sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dia mundial da música

Na Fonoteca Municipal de Lisboa, no Dia Mundial da Música - 1 Outubro às 21H30, vai tocar o projecto How Comes The Constellations Shine.
Acho que é uma boa dica, tanto o link do MySpace do projecto como o concerto.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Welcome

Não vi o Welcome em Porto Alegre (sim, já estava lá em Julho). Acabei vendo em Lisboa, em ante-estreia. Super filme. O realizador, presente, nos disse que não queria fazer um filme político. O filme é político. Se quase nada na vida é apolítico, dizer que este filme não é político me faz perguntar o que é político para o realizador.
Quanto ao filme: excelente retrato, triste mas muito realista, da imigração. Inclusive se passa em Calais, um dos locais onde os imigrantes de forma mais emblemática sofrem na Europa, tentando cruzar a fronteira para a Inglaterra.
Ontem, Sarkozy mandou destruir o acampamento de imigrantes não regularizados em Calais. Podia ser um refúgio enquanto eles aguardavam para tentar vencer a fronteira. Mas eram as suas casas.
E o que eles querem ir fazer de tão mau à Inglaterra, perguntam vocês?
Pasmem. O delito é procurar trabalho e uma vida mais digna. O delito é abandonar países onde há fome, há guerra. O delito é sonhar. Atenção que delito pode estar sendo utilizado em sentido não técnico. Mas também nem tudo é técnica. Chame o que se chamar, as coisas doem igual na pele de quem sofre uma panóplia enorme de discriminações, sanções jurídicas e administrativas apenas por não ter os documentos correctos para ter o direito a circular.
Isso não é muito esquisito?

domingo, 20 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Chegar em casa de pés descalços

A verdade é que não é nada fácil chegar em casa, olhar para as minhas companheiras, e dizer-lhes: "Eh pá, hoje não vai dar, os vizinhos iam ficar furiosos com o barulho".

Aqui está um post que podia ser meu

O post é de uma colega de trabalho e de formação que também está fazendo outras coisas.
Diz muito do que sinto, em particular o "apesar de tudo e de ser cansativo" (...) "é como me sabe bem estar at the moment".
Já me questionaram sobre o porque disso, desta adaptação. Porque sou formado em x e estou fazendo y? Pois é. Talvez por isso a sensação ainda seja melhor, de um descanso grande do trabalho mental (o primeiro, tirando as férias?), apesar de haver muito mais trabalho corporal.
Conhecendo os nervos nos últimos dias, devo dizer que nenhum foi superior ou aproximou-se de alguma das ansiedades que passo em qualquer actividade que exerça em minha profissão, durante todo o restante ano.
Por outro lado, estas temporárias solicitações, esta ajuda que se dá, este somar de muitas pessoas, face à mais reduzida ajuda que estaria dando no meu normal posto de trabalho (eu e outros, diga-se) e que tem um movimento irrisório neste período em especial, pode fazer a diferença.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Talvez um contentamento

Aqui deste lado o tempo passa mais depressa.
Perco completamente a noção do tempo a passar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

Ordens

Com este Sol e a necessidade de trabalhar, tive de dar uma ordem de prioridades.
Cronologicamente, dei prioridade ao Sol - ele vai sempre embora ao início da noite, ou quando chove. Assim, permiti-me 60 minutos com o astro-rei no miradouro da Graça, olhando para o Castelo São Jorge e todo o resto, acompanhado com um belo café expresso, algumas frases no bloco de notas e leituras do "40 escritos", de Arnaldo Antunes (em breve falaremos sobre isso).
Agora, volto ao trabalho, por pelo menos 120 minutos, com muita música tocando em volta. Se tiver bem adiantado ao fim deste tempo, talvez me conceda uma ida ao cinema.

Coisas que vou ouvindo, parte IV

Na cabine telefónica, em pleno Largo da Graça (em Lisboa): "Se eu não estivesse em Viseu, ajudava-te com isso."

sábado, 22 de agosto de 2009

Trabalhar para esquecer

Chega-se no fim de semana e fica-se sem os dias de muito trabalho, que ajudam a esquecer este mar de saudade, não navegável, que de repente se colocou debaixo de minha embarcação.
E o pior é que não há mapa nem bússola que resolva isso.

Desumanidades do mundo real

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Aumento do desemprego

Os portugueses emigrantes ou não, brasileiros e outros imigrantes em Portugal estão sofrendo todos do mesmo mal.

Coisas boas de se escrever

Vinho, música, violão, bons amigos.
Tudo com um muito a completar. E todos juntos em minha casa.
Fazia tempo que não cantava várias músicas de seguida também, apesar de ter desistido a meio de umas 3, porque a voz em tempo de tosse ficava complicada.
Maravilha de noite, com direito a ouvir (como música de fundo) vários cds bons, entre os quais:
Zeca Baleiro - Líricas; Herbert Vianna - Santorini Blues; Herbert Vianna - O som do sim; Lenine - Na pressão; Juan Esteban Quacci; Caetano Veloso - Aquele das músicas em castelhano.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Visão

As guitarras voltaram para a sala.
Não tem jeito. Pode ser mais funcional no quarto, mas eu gosto de ficar olhando para elas.
Pena é que elas não possam tocar sozinhas enquanto estou jantando ou almoçando.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Já na Graça

Tenho a certeza de que a quantidade de postagens deixará de ser tão grande, agora que regresso de férias. Mais do que isso, agora que tenho de me jogar (aliás e felizmente, com gosto) nestas tarefas únicas (apesar de terem uma certa periodicidade) e fundamentais do calendário democrático.
No entanto, não podia deixar de escrever de forma sintética (o cansaço não me permite muito, estou "de directa", pois praticamente não dormi no avião) nestes minutinhos aqui no cyber do Largo da Graça, o quanto estou contente e como sinto aquela satisfação que tudo consegue atropelar e que tudo completa, lembrando das minhas férias em Porto Alegre.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sarau Elétrico

Planejei, há dias um post sobre o Sarau Elétrico do Rei, que seria um link para a página do Sarau Elétrico do Rei (sim, aquele ali, que está há 23 palavras deste ponto final). Experimentem contar, eu contei e contei junto o 23.
Fiz bem em não ser apressado.
Hoje, além daquela frase ali de cima, que não deve ser muito diferente do que seria o post que não nasceu, introduzi na minha blogaria e linkaria o site do Sarau e os blogs de 3 membros. Não achei o de um deles em lugar nenhum. Se alguém tiver me passe por favor.
Além de tudo, escrevi esta frase que estou escrevendo agora e você está lendo neste momento, dizendo que fui a outro Sarau este ano, o Sarau dos Ricos.
E o que é o Sarau Elétrico? É isso aqui, que deixei para o fim do post, para aqueles resistentes que aguentaram ler todas estas linhas.
Já tinha escrito duas linhas sobre ele no ano passado nestas minhas notas sobre POA. O ano passado vi o Sarau Bagaceiro.

Encontro

Quando digo encontro na postagem anterior é muito mais do que se encontrar com outras pessoas. É também aquele encontro interior - às vezes o mais difícil.

Ainda sobre Les Paul

Imagina só o que é ver a tua invenção espalhada em todo o mundo e na mão de um monte de músicos bons, fazendo som, se encontrando e se realizando, fazendo os outros se encontrarem e se divertirem.
Deve ser o verdadeiro motivo para se conseguir viver quase 100 anos.

As Les Paul são imortais

Les Paul morreu. Não sabia que estava vivo.
Porém, é legítimo pensar que as guitarras Les Paul, com o seu desenho fantástico, um ícone de eclética, de beleza, de música, de rock, tivessem sido inventadas em algum ritual transcendente, que ultrapassasse a compreensão humana.
Mas não. Houve mesmo um Les Paul que as pensou, projectou e fabricou. Acho que no passado, logo que comprei a minha queridinha Epi Les Paul, li sobre a história. Corpo sólido, novidade, é o que guardei em meu cérebro. Inclusive está aqui nesta outra reportagem (que encontrei no Google, com as palavras chave mencionadas): "(...) Mas Paul será provavelmente melhor lembrado pela Gibson Les Paul, uma variação da guitarra de corpo sólido (...)".
O Slash lembrou que a lenda da guitarra era uma pessoa "vibrante e cheia de energia positiva". Não podia ser diferente o inventor de uma Les Paul.
Acrescento também a boa reportagem do Público.