Hoje termina 2009.
Um ano que teve coisas demais e algumas bem cansativas.
Mas que também teve coisas muito enriquecedoras.
No entanto, peço que 2010 seja mais pacato e menos exigente.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mas a música não vai parar
Quando acontece um incêndio no edifício do Hot Clube, dói em toda a gente.
Acertos, erros e erros
Primeiro, frisar o acerto: o casamento entre pessoas do mesmo sexo será uma realidade em breve, porque, para além do Bloco de Esquerda (que viu a sua iniciativa chumbada pelo PS, há 6 meses atrás) o PS juntou-se a esta antiga reivindicação e apresentou a sua Proposta de Lei.
Mas é interessante o que se passa na Proposta do Governo. Se há coisas certas que se fazem com técnica certa, coisas certas que se fazem com técnicas erradas, e coisas erradas que se fazem com técnica certa, há coisas erradas que se fazem com técnica errada, como a Proposta faz quando trata da discriminação da adopção dos casamentos referidos, quando cria o obstáculo legal à adopção por parte destes casais.
Talvez seja vergonha, talvez hipocrisia, talvez preguiça, talvez nada disso. Mas mexem tudo à volta, na periferia, mas não vão lá ao Código Civil mexer na adopção. É uma técnica muito atrapalhada e que trará problemas, se não de um verdadeiro conflito legal, pelo menos de compreensão e de articulação de diplomas. Teremos de ir a uma lei alheia ao Código Civil para saber que a matéria da adopção neste Código tem artigos que não estão escritos correctamente?
E é óbvio que o pior não é a técnica, é a decisão política de não permitir a adopção por parte destes casais.
p.s. Evidentemente ainda há tanto por dizer, muita coisa ficou de fora. Mas não pretendo escrever nada gigante e nenhuma tese definitiva.
2010
Na verdade é como se, nestas semanas de fim de ano, já estivessemos em 2010. Quando temos de agir e fazer determinadas coisas só porque o ano está encerrando, já na lógica do novo ano, é como se já tivesse chegado o ano novo.
A partir do momento em que saco de uma agenda e marco 3 ou 4 compromissos e reuniões para 2010, não é porque 2010 já chegou? Difícil não? Deve haver debate filosófico sobre isso.
Isso, obviamente, não quer dizer que não vá aproveitar a passagem de ano para festejar. É só uma constatação da invasão de uma realidade por outra, ainda que de forma excepcional ou até meramente pontual. Ou nenhuma invasão e apenas um exercício blogal. Longe de mim querer tirar magia à festa de passagem de ano. Não compreendo e até tenho alguma pena de quem se poda a si mesmo nestes tempos de festas e esbanja a oportunidade de celebrar qualquer coisa. Festeje primeiro, questione depois. Haverá muito tempo para questionamentos ao longo do próximo ano.
P.S. Haveria muito a dizer sobre o Natal, algumas ideias bacanas, sobre as Festas nesta época do ano, que devem ser feitas, apesar de toda a intoxicação do consumismo desenfreado. Se tiver vontade nos próximos dias escrevo algo. Se não tiver não escrevo.
2010?
É incrível como o tempo passa correndo.
Parece que foi no fim de semana passado que fizemos a nota à cimeira Ibero-Americana e na verdade já faz quase um mês.
E isso já faz quase pensar que estou já em 2010.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Chuva
A chuva cai e me aconselha a ficar um pouco mais.
Hoje de manhã foi parecido. Fiquei a vê-la passar e foi uma excelente ideia. Nem um pingo de chuva me encontrou sem telhados.
Enquanto escrevo ela voltou a ir embora. Ótimo.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Vídeo da II Conferência Brasileiros no Mundo
Foi colocado na internet o vídeo do MRE sobre a II Conferência "Brasileiros no Mundo".
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Salve Copenhague
Talvez a petição mais assinada de sempre.
E vale a pena assinar - Salve Copenhague: Um acordo para valer agora!
E vale a pena assinar - Salve Copenhague: Um acordo para valer agora!
Água ou pedra?
Pedra ou água? Rígido ou flexível?
Uma quebra, a outra molda-se - pode, no entanto, evaporar.
Uma quebra, a outra molda-se - pode, no entanto, evaporar.
Aminetu Haidar
Nem consigo escrever sobre isso. Tudo o que escreveria me pareceria pequeno, tudo me pareceria redundante.
Uma grande mulher, uma força da natureza, que vergou um (só um?) Estado.
Um exemplo de coragem, de força, de inteligência e de perseverança.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Vontade
Tudo está ao alcance de uma iniciativa, de uma vontade, de um acreditar. Compreendo que haja quem não entenda isso - só por não acreditar.
Tive uma grande ideia e ela deu frutos imediatos e quase num nada já avanço para outro parâmetro, que eu não tinha imaginado. Ainda são só ideias, mas é uma bola de neve de coisas boas que vai se formando.
Perceves na caixa de correio
Os gajos do 31 da Armada escrevem coisas mesmo engraçadas, como esta.
Só que eu não recebo o Ocasião pelo correio.
Só que eu não recebo o Ocasião pelo correio.
Portugal tremeu
Hoje de noite a terra tremeu e foi um susto. Estava lendo a página 61 dos "Espiões", de Luis Fernando Verissimo, nas Edições Dom Quixote, quando ele fala do "uruguaio" de Frondosa.
Não sabia bem o que fazer a não ser ligar para os mais próximos, perguntar se estava tudo bem e dizer para estarem atentos. Também destranquei a porta de casa (e isso foi o primeiro impulso) e de seguida pus uns ténis e com mais tempo vesti-me, para o caso de haver alguma réplica mais séria.
Deve-se fazer isso que está aqui, e ainda há uma nova teoria, que desmancha um pouco o link anterior, que é o triângulo da vida, que parece bem fundamentada na prática e na matemática.
Nunca tinha sentido um sismo tão forte. E pareceu-me um segundo só, apesar de falarem de 5 a oito segundos. Parecia que tinham dado um safanão na minha cama. Vi logo que era a terra a respirar, porque nunca tinha sentido nada igual.
Novos aqui
Novo link, da Rede de Brasileiras e Brasileiros na Europa, novos blogs, do Flávio Carvalho, que já foi coordenador da Rede, o blog 5 dias e o blog da Rádio Migrasons, onde já tive o prazer de dar duas opiniões, em dois programas, a última na emissão de Novembro de 2009.
Graças à Rede e ao Flávio, a gaveta dos Blogs e Links de Portugal teve de incluir um aditamento no título - para corresponder ao conteúdo - que diz "(...) e vizinhança europeia".
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sentido da vida
O sentido da vida desmontado em 6 quadrinhos.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Sobre participação, comodidade e cobrança
Participar é mais difícil do que cobrar. Convivo bem com isso, sabendo que essa realidade faz parte de tudo e está também relacionada com o meu actual papel.
É bem mais cómodo e fácil olhar e dizer do que não se gosta, sem precisar arregaçar as mangas. E, além de ser mais cómodo, não é na verdade necessário, apenas porque não deve ser requisito para opinar a participação efectiva. Estaríamos mal se assim fosse, apesar de ser melhor ver muitas pessoas participando. Tenho um pouco de pena de quem não participa mais e fica-se pelo verbo.
Sobre comodidade, eu próprio me corrijo, porque não estou no lugar que estou por comodidade. Estou porque há umas coisas nas quais acredito e que me fazem trabalhar por elas. Aliás, nunca precisei estar onde estou para fazer o que faço. E eu melhor que ninguém sei da temporalidade finita do que faço - talvez ninguém saiba com tanta precisão isso como eu sei - e de como me manterei activo de outra forma.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Escuras
As luzes do tecto nunca deviam fundir.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O Nobel da vergonha, espero que envergonhado
Obama envergonhou a sala (ou talvez não) quando recebia o Nobel da Paz e defendia em seu discurso a guerra justa. Nem vou dizer nomes a quem se podia perguntar se a sua guerra é justa, porque quero ainda esperar que Obama seja diferente. Mas o certo é que qualquer senhor da guerra que ganhasse o Nobel (ou não tivesse essa sorte, ou azar) ia dizer a mesma coisa, da justeza da sua guerra.Não sei se não era melhor Obama ficar calado, porque a hipocrisia deste prémio ficou gritante com o envio de mais milhares de militares americanos para o Afeganistão. Mas, se não explicasse, talvez fosse pior. Tudo isso é, sem dúvida, lamentável. Não devia ter acontecido e pronto.
Enfim, antes Obama do que um republicano e do que vários democratas, mas agora estamos mesmo só no âmbito das comparações, das conquistas relativas e não mais do sonho.
Tudo bem, se estão abrindo as portas na saúde. Mas ainda falta muito: os imigrantes não regularizados, Guantanamo e, já agora, desfazer os males da guerra, da anterior e desta (facto novo) administração.
36 horas
Queria que o dia tivesse 36 horas.
8 horas a mais seriam para ocupar escrevendo, tocando, ouvindo música e lendo. Se eu não fizesse isso, não mereceria mais viver.
As restantes 4 horas devia ocupar com a matemática! Porque antes o post acabava duas frases acima. O que vale é que desliguei o computador e pus-me a fazer contas. Religuei (haverá este verbo?) e dediquei-me a este acrescento (e esta parte desta frase foi a última que pus, notem. Parece ser desenvolvimento, mas é fim!). Agora ficam sabendo, com esta extensa exposição (vejam bem es, ex, ex - não soa bem, devia mudar algo, por exemplo, "esta grande justificação" - ah pois é, soa melhor não é?) da minha questão (ão, ão - péssimo, sem alternativa às 00:46) ocorrida, mas não negligenciada, com a matemática, neste post (infelizmente não só neste post - mas assim fico mais protegido).
Não, agora mais a sério, as outras 4 seriam para visitar museus, ir ao cinema, ir ao Teatro, ir ao Crew Hassan, ao Bacalhoeiros, ao Guilherme Cossoul, à Zé dos Bois, à Ler Devagar e também para ajudar algum activista a organizar mais actividades culturais na Casa do Brasil (um link claramente discriminatório - porque os outros não tiveram direito?).
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Num instante e o peso
Depois de ler num instante o livro do Kurt, depois de ter lido Caim e antes o Manifesto Contra o Trabalho, estava começando a ler a Idade da Razão de Sartre.
Sartre está com azar. O seu livro pesa e estou com vontade de deixá-lo para outra altura.
De referir e enaltecer os últimos 3 livros que li. Foi muito bom, leram-se num instante.
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