sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Revolução!

Chegou a revolução antiqueda
Dercos Aminexil SP 94
É o anúncio que consta na página 17 do Público de hoje.
Na mesma página, a paredes meias, é publicada uma entrevista a Tarso Genro, importante figura do Partido dos Trabalhadores. Tarso fala sobre a candidatura (e já agora, reeleição) de Lula à Presidência do Brasil.
Ora, tal anúncio encerra em si um bom lema de campanha.
Se bem que aquela parte do "SP" poderia se relacionar com o Estado de São Paulo, que muito penalizou Lula no primeiro turno frente ao direitista Geraldo Alckmin.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

O que é o real?

Duas perspectivas de uma mesma realidade.









Todos somos matéria e sombra.
Aconselho a leitura desta frase com um ar sério e cavernoso. Poderá ter hipótese de servir de mote a um programa "Prós e Contras" da RTP.










A placa em questão, que sinaliza os Correios, fica em Óbidos, na Praça de Santa Maria.
As duas fotos foram tiradas no mesmo minuto, em algum dia de Agosto de 2006.

Nova galáxia

Estava em Santiago de Compostela, na Casa das Crechas.
A música celta emanava e enchia todo o espaço do bar. Aproveitei o ensejo para tirar a foto desta estrela que pousava sobre a mesa.
Foi muito interessante o meu relacionamento com esta cerveja.
O primeiro momento foi de grande cepticismo: deixa-me eu provar esta cerveja que bebem aqui... De certeza que não é melhor que a Super Bock...
Depois veio um momento de surpresa, pois gostei muito e passei a considerar a comparação muito difícil, optando eu pela politicamente correcta, mas não inverdadeira, expressão "são as 2 muito boas, mas diferentes".
Seguiu-se uma fase de extrema exaltação, de enorme prazer, inatingível com outra qualquer bebida, que se traduzia em chegar no balcão e pedir "uma estrela"!
O regresso a Portugal trouxe a saudade, que só foi atenuada quando a vi no "Avante" e pude ter um momento de nostalgia com a estrela em versão enlatada.
Mas a estrela, como tudo, não chega a ser perfeita. O dia de suprema perfeição chegará quando em seu rótulo estiver o seu nome escrito na sua identidade própria, em galego reintegrado. Aí teremos uma Estrela Galiza cheia de orgulho de si, onde conteúdo e forma irão ser tão entusiasmantes que todos giraremos à volta da única estrela capaz de substituir o Sol e de criar uma nova lógica na nossa galáxia.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A trompetaria rapaziana

Sei que este rapaz que ri lá do alto, perante a nossa tentativa de mirar-lhe os olhos sem cruzar a nossa vista com o Sol, fica no topo de um pequeno teatro localizado no "Sítio" na Nazaré. Não me lembro o nome do teatro e não sei o nome do rapaz, mas quem souber alguma das denominações deixe um comentário "em anexo".
Apetece perguntar ao moço: ainda te ris com as chuvadas que andam a cair por estes dias?
Ainda pergunto mais: isso é um sorriso mesmo ou é um esgar apavorado, motivado pelas cornetas que tocam em uníssono, mesmo ao lado dos teus ouvidos, numa infinita sinfonia de uma nota só?
Em Agosto gargalhavas enquanto eu me desviava da multidão que, literalmente, cobria a Nazaré.
O assador daquele polvo fantástico bem dizia, enquanto comíamos depressa para dar lugar ao próximo: "a Nazaré no inverno é o paraíso". Soaria engraçado se fosse: "A Nazaré no inverno é um inferno".
Sinceramente, não sei se os emigrantes luso-franceses optam de livre vontade por visitar o inferno no verão.
Eu? O que eu estava fazendo lá? Ora, eu cai lá meio acidentalmente, mas, confesso, fiz um esforço e consegui (mesmo, é verdade!) aproveitar ao máximo.
No entanto, não comi, ainda, o famoso carapau seco. Salvo o devido respeito, como se come aquilo?

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Assumir

De repente, depois de algum tempo, parece que as coisas começaram a voltar ao lugar.
Que bom.
Assumir de novo o rumo da vida.
Bem, que frase tão optimista - já fazia falta.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Desafios

A vida é duríssima, mas felizmente cheia de desafios.
E esta semana comecei um enorme desafio.
Aliás, isto é que tem justificado (arranjo sempre umas desculpas para não escrever, apesar de gostar tanto de o fazer) a falta de escrita deste blog.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Duríssima

"A vida é dura, não é?
Pode explicar-me porque a vida é tão dura?"
Dona Fátima, hoje

3 anos!

Deixei passar ao lado, sem qualquer festejo, o dia 8 de Setembro.
Mas o que é o 8 de Setembro?
É uma data importante para mim, pois é a data de comemoração do terceiro ano do meu blog, fundado em 8 de Setembro de 2003.
Parabéns Aldeia!

sábado, 16 de setembro de 2006

Nossa América

O futebol é uma alienação.
É sim.
Não tenho dúvidas.
Mas eu não podia descansar enquanto não compusesse o post anterior.
E este negócio de que "futebol é alienação" é bom de dizer enquanto não se ganha a América toda de uma assentada. Enquanto não somos proprietários de um continente inteiro.
Agora sou dono de Galápagos, Patagónia, Chiloe, Malvinas, Machu Pichu, Santiago do Chile, as missões, Amazónia... tudo! É, sem exagero. Basta eu andar com o bonézinho do Inter e tenho todas as portas abertas.
O Internacional passou a controlar tudo. Porto Alegre é a capital de um império de dimensão continental.
No entanto, decidimos não fechar as fronteiras... E não pretendemos ser hostis.
Somos pacíficos e respeitadores das culturas locais.
Porém, há algo que não se pode abdicar, algo que tem de se respeitar.
Algo inegável e que ninguém tem capacidade de discordar:
A América é vermelha!!!!
Elevar a bandeira do Inter no alto!

Lá, bem em cima!

Viva o Internacional de Porto Alegre! O campeão da América do Sul! O campeão da Libertadores da América!

A América é vermelha - cor do colorado!

Celeiro de Ases (Nélson Silva)
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Leva às plagas distantes
Feitos relevantes, vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias, orgulho do Brasil
É teu passado alvirubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul

Os heróis da final:
Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel, 33' 2ºt)) e Jorge Wagner; Rafael Sobis(Ediglê, 33' 2ºt) e Fernandão.

Atenção: as fotos e desenhos são tirados do site dos campeões e do www.clicrbs.com.br

Refrão

Liberdade para dentro da cabeça!
Diz o refrão da música.

Não está!

Escrever umas bobagens na internet é tão bom.
Às vezes, como agora, é só o que dá vontade. Escrever umas linhas que findam em si mesmas. Transmitir meia dúzia de palavras despretensiosas, por consideração a um blog que parecia estar parado no tempo.
Mas que não está.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Oxigénio

Minhas mãos andam afastadas do teclado, mas a minha alma está irrequieta.
Saio das profundezas do trabalho por um instante, venho à superfície por um pequenino momento, respiro, e de imediato regresso para a envolvência das tarefas, alimentando-me do plâncton peticional incessante.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Aquecer!

É sempre preciso SOL para desemperrar algumas situações que não descongelam.
Por isso vou encher meu blog com esta estrela.
Toca a aquecer!

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

No topo da América

No clicrbs
16/08/2006 23h59min
Colorado é o campeão da Libertadores da América
Time de Abel empatou com o São Paulo em 2 a 2 no Beira-Rio
O Inter empatou com o São Paulo em 2 a 2 na noite desta quarta e sagrou-se campeão da Copa Libertadores da América 2006 diante de mais de 55 mil colorados que foram ao Beira-Rio. O capitão Fernandão e o motorzinho Tinga marcaram os gols do Colorado. Fabão e Lenílson descontaram.
Mesmo com a vantagem conquistada depois da boa atuação e da vitória em São Paulo, o discurso antes de a bola rolar era único: manter os pés no chão. Afinal, o adversário viria cheio de determinação para defender o título que conquistou no ano passado. Então, quando a bola rolou...
As duas equipes criaram boas chances desde o início. Foram à frente com qualidade, deixando o grito de gol engasgado na garganta por diversas oportunidades.
Fernandão ensaiou a explosão colorada aos 14 minutos, após receber lançamento de Jorge Wagner na intermediária e escapar da marcação, mas a bola correu demais e Ceni fez a defesa. Mas a festa em vermelho e branco começaria 15 minutos depois. E, de novo, com Fernandão.
Jorge Wagner alçou a bola da direita e Ceni falhou dando rebote. A bola pingou na área e o capitão Fernandão escorou para o fundo das redes. O que era bom – jogar pelo empate – estava ficando muito melhor com uma vitória.
Mas Fabão resolveu jogar um balde de água fria nos ânimos da torcida logo no início da segunda etapa. Aos seis minutos, o zagueiro recebeu no lado direito da área e chutou cruzado, de perna direita: 1 a 1. Na soma dos dois placares, o Inter vencia por 3 a 2 e ainda levantava a taça. Porém, se sofresse mais um gol, teria de agüentar a prorrogação.
Tinga, então, fez a nação colorada ficar muito mais confiante de novo. Ceará chutou, Ceni defendeu, Fernandão pegou o rebote e passou para o motorzinho, que só escorou e correu para o abraço. De tão empolgado, Tinga levantou a camisa na comemoração com os companheiros. Acabou expulso pelo árbitro Horácio Elizondo, que comandou a final da Copa do Mundo da Alemanha. Isso tudo aos 19 minutos.
Com 10 homens em campo, o Inter precisou de toda a valentia de seus atletas para segurar a pressão do campeão do mundo. E foi tanta pressão, que quase estragou a festa dos donos da casa. Clemer falhou aos 39 minutos, mas Lenílson não. Depois da bola levantada na área, o arqueiro colorado acabou soltando e o são-paulino mandou para o fundo das redes: 2 a 2.
Esperançoso, o tricolor paulista pressionava por todos os lados, cavando escanteios e alçando bolas na área. E o Inter se defendia bravamente, só esperando o apito final. E quando ele finalmente foi ouvido, a festa tomou conta do Beira-Rio. Em 97 anos de história, o Colorado conquistava a América pela primeira vez, e de uma forma tão louvável.
A torcida permaneceu no estádio, comemorando, enquanto Fernandão erguia todos os troféus, cercado por todos os atletas, comissão técnica e dirigentes colorados. Depois, veio a volta olímpica.
Que campeão do mundo, que nada! Que venha o Barcelona, no Japão!
Mariane Hahn
mariane.hahn@rbsonline.com.br

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Alminhas miseráveis

"Não há volta sem revolta"
Diz uma "pintada" na Rua São Pedro de Alcântara, em Lisboa.
Um dia, as pessoas vão acordar e vai-se acabar a pouca vergonha destas alminhas miseráveis que nos andam explorando a todos.
Estamos mesmo sustentando umas brutas vidas!
Temos que apertar o cinto, mas os banqueiros continuam tendo lucros extraordinários, batendo recordes atrás de recordes!
Pudera, convencem-nos de que se necessita apertar o cinto, fomentam o desemprego e o pobre trabalhador assalariado trabalha a qualquer preço.
E nós claro, ao invés de mandarmos isto tudo para o espaço, temos de ir tentando ajeitar a nossa vida do jeito que dá, neste sistema completamente viciado e imerso em corrupção e exploração.
Triste ilusão a dos que pensam que isto vai ao lugar em breve, e assim, connosco em casa, na frente da televisão.
Maior ilusão a dos que pensam que os governantes que conseguem chegar ao poder querem mudar o sistema que lhes faz sobreviver.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Os palrantes

Era quieto.
Às vezes, nos seus momentos de quietude, todos pressentiam que cerrava os lábios para ser conciliador.
Era verdade.
Naquele dia de sol, porém, ele já não estava disposto a isto. Não queria mais consenso algum para qualquer assunto. Não queria mais ser desrespeitado, não queria mais fazer favores para receber em troca os pés que o pisavam como recompensa.
Não queria mais ter de fazer tudo e ter como retribuição envelopes onde deveria enfiar as justificações por tudo o que fazia e por todos os tornados que colhia no sopé da montanha de cinzas. Onde haviam colocado as borboletas prometidas?
Acordou de repente e pensou nisso durante a nova caçada.
Discutia-se o motivo pelo qual o vento escapava das redes, a razão para o facto de das cinzas não brotarem flores. Procurava-se uma resposta. Pensava-se numa estratégia. Era a centésima primeira discussão em torno de tão importante tema. Tomavam-se sempre decisões de variadas medidas que não iriam se implementar até ao dia da próxima deliberação e definição de novas estratégias.

"Temos de tomar decisões para implementar as medidas!", "Iremos executá-las com brevidade, mas aguardamos a entrada em funções da Comissão de Implementação, que está a ser constituída", disse um orador inflamado. Todos, ou quase todos, bateram palmas.
Então ele se levantou no meio do discurso inócuo de mais um palrante e tirou a estrela brilhante do seu bolso.
A surpresa foi tripla.
Não sabiam que ele era astronauta.
Não entendiam como ele conseguia voar.
Não conheciam aquela estrela, tão iluminada.
Ele também confessava-se a si mesmo que não tinha ciência para tanto, mas ia empreender à mesma aquela viagem.

The Answer Lies Within

Look around,
Where do you belong
Don't be afraid,
You are not the only one
Don't let the day go by,
Don't let it end
Don't let a day go by in doubt,
The answer lies within
Life is short, so learn from your mistakes
And stand behind, the choices that you made
Face each day with both eyes open wide
And try to give, don't keep it all inside
Don't let the day go by
Don't let it end
Don't let a day go by, in doubt,
The answer lies within
You've got the future on your side
You've gonna be fine now
I know whatever you decide
You are gonna shine!
Don't let the day go by
Don't let it end
Don't let a day go by, in doubt
You re ready to begin
Don't let a day do by in doubt
The answer lies within

Música: Dream Theater
Letra: John Petrucci

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

"Compostela sem estudantes é como um jardim sem flores."
Outra frase que ouvi na Galiza.
Como estamos no verão, os estudantes estão de férias em suas casas, deixando a cidade entregue à turistada.
A propósito: estarei eu incluído neste "turistada"?
"Os selos do Rei tem de ser colocados de cabeça para baixo."
Disseram-me na Galiza.