sexta-feira, 15 de julho de 2005

Farenheit 451


Vi há alguns dias na Cinemateca, o filme "Farenheit 451".
Profético.
Sorte que ainda não chegamos ao ponto de censura que o filme demonstra.
Se bem que a censura pode ser feita de várias maneiras e a fase que nós vivemos é uma espécie de "censura falante". Fala-se de tudo, mas não se diz quase nada.
Podemos dizer tudo, mostrar tudo, mas só passa a se constituir como verdade aquilo que merece uma aparição na televisão (por exemplo, não existem as atrocidades americanas em Guantanamo, no Iraque ou no Afeganistão, a não ser Abu Grahib, porque fugiram umas fotos para a imprensa e a TV se atreveu a publicitar).
Então temos a TV como critério de criação de factos no mundo.
Lembremo-nos também do Arrastão da praia de Carcavelos, que re-inaugura um modelo de jornalismo em Portugal: o jornalismo ficcional.
Voltando ao Farenheit 451: se encontrarem, tirem no Video Clube mais próximo. Não posso falar muito, para não perder a surpresa.

1 comentário:

Fernanda disse...

Coincidência, eu tava querendo pegar esse filme...
Meu marido gosta demais dos filmes de Truffaut, quase todos são excelentes realmente...