Querer implementar uma lógica de mudança, mesmo a nível pessoal, é bem complicado. Para mudar é preciso ter força, muita força. Tem de se fazer uma força desproporcional, para cada assunto.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Contra a pena de morte
sábado, 9 de outubro de 2010
Forças centrípetas
Gostei de ler isso. O Fernando Rosas, numa entrevista a propósito da sua saída do Parlamento, para estudar e fazer investigação, diz o seguinte lá pelo meio:
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O parágrafo entristecido e o escritor genial
Há aquela história do parágrafo perdido, que foi encontrado pela caneta de um autor que se afirmou, imediatamente, seu criador. Um excelente parágrafo, que sintetizava quase tudo de bom, tanto a nível científico, como a nível ficcional.
É difícil explicar o drama do parágrafo perdido, agora encontrado. Encheu-se imediatamente de gralhas, tamanha a sua dor. Ele queria conseguir dizer "Oh palerma, não penses que foste tu quem me escreveu. Eu já andava aqui pelo ar e me deixei pescar por ti. Tu és um mero para-raios. Eu sou o trovão. Estou farto de ti, desta tua atitude, e nunca devia ter-me deixado apanhar".
Nunca foi possível o parágrafo explicar convenientemente a sua versão ao grande público. Mesmo tendo deixado pescar essa sua história e o seu desabafo, alguns meses mais tarde. Inclusive foi o mesmo autor, um pouco assustado, que descobriu a versão desenvolvida do parágrafo, com mais caracteres, com os impropérios e o "palerma" lá pelo meio, numa noite em que adormeceu escrevendo no computador. Verdade seja dita, o próprio autor, depois de um tempo admitiu a sua condição - não se sabe se pelo pavor às gralhas que lhe brotavam incessantemente na escrita, como uma maldição, ou num gesto de humildade, ao verificar realmente a sua simples contribuição como para-raios. Até publicou a parte do "palerma" num artigo académico. O certo e que ninguém acreditou na história.
E o autor ficou famosíssimo, mesmo com uma enorme quantidade de gralhas em seus textos. "Genial" e "humilde", foram os adjectivos usados pelos críticos que tornaram o parágrafo perdido num parágrafo imortal, escrito pelo autor que dizia ser (e que era, mas ninguém acreditava) um mero para-raios.
Enigmas: impôs sibila idade

Talvez a impossibilidade não passe de uma falácia.
Ou uma coisa assim parecida que a gente ainda não tenha entendido bem.
E dá-lhe colocar travões em tudo o que é um pouquinho mais criativo do que as pessoas defendem.
Ah, o título não tem nada a ver não.
Tempestade de alimentos da alma
I
Está mesmo uma infinita tempestade lá fora. Há um alerta laranja de mau tempo para Portugal continental, que me faz lembrar que laranja em árabe se diz "portucale". Como um alerta laranja, que tem a imagem de um sol, se pode aplicar a um tempo completamente chuvoso?
II
A tempestade de trabalho, entretanto, amainou na minha mesa, só porque uma urgência se transformou em passado. Por isso aliás é que era uma urgência. As urgências se trabalham e nelas se fazem tudo o que se pode. Depois elas vão embora. E levam rapidamente tudo o que o vento traz.
III
Nesses tempos, não desistir do que se gosta é fundamental e é por isso que é preciso rachar horários e enfiar onde se consegue todos os alimentos da alma. Por isso que hoje, ainda que use umas barbatanas vou à casa do JP (agora temos de ser mais prudentes e distribuir o barulho) ajudar a pôr os understood a tocar.
IV
Finalmente, dizer que além de soar os bells e voar com flyin, os up 4 na segunda preparam-se para ventar o vento e apareceu essa sugestão aqui. Parece bem. Já sei o que vou fazer nos tempos livres em casa até segunda.
V
E esses números romanos?, e essa estrutura?, os leitores perguntam... e eu respondo não sei, pareceu que fazia sentido e era uma ocasião tão boa para os introduzir num post, com essa chuva lá fora, com o alerta laranja, com os kings of leon, com a janela quase cedendo ao vento, com o stress, com tudo...
Chegar e tocar
Uma tempestade na minha cabeça. Ouvindo em modo repeat e louco de vontade de chegar em casa e começar a tocar. Felizmente já é sexta-feira, ainda que entre as 13h e as 19h ainda tenha tanta coisa para fazer. E coisas no Sábado. E coisas no Domingo. Não importa... Chegar e tocar e não fazemos mais considerações.
Fiquemos só com isso: chegar e tocar.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Last e new age
Hoje, no fim do dia, voltei à minha LastFM. Entrei para dizer e ouvir um alô. Descobri que tenho 30 músicas para decidir se regresso ou não aos pagamentos de 3 euros mensais. O youtube anda dando para o gasto, essa é a verdade.
Mas não posso deixar de dizer que senti falta daquela selecção "new age ambient", que foi o único motivo pelo qual fui lá bisbilhotar a last. Daí começou a tocar aquelas músicas com uns sintetizadores que tocam uns acordes que se mexem bem devagarinho, tipo Hans Cristien, Kitaro, Dean Everson, Max Corbacho, Steve Gordon, Alpha Wave Movement. Entra-se numa outra esfera.
global
entre o regime de prescrição de dívidas, um fórum sendo montado, uns contactos (que afinal fui eu) a fazer, a cabeça viajando longe, uns relatórios e umas burocracias que se pudessem explodiam todos os tempos mortos, são os angels and airwaves, os up 4, os them crooked vultures e os up 2 que salvaguardam a satisfação global do corpo e da mente
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Presentes que recebi
Vou usá-los da melhor maneira.
UP 4 no 4 de Outubro
O Humberto acertou com a passagem complicada de Bells.
O JP tocou com muito à vontade.
O Nélson estava curtindo bué. Vinha com vontade de Bells, Flyin e Vento.
Eu pude fazer coisas novas em Bells e também em Flyin.
Bells e Flyin estão super diferentes, mais rockadas. Estão um mimo. Só tocamos as 2.
O ensaio dos up4 foi muito bom. Quando o Nélson disse que faltavam 15 minutos para terminar as 2 horas nem acreditamos. Na outra segunda tem mais.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Parece
Parece estar tudo parado. Mas não. É assim com uma porção de coisas. Parece que são eternas, mas estão se mexendo. Dentro, pelo menos. E também umas janelas aparecem onde não esperamos. Tudo toma forma muito de repente. O medo desaparece ou enfraquece. E os projetos começam a caminhar com um pouco mais de autonomia. Menos racionalizados mas com um sentido. Na verdade vão-se racionalizando por si. Saem da esfera dos sonhos e se postam à nossa frente, com uma capa de concretização. Acho que é bom sinal.
sábado, 2 de outubro de 2010
Síntese sabadal
Meio gripado e com responsabilidades amanhã das 7h às 17h como 2.º mesário, passei o sábado todinho em casa, tirando uma saída para compras (mantimentos), que incluiu paracetamol.
O JP esteve na Graça e os up - no seu modelo original - tocaram, das 16h às 18h. É uma onda que só nós dois entendemos, é uma grande verdade. É bom tocar os 4, mas também saem coisas muito boas só os 2. Também toquei sem o JP. O efeito 18 do meu pedal é parecido com o do Tó Trips, do Dead Combo. Foi bom experimentar.
Além disso, e de comer muitas frutas, vi "American Beauty", "Alta Fidelidade" e "Guerra dos Mundos". Gostei dos 2 primeiros.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
190 e 213 XI
Hoje estes dois projectos de lei foram a Plenário.
Projecto de Lei n.º 190/XI/1.º (PCP) - Aprova o regime de regularização de cidadãos estrangeiros indocumentados;
Projecto de Lei n.º 213/XI/1.ª (BE) - Regularização de trabalhadores imigrantes e menores nascidos em Portugal ou a frequentar o sistema de ensino.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Garimpo

Seria mais fácil segurar uma dessas razões que surgem para nos demover. Existem em todo o lado. Há sempre razões. E há sempre pessoas. Interpretações e pessoas multiplicam as razões por mil, pelo menos.
E tudo ficaria igual. Nada mudaria. Seria tudo linear. Sem paixões, sem emoções. Só racionalidade, só matemática. Tudo sem vento, sem ondas, sem sal.
Na verdade, parece-me que há sempre um pequeno deserto. Quando se começa a trilhar um caminho, quando se começa a medir o percurso, a buscar um sentido concreto, ele se apresenta. Às vezes o pequeno deserto é grande só porque não temos um mapa e não conseguimos vislumbrar o fim. É uma ilusão de óptica criada pela ansiedade. Às vezes o grande é pequeno, se a persistência e a motivação tomam o rumo.
Isso tudo vem a propósito de garimpar e encontrar, até agora, só pedra dura. É óbvio, garimpou-se pouco. Diria que no começo ainda vai se encontrar muita pedra dura. Se não se está disposto a garimpar a sério, por favor, agarre com força as tais razões, uma qualquer, do primeiro parágrafo. Eu não as quero conhecer agora.
Outras margens
Fiz muitas pesquisas hoje, sobre quem viaja procurando uma vida melhor. Uma pergunta menos padronizada, por parte de alguns que entram pelo meu telefone e mails, incidiu sobre mim: e você, pensa na outra margem?
Sem responder, o certo é que quadriplicaram os pedidos para voltar, da parte dos que que tem menos perspectivas (os que não tem meios para regressar por si): a falta de trabalho é fatal. Há uns anos, alguns diziam que os imigrantes se plantariam como árvores e viveriam regados pelos apoios do Estado. Uma baboseira que a vida desmascarou. E por falar em benefícios sociais - que agora vão começar a reduzir-se para todos - talvez fosse bom pensar que há empresas isentas de contribuições, em zonas francas, que não pagam um tostão para o erário público.
Talvez isso só possa ser corrigido num novo mundo que surja (ou que surgiu).
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Que nem se percebe muito bem onde nos levam
Músicas bonitas demais.
UP em 4
Os UP tocaram em 4.
Foi fixe, muito descontraído, despretensioso. Era para fazer barulho e se sentir bem. Foi assim mesmo.
Avalanche

Numa semana muito imprópria, talvez tão imprópria como a anterior - mas isso estava mais oculto, escondido, porque havia muita coisa para fazer e até para festejar - desabam as chamadas, os mails, perguntas iguais, respostas iguais, tudo padronizado, só mudam os interlocutores. Quero tentar que seja divertido.
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