sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

A esmolinha

A propósito de um post no Blog A Caixa de Pandora, escrevi este comentário, que aqui publico em versão diminuída, mas revista:
É muito importante a Sociedade Civil se organizar no sentido de procurar ajudar as pessoas mais carenciadas a se integrarem e a se desenvolverem.
Uma tarefa árdua que o Estado hoje em dia não está interessado em fazer, ou, pelo menos, não tem meios para o fazer.
Seja o que for, acho importante ajudar os carenciados. Acho importante os Centros de Acolhimento. Acho fundamental tentar conceder as condições mínimas.
Mas isso nunca pode ficar pela esmolinha, pelo sustento. Tem de se arranjar formas (e aqui é que está o difícil) de munir as pessoas de instrumentos que as permitam viver por si próprias.
Se não nunca mais saem da margem da sociedade.
E isso hoje em dia vê-se muito.
Aliás, temos um continente inteiro que o mundo resolveu pôr à parte da civilização, que é a África.
A fórmula de ajudá-lo é sempre a da esmolinha: dar pronto, mas não ajudar a desenvolver. E incentivar a divisão e a guerra.

2 comentários:

Fernanda disse...

Concordo com você, Gustavo...
Inclusive inseri um comentário nesse sentido, esclarecendo inclusive minhas atividades nessa área, pois como coloquei lá: não sou uma 'angustiada inoperante'... acredito muito nesse canal sinalizado por ti, ao mesmo tempo em que não acredito apenas no assistencialismo... as instituições que têm esse papel devem continuar cumprindo-o, entretanto temos que trabalhar no sentido de desenvolver uma sociedade mais participativa mesmo, isso é a real inclusão social, tendo bases na inclusão política... no protagonismo das pessoas, sejam elas adolescentes ou adultos...
Vamos lá, eu ainda acredito...
Abs,
Fernanda.
http://caixadepandora31.blogspot.com

Anónimo disse...

Por aqui no Sul do Brasil, há o Projeto Pescar: ensine a pescar, não dê o peixe.
Pois é: qual foi a última vez que ensinamos alguém a pescar?
Silvana