quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
preço
Ao contrário, o preço baixou 20 cêntimos.
horas
As coisas boas não escolhem a hora para acontecer. Felizmente. Ou escolhem. Felizmente também. A qualquer hora, é sempre bom.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
CH e CBL
Logo que entrei na CBL, pouco antes de "fechar" a "legalização" pela entrada em vigor do DL 34/2003, o CH me chamou (eu recém chegado na cbl) e fomos nós os dois para a Costa de Caparica ajudar dezenas de pessoas a ajeitarem a sua papelada para se regularizarem. Ficamos até super tarde, era fim de semana. Mal nos conhecíamos. Lembro-me muitas vezes disso. Lembro de estarmos muito preocupados, mas trocarmos umas quantas brincadeiras sobre como algumas pessoas que nem sabiam nem ler, tinham conseguido viajar tão longe. Lógico que nunca com o intuito desvalorizar, antes pelo contrário. Estas jornadas de trabalho sempre marcaram muito a relação que tenho com o CH na CBL. Fora da CBL ele tornou-se um daqueles amigos que não troco por nada. Desde aquele dia na Costa, com as nossas diferenças e ao mesmo tempo com nossas semelhanças e com um grande respeito e admiração, que acredito serem mútuas, nos encontramos centenas de vezes para trabalhar e tocar a CBL para frente. Com o CH a palavra é mesmo essa: trabalhar.
Enfim, ando elogiando para caramba o CH ultimamente, com muita sinceridade.
Começou
Sábado foi a AG eleitoral. Definiu-se a comissão eleitoral. A entrega das chapas ficou definida para 18 de Fevereiro. As eleições serão a 4 de Março.
Gosto disso do voto secreto na CBL e gosto do processo transparente. Prezo infinitamente a preocupação que a CBL sempre teve em fazer tudo certinho nos processos democráticos. Há associações onde os dirigentes não se preocupam muito com isso.
Depois da AG, a chapa que apoio (que talvez seja a única) se reuniu. Fui convidado para a Direcção. Senti-me muito prestigiado. A possibilidade de continuar ajudando a CBL, à curta distância de um oceano e de dois ecrans de computador é tentadora e é ao mesmo tempo realista. Sei que uma chapa se desgasta, sei do grande desafio que a CBL tem pela frente, que há cada vez menos activistas, de como vai ser duro para o, espero, futuro presidente (que merecia mais do que todos descanso, pelos trabalhos geniais que fez). Mas tenho a certeza de que ele é o mais apto, tenho a convicção de que temos uma excelente lista de pessoas, e tenho a honra de integrar uma lista encabeçada pelo CH.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Prazeres, proibições e hipocrisias
Lido no Anti-Blog de Criminologia do Salo.
saudades do vinil
por um lado tenho saudades da cassete e do vinil. o contacto com os procedimentos de gravação eram mais burocráticos, mais demorados... coisa boa... aquele negócio de virar o disco, rebobinar a cassete... e ouvia-se mais vezes o disco todo. não havia o repeat de uma canção ou o shuffle, ou o shuffle de 3 cds (meu deus, como gostava de fazer isso na anterior aparelhagem). enfim, prós e contras...
e veio isso tudo à minha cabeça a propósito de cure
Vivia na Lucas de Oliveira, 1853, apartamento 302. Tinha 10 anos. O Rafael era muito mais velho: tinha 13. Morava no 303. Os pais dele tinham 3 discos (de vinil, claro) dos The Cure. Lembro-me direitinho do dia em que os levei para casa e os gravei. In beetween days e close to me, claro, estavam lá
E lembro-me tão bem de acordar cedo, em domingos de manhã seguintes a festas do meu irmão, quando moravamos na casa da Avenida Bagé. Acordar cedo para ir para o som e aproveitar os discos da festa e gravar tudo o que pudesse enquanto as pessoas não os levavam de volta. Daqui veio U2, Pink Floyd (The Wall), muito Supertramp, Barão, Cazuza, Paralamas "o passo do Lui", Legião, essas coisas... Acho que isso era em 1984 ou 1985, porque em 1986 já estavamos na Lucas. Eu tinha 8 ou 9. Teve o RPM antes, claro. Mas música a sério começou com o Legião Urbana I e com o Camisa de Vênus, provavelmente os primeiros discos que comprei com economias minhas. Legião I comprei no Zaffari perto da 24 de Outubro.
A-Ha, Alphaville, under a red blood sky de U2, Peter Gabriel, isso foi tudo em São Paulo, no apê da Raquel, nos tempos dos inícios dela na Varig. Com ela vi pela primeira vez o clip de "close to me".
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
mina post-rock
Acho que já escrevi sobre isso. Mas repito, porque me apetece falar sobre coisas boas.
Esse novo universo musical "post-rock", que encontrei, faz-me um bem inacreditável. Já andei viajando pelo ambiente e new age (via lastfm), mas acho que essa nova (nova para mim, claro!) onda post-rock sempre esteve presente e até tem mais a ver comigo. Acho que foi por isso que fiquei tão entusiasmado quando ouvi Norman pela primeira vez, em 2004. Também devo ter sido dos que gostou mais do show de "how comes the constelations shine" - uns portugueses que vi na fonoteca, não sei quando e por mero acaso (não os conhecia de lado nenhum e quis ir ver o que era, sem saber nada deles). How comes já sumiu de tudo, até do myspace. Mas teve o grande mérito de me servir como porta para uma mina de sons novos, como este "you", dos "the best pessimist".
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Coisas boas
Coisas boas de chegar mais cedo a uma reunião. Poder trabalhar no computador, no meio de um ambiente frenético, ouvindo the echelon effect. Tudo fica diferente - para melhor.
e as directivas muitas vezes são más
(...) O problema (e a solução) em muitos dos assuntos relacionados com as leis de imigração é que se vamos depender das directivas nunca tentaríamos mexer em nada, porque está quase tudo em directivas. Se é um assunto importante, a minha opinião é a de que se deve discutir. (...).
Extracto de um mail que acabei de enviar.
função
Às vezes noto, tão bem, como o meu trabalho (e o de outros com a minha especialização) consiste em criar uma certa atrapalhação no que as outras pessoas, por não saberem todos os obstáculos que existem, insistem (e talvez bem) em simplificar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
a nova tecnologia: book
O vídeo é genial.
ontem
O ensaio de ontem foi muito bom. O som estava muito melhor. As guitarras estavam amplificadas com os meus Peavey e Roland pequeninos (de 50 e 20 watts), ligados por microfone à mesa. Estes amps guardam o som das guitarras dos UP dos Domingos de tarde onde as canções surgiram. Levá-los foi uma trabalheira que valeu a pena.
The sea and the rocks foi miseravelmente tocado por mim, com a única sorte de que ninguém conhece a música. É o normal. Levei 2 horas outro dia a relembrar-me dela. Tenho dois desafios: tocar bem ela (estar zen), sozinho, a abrir o concerto, e outro, que espero que menos complicado: acertar o som. Ou seja, tenho de tocar sea, pelo menos 3 vezes por dia até ao dia 11.
De resto, foi um óptimo ensaio. Amanhecer ficou cheio de cores com a amplificação nova (recheada de reverb pelo jota) e requiem ficou bem tocado.
Enfim, com a bateria de ensaios duplos que vamos fazer, mais gravação, acho que no dia 11 no Bacalhoeiros vamos estar em forma e com 50 minutos de música.
ficou assim

Understood Project (UP)
Uma banda instrumental e por vezes experimental de Lisboa, com a formação de rock clássico de duas guitarras, baixo e bateria.
Os UP nasceram em 2010, resultado do convívio dos dois guitarristas e amigos Guz (Gustavo) e Jota (João Mendes), que se encontravam para trocar umas "malhas" e uns "riffs". Com o amadurecimento do projecto e já com uma sonoridade muito própria, sentiram a necessidade de tentar ampliar as suas composições noutros formatos.
Com a entrada do baixista Tom V. (Nelson Belém aka Dj Tom Violence) e do baterista Zumbi (Humberto), amigos e cúmplices de longa data e de outros projectos, as paisagens sonoras ganharam um novo exponencial, tão grande quanto a cumplicidade dos quatro músicos.
o zumbie acertou bem a cena. ainda há uma foto tipo boys band com gajos que não sabem estar na frente de uma máquina.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
tentando entender II
Os Understood Project (UP) são uma banda instrumental e por vezes experimental de Lisboa, com a formação de rock classico de duas guitarras, baixo e bateria.
Os UP nasceram em Março de 2010, com o convívio dos dois guitarristas e amigos Gus(tavo) e o Jota (João Mendes), que se encontravam para trocar "malhas" e "riffs". Quando as canções já tinham forma e com uma sonoridade muito própria, sentiram a necessidade de tentar ampliar as suas composições noutros formatos.
Com a entrada do Baixista Tom V. (Nelson Belém aka Dj Tom Violence) e do Baterista Zumbi (Humberto), dois outros amigos e cúmplices de longa data e de outros projectos), em Setembro, as paisagem sonoras ganharam um outro exponencial, que não se chegaria lá por palavras.
4 histórias que convergem numa sonoridade despretensiosa mas intensa.
4 amigos que se juntam para tomar um copo enquanto se deixam absorver pela música.
o tv pôs ordem na minha bagunça de ideias e apresentou isso.
tentando entender
Understood Project - Ou a história de 4 instrumentistas que se juntaram com o objectivo exclusivo de passar bons momentos tocando. 4 histórias que convergem numa sonoridade despretensiosa mas intensa. 4 amigos que se juntam para tomar umas cervejas enquanto se deixam absorver pela música.
Falta aquela mais importante: 4 amigos que tentam estourar os tímpanos enquanto bebem uma cervejita. Mas não sei como isso seria recebido.
Cavaco reeleito
Ricardo Paes Mamede, no Ladrões de Bicicletas
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
novo
Desta vez a agenda de despedidas faz-se noutro lugar.
É muito diferente.
gravações no myspace
Algumas músicas de UP, gravadas com o aparelhómetro (nome levemente irónico que demos a um gravador zoom) estão disponíveis hoje no nosso myspace.
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