terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ten Words

Andei para aqui, tentando escrever um post. Não conseguia escrever muito, apesar de ter usado muito vocabulário. Depois, vi que tudo podia se resumir em ten words. Um bom instrumental nos dispensa da formalidade da palavra.

The end

Ontem terminei a trilogia Millenium. Acabei a rainha do castelo de ar. Comecei a ler os livros de Larsson em meados de Agosto.
Felizmente não ficam pontas soltas! Estava ansioso com isso. Quando achei que o livro estava terminando aconteceram coisas! Pensei "queres ver que isso fica sem solução? O que será feito de mim, com essa dúvida?". Mas não.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

palavras

Gostei da palavra intervalo. É conveniente, verdadeira, flexível e humana.

Gran Torino


Gran Torino é um filme emocionante e que revela aspectos muito verdadeiros da vida. Mostra como as pessoas podem ser contraditórias no discurso e na acção. E de como as acções valem mais do que as palavras.
É por aí que vai a minha análise, para fim de conversa, ou intervalo (em muitos mais sentidos do que se possa pensar). No entanto, sei que terá de haver mais desenvolvimento. Não sei se saberei concretizar melhor.

Balanços

Quando responder por escrito para uma entrevista é um verdadeiro balanço sobre a própria vida, Lisboa, trabalho, expectativas e metas.
Ainda faltam duas perguntas.

uma nova


Ontem tivemos ensaio dos UP. Foi uma surpresa. Não era para haver. O TV veio com um baixo diferente para poder chegar a horas, minutos depois de ter chegado do norte.
Trabalhamos numa música nova, do JP. Bells e Flyin ficaram mais soltas. Aliás, tocamos "a melhor flyin de sempre" segundo as palavras de um dos integrantes da banda, que também escreve no blog aldeia blogal. A diferença, simplesmente, foi uma terceira volta, de improviso, com uma sonoridade muito mais relaxada.
* na imagem: um dos logos dos understood project.

filmes do findi

No Sábado vi dois filmes de muito amor. Revi lost in translation (tirando os primeiros quinze minutos) que se enfiou como uma excelente surpresa no meu zapping de Sábado à tarde. E vi José e Pilar.
Vi lost in translation em 2004 - a primeira e única vez eu acho. É um filme de silêncios cheios de palavras. De hesitações, reflexão e pensamento. Fiquei muito impressionado. Lembrava que era super bom e significativo. Não esperava que a sensação manter-se-ia tão forte. E não escrevo mais por respeito a quem não viu.
José e Pilar está no mesmo patamar, com o detalhe das personagens serem reais (e talvez haja personagens reais de lost in translation, só que com outros nomes). E dá toda uma imensa saudade de Saramago. Como ele faz falta, como fazem falta os seus livros também.

Do outro lado

Aquele passo que tinha de dar. O pé pendia no ar. Equilibrava-se, num equilíbrio artificial. O corpo mantinha-o no ar, mas cansava-se e perguntava: porque não pisas o chão em frente e pronto? O pé não sabia responder. Sexta o passo foi dado. Na verdade já tinha sido dado. Mas foi pisado. Com esse passo vem todo um caminho junto. E não, o passo não foi na lua. Foi em dois chãos. O que está em frente e o que está para lá, do outro lado.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Lisboa antes

Estou com muita vontade de ir ver como Lisboa já era linda antes de ser linda como é hoje.
No museu da cidade: Lisboa antes do grande sismo de 1755. E aqui já há um aperitivo.

Greve geral!

Foi greve geral. 3 milhões em Portugal não foram trabalhar, em protesto contra as políticas de austeridade. A ministra do trabalho disse que a adesão foi entre 5% e 95%. Os sindicatos falam em 85%, o Governo em 29% de adesão. Ao fim da tarde na Praça da Figueira muita gente se reuniu para ouvir um belo concerto na festa das/dos trabalhadoras/es.

É ouvir

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só

Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo

A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só

Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?

Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só

Felizmente há rock, existiu (e existe em nossas cabeças) Legião e existe Barão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GPS

Com algumas palavras o muro ficou muito mais vulnerável e se abriram nele várias portas. Um mapa surgiu do chão. E luzes e sinaléticas de várias formas foram colocadas nas estradas. Com sorte ainda aparecerá um gps. Talvez nem seja preciso tanto. Mas sim, é bem vindo.

JSLX2010 e mais um telegrama meu

Foi bom vê-lo, mas houve problemas com o som. A guitarra dele estava muito alta em algumas músicas. Em certos momentos era um desperdício ver o teclas e o guitarra ritmo tocando. Simplesmente não se ouviam. Era como se não existissem, a não ser as suas figuras ali se mexendo ao som da música.
Adorei ouvir god is crying (tocou às 23:03). Muita energia. E why também foi um grande momento (23:19).
Foi o fim da tourné (se escreve assim?). O de 2008 foi o primeiro show. Fez diferença.
Achei que o "guitarra ritmo" estava com cara de cansado ou estava zangado. Sentou-se e tudo quando não tinha de tocar. Mas isso até humanizou o show. Achei bacana entender que havia ali uma coisa esquisita.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Telex

E agora chega de posts telegráficos. Nunca teria lugar nos Ladrões de Bicicletas.

JSLXCP

Hoje toca o Joe Satriani no Campo Pequeno. Sexta é que lembrei que ele vinha cá e que eu tenho o bilhete. É a primeira vez que vejo um concerto ali.
Uma praça de touros só devia servir para shows musicais. Falo em tauromaquia e lembro de umas coisas sobre IVA. Isso está mau.

Não quero relacionar uma e outra sigla atenção

Interessante.
AIDS (sigla inglesa) é usado no Brasil e SIDA (sigla portuguesa) é falado em Portugal. Uns se riem dos outros por falarem do outro jeito.
OTAN (sigla portuguesa) é dito no Brasil e NATO (sigla inglesa) é o mais comum de usar em Portugal. Uns acham esquisito a forma dos outros dizerem.
Moral da história? Haverá?

Antes tarde do que nunca

Isso foi um grande acontecimento esta semana: Papa Bento XVI admite o uso do preservativo para travar a Sida. Quantas mortes se evitarão? Quantas podiam ter sido evitadas?

Larsson: escrevam mais

Sobre filmes também, confessar que acho que me considero um gajo de sorte por não ter visto no cinema "Os homens que não amavam as mulheres" antes de ler os livros do Larsson. É que a trilogia Millenium tem sido uma grande companhia e estou preocupado com o seu fim próximo. Difícil achar livros que nos monopolizem o pensamento enquanto os lemos. Se tivesse visto o filme acho que não teria lido nenhuma linha da trilogia.
É evidente que verei o filme a seguir. Tenho pena que seja uma só película para toda a trilogia. Pelo menos foi o que me disseram. Nem sei como foram capazes, diga-se. A história do caso Wennestrom parece-me tão independente do resto. Mas não precisam me explicar antes de eu ver.

Potter: dividam mais

Ontem vi o sétimo episódio de Potter, no cinema. Felizmente o filme está dividido em dois, porque assim ainda não acabou. Gostei do filme e já não lembrava muito bem do livro. Depois de um tempinho é que comecei a lembrar dos horcruxes, por exemplo. Acho que isso é bom.