sábado, 22 de maio de 2010

Quadros

Demora-se um monte de tempo a pendurar os quadros.
Cada um deles significa algo diferente em si e para cada pessoa. O autor não sabe bem o que significam. Alguém há-de dizer que um deles está um pouco torto, que o prego não foi bem pregado, esquecendo o facto de estar pendurado e o quadro em si.
Ignorar essa pessoa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

isso

Ui, já não estou nada habituado a isso.
[é que é mesmo isso]

MP3 na Camera Obscura

Meu MP3 "fritou". Meu MP3, além de ter música, era a minha pen drive de trabalho.
Nem sei bem o que fritou com ele. Convém não saber. Seguirei as conveniências, para o mal não ser maior. Já basta ter levado com ele um monte de coisas minhas. Depois vejo se alguma faz falta.
No entanto, graças a isso, servi-me dum arquivo musical de uma rede de computadores, para encher um novo MP3 (na verdade MP4, que para mim dá no mesmo). E estou deliciado com Camera Obscura, uma das bandas novas.
Já tinha visto/ouvido "Let´s get out of this country" n'a outra voz.
E tem lá uma telecaster, como tanto gosta o escritor deste blog aqui.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dia e noite

(...) O tempo fecha.
Depois do dia vem a noite.
Tudo escurece e lá andamos de lanterna em punho, se não houver uns candeeiros espalhados pelo caminho de areia batida. A faixa é um pouco irregular, transparece ao longo do relvado.
O tempo abre.
Depois da noite, a manhã arrebata tudo com a luz. E o silêncio acaba, junto com a escuridão.
O caminho some, tudo é passeio. (...)

Fim de tarde inesperado

Era só para ir trocar as cordas, a visita ao JP. Ensinar também. E falar, estar satisfeito. Foi relativamente rápido.
Tens aí a viola acústica? Bora tocar Flyin?
Depois de Flyin, foi Bells e Silence. Um primor, um luxo, tudo de bom. Atraso para o jantar a seguir.
Muito bom o fim de tarde inesperado. Me dou sempre conta de como gosto mesmo disso. De como é por causa disso tudo. De como é preciso ter tempo para isso.

Saídas de emergência

Naquelas pistas onde temos de andar depressa, especialmente nas partes onde dá para acelerar ao máximo, há sempre umas saídas de emergência espalhadas, para o caso de não se conseguir fazer bem uma curva apertada ou não se seguir bem a trajetória.
Não esquecer de acelerar a fundo sempre que se tiver vontade. E usar as saídas, se for o caso. Sem problemas. Perde-se uns pontos pelas saídas no fim do campeonato, ok. Mas quanto se perde sem arriscar, sem viver, sem errar, sem acelerador?
E se não houver saídas? Então às vezes vais partir o carro, se tiveres vontade de acelerar. Depois constróis outro. Não é inédito.

Bons espíritos

Tetos altos, instrumentos musicais. Pessoal muito fixe, daqueles que queres ter sempre perto. Há uma linha de boa onda que atravessa o ambiente de uma ponta a outra da casa. Só coisas boas. Até tenho dificuldade de concretizar. Talvez até nem queira, nem deva. Seria redutor, até arriscado.
Os bons espíritos que se encontram (ou reencontram), como li num outro blog, a propósito de outro evento, é mesmo o mais perfeito para sintetizar.

2/3

"O fim de semana vai a 2/3.
Mas agora é que vem a melhor parte. Vou começar a pôr os cabos e o pedal dentro da mochila, deitar a guitarra no seu case, deixar os amps junto à porta.
Até à partida, vou ao miradouro da graça. Espero que ele não esteja impossível e que tenha alguma sombra para poder ler e escrever."
Em 16 de Maio tinha escrito isso, às 16. Não publiquei na altura, porque o programa que se seguiu foi bastante diferente, igualmente fantástico.

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sobre o Rubicão

Atravessar o Rubicão sem fazer declaração de guerra a ninguém, diga-se. Antes superar-se e não voltar para trás.

Os dados estão lançados

Alea jacta est é uma expressão que penso algumas vezes e nunca verbalizo. Sintetiza muito e por isso hoje abro uma exceção. Acho que é preciso atravessar o Rubicão e não voltar para trás. Sobre Rubicão, aqui um pouquinho e na Wikipedia.
A propósito dos últimos acontecimentos, não me vem mais nada à cabeça: alea jacta est, Rubicão e a 13.ª Legião possível. Nada pode ser muito fácil, isso é coisa certa. E o ponto onde chegamos não permite voltar atrás. Agora é preciso andar com força e convicção. Sem grandes hesitações, mas com a cautela devida.
Me dou conta de como era impossível aquela ilusão de que se podia navegar apenas em rios tranquilos até ao final. Também me dou conta de que essa ilusão permitiu andarmos para a frente. Por isso, talvez devamos estar agradecidos pela ilusão.

Tempo

Não há tempo, o tempo morreu.
Não! Antes pelo contrário, o tempo acelerou. Não vês?
Por acaso não vejo.
Mas sentes, pelo menos?
Agora que dizes, sinto um bocadinho. Mas é difícil, só umas ondas muito ligeiras. Muito ligeiras, às vezes sinto uma e fico um tempo sem sentir outra vez.
Então repara ali naquelas azeitonas cor de vinho que estão caídas no tapete azul da sala. Ali, na orla, onde há todos aqueles fios emaranhados.
Ui... Não entendo bem. A luz confunde um pouco. Como reparaste? Entraste e te deste conta, no mesmo momento?
Eh pá, é tão simples! Estás cada vês mais fora do ar. Não vês? Repara bem, sente, respira!
Tens toda a razão, corre e traz o rádio de pilhas.
Não há tempo, o tempo está muito acelerado.

Meta

Há um impecilho, um cancelamento e se faz um discurso valorizando a prioridade que se alcançou. Acho que se faz bem. Porque a meta, em princípio, foi atingida. Não há tempo para grandes choraminguices. O tempo é de andar para a frente. E só andou (é a minha tese), precisamente, pela confirmação de uma coisa que depois foi cancelada. Ótimo. Seja sempre assim.
Agimos de forma sólida. É preciso não hesitar. Há muitas coisas que podem não dar certo. A batalha é pelas mais importantes, não pelas acessórias.
Mais auto ajuda!? Vou perder todos os poucos leitores!

No carro, em casa, no mp3

Presente do JP de aniversário.
Portanto três presentes: dar a conhecer a banda, o cd e o vício.
Para ouvir muito alto.

domingo, 16 de maio de 2010

Die to live

Faz um anos, foi numas férias, meu primo me apresentou Steve Vai, Joe Satriani, Dream Theater, Angra. Gravou umas cassetes. Talvez ainda as tenha. Recebi muito bem tudo isso. Não porque quisesse ser um guitarrista como eles (meu primo é) mas por ser tudo completamente novo.
Vi Satriani uma vez no Restelo com os AC/DC e uma no Coliseu em 2007, Vai vi três (tudo na Aula Magna), Dream Theater duas (na Praça Sony e no Coliseu).
Ouço-os menos, mas já fui completamente viciado. Angra acho que já não gosto nada. Até já tentei vender uns cds deles, que tenho. O preço que quiseram pagar lá na loja de cds usados fica só para mim, de tão ridículo. Os Angra permanecem aqui em casa.
E porque estou contando isso? Não sei bem. Hoje estava cheio de vontade de ouvir uma música que não sabia qual era, olhava para a prateleira dos cds e pensava. Buckethead, Tom Waits, Norman, estavam por ali por cima da aparelhagem dizendo "olá" mas estavam fora de tempo. E depois veio lá de dentro "Die to Live", de Vai, que disse "queres ouvir-me a mim". E agora está tocando o cd Alien Love Secrets do Vai, que, para além die to live, tem a maravilhosa "tender surrender", "ya-yo gakk", "bad horsie", "the boy from seattle", "kill the guy with the ball" (no link em versão orquestra).

terça-feira, 11 de maio de 2010

E já estão para aqui

E por fim, para acabar por hoje, entras no arco iris à procura de uma caixa multibanco, vais até ao subsolo e vês os dois pincéis que há umas horas pensaste que devias comprar na Rua da Rosa, mas não tinhas tempo para parar.

Jogo de cinzas

Um gajo seguia ao lado do elétrico enquanto ouvia o relato do jogo de cinzas do vulcão, que ocorria num Vaticano assolado por problemas, como o mundo.
Do lado de dentro da bandeira amarela e branca, um som parecido com veludo revelava que a chave que tinha sido perdida estava dentro de uns sapatos de couro, sem cadarços, mas com muita matemática e com um segredo de cristal no tornozelo pintado de verde.

Acho que é isso

Quando começamos a dizer mais as coisas, elas começam a dar-se a conhecer mais. Talvez principalmente para nós próprios.
É preciso saber conviver com isso. Com o que achamos, com o saber que vamos dizer o que achamos. Com o saber que vamos dizer o que achamos e que não sabemos bem se é bem aquilo que achamos, mas que dizemos que achamos.

3.ª via

O Labour onde está? A terceira via era o suicídio?

Espaço e som

As duas Les Paul, uma dentro do case, outra em cima do sofá vermelho. Os amplificadores ao fim da sala, segurando firme nos cabos que saem de dentro de si. Os cabos enviam o que as guitarras lhes dizem aos amplificadores, que cantam como podem com a força que lhes pedem.
Duas cadeiras de madeira desdobráveis montadas, uma com um pedal de efeitos ao lado e um banquinho para um pé que se irá empoleirar nele. Duas garrafas de Super Bock descansando ao lado das cadeiras, também compõem o ambiente.
Luz fraca, daqueles dois candeeiros. Um sobe do chão e o outro rasteja e se dobra sobre si próprio, várias vezes, como uma serpente.