sábado, 23 de julho de 2005

Don't let it end


Os excelentes Dream Theater, lançaram um novo CD.
É sempre difícil escrever sobre eles. O melhor é ouvir.
Don't let the day go by
Don't let it end
Don't let a day go by in doubt
The answer lies within

Igual a todos os outros


No fim das contas, votar vale cada vez menos.
Fim das nossas contas, digamos.
Porque para as contas dos governantes, votar vale. Vale muito até.
Mas nós não precisamos sempre baixar a cabeça.
A grande questão é o que fazer?
De facto, Lula me deixou não só entristecido. Deixou-me sem alternativas. Quase sem esperanças, se ainda as tenho.
Me dei conta de uma coisa também: a sorte que tenho, uma vez que passei a votar em Portugal, deixando assim de exercer meus direitos políticos no Brasil.
Em Portugal, ainda há o espaço para o sonho, que Lula aniquilou no meu país de nascimento.
Porém, já perdi quase todas as ilusões.
Sei muito bem que nenhum partido que chega ao poder, tem margem para governar para o povo.
Mas vamos deixar uma coisa bem clara.
Uma coisa é não ter margem para governar, ser medíocre na actuação, ser incompetente. Tudo isto é triste, mau, mas desculpável e punido nas urnas, certamente. São as regras da democracia.
No entanto, bem diferente é se praticarem actos que todos sabemos que são ilícitos e vergonhosos.
Quem me dera que o governo de Lula fosse um governo de burros! Seria bem menos penoso do que ver que afinal são iguais aos outros todos que já governaram o Brasil.
Por favor me expliquem em quem se pode votar actualmente!
Alguém me diga, por favor, que outra possibilidade há que não seja votar em branco ou nulo, se até o governo dos trabalhadores faz negociatas!

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Farenheit 451


Vi há alguns dias na Cinemateca, o filme "Farenheit 451".
Profético.
Sorte que ainda não chegamos ao ponto de censura que o filme demonstra.
Se bem que a censura pode ser feita de várias maneiras e a fase que nós vivemos é uma espécie de "censura falante". Fala-se de tudo, mas não se diz quase nada.
Podemos dizer tudo, mostrar tudo, mas só passa a se constituir como verdade aquilo que merece uma aparição na televisão (por exemplo, não existem as atrocidades americanas em Guantanamo, no Iraque ou no Afeganistão, a não ser Abu Grahib, porque fugiram umas fotos para a imprensa e a TV se atreveu a publicitar).
Então temos a TV como critério de criação de factos no mundo.
Lembremo-nos também do Arrastão da praia de Carcavelos, que re-inaugura um modelo de jornalismo em Portugal: o jornalismo ficcional.
Voltando ao Farenheit 451: se encontrarem, tirem no Video Clube mais próximo. Não posso falar muito, para não perder a surpresa.

O erro de quem não erra

Piadinha engraçada recebida via e-mail:
Jesus Cristo, vendo a multidão enfurecida em volta de uma mulher adúltera, aproxima-se, afasta a multidão e grita com voz forte:
- Quem nunca errou que atire a primeira pedra!
Um deles agarra num tijolo e atira-o direitinho à testa da mulher.
Jesus aproxima-se do homem e, com voz zangada, interroga-o:
- Homem, nunca erraste?
- Desta distância, não!!!

A burrice

"O Analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política."
Bertold Brecht
Tirei esta frase do excelente blog A Caixa de Pandora.