sexta-feira, 20 de junho de 2008

Entrada nos últimos quilómetros (apesar de ainda faltar bastante)

É bom ver a luz no fim do túnel.
É boa a sensação de começar a vislumbrá-la.
Caminhar, caminhar, caminhar. Não pensar muito, não perder muito tempo com isso. Ir fazendo o que compete - mas a sensação de estar entrando na recta final até redobra o ânimo.
No caminho ir fazendo algumas coisas boas, pinturas no túnel, melhoramentos, ampliações, colocando luzes, pensando nos que participarão posteriormente do desafio.
Já falta relativamente pouco. Já faltou tanto.
Houve um tempo em que era só o início.

Game over - restart

Escrevi o comentário que se segue, no post Auf Wiedersehen, no Arrastão.
Foi por pouco.
É interessante ver que Deco está em grande forma porque teve um ano a amargar o banco de suplentes.
Acho que Scolari é um grande treinador. Mas acho que pagou caro (e ele não passou muitas vezes por isso) por 2 teimas: Paulo Ferreira, que nunca (nunquinha) jogou bem pela selecção e por Ricardo (um líder, mas em baixo de forma).
Mas a questão de Ricardo até acho desculpável. Meter um outro guarda-redes no Euro, com a sombra de Ricardo é sempre muito difícil. Quem fosse escolhido estaria a pisar brasas. Tinha de ser muito bom psicologicamente e está certo que Ricardo não foi. E depois das coisas acontecerem é mais fácil ver.
A Alemanha é o que é. São muito experientes. O Brasil também é assim, muitas vezes. Assistem o jogo grande parte do tempo e depois fazem 3 jogadas e matam o jogo. Mas os alemães estiveram aflitos, em algum tempo do jogo.
Foi pena, Portugal tinha boa equipa, mas este era o jogo em que isso tinha de ser provado.
Ainda não foi desta - estou pior que estragado.Porém, confesso, nunca vou engolir aquele jogo com a Grécia em casa.
Era ali.
Ali sim era mais fácil do que com os alemães a jogarem ao lado de casa. E era o jogo da taça.
Bola para a frente Portugal, com um novo treinador, desejando não sentir a falta de Felipão - digam o que disserem é um grande desafio substitui-lo.

A pergunta que dói tanto, já lá vão 4 anos

2-3 e o sonho abatido sem dó nem piedade.
Mas porque raios perdemos a oportunidade contra os gregos, em casa, na final?
Quantos anos mais?

Contra a directiva da vergonha

Ana Gomes, eurodeputada do PS;
Além disso, em Portugal um conjunto de 40 associações e organizações subscreveu uma declaração pública e organizaram uma concentração. E a PERCIP uniu-se também à luta.
E em diversos pontos da Europa a contestação alastra, como se vê aqui nesta petição on-line, onde as iniciativas estão sendo publicitadas.
O que acaba por ser marcante é que após a aprovação desta vergonhosa directiva, aqueles que a aprovaram e aqueles que a defendem estão sozinhos no mundo. Ninguém nunca vai compreender porque dar um sinal tão forte contra os imigrantes na Europa.
Aqueles que a aprovaram e a admitem estão fechados no seu castelo, não querem que ninguém entre para os fazer companhia, querem dar uma mensagem aos imigrantes não regularizados de que este problema se resolve com a expulsão e não a legalização das pessoas, ao mesmo tempo que decorre o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Concentração contra a directiva da vergonha - apenas 10 pontos (há muitos mais)

1) 39 associações e organizações subscreveram a declaração pública;
2) A directiva do retorno, não por acaso foi apelidada "da vergonha", em toda a Europa;
3) Pode chegar a 18 meses o prazo de detenção de um imigrante que não está regularizado;
4) Ideia de Europa: virar as costas ou abraçar os seus imigrantes? Assim, a Europa está virando as costas;
5) 2008 - Ano Europeu do Diálogo Intercultural, ironia;
6) 2.º Semestre de 2008 - França de Sarkozy quer centrar o debate europeu na Imigração, mas na parte das expulsões e repatriamentos;
7) A Europa deve reconhecer o contributo extremamente positivo dos seus imigrantes, em todos os aspectos;
8) Pressão securitária, xenófoba sobre os países da UE;
9) Os países se sentem menos tentados a regularizar os imigrantes não regularizados ainda;
10) A tendência das legislações será sempre, mesmo que não a curto prazo, nivelar com os limites da directiva.

domingo, 8 de junho de 2008

O Tigre e os Lobos - parte III (final à vista?)

Um dos assuntos do fim de semana, de um tigre que não se sabe muito bem por onde anda, fez-me lembrar alguns posts antigos: O Tigre e os Lobos; O Tigre e os Lobos parte II.
Pesquisando por "tigres" na Aldeia Blogal encontrei ainda o muito estranho e profético, de Março de 2007, "Por Enquanto". Apesar de não ter escrito pensando em nada relacionado com os posts posteriores que acima refiro, meti um tigre. E o pior é que isso tudo parece uma fábula.
Afinal, como está o tigre? Alguém sabe?
É uma história com suspense até ao final (ou não).

Alento

"Estás bem, a jogar bem. Já não estás com aquela falta de alento de antes."
O elogio é uma ferramenta incrível, é um ampliador quase incomparável de potencialidades.
Com um elogio, uma palavra de motivação, quase tudo passa a ser possível. Os limites se ampliam, as fronteiras se alargam, mais coisas passam a ser passíveis de realização.
Fiz por combater a "falta de alento". Mas demorou.
Porém, houve um dia que acordei e decidi que tinha de fazer algo para vencer o torpor. Iniciou-se a procura.
E das palavras amigas que ouvi, impressionou-me mais a parte do reconhecimento da falta de alento de antes. E foram meses (um pouco mais do que isso) jogando mal, sem alegria, sem vontade. Era tão palpável e durou tanto.
Felizmente veio a parte do questionamento, que demorou a aparecer. E é inacreditável o quanto aturei o desconforto. Hoje pergunto-me porquê. A resposta não é simples, estava fazendo outras coisas, é difícil estar sempre colocando perguntas a si próprio. Há pouco tempo para isso e é preciso andar em frente. Porém, também não se pode andar em frete.
Felizmente acordei e encontrei dois pontos de acção (de tão fácil execução! quanto tempo perdido!) que em conexão deram-me não só alguma melhoria técnica (mas técnica já estava quase toda em mim), mas principalmente o alento, a vontade, a motivação. Descobri horários incríveis nos meus dias da semana, é impressionante. Por exemplo, o horário de Sábado às 8 da manhã. É verdadeiramente incrível.
E, não posso deixar de dizer que o prémio que me dei abriu um leque grande de novas possibilidades. Não tanto como o acordar que tive, nem como seguramente vale o elogio de hoje. Porém, teve um impacto muito superior ao que eu pensava, ao perigo que eu julgava estar correndo de a sua concretização não passar de um capricho consumista.
Entusiasmar-se e procurar com isso um efeito de bola de neve, que atinja outros pontos da minha vida, no entanto, é o que verdadeiramente acho que busco.
Os balanços se irão fazendo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

136 - 2006

Em Junho de 2008, o mesmo número de posts que 2006 inteiro.
Com posts mais pequenos, como este, e, principalmente, com vontade de escrever, fica muito mais fácil.

O mais fácil

Peça-me coisas difíceis, fazendo de conta que são fáceis.
Peça pressa, mas saiba que assim tudo será incompleto.
Peça completo e depressa, peça para suprir todas as lacunas, peça mesmo para ser perfeito, isento de críticas.
Peça, eu vou tentando. Pedir é o mais fácil.

"Retorno"

Lembrei-me da piada do passo em frente e do precipício. Só que a Directiva do "Retorno" ("retorno" porque tiveram vergonha de chamar de expulsão, nesta Europa tão humanista) não tem graça nenhuma.
Com tanto por fazer na área da integração, a UE se centra nas formas de expulsar e de encarcerar os imigrantes.
É uma perspectiva. Felizmente não a minha.

Moção do PP - a dúvida

Com sorte e como o PS faz mais favores à direita do que à esquerda, há hipóteses do PS aprovar ou pelo menos se abster na moção de censura do PP.
Talvez se retirarem a referência a que é uma "moção de Abril", votem a favor ou se abstenham.

Baptismo

Hoje já "baptizei" a minha raquete nova.
Lado positivo - começa-se logo a jogar mais à vontade. Já não há perigo de baptizá-la novamente.
Mas custa. A irracionalidade diz que é possível ter uma raquete, jogar e não tocar com ela no chão, que está tão perto, já ali na altura dos pés, para onde a bola é mandada tantas vezes.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Azevedo Silva

A Last FM mostrou-me coisas boas.
Uma das melhores é Azevedo Silva.
Excelente, excelente, excelente.
E acabo de descobrir que ele irá tocar no Maxime, em 26 de Junho. Irei.
Quem quiser ouvir música boa e cheia de sentimento, aproveite para conhecer: http://www.myspace.com/projectoparalelo e http://www.lastima.net/.

Forum Gulbenkian Imigração

Condições de Habitação e Integração dos Imigrantes em Portugal.
Pensar bem e conseguir comunicar a realidade complicada das pessoas. Suas dificuldades, seus problemas, o que poderia ser feito.

Pânico e preocupação

Há quem esteja em pânico pelo facto das esquerdas se reunirem.
A direita do PS não compreende a esquerda do PS.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Head Flexpoint Prestige Team

Still offering excellent feel and control, the FXP Prestige Team brings more power and maneuverability to the Prestige line. Like other racquets in HEAD's FXP Team series, this one offers more ball speed off the stringbed thanks to a more open string pattern compared to its Tour series namesake. The FXP Prestige Team is an ideal choice for the advanced player who is looking for a little more pace and a larger sweetspot without sacrificing the feel and control found in a player's racquet. We found a very solid response from the baseline with this racquet. Spin production is consistent, allowing the player to find consistent depth on both topspin and slice groundstrokes. Flatter shots come off the strings with good ball speed and, again, enough consistency for accurate hitting. At net the FXP prestige feels maneuverable yet solid. Volleys leave the racquet face with a crisp and clean feel. We found good targeting both when punching volleys deep as well as when parking a dropper or angled volley inside the service boxes. We also found a consistent response on serve, with both spin production and pace coming in predictable quantities. Offering a very solid performance from all areas of the court, this one is well worth a test for stronger players seeking all court playability from a 102 sq. inch headsize. also features HEAD's C.A.P. (Computer Aided Protection) System grommets, which wrap around the outer edge of the frame to protect the racquet string against damage when the racquet comes into contact with the court. Recommended for players at the 4.0-5.5 level.
Dei sorte na compra. Fui à loja sem saber nada de marcas e modelos e fiquei lá uma hora olhando raquetes. Hoje vi que diziam isso das Prestige (não exactamente acerca da Prestige que eu comprei) em fins de 2006 - ver as raquetes ali na caixa. Sei que já estamos em 2008, que já há mais modelos muito melhores, mas certamente não preciso mais do que isso que tenho e ainda por cima em promoção. Imaginem se é necessário mais para andar jogando bolas de um lado para o outro do campo.
A propósito de considerações sobre esta raquete, encontrei ainda isto: ideal para jogadores com swing intermediário. Seu perfil fino garante um bom controle. Sem exagero de peso solta mais bolas do que a Prestige Flexpoint. Gostei do "swing intermediário" (e não faço mais comentários).
O Helenio (funcionário da loja) deu uma grande ajuda. Sabia tudo! Tirou todas as minhas dúvidas e teve uma Santa paciência. "Prince ou Head? Tenho tantos €'s para dar...". Ficamos ali um tempo com isso e depois de mais uns 15 "minutos para pensar" simpatizei pela raquete da foto ali em cima.
Depois tem a história da Head, no meu imaginário de mais jovem. Nas aulas, quem tinha raquete boa tinha uma Head. O Duarte e o Miguel por exemplo.
Parei de jogar com regularidade. Entretanto, apareceu o grande Guga que me lembrou muitas vezes do ténis. Ele também usava Head, agora venho a saber que uma super especial Prestige.
Mais reforçou o meu inconsciente: Head, Head, Head.
Enfim, fiquei absolutamente feliz durante e depois do jogo de Domingo de manhã, a nossa estreia como equipa, se bem que agora tenho de aprender a jogar melhor com ela. Tem as suas manias. Joga a bola bem longe, parece que tem vida própria. É muito diferente da minha anterior raquete, que gostava de encher de paulada a bola que vinha. Neste aspecto acho que o meu braço irá agradecer a desnecessidade da ira que tinha de soltar em cada bola que batia.
Por isso mesmo, a respeito da minha querida Prince Tricomp, apesar de guardar as melhores recordações, acho que estava mesmo na altura da reforma. Fica ali ao lado da "Le Coq Sportif", esta manifestamente incompetente e despedida por inadaptação.
No entanto, a Prince, não só por ser da família real, tem certamente muito mais hipóteses de abandonar o fundo do armário, às vezes.

Onde

Queria saber mais.
Ou pelo menos queria viver em maior paz com o que julgo saber.
Mas não.
Penso que não sei o suficiente, penso que ainda tenho tanto para aprender.
E digo "disso não sei".
Por outro lado, há aqueles que dizem, falam e se manifestam sem nada saber. Mas parecem mais felizes com o que julgam que sabem.
Que grande confusão.
Onde se fica quando é assim?

Partido, em 3, Social Democrata

Um partido literalmente partido. Em 3 e em pedaços quase irmamente divididos.
Houve um irmão (a irmã mais velha) que pegou um pouquinho mais da sobremesa.
Ainda, parece que se tivesse havido união das alas menos "elitistas" (segundo o jargão do PSD), Manuela Ferreira Leite não teria tido hipóteses. Mas isso é um assunto laranja ou azul (ainda será azul, agora com MFL?).
Uma coisa é mais unânime. O PSD é um partido que também está todo partido. Cansado e com a necessidade de encontrar um líder.
Encontrou um. Até quando?