sábado, 20 de outubro de 2007

700


Esta é postagem n.º 700.
Não há nada melhor do que jogar dados no Google para aprender coisas.
Joguei "700" e vejam o que aconteceu, além das imagens, que foram procuradas como "seven", "zero", "zero":

Interculturalidade

A selecção portuguesa está cada vez mais multicultural e intercultural.
Quaresma e Makukula fizeram Portugal continuar sorrindo na qualificação para o Euro. Quaresma centrou, Makukula cabeceou e todos festejaram o golo de Portugal contra o Cazaquistão.
E Deco, Murtosa e Scolari também ajudam Portugal colocar a sua bandeira no lugar de topo, entre as melhores selecções do mundo.

Às vezes reconhecem

Hoje li uma um artigo falando bem do Scolari. Quem o escreveu foi o José Manuel Delgado, que agora está no jornal "A Bola".
Finalmente alguém enaltece o homem depois de tantas críticas.
Não estou justificando o soco no jogador sérvio, que foi uma vergonha. Mas é hora de deixarem o homem trabalhar outra vez.
É claro que há um (e só um) técnico melhor que ele para Portugal: José Mourinho, que por enquanto não quer a selecção. Não vejo qualquer outro com pedalada para este desafio.
Enquanto Mourinho não quer, e em plena campanha para o Euro, resta Scolari - que, diga-se com toda a honestidade e sinceridade, é um grande treinador. As classificações com ele custam sempre um pouco, é verdade, mas o certo é que na hora da decisão ele está sempre lá.
É um treinador que fez dois enormes feitos em Portugal: foi segundo no Campeonato da Europa e quarto na Copa do Mundo. Só Otto Gloria fez parecido e não fez isso tudo.
Scolari representa a melhor fase de Portugal em toda a sua história futebolística.
Acrescento o que poucos querem lembrar: na campanha que antecedeu a sua vinda para Portugal era campeão do mundo com o Brasil, diga-se que com uma campanha de classificação para a Copa bem pobrezinha.
E, perdoem-me os críticos mais acesos: técnico com melhores classificações em três competições, treinando duas selecções diferentes, dúvido que haja igual.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Temos líder

Santana candidatou-se à liderança do Grupo Parlamentar do PSD.
Grande notícia para os Gato Fedorento, Contra-Informação, humoristas, blogueiros e afins.
Enfim, uma lufada de ar fresco na Assembleia da República!
Lembro apenas três posts - a Aldeia tem vários: nova palavra no léxico português (de Abril de 2004), O Bebé (de Novembro de 2004) e Em forma (de Janeiro de 2005).
Será difícil ter o mesmo nível de antes, mas nunca se sabe. É preciso ter esperança.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Algora ou nunca

O caro Al Gore esteve bem dentro da vida política, sendo vice-presidente da maior potência do mundo, do país mais poluidor. Esteve num lugar onde poderia deixar sementes, para colhermos um mundo melhor*.
Depois de já lhe ter passado a doença, voltando a ser um cidadão como outro qualquer, produziu (ou realizou) um documentário em jeito de correcção de consciência, lembrando que em toda a sua vida defendeu a natureza e a ecologia como mais ninguém, a não ser enquanto os Estados Unidos distribuiam urânio empobrecido no Afeganistão.
Apetece dizer, quanto a esta defesa a posteriori da natureza: mais vale tarde do que nunca. E que "A verdade incoveniente" não seja só uma verdade inconsequente.
Com o filme, as conferências e os discursos, ganhou o Prémio Nobel da Paz (e alertou algumas consciências - estou tentando ser justo). Aliás, é o primeiro Prémio Nobel da Paz que entra na subcategoria de "apesar de reformado ainda estou bem activo, fazendo o que devia ter feito antes"*.
Que o prémio sirva para algo e não só para uma futura candidatura à Presidência dos E.U.A., se bem que acho que Gore saiu dos requisitos do cargo, agora que foi premiado com toda esta paz. Um presidente americano imbuído no espirito da paz é uma ironia das mais refinadas. Era bom se fosse assim, mas sabemos como é a realidade...
No entanto, voltando a tentar ser imparcial, nada impede que Gore venha a fazer parte de algum Governo dos Estados Unidos. Não está absolutamente fora dos pressupostos. Simon Perez, por exemplo, já nos mostrou como um Prémio Nobel pode ser colocado na mesma gaveta onde Mário Soares guardou o socialismo.
Mas voltando ao assunto do título, resta dizer: Gore, faz qualquer coisa útil com o teu Nobel!
*Sugestões para o discurso de Gore, quando for receber o prémio.

Museus*

"Tiro os vossos direitos, mas dou-vos um museu."
Diria Sarkozy, se tivesse ido à inauguração do Museu da Imigração, em Paris.
Não foi, provavelmente para não ter preocupações de consciência.
Pelo menos, Sarkozy é sincero. Tanto discurso xenófobo certamente não se apaga num museu. E ele também não pretende iludir as pessoas, quanto ao seu discurso e prática.
Terá sido uma sorte não haver uns polícias a verificar as portas, aproveitando para deter alguns imigrantes irregulares que quisessem visitar as instalações.
Gosto de museus e acho que a imigração merece. Em Porto Alegre, no Memorial do Rio Grande do Sul, dedica-se um vasto espaço a explicar o inestimável valor da imigração para o desenvolvimento do Estado. Sarkozy, se, hipoteticamente, um dia quiser abrir a sua mente, poderá ir lá. Acho que não irá ser barrado na fronteira.
Aproveito para deixar duas sugestões: A primeira é que se calhar era bom ilustrar a xenofobia no Museu de Paris. Bastaria pegar na Lei de Imigração francesa, pôr-lhe uma moldura em volta (como a da figura) e chamar à mesma "Xenofobia, por Sarkozy".
A segunda é que, já que estão exigindo provas de ADN dos imigrantes, aproveitem para a exposição os estudos sobre isso. Pode ser que, se pesquisarem bem, se apercebam que o ADN de um imigrante não é nada diferente do de todos nós, uma vez que todos somos imigrantes.
*Mas museus para quê se não aprendemos nada com o passado?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Bandidos aos molhos

Mota Soares acaba de dizer que andou numa carruagem de comboio, em Sintra, que tinha 30 bandidos.
Convidou inclusive um deputado a acompanhá-lo em tal passeio.
Sinceramente, não sei como ele os identifica.
Será que usam crachás, como os fiscais da CP?

Nedstat - uma história

Um pouco a contratempo:
De facto, eu tinha razão, quando acusei a Nedstat de fazer popups no meu blog, o que fazia que as pessoas não lessem minha página.
Foi uma luta: mundo global é corrido da aldeia blogal; agulha num palheiro; A culpa não morreu solteira.
A Nedstat exibia popups não só no meu site no meu site, mas também na internet inteira.
Vejam a revolta na net:
1- Satelite: Nedstat Freecounter mostra popups;
2- Nedstat: fora seus horrorosos!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Fico querendo entender

Fico querendo entender porque elogiam a capa e não procuram o conteúdo.
Fico querendo entender.
A capa, que nada tem, que pouco diz, lhes basta.
Eu parvo ainda pergunto: "Leu?".
Eu parvo ainda pergunto.

Arames

O actual debate relativo à imigração na Europa é, em grande medida, se deve haver um regime comum ou não de admissão e controle de imigrantes.
Isso depois de terem andado anos mentindo para a opinião pública (que nestas matérias não anda muito bem informada) de que em grande parte as restrições impostas nos estados são ditadas pelas instâncias europeias.
Que bom que caiu o pano e que o debate está tomando rumo e aparecendo.
Há quem defenda aqui a soberania dos estados-membros da UE e há quem defenda que deve haver uma política europeia única de imigração.
Deixo aqui a minha opinião: sou a favor de políticas integrativas dos imigrantes, sejam elas nacionais ou transnacionais.
Se o objectivo de uma política comum for discutir Frontex e fazer directivas relativas à expessura do arame a usar nas fronteiras nem sequer me pronuncio.
A ver vamos onde isso vai dar.
Vai dar certamente em muitas declarações de intenções e palavras bonitas.
Mas se não resultar em direitos de nada serve.

8000

Quase passa desapercebida a efeméride.
As 8000 entradas na Aldeia Blogal (8017 no presente momento).
Sei que é pouco se em comparação com, mas até agora é o suficiente.
E com o tempo isso vai enchendo.

Resolução 1568 (2007)

Haja coragem política para regularizar os imigrantes irregulares que estejam na Europa.
Neste sentido já existe uma Resolução do Conselho da Europa.
A resolução foi proposta pelo deputado conservador britânico John Greenway.
"Se se revela impossível reenviá-los para os seus países, os Estados-membro devem regularizar a sua situação."
Mesmo este raciocínio um pouco enviesado é mais aberto do que o de muitos governos da Europa.

Bispos discordam de leis de imigração restritivas

Afinal onde está a raiz cristã da Europa, que a direita tanto realça?
Bispos dos EUA e França estão preocupados com o debate sobre a imigração em seus países:
“As medidas cada vez mais restritivas adotadas contra os imigrantes são concessões a uma opinião pública dominada pelo medo” - indicou a conferência episcopal.
Os bispos criticam mais uma vez a idéia de uma ‘migração seletiva’: “os cristãos recusam a idéia de escolher entre bons e maus imigrantes, entre clandestinos e regulares”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Que país é este, afinal?

3 capas de 3 discos de 3 bandas brasileiras de referência.
Em todos estes discos está lá a pergunta em forma de música: "Que país é este?".
Infelizmente, é uma música que não sai de actualidade.
Basta colocar "Que país é este?" no Youtube, que quase saltam para fora da tela do computador as centenas de versões tocadas por dezenas de bandas do Brasil.
E aqui em Portugal é lembrada muitas vezes também.
Cada vez que a música é tocada vem a questão: "Que país é este?".
Desde a sua primeira aparição no Fantástico, tocada pela Legião (aliás, a música é da autoria destes) passando pela excelente versão dos Paralamas do Sucesso, no seu albúm Acústico, e mais recentemente na versão revisitada "Aborto Elétrico", do Capital Inicial, "Que país é este?" é uma música simples, única, actual, eterna, triste e contestatária.

Que país é esse?


É evidente que dedico esta entrada para o Senado brasileiro...

Acho que o Renato Russo, quando escreveu esta letra e a Legião Urbana, quando a tocava, imaginava alguém como o Renan Calheiros acompanhado daquela gentalha que habita nossas instituições republicanas, democráticas e sem-vergonha...
Introd.: (Em C D)
(Em C D)
Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituicão
Mas todos acreditam no futuro da nação
(Em C D)
Que país é este 4x
(Em C D)
No Amazonas, no Araguaia iaia, na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
(Em C D)
Que país é este 4x
(Em C D)
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
(Em C D)
Que país é este 4x

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A mala perdida

Há a "bala perdida". E há também a "mala perdida".
A primeira é um drama que afecta alguém e que é perpretado por um anónimo.
A segunda decorre de um incidente praticado diariamente no Aeroporto de Lisboa. Será incidente, se acontece todos os dias?
Infelizmente não deixei um telemóvel, nem sequer um cartão de telefone, para que ela possa me dar notícias sobre o passeio que resolveu fazer. Mas espero que ela esteja bem e que aproveite as roupas e sapatos que leva dentro de si.
Se o seu destino for a Sibéria, tem em seu interior casacos e blusões. Se for para Cancun, pode servir-se de um calção. Se não quiser fazer topless, poderá vestir uma das várias tshirts, inclusive aquela que adquiri no Uruguai, que diz "nuestro norte es el sur".
Fico um pouco preocupado com o facto de ela ocasionalmente viajar para locais onde não esteja habilitada com um visto de entrada ou de trabalho. Será difícil sobreviver se não tiver como vender as roupas que leva ou trabalhar em alguma empresa de transportes. A sua única salvação, em tais casos, será a da adopção por parte de algum habitante do país de acolhimento. Estudar é óbvio que não será possível, devido ao grande preconceito que existe, de que as malas grandes não são boas para levar às universidades, escolas ou bibliotecas. Será difícil obter uma bolsa enquanto se mantiver esta discriminação.
Ainda por cima, ela é uma mala modesta e humilde, não sendo titular de acções em grandes bancos internacionais. Nem sequer tem um cartão de crédito Mastercard, Visa, ou mesmo um de débito Maestro, com o qual possa se manter. Mais valia perder-se se fosse a mala de um doleiro.
Enfim, se alguém encontrar uma mala sem uma alça, que, sem rodeios e fugindo a hipocrisias, é minha propriedade, agradeço que a retenham e tranquem-na num lugar seguro, que até pode ser escuro (pois as malas tem visão noturna - já viram elas perderem de vista o que guardam, mesmo quando dormem naqueles armários super escuros?) e herméticamente fechado (todos sabemos que as malas respiram outros elementos do ar que não o oxigénio, uma vez que são capazes até de sobreviver em lugares onde o ar é rarefeito).
Peço ainda que me comuniquem de imediato o sucedido.
Em princípio ela é uma mala pacífica, pois nunca a vi envolvida com grupos terroristas ou portando literatura subversiva. Por isso, se a encontrarem sozinha em algum lugar, não há motivos para alarme - ela não estará escondendo uma bomba em seu interior, mas apenas roupas e tshirts pacifistas, como a relativa à associação "Tribunal Iraque" ou a da "Attac Portugal" ou ainda a da "Correr com o racismo".
O único alerta que faço é para a questão de que a minha mala tem dupla personalidade. De facto, ela, em suas etiquetas espalhadas pelas alças (que ela prefere chamar de brincos, pois é vaidosa) diz viver não só em Lisboa - Portugal, mas também em Canoas - RS - Brasil.
Além de vaidosa é uma mala extremamente extrovertida, comunicando em seus próprios brincos (!) os seus telefones e endereços.

domingo, 16 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Regresso

Entro em procedimento de regresso.

100 - 2007

Contra as minhas expectativas no começo do ano, a Aldeia chega agora a, pelo menos, 100 posts em 2007.
Este é o 100.
Não sei o que pensar destes posts objectivos, estatísticos, secos e sem sentido, mas simpatizo com eles e pretendo prosseguir a sua redacção sempre que me lembrar.