quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Garimpo


Seria mais fácil segurar uma dessas razões que surgem para nos demover. Existem em todo o lado. Há sempre razões. E há sempre pessoas. Interpretações e pessoas multiplicam as razões por mil, pelo menos.
E tudo ficaria igual. Nada mudaria. Seria tudo linear. Sem paixões, sem emoções. Só racionalidade, só matemática. Tudo sem vento, sem ondas, sem sal.
Na verdade, parece-me que há sempre um pequeno deserto. Quando se começa a trilhar um caminho, quando se começa a medir o percurso, a buscar um sentido concreto, ele se apresenta. Às vezes o pequeno deserto é grande só porque não temos um mapa e não conseguimos vislumbrar o fim. É uma ilusão de óptica criada pela ansiedade. Às vezes o grande é pequeno, se a persistência e a motivação tomam o rumo.
Isso tudo vem a propósito de garimpar e encontrar, até agora, só pedra dura. É óbvio, garimpou-se pouco. Diria que no começo ainda vai se encontrar muita pedra dura. Se não se está disposto a garimpar a sério, por favor, agarre com força as tais razões, uma qualquer, do primeiro parágrafo. Eu não as quero conhecer agora.

Outras margens

Fiz muitas pesquisas hoje, sobre quem viaja procurando uma vida melhor. Uma pergunta menos padronizada, por parte de alguns que entram pelo meu telefone e mails, incidiu sobre mim: e você, pensa na outra margem?
Sem responder, o certo é que quadriplicaram os pedidos para voltar, da parte dos que que tem menos perspectivas (os que não tem meios para regressar por si): a falta de trabalho é fatal. Há uns anos, alguns diziam que os imigrantes se plantariam como árvores e viveriam regados pelos apoios do Estado. Uma baboseira que a vida desmascarou. E por falar em benefícios sociais - que agora vão começar a reduzir-se para todos - talvez fosse bom pensar que há empresas isentas de contribuições, em zonas francas, que não pagam um tostão para o erário público.
Talvez isso só possa ser corrigido num novo mundo que surja (ou que surgiu).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Que nem se percebe muito bem onde nos levam

Músicas bonitas demais.

UP em 4

Os UP tocaram em 4.
Foi fixe, muito descontraído, despretensioso. Era para fazer barulho e se sentir bem. Foi assim mesmo.

Avalanche


Numa semana muito imprópria, talvez tão imprópria como a anterior - mas isso estava mais oculto, escondido, porque havia muita coisa para fazer e até para festejar - desabam as chamadas, os mails, perguntas iguais, respostas iguais, tudo padronizado, só mudam os interlocutores. Quero tentar que seja divertido.

U2

U2, ou uma forma de escancarar a porta das memórias de tudo o que caminhei e fiz os ouvindo ou tocando "com eles".
Desde sunday bloody sunday na Bagé e Lucas de Oliveira, gloria em São Paulo, rattle and hum na Rua do Sol ao Rato, numb lá também e o achtung baby todo, via top mais e num concerto que passou na RTP (e que gravei), uns dias antes do concerto em Alvalade (zoo tv tour), beautifull day viajando para a Nazaré, joshua tree (um dos meus primeiros cds), all that you can´t leave behind na Fonoteca e em breve nos meus ouvidos indo pela baixa afora em direcção à CBL com when I look at the World, vertigo indo para Alcântara, miracle drug e discothek guitarrando e sometimes you cant make it on your own em Rondinha.

sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Inauguração

Entre amigas e amigos, inauguramos ontem. Homenageamos um grande amigo.
Foi muito bacana.
Festa e festa.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Guia de retorno ao Brasil

A verdade é que as brasileiras e os brasileiros estão cada vez mais regressando para casa e iniciativas como a publicação e divulgação de um guia de retorno ao Brasil são muito importantes.

Uma nova compreensão


(...) De manhã, ao acordar, ele começou a olhar para todos aqueles quadros espalhados pela casa. E, sem entender muito bem a razão, começou a relacioná-los de uma forma completamente diferente, com uma nova compreensão, uma nova percepção, um novo olhar.
Ligou a ponta de um a uma parte de outra pintura, que ele tinha realizado há muito tempo. Percebeu a relação com outros dois que nunca tinha dado muita atenção. Quando compreendeu isso, fez sentido juntar outra peça e ainda outra e mais outras. A estrutura foi ganhando dimensão, à medida que aquele novo sentimento, nova perspectiva, ia crescendo e sendo alimentada.
Quando ele viu todos os quadros reunidos, um arrepio lhe invadiu o corpo e depois um calor. Ele se impressionou. Não podia acreditar. Todos aqueles quadros eram o mesmo enorme quadro, eram parte de um todo coerente. (...)

UP com baterista e baixista


A resposta do baterista, a propósito disto:
"Boas. Alinho.
É preciso dizer mais alguma coisa? :D (...)"
Agora o novo desafio é nos entendermos todos no estúdio.

Acordar

As ilusões... Coitadas delas... Porque insisto em ter algumas?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Vergonha e amargura" - Ana Gomes

Ana Gomes, no Causa Nossa, sobre a vergonha que o Partido Socialista resolveu passar no Parlamento, quando inviabilizou, junto com a direita, o voto de condenação ao Governo Sarkozy pelas expulsões discriminatórias dos ciganos em França:
"(...) Incredulidade e apreensão - foram as minhas primeiras reacções às notícias de que o Grupo Parlamentar do PS, na 6a.feira passada, se dividira no voto de um texto proposto pelo BE, que visava associar a AR ao voto do PE. (...)

Vergonha e amargura - é o que expresso agora, depois de ter falado com deputados socialistas na AR para apurar o que se passou: "ordens de cima!" (...)
Ordens que terão sido inspiradas por instâncias governamentais. Instâncias tacanhas no entendimento do que é a política externa, pois ainda que se justificasse uma demonstração de "real politik" (e não se justificava, estando em causa a lei europeia e direitos humanos fundamentais), tal exercício não caberia a parlamentos, mas sim a governos.
Ordens insuportáveis, por serem politicamente indefensáveis ("o Sarko é amigo"...); por contradizerem o património histórico e político do PS, quer quanto ao respeito pelos direitos humanos em geral, quer quanto ao empenhamento dos seus governos - incluindo este - na inclusão da comunidade cigana em Portugal; e, finalmente, por serem ofensivas do que deve corresponder à consciência política de um/uma socialista.
Para registo: diante de tais ordens, eu desobedeço."

Era tão bom dar certo

com baterista e baixista encontrados, o mail ficou assim para o jp.
"faço o q for preciso para tocar. agarra um dia da semana q de jeito para todos e eu faço o q puder para o guardar para o futuro (esta semana é mais dificil).
so nao posso as terças."

Mau demais

Uma das primeiras notícias que ouvi na TSF hoje de manhã, é dando conta de um desastre. A extrema-direita elegeu 20 deputados na Suécia. São 5,6 % dos votos. É pouco, mas é demasiado.

Uma grande vergonha, completando

" (...) Na verdade, qualquer pessoa civilizada só pode sentir arrepios na espinha perante o que está a acontecer em França e em Itália. Nem Durão Barroso, obrigado a maiores cuidados diplomáticos, vacilou. Mas calaram-se os deputados do PS. Quem poderia imaginar que Barroso se mostraria, neste momento em que na Europa ressurge o pior da sua história, mais corajoso do que Sócrates? (...)"
Sobre a vergonha ocorrida na Assembleia, da reprovação do voto de condenação ao Governo de Sarkozy pelas expulsões discriminatórias dos ciganos em França, ver ainda o artigo de Daniel Oliveira no Arrastão e no Expresso, de onde tirei o parágrafo que colei no post.

It hurts

Estou viciado.