quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Tudo

Podemos ter tudo. Infelizmente, não pode é ser tudo ao mesmo tempo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Potter VII

Ainda antes de 2007 terminar, acabei o sétimo dos Potters.
Correu tudo dentro das minhas expectativas.
Não vou dizer o que aconteceu, mas quero contar que escrevi um post, sobre o que gostaria de ler no livro. Enfim, bateu mais ou menos certo. Não faço um link para não correr o risco de estar contando o final ou sequer a dar pistas.
Mas não posso deixar de fazer o registo.

2008

E, de repente, como quem não quer a coisa, 2008 está aí.
Que seja melhor do que 2007, para todos - é mesmo necessário.

Censurar os peões em jogo

Dois filmes bons, ambos sobre guerras, ambos sobre imperialismo norte-americano, que vi neste fim/início de ano, 2007 e 2008, respectivamente:
Censurado, de Brian de Palma;
Peões em jogo, de Robert Redford.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O que ele mais queria e, sabia que o ia conseguir, era após a passagem desta data simbólica, reencontrar-se consigo mesmo, retomar o rumo de sua vida, voltar a sentir o gosto de surpreender-se a si próprio - mais até do que aos outros - como em muitas ocasiões já o fizera.
Queria e sabia que ia fazê-lo. Voltar ao universo magnífico da motivação de tentar chegar a novos planetas, do conhecimento de novas estrelas, da conquista de espaço. Tudo isso ele queria fazer com a nave que já possuía. E por saber que assim o queria, sabia que esta meta seria atingida.
Aliás, ele até já a alcançara, sem o saber. O convite à motivação e ao desejo de ir mais longe, bastara para mudar todo o universo à sua volta.
Foi à janela e viu onde estava, já no alto. Ouviu a campainha tocar e abriu a porta sem perguntar quem era. A motivação entrou-lhe de sopetão, tomou posse do seu corpo, que se revigorou de imediato.
Agora era invencível.

JoeSatrianiLx

Afinal já não é preciso ver Joe Satriani no Reino Unido.
Ele vem ao Coliseu dos Recreios no dia 30 de Abril.

Anarquia e sociedade, actual e muito antiga - uma divagação

Anarquismo? Para quê?
Para isso já bastam os EUA com as questões do clima e a vontade das entidades patronais em relação aos direitos dos trabalhadores. A posição da Juventude Popular, a sua pretensão de abolição do conceito de salário mínimo é um bom exemplo de desejo de anarquia.
Não, anarquismo não. Ainda por cima quando temos todos este neo-liberalismo capitalista e selvagem se instalando (e que ainda pode ser mais aprofundado).
Tem de haver um Estado a regular, mas ao serviço das pessoas, voltado para os problemas das pessoas, voltado para os cidadãos. Promovendo a igualdade real, a diminuição do fosso entre ricos e pobres. A sociedade civil não se auto-regula. O tempo dos senhores a distribuir pão entre os pobres já devia ter passado. O Estado tem de promover as canas de pesca e, caso não tenha competência para fazer isso completamente bem, distribuir o peixe. Não deixar que as grandes famílias tirem tudo dos outros e depois lhes distribuam peixe, a troco de benefícios fiscais. Se forem distribuir peixe, devia ser pela sua dívida para com a sociedade.
Em Roma não resultou.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

JG

Espécie de namoro de 3 dias que quero que resulte numa relação duradoura.
Esta Fender JG está em minha casa e já começamos a tocar juntos.
Foi amor à primeira vista e logo que nos tocamos a empatia foi imediata. Vinha há algum tempo pensando em dotar-me de uma guitarra electro-acústica, mas não considerava uma urgência. Nem esperava ter isso antes de o 2007 se ir embora.
Mas, a verdade é que tratei do assunto com urgência depois que a vi, ao acaso (estava a comprar um cabo), no dia 22, tendo ido buscá-la hoje de manhã.
Gostei da guitarra por vários motivos. De início o formato, parecido com uma guitarra clássica, depois o braço, muito confortável, e o som ainda desligado do amplificador.
Perguntei só por perguntar o preço ao lojista. Pensei que seria suficientemente proibitivo para deixar a guitarra só no desejo. Porém o valor foi uma bela surpresa, para uma marca de referência como é a Fender.
Tudo isso fez com que o assunto se resolvesse depressa, após mais uma sessão de conhecimento mútuo - já com o amplificador permitindo que a guitarra contasse outros segredos que guarda dentro de si.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Pontes

Primeiro, uma advertência: não estou falando do meu local de trabalho, felizmente. Não suportaria.
Segundo, o desabafo: como é mais fácil quebrar do que juntar, ou criar conflito do que se tolerar ou se sentar à mesma mesa para tentar compreender-se, as pessoas optam sistematicamente pelas primeiras opções. E o engraçado é que depois todos criticam as guerras.
Não toleram diferenças, divergências, preferem distância à partilha, não tentam criar laços. Rapidamente passam ao ataque, às cisões, às opções que não revelam cedências.
E depois queixam-se de realidades como os guetos, as batalhas, no mundo em geral.
Pontes, nem vê-las. Só cadeados.
Cachimbos da paz, nem pensar. Só granadas.
Não sei se um dia sairemos disto.
Só se ultrapassa um rio com uma bela ponte, erguida em conjunto e que junta duas margens. Se não existe a ponte, a mistura, o encontro, o avanço é sempre uma miragem.

Tratamos de tudo

O Tratado Europeu ensinado às crianças:
A União Europeia é fruto da vontade dos povos.
O Tratado Europeu ensinado aos adultos:
Para quê? Vocês não percebem nada disso. Deixa estar que nós tratamos disso.

Eles é que sabem

Para que fique claro: os títulos de facto são diferentes.
O outro era Tratado Constitucional Europeu. Este é só Tratado Europeu, e é de Lisboa também, o que é muito melhor.
Levará o Santo António dentro dele, com as festas e sardinhadas?
Não, é só o título que muda, o outro era Tratado Constitucional Europeu e este é só Tratado Europeu.Ah... Mas então porque é que não vai ser referendado?
Ninguém sabe... Só os eurocratas, aqueles senhores de gravata e que mandam nesta cena toda.
Eles é que sabem, porque nós não sabemos interpretar tudo aquilo que eles escreveram.

Mas eles não deviam nos prover educação também, não deviam nos explicar, pelo menos?
Oh pá deixa lá isso... Eles vão tratar disso para nós... Eles sabem bem o que é preservar uma europa democrática. E se eles acham que democracia é nós vermos eles assinarem tratados internacionais sem dar satisfação ao povo... deixa-os que eles é que sabem.

Prova de fim de curso do teatro do opressor

Quanto mais fala, mais mentiras nos oferece.
Só que a mentira tem perna curta JS. E não és o único a vê-la.
Tristeza de país. Infelizmente não só de país, mas de mundo, cheio de mentirosos.
Via Zero de Conduta, o fabuloso político que pensa que é um actor de peças diferentes e que não se dá conta que um dia vem depois do outro, mostra-nos sua arte em duas performances sobre o mesmo tema, mas que ele finge que são distintos.
JS um dia terás vergonha, espero.
Aqui fica: duas performances, com convicção, sobre um mesmo tema.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Nota solta

Deixo esta nota solta, para dizer que queria escrever mais aqui.
Mas a verdade é que cada vez escrevo mais, em sítios diferentes, mas não neste local.
O que pensar? Nuns dias pensarei que isso é bom, noutros acharei mau.
O marcador da mensagem é uma provocação para mim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Relatividade

"A Cimeira UE-África provou que os conceitos de ditador e de corrupto são relativos, de geometria variável: isto é, há ditadores bons, como haverá corruptos sérios."
João Paulo Guerra, "Diário Económico", 10-12-2007
E todos eles são convidados a jantar no Palácio da Ajuda, o que o comum dos mortais só vai em visita.
Como também ontem me diziam: "se estas cimeiras desorganizam tanto uma cidade, fazendo que estes altos chefes de estado (da UE e da UA) tenham de se esconder, é porque estamos muito mal. Eles sabem que não os querem e que criam dificuldades às pessoas."

O tigre e os lobos - parte II

O que terá acontecido ao tigre?
Terá sido agredido?
Estará tão quietinho porque está preparando um ataque surpresa?
Ou estará aprisionado bem no fundo da toca? Ou está bem instalado?
Terá se tornado um lobo?
Há histórias que se escrevem por si e que um blogueiro está absolutamente alheio ao guião.
Às vezes é mesmo preciso reflectir muito.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Fumaçada III

Ou seja o fumo seria tanto e "onde há fumaça há fogo" que ainda antes de começar a fumar estaria deixando de fumar porque "onde há fumaça há fogo" e, portanto, o fumo da fumaça que fumega poderia pôr fogo no cigarro do maço que não acendi e que significaria uma postagem num blogue.
Enfim, mantenham-se afastados do cigarro.

Fumaçada II

Fumar pode não só matar, como pode alimentar posts de blogues.
Nos próximos maços, seria interessante obrigar a colocar: "Fumar pode gerar posts em blogues".
Eu, que não fumo, deixaria de fumar no preciso momento que lesse isso num maço.

Fumaçada

Com a nova lei do tabaco, felizmente quase a entrar em vigor, teremos um novo curso no mercado: O Curso de Fumação de Fumadores.
Será ministrado pelo Instituto de Emprego e Fumação Profissional.