quarta-feira, 29 de setembro de 2010

U2

U2, ou uma forma de escancarar a porta das memórias de tudo o que caminhei e fiz os ouvindo ou tocando "com eles".
Desde sunday bloody sunday na Bagé e Lucas de Oliveira, gloria em São Paulo, rattle and hum na Rua do Sol ao Rato, numb lá também e o achtung baby todo, via top mais e num concerto que passou na RTP (e que gravei), uns dias antes do concerto em Alvalade (zoo tv tour), beautifull day viajando para a Nazaré, joshua tree (um dos meus primeiros cds), all that you can´t leave behind na Fonoteca e em breve nos meus ouvidos indo pela baixa afora em direcção à CBL com when I look at the World, vertigo indo para Alcântara, miracle drug e discothek guitarrando e sometimes you cant make it on your own em Rondinha.

sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Inauguração

Entre amigas e amigos, inauguramos ontem. Homenageamos um grande amigo.
Foi muito bacana.
Festa e festa.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Guia de retorno ao Brasil

A verdade é que as brasileiras e os brasileiros estão cada vez mais regressando para casa e iniciativas como a publicação e divulgação de um guia de retorno ao Brasil são muito importantes.

Uma nova compreensão


(...) De manhã, ao acordar, ele começou a olhar para todos aqueles quadros espalhados pela casa. E, sem entender muito bem a razão, começou a relacioná-los de uma forma completamente diferente, com uma nova compreensão, uma nova percepção, um novo olhar.
Ligou a ponta de um a uma parte de outra pintura, que ele tinha realizado há muito tempo. Percebeu a relação com outros dois que nunca tinha dado muita atenção. Quando compreendeu isso, fez sentido juntar outra peça e ainda outra e mais outras. A estrutura foi ganhando dimensão, à medida que aquele novo sentimento, nova perspectiva, ia crescendo e sendo alimentada.
Quando ele viu todos os quadros reunidos, um arrepio lhe invadiu o corpo e depois um calor. Ele se impressionou. Não podia acreditar. Todos aqueles quadros eram o mesmo enorme quadro, eram parte de um todo coerente. (...)

UP com baterista e baixista


A resposta do baterista, a propósito disto:
"Boas. Alinho.
É preciso dizer mais alguma coisa? :D (...)"
Agora o novo desafio é nos entendermos todos no estúdio.

Acordar

As ilusões... Coitadas delas... Porque insisto em ter algumas?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Vergonha e amargura" - Ana Gomes

Ana Gomes, no Causa Nossa, sobre a vergonha que o Partido Socialista resolveu passar no Parlamento, quando inviabilizou, junto com a direita, o voto de condenação ao Governo Sarkozy pelas expulsões discriminatórias dos ciganos em França:
"(...) Incredulidade e apreensão - foram as minhas primeiras reacções às notícias de que o Grupo Parlamentar do PS, na 6a.feira passada, se dividira no voto de um texto proposto pelo BE, que visava associar a AR ao voto do PE. (...)

Vergonha e amargura - é o que expresso agora, depois de ter falado com deputados socialistas na AR para apurar o que se passou: "ordens de cima!" (...)
Ordens que terão sido inspiradas por instâncias governamentais. Instâncias tacanhas no entendimento do que é a política externa, pois ainda que se justificasse uma demonstração de "real politik" (e não se justificava, estando em causa a lei europeia e direitos humanos fundamentais), tal exercício não caberia a parlamentos, mas sim a governos.
Ordens insuportáveis, por serem politicamente indefensáveis ("o Sarko é amigo"...); por contradizerem o património histórico e político do PS, quer quanto ao respeito pelos direitos humanos em geral, quer quanto ao empenhamento dos seus governos - incluindo este - na inclusão da comunidade cigana em Portugal; e, finalmente, por serem ofensivas do que deve corresponder à consciência política de um/uma socialista.
Para registo: diante de tais ordens, eu desobedeço."

Era tão bom dar certo

com baterista e baixista encontrados, o mail ficou assim para o jp.
"faço o q for preciso para tocar. agarra um dia da semana q de jeito para todos e eu faço o q puder para o guardar para o futuro (esta semana é mais dificil).
so nao posso as terças."

Mau demais

Uma das primeiras notícias que ouvi na TSF hoje de manhã, é dando conta de um desastre. A extrema-direita elegeu 20 deputados na Suécia. São 5,6 % dos votos. É pouco, mas é demasiado.

Uma grande vergonha, completando

" (...) Na verdade, qualquer pessoa civilizada só pode sentir arrepios na espinha perante o que está a acontecer em França e em Itália. Nem Durão Barroso, obrigado a maiores cuidados diplomáticos, vacilou. Mas calaram-se os deputados do PS. Quem poderia imaginar que Barroso se mostraria, neste momento em que na Europa ressurge o pior da sua história, mais corajoso do que Sócrates? (...)"
Sobre a vergonha ocorrida na Assembleia, da reprovação do voto de condenação ao Governo de Sarkozy pelas expulsões discriminatórias dos ciganos em França, ver ainda o artigo de Daniel Oliveira no Arrastão e no Expresso, de onde tirei o parágrafo que colei no post.

It hurts

Estou viciado.

domingo, 19 de setembro de 2010

A aparição

21.30 de sexta-feira e um amanhecer com uns acordes e uma harmonia tramada, que preciso estudar e lembrar, e a campainha toca. Era a vizinha de baixo, que foi super delicada e se desfez em desculpas, desde o primeiro momento. Disse: "tem um ótimo gosto musical, ouve muito boa música, mas pode baixar um pouco o volume? É que há um som grave que faz uma ressonância grande no meu apartamento e eu não consigo ouvir minhas músicas. Desculpe a chatice". Eu também me desculpei imenso, parecia um concurso de quem pedia mais desculpas. Expliquei que um vizinho de baixo é novidade para mim no prédio e que preciso que me avise e se sinta à vontade para me dizer quando eu ultrapasse os limites - que, sinceramente não sei quais são.
Aliás, quando não havia vizinho de baixo (em cima acho que há), os limites quase não existiam, como se vê aqui. Um ensaio - ainda que com volume muito baixinho - foi das 23h30 às 1h00.
E a questão é que até compreendo a preocupação dela em avisar. É que nestas coisas de vizinhança a reciprocidade é sempre um princípio. E eu, por exemplo, sou capaz de aturar muito barulho de vizinhos, desde que possa fazer o meu. Vamos acompanhando esta situação.

UP na Kazoo, after

Se há coisa que enche o meu coração e a minha vida de satisfação, essa coisa é, sem qualquer dúvida, tocar guitarra, especialmente com o JP. Hoje foi um dia de muitos bons sentimentos: os understood foram à Kazoo tocar, como eu havia anunciado aqui no blog.
Foi uma grande experiência - que agora se irá repetir muitas vezes. Até porque passei a ter uma vizinha no andar de baixo (que já se apresentou, enquanto eu tocava para me lembrar das músicas) e o nosso local privilegiado de composição era o meu apartamento. Na sala de ensaio temos muitos recursos, uns amps potentes da Marshall e um monte de coisas para aprender. Como domar o som, fazer a equalização, por exemplo, entre todo o resto.
Para além disso, hoje tivemos um baterista - o JC, regressado do mar, transformou-se num. Foi bacana. Deu para rockar, deu para segurar um ritmo, que não ficou mal.
Enfim, por causa do baterista não rolou tanto understood, foi mais uma espécie de jam session. Mas foram duas horas que passaram num instante. Faz diferença a batera.
Bom, e já no fim, quando parecia que era só rock e rock muito improvisado, o JP puxou uns acordes bacanas, eu puxei uma melodia bacana, o JC enfiou uma batida boa no meio e compusemos uma música bem interessante, bem melódica. A ver se recuperamos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ser como sou

E ele disse um "Não! Não quero isso! Quero ser como eu sou!" dos mais honestos e sinceros da sua vida.

Uma grande vergonha

Foi simplesmente inacreditável o que aconteceu.
A proposta do Bloco de Esquerda de um voto de condenação ao Governo Sarkozy pelas expulsões dos ciganos em França, foi rejeitada na Assembleia da República, graças aos votos contra das bancadas do PS, PSD e CDS-PP.
Até a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu andam dando na cabeça do Sarkozy. De referir que uns quantos socialistas se abstiveram ou saíram da sala e que um vice-presidente da bancada do PS votou a favor da moção. Mas, na verdade, não se entende a posição do PS. E também, em parte, não se entende a do PSD que vota contra Durão Barroso.
E aqui fica o vídeo do voto.

Bitola Ibérica

No almoço me falaram sobre a bitola ibérica das linhas férreas. É mais larga do que a bitola europeia. Super interessante o motivo pelo que se quis e fez diferente: razões estratégico militares, com Espanha e Portugal preocupados em dificultar a utilização do trem pela França em alguma invasão. Ficou ainda outra questão, levantada no almoço: poderá este motivo, entre vários, ter contribuído para que Hitler não se tenha aventurado na península?