sexta-feira, 19 de novembro de 2010

the sea and the rocks

Descanso, guitarra, leitura, guitarra, tv, guitarra, janta, guitarra. Depois das 17hs, apesar da cimeira da Nato, minha estada em casa foi de absoluta paz.
Saiu the sea and the rocks. Guardei uma versão, para não me esquecer, aqui. E isso é tão verdadeiramente bom quando acontece.
Tem uma parte de sea que eu andava tocando bastante. Eu estava um pouco obcecado com os acordes. Na música este momento ficou pouco representativo, mas foi o que me inspirou. A parte do segundo efeito saiu enquanto atinava com o próprio efeito. Queria meter uns ecos sem distorção. Demorou a se resolver esse problema, mas valeu a pena. Quando esse trabalho acabou, havia nascido, espontaneamente, a segunda fase da música.

A pergunta que não quer calar

os senhores da guerra na cidade mais linda da península ibérica

Rótulos

Pouco importa o rótulo, como é óbvio. O que importa é o som. Pensei isso quando li "instrumental post rock". Isso de podermos chamar às coisas o que nós quisermos, a criatividade, a não limitação de nada com padronizações excessivas é um património a ser preservado, uma reserva de liberdade.*
* Por favor, não é para explorar contradições nisso, apesar de haver muitas.

Sobre acórdãos

Um acórdão engraçado e interessante para cara*.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

This will not destroy you, citizen of the village

Gostei tanto de ambas que já coloquei Citizens of the Empire e This will destroy you nas músicas, além de ter criado as respectivas listas no Youtube. Adoraria encontrar os cd's.
Instrumental post-rock band. Será que é assim que tinha de chamar uma banda que conheço?

Citizens of the Empire

Não conhecia, apesar de parecer-me tão familiar... Certo é que há alguém que podia ter composto as minhas "Sombras" e "Peace of me". Pelo menos eu acho muito similar a onda.
E sigo na temática: músicas bonitas com nomes assustadores.

Escudo de paciência

A melhor forma de ultrapassar o pensamento no trabalho que se vai ter, é concentrar-se no que se quer atingir. E dividir tudo em pequenas partes. Apesar de tudo ser uma chatice, é preciso esquecer isso e tratar tudo como se fosse um procedimento de conversas e diálogos que, de uma forma ou de outra, vai ser resolvido. E aquele escudo feito de paciência (com a burocracia, connosco e com os outros) é mesmo preciso tirar do armário.

Obrigadinho

Os hotéis 5 estrelas estão todos vigiados. Impressionante. Passei perto do Penta (ou ex-Penta) e do Ritz hoje de manhã, quando vinha da UCP.
E o meu futebol de Domingo de manhã foi ao ar por causa destes amigos que estão cá em Lisboa, que fecham ruas e espaço aéreo (!).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Eu acho que esse remédio é mesmo um remédio, apesar do nome da canção

Graças à Last Fm esta jóia em meus ouvidos.
Encontrei 7 músicas geniais deles no Youtube.

A nata da Nato

Gostei do post do arrastão suspenda-se a democracia. E também da pergunta do José Castro Caldas: porque não vão reunir numa ilha ou num porta-aviões?
Sobre a Cimeira da Nato em Lisboa há muitas coisas que dizer:
1) De início reflectir sobre a intoxicação que alguns meios de comunicação social querem fazer (e devem estar conseguindo) de que isso está tudo em risco e que os anarquistas vão dar cabo de tudo durante a cimeira. Um lixo televisivo que passou num telejornal outro dia mostrava um treino de intervenção da policia, onde à saída de um metro uns "manifestantes" punham tudo a ferro e fogo. Com o detalhe de propagarem gases tóxicos (que era para mostrar um polícia equipado com um equipamento especial para isso) na estação de metro onde circulavam sem qualquer protecção;
2) Pensar sobre a colagem que querem fazer entre manifestantes e anarquistas;
3) Considerar um ultraje para a cidade de Lisboa terem criado zonas de circulação e uma espécie de zona verde lá para o lado do Parque das Nações. A Nato veio aqui para mostrar como a nossa cidade pacífica pode ser toda retalhada quando os donos do mundo e detentores do armamento mundial aparece aqui. Não, não fui lá. Nem quero ir;
4) Também acho nefasto este convívio com este medo da violência que estes senhores trouxeram. Nunca tinha visto Lisboa com este tipo de receios. É novo isso por aqui. Nunca existiu. Nem sei como Lisboa embarcou nessa furada;
5) Por fim, repetir uma questão que faço todos os dias. Se são bons, se querem a paz, se querem libertar o mundo das tiranias, se querem o progresso civilizacional, porque estas pessoas se sentem impelidas a se trancafiar, se esconder, se fechar, não deixar as pessoas chegar perto, verem ameaças em todo o lado?

Satisfação matinal mais ao pormenor

Segunda-feira de manhã. Eléctrico 28. Pouca gente. Sossego.
Absolutamente imerso num livro do Stieg Larsson, que já passou da metade. O que significa que todos os acontecimentos começam a se precipitar e a história nos puxa para dentro dela.
Algo me acorda do livro, no Largo do Calhariz - que não é bem um largo, admitamos, mas gosta que lhe chamemos assim por algum motivo. Olho para cima e entra Lisboa pelos meus olhos adentro. Ao fundo, a cúpula da Basílica da Estrela sobressai-se na multidão de edifícios. E completando o momento, para tornar isso tudo mais inverosímel, apesar de verdadeiro, veio aquele aroma intenso a café moído. Alguém tinha comprado e o tinha carregado para dentro do eléctrico, de certeza.
Acreditem, se quiserem. Foi uma conjugação poderosa.

Entalpia

O Orçamento do Estado nos ensina muitas coisas:

Entalpia é uma grandeza física que busca medir a energia em um sistema termodinâmico que está disponível na forma de calor, isso a pressão constante. No Sistema Internacional de Unidades a unidade da entalpia é o joule (J), e esta grandeza é geralmente representada pelo símbolo H.

Quando expressa em função da entropia S, número de elementos N, e da pressão P - para o caso de sistemas termodinâmicos mais simples - a entalpia H = H(S,P,N) é, assim como o são as respectivas Transformadas de Legendre, a saber a Energia livre de Helmholtz F = F(T,V,N) , a Energia livre de Gibbs G = G(T,P,N) e a energia interna U = U(S,V,N), uma equação fundamental para os sistemas termodinâmicos, sendo então possível, a partir desta e do formalismo matemático inerente à termodinâmica, obter-se qualquer informação física relevante para o sistema a qual esta encontre-se vinculada.

Electricidade

As luzes que desaparecem do tecto se multiplicam pelo chão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

On-off


É como um interruptor.
Liga-desliga.
Umas coisas ligam, outras desligam. Umas a gente repara que estão desligadas e ligamos. Outras, deixamos desligadas.
Poupança de energia.

Satisfação matinal

28, cheiro de café, Stieg Larsson, Largo do Calhariz, cúpula da Basílica da Estrela.
Oportunamente explicarei melhor. Se precisar explicar!

domingo, 14 de novembro de 2010

Livros: parte VI

Direito Fiscal, Soares Martinez, Almedina;
Compêndio de Leis do Trabalho, António José Moreira, Almedina, 1999;
Código de Processo Penal, Anotado e Comentado, Maia Gonçalves, 2001.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Greve geral contra a austeridade

É muito interessante ver como uma acção pacífica de convocação a uma greve põe logo o patronato de um call-center em grande alvoroço.

torneio

Nunca vi tantos cavaleiros juntos nessa época do ano.
Deve haver algum tOrnEio.