quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Invejas

A inveja é um sentimento horrível que puxa o mundo todo para trás. Faz as pessoas serem más, irracionais e desejarem o mal dos outros, ainda que o bem de um faça respingar qualidade e mais oportunidades para todos.
Enfim, ainda sobre o episódio de hoje: como seria bom ver algumas entidades funcionarem melhor quando se trata de coisas graves e não quando se trata de andar atrás de quem é pequeninho e está bem intencionado.
A pintura está muito bonita. Estamos a melhorar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

melodias II

Em poucos minutos pode-se ganhar um dia inteiro.

Concreto e abstracto

Pequenas satisfações, não supríveis pelas grandes causas colectivas, permitem que o coração se mantenha no bom ritmo.

melodias

Umas músicas de domingo que continuam tocando na quarta.

Adiamento

Uma pausa por um dia na pressão, para voltar a perceber o que é um adiamento.

Livros: parte V

Manual de Direito Fiscal, Saldanha Sanches;
Guia dos Impostos em Portugal, 2002, Brás Carlos, Irene Abreu, entre outros.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

...

Vai ser giro.

Last e uma receita para trabalhar no OE

Voltei a assinar a Last.FM.
Só com o Youtube não resulta, porque não aparecem músicas que eu nunca tenha ouvido.
E pronto: já estou, de novo, com a minha querida rádio "new age ambient", levitando enquanto trabalho.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ainda ontem

O ensaio correu particularmente bem. Tocamos Bells, Flyin, Tudo o que o vento traz, Open your mind (que em dois takes parece que já está arrumada) e Sex on fire (que está com os dias contados).
A principal coisa para os ensaios correrem bem não é técnicas muito refinadas ou muito profissionalismo ou metas ou qualquer outra coisa. O pessoal está todo na mesma onda. O ensaio tem de ser divertido e cada um está ali para tocar em conjunto e sair satisfeito. Talvez as super ajudem. E o som ontem estava muito bom. Nem sempre conseguimos um som bom, com os amps, instrumentos e mais a vontade de começar a tocar rápido.
Agora não sou só eu a assumir que felizmente somos uma banda com um som diferente e com uma proposta bem esquisita de explicar. De uma conversa resultou que todos nós não sabemos dizer aos outros muito bem o que tocamos. Ah e parece que vai crescendo uma ideia que os vocais vão ser mesmo dispensáveis. Para mim isso sempre foi mais ou menos assim. Talvez haja lugar para um gajo nas teclas. Bom, mas isso é nesta semana. Quem sabe na próxima semana mudamos todos de opinião. A ampla satisfação é efémera. É preciso valorizá-la.

Open your mind em versão UP 4

Ontem ensaiamos. Os understood 4. E fizemos uma versão de Open Your Mind. Open nunca tinha tocado com mais ninguém. Só tocava eu e o pedal, com um monte de distorção e eco.
Ficou muito bom. Cheia de energia, como a open é. Nossa quantas vezes já ouvi esta música no carro, na sua versão inicial.

sábado, 6 de novembro de 2010

Buying a New Post and a New Music

Uma discussão - pessoal - que adio sempre (e hoje vou adiar de novo) é sobre o lugar que reservo às letras nas músicas, quando estou perante uma criação instrumental que me atrai muito. Com, evidentemente, excepções de falta de qualidade elevada ou letras absolutamente desapropriadas em termos de mensagem. Ui, e as que querem nos doutrinar enquanto ouvimos? Ui, ui, isso então é melhor eu não partilhar, porque tenho umas opiniões um pouco politicamente incorrectas e talvez infantis, que dão apenas o lugar da história ou espaços muito contextualizados, a variadas manifestações de música doutrinária, de todos os tipos. Na verdade, somos como somos: perturba-me saber que estão instrumentalizando uma coisa tão avassaladora como a música para fins que lhe ultrapassam, não passando a música de um ponto de partida, um meio. Isso me irrita um pouco! :) Ui, um dia tenho de pensar mais sobre isso. Sei que é discutível o princípio. E, se com dificuldade o enuncio, logo de imediato me aparecem vários argumentos e excepções avassaladoras. É um debate.
E ainda há a discussão sobre a ideia, objectividade, subjectividade, abstracção, concretização. 1000 coisas que permitem pegar num título, numa música que cria um certo sentimento, um certo ambiente e ele te levar para outro lugar, apesar dos "detalhes" da prosa.
Claro está que se a prosa é também perfeita, daí temos tudo. Difícil isso né?

Buying New Soul

Hoje voltando da Casa do Brasil, passei na Fnac e comprei um cd de Porcupine Tree que vinha namorando faz algum tempo: Recordings, de 2001. A primeira música, que acho fantástica, se chama Buying New Soul. A letra é difícil, não sei se pessimista. Acho complicado o seu entendimento. Talvez não a queira entender*. Deve ter sido construída para isso mesmo. É bem abstracta, pelo menos. Por isso, fico só com o título. Muito apropriado. Não sei se é bem "buying". Em certa medida é. Uma nova alma que floresce precisa sempre de uma certa convicção que lhe dê legitimidade, que lhe confira meios de sustentabilidade. Se a vontade quisesse poderia lhe podar os galhos e as folhas, ainda que fosse uma vontade que fosse muitíssimo doída. Uma vontade de negação. Não é esse o caso.
Os Porcupine Tree editam uns tesouros do baú que são sempre coisa muito boa. Tenho outro cd de músicas antigas deles - On the Sunday of Life - de quando eles ainda nem sabiam o que iam ser, que tem outras preciosidades. O instrumental de Buying New Soul é uma síntese, também, de minhas profundas convicções musicais.

*ver post seguinte, que acabou roubando o que eu tinha escrito aqui.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The first

O primeiro passo.

Quero repetir isso


Página não encontrada

Lamentamos, mas a página que estava a procurar no blogue Aldeia Blogal não existe.

Erratas

Uma errata que vale 831 milhões de euros, ao Orçamento do Estado, que tem um time enorme para ser elaborado, que toda a equipe sabe que há uma data para entrar - porque é sempre no mesmo dia - relativiza qualquer erro que tenha visto na vida inteira.

A pasta

Até agora tudo é um quase começo.
Uma pasta ali no Windows Explorer que ainda não abri. Que olho, penso, pondero. Que sei que vou abrir, mas observo. Que sei que quando abrir vou ler e tratar de tudo o que está lá dentro, com muita motivação.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Uma nova energia

O editorial do próximo Sabiá:
Uma nova energia
Com a nova sede, achava-se que a Casa do Brasil iria crescer e potenciar as suas atividades.
O que aconteceu foi ainda melhor do que isso.
A entrega da chave, pela Câmara de Lisboa, levou a outras entregas. A entrega e a dedicação de dezenas de associados que se juntaram num trabalho muito bonito: ajudar na mudança, melhorar e embelezar o novo espaço da associação. O resultado está à vista de todos. Basta uma visita à nova sede da Casa do Brasil para se entender o que foi feito, como o imóvel foi valorizado, como a CBL transpira boas energias, uma dinâmica excelente, uma nova força.
Queria deixar aqui neste editorial um infinito agradecimento a cada pessoa que ajudou a CBL nesta etapa, que era tão difícil, e que se tornou mais fácil graças à força dos que se mobilizaram neste desafio. Foram dezenas de idas e vindas entre a sede velha e a sede nova, todos os fins-de-semana do verão, muitas subidas e descidas de escada, muito pó retirado, muita roupa manchada pela tinta. Sem a ajuda de muitos não teríamos feito a mudança, com tudo o que esta palavra significa, em tempo record.
E, falando em agradecimento, cabe fazer outro, particularmente especial, ao Embaixador Celso Marcos Vieira de Souza. Um verdadeiro amigo da CBL, que vestiu a nossa camisa e foi um defensor da causa da nossa nova sede. Por isso mesmo, numa das iniciativas de apresentação do novo espaço, descerramos uma placa e demos o seu nome a uma sala importante da sede.
Sabendo do excelente imóvel que possuímos e das novas possibilidades que ele nos oferece, de imediato lançamos diversos novos projetos. Como se pode ver neste Sabiá, a todas as outras atividades que prestávamos, juntamos agora várias novas: capoeira, dança contemporânea, roda de choro, bossa ‘n’ jazz, entre outras. Em breve contamos ter mais novidades a apresentar, um pouco à imagem do que tivemos a ousadia de fazer, com um “open-day” de 12 horas, no dia 16 de Outubro, onde apresentamos muitas atividades culturais da CBL.
É entusiasmante falar da nova sede. Ampliaria o espaço desta coluna só para poder falar mais ainda do assunto.
Mas o melhor mesmo é terminar com um convite: apareça, venha conhecer o nosso novo espaço! Associe-se!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

3.º Turno, por favor

Uma boa forma de esquecer das ansiedades e do futuro que se faz cada vez mais presente (cheio de check lists e tarefinhas importantes) era pensar nas eleições brasileiras - e o provável sucesso da Dilma travestida de mulher da igreja (ui que comentário cruel! e o post anterior? passou tão depressa? não, essa é parte da esperança que está no post. "travestida" é a chave mesmo. um desejo. ui cada vez que tento explicar pioro. vou pôr um asterisco*)
Bom, mas agora me tiraram as eleições. Agora, o sentimento obama do primeiro dia entra em estado de alerta, pois se pode perder em minutos, talvez segundos. Acho que conhecem a sensação. Aquela esperança. Aquela especial, que apenas se explica como sentimento obama do primeiro dia. Uma utopia refinada com muito idealismo. Chega inteiro mas vai desgastando, uma erosão constante. Daqui a pouco tudo se desmorona de uma só vez com mais soldados no Afeganistão, apesar da reforma de saúde moderada e da eterna promessa de reforma migratória. Ah e os dossiers da tortura. Enfim do SODPD fica só uma ténue lembrança.
Sem eleições, resta tentar fazer render, desesperadamente, as próprias eleições. Será que contaram bem os votos? De certeza que sim. Mas seria bom recontar para ter a certeza da derrota de Serra. É que até o Inter empatou em casa com o Santos.
Oh não! Vai voltar tudo! Vou ter de pensar naquela imensa massa de decisões e conversas complicadas! Esta semana! E o OE! Oh não!, outra vez.
* quero que a dilma desdiga rapidamente as suas declarações sobre aborto. gostava que ela dissesse: enganei-vos a todos pá! e até podia ser um pá à portuguesa.
[este sentimento obama do primeiro dia]

Dilma 13 no dia 31

Depois de ler umas coisas muito hardcore no facebook, escrevi umas coisas bastante Dilmistas.
Seja como for aqui está o fruto da discussão, que ainda não terminou:
Dilma. Felizmente Dilma. Com tudo o que há ainda a fazer, com todas as injustiças que ainda existem, com muitos problemas, o certo é que o caminho de Lula é um caminho que vem sendo trilhado e que permitiu um novo olhar para o Brasil, com esperança. Esse capital Serra não trazia.

Aliás, Lula demonstrou que um operário podia fazer uma presidência que permitiria mudanças reais na vida das pessoas e na economia brasileira.
Faltam coisas? Faltam. Há problemas? Há.
Fico espantado quando ouço que o Lula comprou os mais pobres, com o bolsa família. Antes os "comprasse" a todos e retirasse as pessoas da miséria, ao invés de entregar aos mesmos de sempre, como sempre foi antes. Preferiria que o dinheiro dos impostos do Brasil fosse sempre investido numa prioridade como o bolsa família. Seria tranquilizador.
Enfim, temos de nos manter vigilantes, puxar pelo Governo Dilma, exigir o que ela pode e o que não pode dar, mas hoje é um dia que se encerra, para mim, com a tónica de esperança.
Também, e isso então é um ponto assente, sem contestação, é um dia importante para os emigrantes brasileiros no mundo. Nunca um governo tinha feito tanto por eles, em termos de canais de comunicação, reconhecimento e mecanismos de audição. As conferências de brasileiros no mundo vão se cimentar, os canais com o Ministério das Relações Exteriores tem tudo para se aprimorar. Tem ainda seus problemas, mas criou-se uma coisa que não existia.