terça-feira, 6 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sombras
Surgiu "Sombras". No fim de semana parti-me todo a trabalhar para a nova CBL. Mas, pelo meio, guitarrei umas duas horas no Sábado e umas 4 no Domingo. Mesmo antes de jantar. Quando parava de tocar é que a fome vinha. Era uma vontade muito grande.
E daí apareceu sombras. Tem 5 minutos e 20 segundos, mas chegou a ter 7 minutos. É interessante ser sempre preciso cortar um pouco. Para quem toca a sensação de tempo é diferente, para menos e para mais. Só se sabe o tempo depois de gravar.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Uruguai!
O futebol tem muito de irracional. Por isso queria meias finais com Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai. Por isso, antes de qualquer lembrança do Gana, estava completamente rendido à vontade de ver o Uruguai nas meias-finais. Talvez por ter estado em Montevideo e ter visto o quanto se lembram do Maracanazzo. O orgulho do povo. Gosto dos uruguaios, os sinto muito próximos aos gaúchos do Rio Grande do Sul. E, se uma equipa africana nunca foi à meias finais, desde 1970 os uruguaios não iam a essa fase de um campeonato do mundo.
Por isso hoje apanhei-me a torcer e a sofrer com todo o coração por eles, sentindo um pouco de pena por Gana. É isso. Não posso e não devo inventar um discurso diferente sobre isso. Aliás, uma escolha racional seria também sempre difícil e injusta.
Como isso tudo é irracional, fiquei in love com Forlan, Suarez, Cavani, Maxi, Fucile, El Loco. E nunca os tinha visto antes do jogo com a França e do baile à África do Sul! Até me identifiquei com o esquema de 3 avançados, muito metidos no centro, mas jogando como deve ser! Um time com muita garra! Mas de Suarez (um avançado) ainda gostei mais quando se tornou herói nacional por uma jogada de enorme anti-desportivismo, defendendo a bola como se fosse goleiro em cima da linha de gol, no último minuto de jogo. Gian, ganês, não converteu a grande penalidade que se seguiu. Suarez e o Uruguai saíram do inferno e o Gana foi do céu ao inferno, logo depois da bola bater com estrondo no travessão da goleira do portero uruguaio e voar para o céu. Quando foram para os penalties, para desempatar, um minuto depois disso, já se sabia que os ganeses não davam a volta a este momento do jogo.
A sério, adorei tudo. Foi uma enorme emoção. O Uruguai, cuja capital - Montevideo - deve ser mais próxima de Porto Alegre do que qualquer capital de um outro estado brasileiro foi um antídoto para as dores do Brasil.
Enfim, sinto pelo Gana. Mas no coração ninguém manda.
1-2
O Brasil foi um desastre contra a Holanda. Com uma história parecida com a de Portugal contra a Espanha, só que nos quartos de final.
Fizeram uma bela primeira parte, sublime, excelente, com o jogo ganho e um gol de vantagem. Bastou um abanão e tudo foi por água abaixo. Um pouco incrível demais para ser verdade. O primeiro gol é uma piada, o segundo é a confirmação de uma enorme desorientação, a expulsão do Felipe Melo é uma maluquice que ele quis criar, mas que estava no guião deste filme de terror. Como sou sempre muito otimista, acreditei até ao fim, claro. E é difícil de engolir perder com este timeco da Holanda, assim como acho que Portugal perdeu para uma equipa acessível, especialmente para o Portugal da primeira parte.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Golden Share
Todos nós temos uma Golden Share de nossas vidas. É preciso saber usá-la.
Doenças
Uma coisa é dizer que o Queiroz errou. E ir mais longe, dizer que ele não fez opções certas, que fez um mau serviço para Portugal enquanto treinador, que as suas ideias estavam erradas ou eram pouco ambiciosas, que não soube cuidar e motivar o grupo. Seja lá o que for.
Mas pior do que qualquer coisa que Queiroz tenha feito, que apesar de tudo nem é tão mau, porque se qualificou para o Campeonato do Mundo e perdeu nos oitavos de final com uma equipe que foi campeã da Europa, dizia, pior é se levantar de madrugada para ir insultá-lo no aeroporto, na chegada da seleção.
Eu, pessoalmente, nunca achei o Queiroz grande espingarda, não gosto do seu estilo, até achei que nem se qualificava para o mundial. Felizmente errei. Mas fiquei solidário com o gajo hoje quando vi nas notícias o pateta que gritava no aeroporto, insistentemente.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Sons
(...) Com um ar grave, atirou para o ar um relativiza. O outro espreguiçou-se. Como estás tão sério e enfias na boca essa palavra? O que interessa? É só uma palavra. Podia ter dito outra coisa qualquer. Sim mas foi essa, não foi céu azul. Isso são duas. Espreguiças-te em todo o lado. Meus braços precisam de ter utilidade. Não vês que estou longe? Ver não vejo, ouço sons. Serve de muito isso tudo o que não tens, e ainda os braços para se espreguiçar. Culpa, isso acaba um dia. Relativiza, a sério, se não viras um inútil. A culpa não morre nunca, antes vive com cada vez mais força e energia. E só precisa de umas quantas sombras para ocupar todo o espaço que tens. (...)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Hugo Almeida
Não sei se o Queiroz consegue explicar em menos de 300 páginas a substituição do Hugo Almeida, que tirou Portugal da Copa.
Espanha - Portugal
Não vou sofrer desse jeito na sexta. De jeito nenhum.
3-0
O Brasil fez um bom jogo com o Chile.
Eficaz, bonito, tranquilo e cheio de objetividade. Venha a Holanda.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Paz
Inspirado por bons ventos e sentimentos.
É o que posso dizer da nova música dos understood. Compus na quinta passada "Peace of me". Ela veio tarde da noite, num jorro, depois de uma hora e tal de guitarrada. Filha da fome de tocar e da necessidade de dizer coisas. Primeiro era "piece", depois vi que na verdade era "peace".
Apesar de ser tudo fácil de fazer ao nível da técnica é preciso estar bem tranquilo para tocar. Foi difícil mostra-la ao vivo para o JP, ontem. E é daquelas coisas que não faz sentido mexer em nada. Pensa-se: "está feito". E se, apesar disso, se tem a ousadia de mexer, fica tudo errado.
Brasil - Chile
Hoje há um jogo difícil com o Chile.
Talvez seja só o trauma de um jogo da Copa América, no tempo em que eu morava no Brasil.
0-0
Não foi um mau resultado.
Até foi interessante para Portugal e Brasil.
Agora, a encontrarem-se, será na final.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Slash, parte IV
O começo do show e de Ghost.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
UP no Slash

Os understood project (na foto as mãos esquerdas dos seus integrantes, lá no Coliseu) estiveram no concerto de Slash.
Na verdade, eu nem tinha insistido muito com o JP para ele ir.
Mas, em conversa, à tarde, combinamos. Felizmente sobraram bilhetes e o JP comprou o dele lá no Coliseu. O meu bilhete já o tinha há dois meses.
Foi muito bom. Assim, não precisei contar para ele sobre como foi tão excelente. E foi genial, os "up" vendo o Slash tocando com as suas Les Paul (como nos "up": as Les Paul, não a técnica). Percebi, durante o concerto que estava perante coisa boa e foi um alívio saber que tinha mais gente a partilhar a ocasião (especialmente o JP, fã de rock), para me garantir que era verdade.
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