segunda-feira, 15 de março de 2010

Entre filas, Conselhos e maracatus*

* antecipando a próxima edição do Sabiá da CBL

Esta edição do Sabiá chama a atenção para uma questão que infelizmente faz parte da vida do imigrante brasileiro em Portugal: as filas. Em muitos serviços públicos, as filas são uma constante. Na verdade, como sabemos, suportar filas é como se fosse um dos elementos essenciais para regularizar-se ou manter-se regularizado em Portugal.

A Casa do Brasil não quis ficar à parte disso. Assim, fomos conversar com as brasileiras e os brasileiros que vão diariamente ao Consulado. E, claro, falamos também com o Cônsul do Brasil em Lisboa, que nos deu conta dos grandes esforços que têm sido feitos para melhorar o atendimento.

A conversa com o Cônsul foi importante e produtiva. Para além de falarmos sobre os problemas concretos dos brasileiros, conversamos sobre as formas de relacionamento do Consulado de Lisboa com a comunidade brasileira. Falamos sobre Consulados itinerantes e sobre um instrumento que consideramos ser essencial para melhorar o relacionamento entre brasileiros e consulado: um Conselho de Cidadania, eleito diretamente por todos que se encontram inscritos na Jurisdição do Consulado - uma proposta da Rede de Brasileiras e Brasileiros na Europa (da qual a Casa do Brasil de Lisboa integra a Coordenação Executiva) que foi aprovada na II Conferência de Brasileiros no Mundo, no Rio de Janeiro, em 2009.

Se, por um lado, tentamos dar bastante visibilidade às dificuldades e reivindicações dos brasileiros, por outro, tentamos encher a nossa casa de atividades culturais. Temos muitas novidades em 2010: o Maracatu do Bloco DuBairro, o workshop de teatro, as aulas de pandeiro, as aulas de desenho para crianças... Sem falar nas apostas certas e já tradicionais da Casa, como são os workshops de samba e de forró.

É, realmente, uma Casa que vale a pena apoiar e que precisa do apoio de todos para se manter. Fique sócio, mantenha as suas quotas em dia, participe, seja voluntário. Só assim podemos crescer.

E às vezes basta um pouquinho de reverb* e aparece

Fim de tarde de Sábado, nos juntamos outra vez para tocar. Fazia tempo. Tivemos algum "ensaio" difícil antes. Este foi muito bom. Sem luz no teto a luz se espalhou pelo chão, pelos cantos, com uns candeeiros. As duas Epiphones Les Paul tocadas por dois gajos sedentos de tocar e cheios de vontade de tirar partido de todos os sentimentos/acordes/melodias positivas que saíssem dali.
Muito bom. Muito excelentemente bom. Compusemos 3 músicas. Se bem que fui eu que vi as outras duas. Tive de insistir e legitimar ao criativo delas que aquilo era música se quisessemos que assim fosse. Que não era preciso muito mais e que aquilo já era mais do que suficiente. Portanto, também gostei disso, compor e andar ali a experimentar coisas bem diferentes. Coisas diferentes e que são provenientes exatamente deste olhar menos sufocado de técnicas, de escalas e de caminhos que se aprendem a definir e que nos cortam um pouco a liberdade de ficcionar, se deixarmos. Aliás, enquanto fundamentava o seu valor, disse-lhe um "quem me dera voltar a ter esta perspectiva tão livre e desapegada a fórmulas perante o instrumento" (aliás, entre vários motivos que racionalizei, o melhor - talvez o único bom - para ter parado de ir a aulas).
* Efeito novo para o criativo de serviço.

Norman ZDB, depois e em poucas linhas

Sobre os Norman na ZDB:
- Faltou Crista e Fonte Santa. Não sei se perdoo;
- As músicas mais antigas tiveram algumas alterações, algumas em seu prejuízo. Perdoo;
- As projecções na parede estavam muito boas;
- É sempre bom ouvir/estar nas atmosferas que os Norman criam;
- A ZDB também é sempre boa. É um espaço extraordinário muito bem aproveitado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Norman ZDB

Hoje vou ver os Norman.
Na ZDB.

Visitas

Aposentei o livro de visitas dos links. Nunca era usado.
Ficam as assinaturas que já existem. E quem quiser assiná-lo pode vir aqui.

Pensar é transgredir

Lya Luft
via trama

Calendário


Ele entrou um dia naquele café cheio de gente. Desatou a conversar. Fez amigos. Começou a ir lá mais horas por dia. Dinamizou algumas coisas. Criou umas sessões de debate no café. Trouxe gente nova. Teve que se dedicar mais. Depois, perante algumas hesitações dos presentes, encontrou mais alternativas para aquilo continuar bom. O café cresceu. Começaram a perguntar mais vezes por ele. Ele estava em algumas mesas, em todas era impossível. Foi sendo cada vez mais preciso. Tornou-se supostamente imprescindível. Todos precisavam dele para acertar os calendários. Ele ficou sem um calendário para si. No início realmente não lhe fazia falta. Esticou a corda, saltou para a frente, avançou, se esforçou, aprendeu a surpreender os seus limites - aqueles que achava que existiam.
Um belo dia ele começou a parar para pensar mais vezes sobre aquilo tudo. Era isso, mesmo que tão bom, que queria para sempre? Não sabia. Já não tinha certeza de nada. Precisava parar tudo, para ver como era a vida sem tudo aquilo. Precisava de umas férias prolongadas para renovar-se, renovar as suas ideias, pensar, viajar, reciclar. Ir para Buenos Aires, Paris, Roma, ver outros cafés. Aquele na Lima e Silva com a Rua da Rosa, por exemplo. Ir a debates que não fosse ele a organizar. Gozar os calendários.
De uma coisa ele tinha a certeza. De uma forma geral, tudo tinha sido fantástico. Tão bom que seria extraordinário guardar assim na memória.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eles aparecem sempre


Nem toda a gente sabe o que são os cavaleiros orçamentais.
Às vezes são muitos. Todos estão à procura do Cálice Sagrado.
Todos estão bem intencionados.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lagar comum

Num dia de grande produção blogueira, não podia terminar sem pôr o Lagar Comum nos links musicais.
Achei bem bom. Se o nome já é fantástico (daqueles que quase dão inveja), a música é também excelente.
Não sei se, em geral, os brasileiros sabem o que é um lagar, ou se chamam um lagar de lagar: vejam aqui. Se chamam, encham a minha caixa de comentários com azeitonas por favor.

Estudante virtual viajante

Um blog de um cara legal que adora a CBL e faz divulgação dela com tanto carinho, merece entrada direta nos meus links. Já coloquei ali na linkaria o Estudante Virtual Viajante.

Cenas que se colam nos dentes para ouvir com os ouvidos

Sobre o tão querido nonsense, tão importante nos dias que correm e a quem venero, nada melhor do que transformar uma conversa doida numa pesquisa do Google sobre: "cenas que se colam nos dentes para ouvir com os ouvidos enquanto se mistura coca-cola com mentos."*
* verdade verdadeira é essa história de mentos com coca-cola! há umas gravações sobre isso no Youtube.

Lima e Silva com a Rua da Rosa

Dá que pensar qual é o ponto onde a Lima e Silva cruza com a Rua da Rosa.

Por si próprio

De novo ele aparecia por lá. Foram a um barzinho na Lima e Silva esquina com a Rua da Rosa. Ele vinha com umas conversas boas, sobre sítios onde tinha estado, onde queria voltar, onde não queria regressar. Viajar para conhecer, para experimentar, para saber por si próprio que caminhos valem a pena, o que vale a pena. Todo vivido, todo cheio de vida.
"Todos temos de experimentar tudo por nós mesmos", dizia ele para a mesa, antes de explicar para um carinha que estava por ali que ele não devia de jeito nenhum tomar aquela bebida estranha da cidade vizinha, porque era muito amarga e era capaz de lhe fazer mal.

terça-feira, 9 de março de 2010

1400

A postagem anterior foi a 1400.

13.ª

Foi com a 13.ª Legião - a sua preferida - que César passou o Rubicão (rio que ninguém sabe muito bem qual é, atualmente, mas que estava no norte da península itálica). A seguir a isso, César desceu península abaixo e entrou por Roma adentro. Pompeu já não estava lá, nem grande parte da aristocracia. Tinham feito uma retirada estratégica e se preparavam para ir para a Grécia ou perto da Grécia (já não me lembro).
Muito se escreveu e se escreve sobre o episódio. Equivalia a uma declaração de guerra um general ultrapassar o Rubicão com exércitos. César sabia disso. Conta-se o episódio de mil maneiras diferentes, umas César hesita, outras está confiante, outras vê deuses, outras uma criança. Existem tantas versões quantos os autores.
Lembrei-me da 13.ª por causa de uma certa Comissão 13.ª que tem sido notícia diariamente.

120 minutos

Sem grandes coisas para partilhar (e que possa partilhar), apesar de estar em intensa atividade cerebral e instrospectiva. O dia/noite de ontem foi muito importante. Muito se definiu em apenas 120 minutos. Há coisas, no entanto, que merecem ser melhor definidas. Porque um dos definitivos assuntos de ontem permite abrir um leque imenso de coisas que estão guardadas. Há uns assuntos mais sorridentes do que outros. Todos eles serão tratados, com o procedimento e conclusão que eu definir, com os passos e tempo que eu entenda necessários.

Passengers - U2/Brian Eno

Estou apaixonado por Passengers, em especial por esta música.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Linkin Park

Talvez devesse ter vergonha de dizer isso. Mas não posso deixar o meu puro preconceito com o "new metal" impedir de contar que ando ouvindo Linkin Park no meu carro. Gosto de "What I've donne" (muito da introdução) e mais umas 2 ou 3 músicas comerciais de "Minutes to Midnight". Meu Deus, nem acredito no que estou escrevendo, seja por gostar disso, seja por admitir publicamente.
Mas nem tudo está perdido. Ouvi outro álbum, o Meteora, também no meu carro e há músicas que acho boas instrumentalmente (gosto de uma certa mistura que eles fazem com guitarras pesadas e teclados) mas que os vocais (não as letras - quem ouve as letras destas bandas?) me repugnam muitíssimo. Acho uma xaropada na verdade, mal começa o gajo a cantar. Safam-se, no entanto, em minha opinião as faixas 2 e 3.
O que me vale é que essa doença deve passar rápido.
Enfim, busco alguma razão nisso tudo e se é muito mau gostar desta coisa ou não.
Tenho feito, aliás, um inquérito a pessoas próximas que a pergunta é muito simples: é mesmo muito mau gostar de Linkin Park? Enfim, seja como for é divertido.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ténis

Vamos nos safar por uma unha negra no match point, dar a volta ao desafio e aprimorar nosso jogo para ser mais eficaz, mais inteligente e mais consistente.

Estudos a mais

Sobre os dois últimos posts, dizer que é muito estranho o meu súbito interesse em estudos que não li e em links sucessivos para o jornal Público. Tentarei melhorar um pouquinho daqui para a frente. Mas é que tinha de me adaptar às circunstâncias OrçamEntais e saiu isso.
Agora é hora de tirar um monte de coisas que estavam no congelador e - medida urgente - aproveitar o fim de semana ao máximo, tentando descansar de entremeio (inventando esta palavra no caminho, ou inventando que isso é um invento).