sexta-feira, 5 de março de 2010

Nunca

A minha pergunta é: quando é que a corrupção produz efeitos benéficos para a população em geral? A minha opinião é a palavra do título do post.

terça-feira, 2 de março de 2010

Democracia no fundo do poço

A confiança na democracia bate no fundo, revela um estudo. É giro fazer-se um estudo sobre uma coisa tão demonstrável ao passear pela rua, entrar num café, conversar com as pessoas. Aliás, quando vou para o meu trabalho de táxi nem sempre digo para onde estou indo, para não ter de começar a ouvir qual a opinião do motorista sobre o meu local de trabalho e sobre o que ele acha de quem se passeia em seus corredores.
Ui, quanto trabalhinho temos todos pela frente. Porque não nos iludamos. É mesmo da democracia que se tem que arranjar uma solução. A experiência democrática, apesar de milenar, e ainda curta e altamente insuficiente, com hiatos e lacunas no tempo e nos sistemas, é mesmo a única solução possível, para além da utopia do respeito mútuo, da igualdade e da solidariedade sem necessidade de Estado.
É como diz a música do Sérgio Godinho: a democracia é o pior sistema, com excepção de todos os outros.

A realidade não é o que parece

Crédito de fotos é coisa para se aproveitar. Deverá ser um dos únicos.
[é que é mesmo isso]

segunda-feira, 1 de março de 2010

(Mais) notas sobre o acordo

Quando leio os críticos portugueses ao acordo ortográfico, ciosos das suas consoantes mudas, lembro dos críticos brasileiros, incomodados com a desaparição do trema.
Uns acham que são os outros que estão impondo a sua grafia. Às vezes sugerem, demagogicamente, que o vocabulário também está em causa, o que é uma mentira pegada e apenas serve para confundir.
Quando vejo os que criticam a unificação, lembro dos que acham que o acordo não unifica nada por causa das situações de dupla grafia.
Agora, quando vejo os que lembram de como será importante para os países menos desenvolvidos que obtém livros do Brasil e de Portugal, cujas crianças tem dificuldades em razão disso, aí consigo perceber como é importante o acordo, muito para além das infinitas questões e questiúnculas técnicas e menores pormenores, que podem ser aprimorados oportunamente.

Mais tranquilo

Depois da grande onda do OE, vai havendo as réplicas para surfar. É mais tranquilo e, felizmente, menos emocionante.
Começamos a poder a olhar para as margens de novo e, no intervalo das ondas, trocar umas palavras à beira mar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Frio

Está um frio do caraças e tenho a janela aberta.
Sinceramente não sei o que eles significam. Acho que são bonitos e cheios de vida.
Isso basta.

Jantar

Excelente jantar hoje, no meio desta confusão do orçamento.

Nas bancas

E mais umas escutazinhas estão à venda no jornal, nas bancas. Sim, escutas, aquilo que devia ser complicado de divulgar, mediante regras, no próprio Tribunal.
[heliocentrismo]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Querer

De vez em quando há coisas que gosto mais de escrever. Encarnar um sentimento qualquer meio abstrato e ir correndo atrás do que ele diz. Às vezes sai bem, outras vezes não. Este anterior acho que deu certo. Um dia devo perceber, e queira perceber, algo mais sobre isso.

Círculo (circo?) vicioso

E acabo lembrando de como isso é sempre tão igual. De como cometo sistematicamente os mesmos erros. Como crio expectativas, como quero que as coisas sejam tão diferentes e as coisas acabam por ser sempre tão iguais. Recebo as cartas, ordeno-as da melhor forma possível, espero, troco, passo a jogada, guardo, aguardo, tenho paciência, repenso, passo de novo, e de repente tenho uma combinação de cartas imbatível.
Jogo na mesa, todo entusiasmado e arrisco tudo - depois de tanto tempo e preparação, já nem sei se posso chamar "arriscar" sem difamar o sentido da palavra. Mas "arrisco", seja lá o que isso signifique.
E, de novo, mais uma vez, perco tudo de uma vez só. Talvez dizer "perder" seja um pouco exagerado. "Sempre se guarda qualquer coisa", diz aquele ali na ponta da mesa, que insiste com a história triste do copo meio cheio - meio vazio. Chega, eu digo.
E vou buscar outro baralho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Primeiros e segundos e terceiros e quartos e um mundo de "ses" e "talvezes"

Sobre um e sobre outro o mais provável que escolhesse sempre o primeiro. Gostava de não ter os dados que tenho, as circunstâncias que tenho, o contexto, entender a história (má ou boa), a gestão.
Mas sim, sinto que se conversou pouco e que se embarcou numa situação. Precipitada ou não. Mais sim do que não. Justificada, talvez. Acho que sim. Não sei, talvez pudesse ser diferente. Acho que não. Talvez não se estivesse à espera do segundo. Talvez o segundo só tenha avançado por motivos relacionados, direta ou indiretamente, com o primeiro.
Porém, outra coisa que me assalta (sincera e talvez ingenuamente) é que talvez isso tudo seja tão difícil (uma corda bamba?), e seja até ao último dia, porque nenhuma escolha é uma escolha verdadeiramente nossa. Não quero ser sectário, é só um raciocínio como outro qualquer. Nossa, aliás, sem colocar entre aspas ou fazer jogos de palavras.

Chaga

A quantidade de covers que há de "Chaga" dos Ornatos Violeta, no Youtube, é bem grande.
Nunca pensei. Algumas não prestam para nada. Porém, é bom o pessoal tentar. A equalização tem de ser excelente para resultar. E os músicos tem de ser bons. Vocal nem se fala.
A música e a letra originais, no entanto, são do melhor que há.

Já fiz isso tantas vezes

"ir ao maome em dia de chuva no brique e ler o jornal

é tambem muito bom"

A frase foi tirada de uma conversa no Facebook.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O corpo é que paga

É certo que "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga".
Ontem, ao início, podia parecer uma burrice eu ter ido à festa de carnaval, estando o meu corpo a dizer tão claramente que queria descansar. Hoje estava de novo a dar sinais de insatisfação, quando acordei. Entretanto melhorou um pouco. Vamos acompanhando. Do que vejo e sinto não era a não saída à noite que ia fazer alguma diferença grande.
Fiz muito bem em desobedecer o meu corpo, pelo menos ontem. Era uma injustiça para mim que justamente no primeiro carnaval da CBL depois de 6 anos, eu ficasse em casa.
Acho que fiz bem. Lá encontrei uma freira grávida, árabes, tunisinos, torcedores da seleção brasileira, chineses, bruxas, hippies. Também passeei nos passos perdidos e ouvi uma outra voz. Felizmente estiveram lá.
Por outro lado, talvez devido ao efeito etílico, conversei sobre assuntos tão complicados como escapes e urgências artísticas, com um especialista do assunto e fomos parar nisso aqui. A pensar.
Em conclusão, dizer que não há corpo são sem mente sã e é preciso ir à procura da sanidade. Às vezes as urgências e necessidades encerram verdades e temos de desobedecer os mitos. Ou procurar o que nós queremos, imediatamente, sabendo das consequências, porque o depois nunca aparece e quem espera nunca alcança.

Troll já não tem nada a dizer, os tempos estão de volta

O Troll Urbano decretou o seu fim, quis acabar. Por isso, adeus link e um "é pena".
Os tempos que correm, que se tinham fechado com uma dúvida, regressaram - fiz bem em manter o link, portanto.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Crying

Super noite essa, no Coliseu, em 30 de Abril de 2008.
Tinham censurado as filmagens que eu tinha encontrado no Youtube e postado aqui.
Por isso, não posso deixar de aproveitar essa que encontrei.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

OE

A partir de segunda ainda mais subjugado ao OE. Este blog tem outro OE, de 2007, e ainda mais outro (este dá pistas) em 2008. Aqui ainda o post sobre o fim dele, em 2007.
Vivendo e trabalhando e aprendendo.