quinta-feira, 8 de março de 2012

bom demais de ler

isso tudo para dizer q estes posts são uns disparates. mas é engraçado de ler. é bom ver esta criatividade toda. se não fossem eles talvez não viesse tanto ao 5 dias.
como eu o percebo - talvez melhor do que ninguém!

sobre cartas e formalismos

adoro trocas de cartas formais que rapidamente perdem os drs e etc e tudo já são letras pequenas e acentos desaparecem e já andamos em "um abraço forte, com amizade". a ver se vamos mas é jogar à bola, que já ouvi dizer que também há. é a próxima.

sempre

dia 6 fez um ano e eu não me esqueci. pensei nela o dia todo. mas não escrevi aqui de propósito sobre a sua viagem. na verdade, ela nunca deixou de estar presente. e também por isso, quando entrei naquele lugar na terça-feira, fiquei pensando se ela o conhecia e que, caso não conhecesse, eu estaria mostrando. um dia ela me dirá.

sing again

hoje voltei a falar do concerto do glenn jones, com detalhe. basicamente, pelo que vou percebendo, é uma das coisas para as quais eu gosto de usar a voz - que já está muito melhor: posso voltar a cantar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sobre canções e lugares

há uma canção com o mesmo nome - wish you were here - só que da avril lavigne
acabei de descobrir - tem é lágrimas demais no vídeo

voz

Apenas acenar a um olá, mas dar um sorriso. Ao tudo bem? o mesmo procedimento. A quase tudo que envolva verbalização, o mesmo procedimento. Não tentar falar. Ir à farmácia - falar :s com o farmacêutico. Comer um bitoque com batata frita, por não querer explicar o sem batata-frita - uma supérflua fala, desgastante. Não agradecer quando nos deixam passar numa porta é um pouco constrangedor. Ir ao café e abanar o dedo para dizer logo que não ao café do costume e apontar com convicção para os halls ali ao pé da prateleira com espelho.
Ah! Estou afónico hoje, sim.

terça-feira, 6 de março de 2012

artistas

talvez relacionado, talvez não, no domingo vi a exposição do(s) fernando(s) pessoa(s) na gulbenkian e "o artista", no king. dois bons programas.

domingo, 4 de março de 2012

o mito de Rory Gallagher

hoje o meu queridão LL colocou no meu fb: 
Este é o guitarrista de que te falei. Um dia terão perguntado ao Jimmy Hendrix: "Então, Jim, que tal é ser o melhor guitarrista do mundo?" E ele respondeu: "Não sei, perguntem ao Rory Gallagher..."

rose

e a última história que ele contou foi como ficou preocupado que ia fazer uns shows com jack rose (cujo tour - não sei se europeu - ele disse que se iniciou na zdb). além de jack ser um guitarrista fabuloso, que comia ao pequeno-almoço os que tocavam com ele, disse que tinha medo de perderem a amizade. conheceram-se num show de rose e ficaram logo amigos porque glenn - na plateia - era o único que sabia o autor de uma música que foi tocada. é isso - grande show hoje - momento absolutamente único.

sem lyrics

ouvi aquele guitarrista, sem lyrics, sem um molde predefinido e vi que ele contava estórias com a guitarra. foi a minha grande influência. ele precisou de 4 anos para vender as 95 cópias do seu primeiro disco. mas depois ficou famoso - todos o queriam ouvir. ele odiava ser colocado num pedestal. ele tinha esta característica: se o colocavam num pedestal ele até ficava hostil para mostrar às pessoas que não era assim que queria ser tratado, que ele era humano como outro qualquer.
pelo que percebi ele falava de john fahey

diferenças

gosto de trazer uma ou duas músicas novas, que ainda estou trabalhando, como a próxima - que não está fechada - para o palco. quando estou ouvindo um show gosto de perceber que o músico está criando músicas diferentes. um concerto vale mais a pena com algumas notas fora de tom e com uma ou outra corda partida.
e eu totalmente conquistado a ouvir isso.

boring understood everything, ou algo do tipo

esta música já gravei duas vezes. e nunca consigo tocá-la igual às gravações. não sei porquê. na verdade acho que ainda não consegui compreendê-la na totalidade. mas não me importo, é aborrecido compreender todas as coisas.
esta foi a primeira maravilha verbal da noite

zdb e glenn

o show de glenn jones hoje na zdb foi poesia pura. e fazia tanto tempo que eu não ia à zdb! acho que a última vez foi para ver norman. e vi lá o norberto tocar também. foi muito bom regressar. glenn jones tocou a sua guitarra acústica e suas melodias super americanas. foi muito muito bonito. e depois começava a falar - tão bom quanto ouvi-lo tocar.

trancado

a diferença é que da outra vez que um cd encravou no cd player do carro era skank - já ouvido e já gasto. desta vez é glenn jones, novinho. pode ficar lá trancado algum tempo. vou gostar de ouvir.

sábado, 3 de março de 2012

sobre atrasos

acabou de descolar. q bom q houve este atraso tão bom e tão bem aproveitado.

sexta-feira, 2 de março de 2012

as minhas

as minhas influências também são muitas. mas não sei quais são. não tento imitar. chateio-me com tablaturas. fico enfadado em repetir, em fórmulas. uma das razões para sair das aulas de guitarra - que paradoxalmente foram as que me devolveram todo este gosto por tocar - foi ter visto que já não queria repetir, queria fazer alguma coisa minha, mesmo que estranha.
mas há sim uma influência do ponto de vista motivacional. ia eu A5 afora e adentro distribuir tempos de antena numas eleições e dias antes de começar a tarefa chegou na fnac o cd que encomendei quase no escuro: electric tears. lembro direitinho de estar na travessa do corpo santo, antes de me enfiar no Cais do Sodré em direção à Cruz Quebrada e ouvir as primeiras malhas de electric tears e pensar uau, isto é do melhor que há. afinal há tudo isto! este disco foi o que aguçou a minha vontade de experimentar mais. escolho duas músicas de um cd para mim perfeito.
electric tears é uma música de silêncios

apesar do cd ter várias músicas lindas e talvez melhores mustang foi totalmente revolucionária na época para mim

influências

outro dia estava numa festa e perguntaram-me e ao meu queridíssimo amigo ao meu lado o que os understood tocam. parecem-se com o quê? e o bom é que nem eu, nem ele - a falar de fora - soubemos explicar. é ouvir. e as influências? a mesma resposta... como saber?
são imensas. com o que se parece? com várias coisas.

a grama, aquelas árvores, a pracinha, o balanço fora do lugar

hj de manha quando estava esperando a Bri para virmos trabalhar! me lembrei que no ano passado o meu vizinho de cima era tu

quinta-feira, 1 de março de 2012

idas e vindas, destinos, sentidos,
há tanto mar, tanto mar, que mais junta do que separa,
há o atravessar, o regressar, o perder, o ganhar, o voltar, o abraçar,
há o tempo, o espaço,
talvez dispersos, mas sempre agregados num momento

político e jurídico

Foi dito com tanto ênfase o nome do Senhor Professor que pensei que tínhamos voltado ao tempo da Glosa de Acúrsio ou do Comentário de Bártolo. Mas não. No fundo a interpretação do mesmo não passa de uma opinião, como outra qualquer. A questão é muito controversa, óbvio. Nunca disse o contrário. Porém, não é bom plantar coisas na Constituição que não estão lá, pelo menos com este prisma de como se estivesse e com o intuito de restringir. Como se o prolongamento da Constituição pertencesse só a alguns - ainda por cima fora dos órgãos de soberania.
Giro é ver isso dos argumentos políticos em parte travestidos de técnicos - coloco desta vez a questão assim, em parte, porque a CRP não resolve mesmo isso. Podemos falar de uma prática então - não de que isso seja o que fulano defende e que por isso não se pode questionar. Aliás, confesso que olhei até com boa vontade para a perspectiva. Para mim é mesmo só uma interpretação - podia ser esta ou outra. A letra não esclarece de forma alguma - até acho que vai mais para o lado que defendo e depois se enfiou a tal doutrina por cima, preventivamente.
O engraçado nisso tudo é outra Senhora Professora, também reconhecida, e do outro lado, ter dito que nós tínhamos razão, apesar da tão unânime rejeição da nossa interpretação clandestina.
Apesar de às vezes ser melhor não o conhecer com muita atenção, tenho vontade de um dia ver se acho resposta no legislador histórico.