicas lindas e talvez melhores mustang foi totalmente revolucionária na época para mim

influências

outro dia estava numa festa e perguntaram-me e ao meu queridíssimo amigo ao meu lado o que os understood tocam. parecem-se com o quê? e o bom é que nem eu, nem ele - a falar de fora - soubemos explicar. é ouvir. e as influências? a mesma resposta... como saber?
são imensas. com o que se parece? com várias coisas.

a grama, aquelas árvores, a pracinha, o balanço fora do lugar

hj de manha quando estava esperando a Bri para virmos trabalhar! me lembrei que no ano passado o meu vizinho de cima era tu

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

idas e vindas, destinos, sentidos,
há tanto mar, tanto mar, que mais junta do que separa,
há o atravessar, o regressar, o perder, o ganhar, o voltar, o abraçar,
há o tempo, o espaço,
talvez dispersos, mas sempre agregados num momento

político e jurídico

Foi dito com tanto ênfase o nome do Senhor Professor que pensei que tínhamos voltado ao tempo da Glosa de Acúrsio ou do Comentário de Bártolo. Mas não. No fundo a interpretação do mesmo não passa de uma opinião, como outra qualquer. A questão é muito controversa, óbvio. Nunca disse o contrário. Porém, não é bom plantar coisas na Constituição que não estão lá, pelo menos com este prisma de como se estivesse e com o intuito de restringir. Como se o prolongamento da Constituição pertencesse só a alguns - ainda por cima fora dos órgãos de soberania.
Giro é ver isso dos argumentos políticos em parte travestidos de técnicos - coloco desta vez a questão assim, em parte, porque a CRP não resolve mesmo isso. Podemos falar de uma prática então - não de que isso seja o que fulano defende e que por isso não se pode questionar. Aliás, confesso que olhei até com boa vontade para a perspectiva. Para mim é mesmo só uma interpretação - podia ser esta ou outra. A letra não esclarece de forma alguma - até acho que vai mais para o lado que defendo e depois se enfiou a tal doutrina por cima, preventivamente.
O engraçado nisso tudo é outra Senhora Professora, também reconhecida, e do outro lado, ter dito que nós tínhamos razão, apesar da tão unânime rejeição da nossa interpretação clandestina.
Apesar de às vezes ser melhor não o conhecer com muita atenção, tenho vontade de um dia ver se acho resposta no legislador histórico.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Seu Jorge e Almaz

Um dos cds que comprei ainda em Porto Alegre foi o Seu Jorge e Almaz. Só nestas últimas semanas é que  me dediquei a ouvi-lo. (uma das coisas boas de comprar muitos cds ao mesmo tempo é isso - ver o quanto eles rendem no tempo até à decisão de os sugarmos até ao tutano - isso é uma das minhas maneiras de experienciar a cena - dar tempo aos cds sabendo que o seu tempo chegará).
O Seu Jorge nunca me convenceu muito. Heresia talvez, dizer isso assim... Tive um enjoo enorme dele, com o cru e com aquele outro cd dele... Sul-América?* E não me aproximaria de mais nada dele. Mas este cd com os Almaz gostei muito e considero muito à frente. Muito bom mesmo. Um pouco fora do conceito anterior de Seu Jorge. Com coisas boas, como umas guitarras tocadas de forma muito espontânea, quase desajeitadas - no melhor sentido da palavra, muito groove - a sério - e com o guél de Seu Jorge quando canta em inglês. Parece, se não é, um cd gravado quase na íntegra em take direto. Se eu fosse o Seu Jorge este era o peixe que eu vendia. Bom, ele já vendeu, não tem nada a aprender... (escrevendo isso aqui aprendi que o cd é com os nação zumbi - está explicado!)
Aqui só uma palhinha.
* Corrigindo: América Brasil.

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

pescaria

Na segunda passada, dia 20, gravei forest - que eu já andava tocando há algum tempo. Mas queria gravar outra canção também - tinha uma imagem na minha cabeça e um motivo para compor. Lá surgiu um acorde para começar a desmanchar o novelo. Foi mais ou menos duro o processo. Relativamente rápido encontrar os acordes. Depois veio a ideia de fazer uma segunda guitarra com uma espécie de eco. O efeito ficou bom. O problema mesmo foi achar o solo da terceira guitarra. Algo que eu gostasse - nem com notas demais, nem de menos. Tomei uma decisão "corajosa" de regravar as duas guitarras ritmo quando achei que precisava de mais um tempinho numa parte da música para o solo. Mas na verdade nem se pensa muito. Há um sentimento de urgência que toma conta de tudo. O resultado da noitada está no meu myspace, chama-se perfect morning e está lá forest também.
Lembrei também de quando gravei sea and the rocks. Muito mais difícil do que lembrar das notas e tocá-las é tocar da forma certa - assim uma relação entre mente e execução física. A ouvi-la hoje no myspace, achei ela muito menos pausada do que devia de ser e do que eu atualmente toco - sea é uma música difícil de tocar.
E acabo de perceber também que há uma versão de perfect morning que ficou cortada - mas a do myspace está certa.

vinho, festas, ressacas

Ressaca valente hoje depois de uma festa muito simpática ontem.
Vinhos de diferentes regiões quando misturados tem todo este poder?

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Erik Mongrain

(muito bom)

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

façam um pause, a sério. vamos ouvir umas canções e depois continuamos.

youtube mix for the doors

Melhor leitura é impossível para estes dias musicais. Jack Kerouac, Pela Estrada Fora. E calhou eu passar os olhos numa entrevista com os sobreviventes dos Doors, na última Blitz. O Ray Manzarek a dizer que se não fosse Kerouac (entre outras leituras e vivências e ácidos) eles não existiam. E pronto, ando para aqui a ouvir Doors, de novo. Não os ouvia desde aquela fase dos 16 aos 18. Naquela época eu conhecia todas as músicas deles, talvez.
Uau e como ouvi An American Prayer - já nem sei o que tem dentro.