sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Febre do chorinho

Qualquer dia há um grupo de chorinho para cada música. Talvez mais até. Mais grupos do que executantes.
Mas isso é bom. Chorinho vale a pena.

Presente

Ausente não.
Estou é tentando gerir forças nessa época do ano, onde se começam a apresentar todos os relatórios, todos os pedidos, tudo de tudo. Muitas cartas, a buscar umas coisas e a propor outras.
Estadias mais cirúrgicas, sim, até porque, felizmente, os computadores, no meio de tanta actividade começam a escassear. E é aí o grosso do meu trabalho.
Portanto, ausente não. Na verdade muito presente. Com projectos em curso e muita escrita.
Na verdade, presente nas fundações da casa, em baixo do soalho e por dentro das paredes. Onde devo estar neste momento. E mesmo assim não é suficiente, mas para ser suficiente é preciso mais gente, mais cabeças e mais braços.
(Muito bom escrever este pequeno balanço, que me permite compreender isso tudo)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

28

Meu novo meio de transporte é uma das 1000 experiências mais importantes do mundo (isso é um acrescento à postagem inicial e acho que justifica-se).É bom olhar para a cara dos turistas quando ele começa a chegar na Graça: ficam todos babados e com aquele sorriso estampado na face de uma criança que está indo pegar um trenzinho no parque de diversões. E eu fico morrendo de inveja: queria estar pegando o 28 como turista e não como um meio de transporte para o trabalho. Ao mesmo tempo me dou conta do privilégio de ir para o trabalho num elétrico que não sendo formalmente, é reconhecido como um roteiro turístico da cidade de Lisboa, sendo ele próprio um símbolo turístico daqui.
Mas o 28 passa pela minha casa, perto do meu trabalho voluntário e ao lado do meu trabalho. Ou seja, foi feito para mim.

Links

Nem sempre é permitido editar links aqui e às vezes isso condiciona as minhas postagens.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Escape

Uma espécie de urgência se abateu e em pouco tempo já estava dando andamento ao projecto. Mais uma forma de tentar tirar as coisas cá de dentro, ou pensar que as estou tirando.
Para início a perspectiva é muito clara. Aproveitar tudo deste olhar inocente, infantil, sem qualquer abordagem técnica que não aquelas que, de uma forma ou de outra, eu possuo em mim.
Talvez o medo das limitações, sei lá. Talvez querer aproveitar para achar que posso fazer bem ou mal - isso pouco importa - sem qualquer responsabilidade. Aproveitar uma coisa que posso fazer sem saber nada, sem grandes aconselhamentos, sem saber a fórmula, sem fórmulas, sem qualquer pretensão, sem vigilância, sem nada a provar, nem nada a apresentar e nada a imitar. Talvez se tivesse um professor já me dava algum sentido de compromisso nisso e tudo era jogado pela janela.

Uma interpretação (ou um meio) para a liberdade

Trago para aqui uma entrevista do Coppola, que não li. Trago porque quero ler logo que possa. É preciso ler sempre antes de publicar? Algumas coisas talvez não, acho que essa é segura.
Mas quero falar de outra entrevista dele, que ele deu ontem para as RTP.
Uma ideia me impressionou: ele quis fazer outros filmes, outros tipos, outros modelos. Não quis ficar aprisionado naquele padrão, reconhecido pelo mundo como de excelência. A excelência, ou o reconhecimento da mesma pelos outros, não serve para nada se a pessoa não se sente completa.
Uma parte que não aparece nessa entrevista é a que ele diz, através de outras palavras, que é feliz porque é rico e pode fazer os seus filmes com independência e autonomia.
E o brabo é que é um pouco isso mesmo. Liberdade pode ser isso. Ter dinheiro para fazer os seus próprios filmes (ou outras coisas), sem dar grandes explicações e sem seguir os padrões dos outros, sem cumprir agendas alheias à própria vontade.

domingo, 8 de novembro de 2009

Novo II

Novo é uma palavra bonita, sempre jovem, sempre cheia de muitos significados e muitas dúvidas. Os optimistas encontram no novo boas perspectivas. Os pessimistas uma oportunidade para olhar para o passado - mais seguro, independentemente se melhor ou pior.

Novo

Escrevo de uma nova plataforma de lançamento de ideias, se assim posso chamar este novo sujeito a quem afago as teclas.
Vários links novos no site: na música o Manuel Lobo; nos blogs, o "Eu sou eu e as minhas circunstâncias" e "Os tempos que correm".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chimarrão II

Agora, nada de mate no Museu Iberê. Vejam o último quadrado.

Chimarrão I

Na manhã porto-alegrense, o chimarrão.

Vistam-se por favor

Rodoviária de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Impulsos

Um escrito, no Museu Iberê.
Onde estão esses impulsos? Também quero.

Muitas saudades de POA


O Centro de Porto Alegre ao fundo. Nas minhas costas o Museu Iberê Camargo.
Que dias! Tão fantásticos.

Rio, que saudades

Esta também é bacana. Lembra a capa do disco do post anterior, a propósito.

Population Override

Baixei o Population Override, do Buckethead.
Muito bom, mas não abre tanto a cabeça como o Electric Tears.
Do mesmo guitarrista, com uma discografia vasta, só quero mais uma coisa: o Colma. Difícil de encontrar.

Já com saudades do Rio















É difícil escolher uma foto mais bonita do que as outras no Rio de Janeiro.
Por isso, praticamente escolhi uma ao calhas.

Meo. Posso desligar também?

Há uma coisa boa em ter o Meo.
É quando conseguimos desligar a TV e conseguimos ler, ainda que sejam coisas na internet (se bem que assim não me dê muito o efeito de relaxamento), escrever, seja em papel, seja na Aldeia, seja aqui e tocar violão (hoje não consegui fazê-lo).
Com a Meo em casa, aprendi a valorizar de novo aquele silêncio (só interrompido pela música - e também pela TV mal sintonizada) que por aqui reinava.

Um pouquinho

Às vezes dá um cansaço. Talvez seja um aprendizado.
Fala-se, fala-se, fala-se a bem. Dizem que sim. Talvez só para encher chouriços. Acabamos tendo de falar a mal.
Cansa, sinceramente. Já tive momentos de maior tranquilidade, já tive mais paz.
Bastava que as pessoas fossem só um pouquinho mais atentas ao lugar onde estão, um pouquinho interessadas. Um pouquinho de nada, aliás. No entanto, mesmo esse pouquinho é uma quimera. Simplesmente não compreendem. Culpa minha também, talvez, por não imaginar que há quem não se interesse e pronto. Se ao menos se interessassem não era mau. Não sei.
Será que acham que isso que faço é só por acaso? Que há umas pessoas incumbidas de uns assuntos porque lhes dá na telha?
Amanhã vemos. Mas era melhor não precisar dizer estas palavras, do "amanhã vemos". E o pior é que não fui eu que disse o "amanhã vemos".
Cansaço, cansaço, cansaço.