quinta-feira, 5 de junho de 2008

136 - 2006

Em Junho de 2008, o mesmo número de posts que 2006 inteiro.
Com posts mais pequenos, como este, e, principalmente, com vontade de escrever, fica muito mais fácil.

O mais fácil

Peça-me coisas difíceis, fazendo de conta que são fáceis.
Peça pressa, mas saiba que assim tudo será incompleto.
Peça completo e depressa, peça para suprir todas as lacunas, peça mesmo para ser perfeito, isento de críticas.
Peça, eu vou tentando. Pedir é o mais fácil.

"Retorno"

Lembrei-me da piada do passo em frente e do precipício. Só que a Directiva do "Retorno" ("retorno" porque tiveram vergonha de chamar de expulsão, nesta Europa tão humanista) não tem graça nenhuma.
Com tanto por fazer na área da integração, a UE se centra nas formas de expulsar e de encarcerar os imigrantes.
É uma perspectiva. Felizmente não a minha.

Moção do PP - a dúvida

Com sorte e como o PS faz mais favores à direita do que à esquerda, há hipóteses do PS aprovar ou pelo menos se abster na moção de censura do PP.
Talvez se retirarem a referência a que é uma "moção de Abril", votem a favor ou se abstenham.

Baptismo

Hoje já "baptizei" a minha raquete nova.
Lado positivo - começa-se logo a jogar mais à vontade. Já não há perigo de baptizá-la novamente.
Mas custa. A irracionalidade diz que é possível ter uma raquete, jogar e não tocar com ela no chão, que está tão perto, já ali na altura dos pés, para onde a bola é mandada tantas vezes.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Azevedo Silva

A Last FM mostrou-me coisas boas.
Uma das melhores é Azevedo Silva.
Excelente, excelente, excelente.
E acabo de descobrir que ele irá tocar no Maxime, em 26 de Junho. Irei.
Quem quiser ouvir música boa e cheia de sentimento, aproveite para conhecer: http://www.myspace.com/projectoparalelo e http://www.lastima.net/.

Forum Gulbenkian Imigração

Condições de Habitação e Integração dos Imigrantes em Portugal.
Pensar bem e conseguir comunicar a realidade complicada das pessoas. Suas dificuldades, seus problemas, o que poderia ser feito.

Pânico e preocupação

Há quem esteja em pânico pelo facto das esquerdas se reunirem.
A direita do PS não compreende a esquerda do PS.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Head Flexpoint Prestige Team

Still offering excellent feel and control, the FXP Prestige Team brings more power and maneuverability to the Prestige line. Like other racquets in HEAD's FXP Team series, this one offers more ball speed off the stringbed thanks to a more open string pattern compared to its Tour series namesake. The FXP Prestige Team is an ideal choice for the advanced player who is looking for a little more pace and a larger sweetspot without sacrificing the feel and control found in a player's racquet. We found a very solid response from the baseline with this racquet. Spin production is consistent, allowing the player to find consistent depth on both topspin and slice groundstrokes. Flatter shots come off the strings with good ball speed and, again, enough consistency for accurate hitting. At net the FXP prestige feels maneuverable yet solid. Volleys leave the racquet face with a crisp and clean feel. We found good targeting both when punching volleys deep as well as when parking a dropper or angled volley inside the service boxes. We also found a consistent response on serve, with both spin production and pace coming in predictable quantities. Offering a very solid performance from all areas of the court, this one is well worth a test for stronger players seeking all court playability from a 102 sq. inch headsize. also features HEAD's C.A.P. (Computer Aided Protection) System grommets, which wrap around the outer edge of the frame to protect the racquet string against damage when the racquet comes into contact with the court. Recommended for players at the 4.0-5.5 level.
Dei sorte na compra. Fui à loja sem saber nada de marcas e modelos e fiquei lá uma hora olhando raquetes. Hoje vi que diziam isso das Prestige (não exactamente acerca da Prestige que eu comprei) em fins de 2006 - ver as raquetes ali na caixa. Sei que já estamos em 2008, que já há mais modelos muito melhores, mas certamente não preciso mais do que isso que tenho e ainda por cima em promoção. Imaginem se é necessário mais para andar jogando bolas de um lado para o outro do campo.
A propósito de considerações sobre esta raquete, encontrei ainda isto: ideal para jogadores com swing intermediário. Seu perfil fino garante um bom controle. Sem exagero de peso solta mais bolas do que a Prestige Flexpoint. Gostei do "swing intermediário" (e não faço mais comentários).
O Helenio (funcionário da loja) deu uma grande ajuda. Sabia tudo! Tirou todas as minhas dúvidas e teve uma Santa paciência. "Prince ou Head? Tenho tantos €'s para dar...". Ficamos ali um tempo com isso e depois de mais uns 15 "minutos para pensar" simpatizei pela raquete da foto ali em cima.
Depois tem a história da Head, no meu imaginário de mais jovem. Nas aulas, quem tinha raquete boa tinha uma Head. O Duarte e o Miguel por exemplo.
Parei de jogar com regularidade. Entretanto, apareceu o grande Guga que me lembrou muitas vezes do ténis. Ele também usava Head, agora venho a saber que uma super especial Prestige.
Mais reforçou o meu inconsciente: Head, Head, Head.
Enfim, fiquei absolutamente feliz durante e depois do jogo de Domingo de manhã, a nossa estreia como equipa, se bem que agora tenho de aprender a jogar melhor com ela. Tem as suas manias. Joga a bola bem longe, parece que tem vida própria. É muito diferente da minha anterior raquete, que gostava de encher de paulada a bola que vinha. Neste aspecto acho que o meu braço irá agradecer a desnecessidade da ira que tinha de soltar em cada bola que batia.
Por isso mesmo, a respeito da minha querida Prince Tricomp, apesar de guardar as melhores recordações, acho que estava mesmo na altura da reforma. Fica ali ao lado da "Le Coq Sportif", esta manifestamente incompetente e despedida por inadaptação.
No entanto, a Prince, não só por ser da família real, tem certamente muito mais hipóteses de abandonar o fundo do armário, às vezes.

Onde

Queria saber mais.
Ou pelo menos queria viver em maior paz com o que julgo saber.
Mas não.
Penso que não sei o suficiente, penso que ainda tenho tanto para aprender.
E digo "disso não sei".
Por outro lado, há aqueles que dizem, falam e se manifestam sem nada saber. Mas parecem mais felizes com o que julgam que sabem.
Que grande confusão.
Onde se fica quando é assim?

Partido, em 3, Social Democrata

Um partido literalmente partido. Em 3 e em pedaços quase irmamente divididos.
Houve um irmão (a irmã mais velha) que pegou um pouquinho mais da sobremesa.
Ainda, parece que se tivesse havido união das alas menos "elitistas" (segundo o jargão do PSD), Manuela Ferreira Leite não teria tido hipóteses. Mas isso é um assunto laranja ou azul (ainda será azul, agora com MFL?).
Uma coisa é mais unânime. O PSD é um partido que também está todo partido. Cansado e com a necessidade de encontrar um líder.
Encontrou um. Até quando?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eu não vou

Eu também não vou.
Prefiro ir a qualquer outro lugar ouvir música do que ter de comer com toda a publicidade infernalizante deste evento.

Boicote

Dias 1, 2 e 3 de Junho não vamos meter gasolina nas bombas do cartel Galp/Repsol/BP.
Juntos contra a especulação gasolineira.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Agora Aqui

25 de Abril e o 1º de Maio de 1974 ficaram para sempre associados ao imaginário da liberdade e da democracia. Continuam a ser uma referência e uma inspiração. Trinta e quatro anos volvidos, apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa. Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos.
A corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático.
Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança.

O compromisso do 25 de Abril exige que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição da República. E exige também uma crescente cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.

Não podemos, por outro lado, ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos. Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha. Não se constrói a paz com a guerra. Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios. E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Não nos resignamos perante as dificuldades. Como escreveu Miguel Torga – “Temos nas nossas mãos / o terrível poder de recusar.” Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.Os que nos juntamos neste apelo, vindos de sensibilidades e experiências diferentes, partilhamos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.

Manuel Alegre - deputado e escritor/Isabel Allegro Magalhães - professora universitária/José Soeiro deputado/Abílio Hernandez - professor universitário/Acácio Alferes - engenheiro/Albano Silva - professor/Albino Bárbara - funcionário público/Alexandre Azevedo Pinto - economista, docente universitário/Alfredo Assunção - general, militar de Abril/Alípio Melo - médico/Ana Aleixo - médica/Ana Luísa Amaral - escritora/António Manuel Ribeiro – músico/António Marçal - sindicalista/António Neto Brandão - advogado/António Nóvoa - professor universitário/António Travanca – professor universitário/Augusto Valente - major general, militar de Abril/Camilo Mortágua/Carlos Alegria – médico/Carlos Brito - ex-deputado/Carlos Cunha - engenheiro/Carlos Sá Furtado - professor universitário/Carolina Tito de Morais - médica/Carreira Marques - ex-autarca/Cipriano Justo - médico/Cláudio Torres - arqueólogo/David Ferreira - editor/Dinis Cortes - médico/Edmundo Pedro - ex-deputado/Eduardo Milheiro - empresário/Elísio Estanque - professor universitário/Ernesto Rodrigues - escritor/Eunice Castro - sindicalista/Fátima Grácio - dirigente associativa/Francisco Fanhais - músico e professor/Francisco Louçã - deputado/Francisco Simões - escultor/Helena Roseta - arquitecta, autarca/Henrique de Melo - empresário/João Correia - advogado/João Cutileiro - escultor/João Semedo - deputado e médico/João Teixeira Lopes - professor universitário/Joaquim Sarmento - advogado, ex-deputado/Jorge Bateira - professor universitário/Jorge Leite - professor universitário/Jorge Silva - médico/José Aranda da Silva - ex-Bastonário Farmacêuticos/José Emílio Viana - dirigente associativo/José Faria e Costa - professor universitário/José Leitão - advogado, ex-deputado/José Luís Cardoso - advogado, militar de Abril/José Manuel Mendes - escritor/José Manuel Pureza - professor universitário/José Neves - fundador do PS/José Reis - professor universitário/Luís Fazenda - deputado/Luís Moita - professor universitário/Luisa Feijó - tradutora/Mafalda Durão Ferreira - reformada da função pública/Manuel Correia Fernandes - arquitecto, professor universitário/Manuel Grilo - sindicalista/Manuel Sá Couto - professor/Manuela Júdice - bibliotecária/Manuela Neto - professora universitária/Margarida Lagarto - pintora/Maria do Rosário Gama - professora/Maria José Gama - dirigente associativa/Mariana Aiveca - sindicalista/Natércia Maia - professora/Nélson de Matos - editor/Nuno Cruz David - professor universitário/Pacman - músico/Paula Marques - produtora/Paulo Fidalgo - médico/Paulo Sucena - professor/Pio Abreu - psiquiatra/Richard Zimmler - escritor/Rui Mendes - actor/Teresa Mendes - reformada da função pública/Teresa Portugal - deputada/Ulisses Garrido - sindicalista/Valter Diogo - funcionário público aposentado/Vasco Pereira da Costa – escritor, director regional da cultura

11000 entradas

A Aldeia Blogal ultrapassou as 11000 entradas.

PS não gosta da esquerda Parlamentar

O Partido Socialista que esqueceu literalmente do socialismo e quando se lembra fica crispado e agoniado, acha que o Bloco de Esquerda e o PCP são "conservadores", porque querem cuidar das suas clientelas.
"Clientelas".
Para o PS, os trabalhadores não são clientelas a cuidar.
No Correio da Manhã de hoje, ainda vem citação de Vieira da Silva acusando o Bloco de Esquerda e o PCP de "desonestidade política".
Desonestidade é a do PS, com o país e consigo próprio. Ganharam as eleições e esqueceram o programa de governo que apresentaram. E se lessem as actas da discussão do Código do Trabalho! Na verdade o PS na oposição defendia os trabalhadores. Agora viraram-lhe as costas. Na verdade o PS só dá atenção aos trabalhadores quando é altura de ganhar as eleições. Quando está no poder pisoteia-os.

Esquerda

A esquerda vai se reunir.
Pena que em Portugal não haja um Governo de esquerda.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Balanças

Sarkozy, que quer centrar a agenda europeia na imigração e quer que o memorando da imigração seja relativo a expulsões e afastamentos, agradece a Berlusconi, que está radicalizando o discurso contra os imigrantes ainda mais do que qualquer construção securitária europeia poderia supor.
Tanto se dizia que era preciso ver a política de imigração com cuidado. Integração, direitos, direitos políticos, regularização? "Não se pode abrir muito, para a balança não se desestabilizar e se acirrarem conflitos", diriam alguns.
A balança se desestabilizou à mesma. E, enquanto certos partidos que se dizem de esquerda foram cedendo a conservadorismos e restrições securitárias, à política do "passo a passo", para não criar resistências e xenofobias, enviezadas soluções que não passam por reconhecer e criar uma pedagogia de tratar os de fora como iguais (que são), a direita começou a dinamizar o seu discurso e começou a esticar a corda para o lado oposto, vendo até onde conseguem ir.
Começaram-se a partir os equilíbrios (que se haviam eram poucos). Com Berlusconi criminalizando a imigração ilegal, as restantes direitas europeias não precisam grandes argumentários para atacar as já poucas garantias dos imigrantes na Europa.
Comentário a propósito de "Lixo", postado no Zero de Conduta.

terça-feira, 20 de maio de 2008

É possível. É possível?

Qualquer dia volto a escrever "Um outro mundo é possível" com final em ponto de interrogação.
Tanto retrocesso.

Responsabilidade e música

Agora é preciso ver das responsabilidades do sucedido no Coliseu.
Felizmente não preciso misturar música e responsabilidades, por isso não quis escrever nenhuma palavra sobre isso no post anterior, que é sobre música e festa. Ia infectar o post. Mas se virem bem, o Destak esteve à procura disso. Acho que fizeram bem. Sinceramente não li até ao fim a notícia.
Na verdade, nem tenho muita convicção quando escrevo este post. Acho que não quero saber sobre quem foi responsável pelo apagão. Quero só me lembrar da Adriana solucionando a questão, de uma forma poética e muito mais eficaz do que qualquer técnico de som.
Mas quem quiser veja isso. Deve ser importante.