sexta-feira, 2 de março de 2007

1/6 - parte I

Fiquei incrédulo quando vi ali na minha Torre do Tombo que em Outubro de 2004 postei 53 mensagens e em Novembro do mesmo ano postei 48 vezes!
Assim, 1/6 do meu blog é produto destes 2 meses.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Speeding

Marty Friedman cheio de criatividade, num disco excelente.
Ganha o ouvinte, perdem os Megadeth.
O nome das criações do disco são os seguintes:
"Gimme A Dose"
"Fuel Injection Stingray"
"Ripped"
"It's The Unreal Thing"
"Cheer Girl Rampage"
"Lust For Life"
"Lovesorrow"
"Nastymachine"
"Catfight"
"Corazon De Santiago"
"0-7-2"
"Salt in The Wound"
"Novocaine Kiss"

----
LUST FOR LIFE é lindíssima
Marty Friedman explica como a compôs:
This was written in my first Tokyo apartment. I had no guitar so I just hummed the melody into a cassette recorder. My fave thing about this one is the girl?s voice that I slipped in right before the guitar solo near the end of the song. When I was a kid, I thought guitar solos were totally orgasmic, so what better way to enter a solo than with a moaning voice? Just for the record, the voice was taken from an outtake of the spoken part from ?Realm of the Senses? from the ?Scenes? album. I still had the master tapes! Thanks, Kayo!

Por enquanto


Filhotes de tigres e macacos dormem juntos num Jardim Zoológico.
Por enquanto, tudo em paz.

Pastores - ovelhas - lugares - lobos - patas

Seiscentos pastores se reuniram e traziam seiscentas ovelhas. Pretendiam reunir-se num armazém com seiscentos lugares.
Assim as ovelhas tiveram de ficar fora do armazém. Aliás, as mesmas nem queriam estar presentes numa reunião com seiscentas pessoas.
Enquanto a reunião se desenrolava, a primeira de seiscentas reuniões, com seiscentos minutos cada, para discutir seiscentas medidas, chegaram os lobos, numa matilha monumental de seiscentos animais. Haviam farejado as seiscentas ovelhas a seiscentos quilómetros de distância.
As ovelhas pensaram que iriam servir de banquete à seiscentas mandíbulas e seiscentos estômagos de canídeos.
A loba chefe adiantou-se e disse:
Há seiscentos milhares de anos que os humanos vos atormentam. Não tenham dúvidas de que eles querem vos engolir e vos sacar a pele.
Seiscentos "mehs" se ouviram.
E o pior é que depois dizem que somos nós os vossos piores inimigos.
Não vos faremos mal durante seiscentos dias. Façamos uma trégua.
Quatro mil e oitocentas patas começaram-se a mexer. Duas mil e quatrocentas dos lobos e duas mil e quatrocentas das ovelhas.
E como lancei estes números para o conto, o mesmo termina aqui, pois este é o post número 600 e não 2400 ou 4800.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Companheiros musicais


Aqui está a nova inquilina de minha casa, desde 24 de Fevereiro.
A Epiphone Les Paul Standard Plain Top.
Fiquei com um pouco de pena da minha Giannini. Mas ela compreendeu.
Eu e a Epi ficamos logo amigos e já no Sábado começamos a tocar músicas juntos. Domingo à noite, com menos estardalhaço, aproveitamos para acompanhar os U2.
Vamos dar-nos bem, eu acho.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Este blog é pelo SIM


















No fim do referendo e início de uma nova etapa, cumpre recordar esta imagem que acompanhou o blog na pré-campanha e na campanha.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Agora soluções

SIM!
Finalmente!
E com uma enorme folga!
Mas qual é o motivo para o desinteresse das pessoas pelas urnas?
O que vale é que, mesmo assim, vamos poder revogar o 140.º do Código Penal e oferecer ao problema do aborto soluções.
"Soluções", uma vez que a anterior resposta penal nunca serviu para resolver nada.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

VOTAR SIM DE VEZ

O SIM irá vingar no Domingo 11 de Fevereiro. Será um dia para recordar.
Finalmente o 140.º do Código Penal que nunca serviu para nada a não ser ameaçar as mulheres, irá desaparecer da ordem jurídica portuguesa.
Dou aqui o último adeus a este artigo, esperando nunca mais o ver.
Adeus condenações, perseguições, humilhações.
Entretanto para que tudo isto se confirme cabe a nós todos votar bem e
VOTAR SIM!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

"Errata"

Os dois últimos posts mereciam ser eliminados, de tão mal escritos que estão.
Mas permanecerão com a presente errata, para historiarem o quanto se pode escrever mal e sem sentido, de uma assentada só. Responsabilidade do escritor que, movido pela obsessão, insistiu em deitar palavras na internet num momento de cansaço intelectual.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Scoop

Se Babel é triste, Woody Allen é responsável pelo engraçadíssimo Scoop e a sua história muito bem montada e divertida.
Engraçado este mundo de Woody Allen: representa uma crítica social severa, quase inverosímel, mas também está por todos os lados e recantos.

Babel

Babel está cheio de nomeações para os Óscares.
É, sem dúvida, um grande filme.
É também um filme submerso numa tristeza brutal e crua. Cada instante do filme trespassa o espectador com uma dureza que se diria quase inatingível na realidade.
Porém, toda esta dureza está por todos os lados, em todos os recantos, em milhares de vidas e pessoas.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

O telemóvel de César das Neves

Depois do saudoso Santana Lopes, que insiste em não falar, César das Neves vem honrar a secção humorística da Aldeia Blogal.
Deliciem-se com o que saiu na página do Público de hoje:
Economista a favor do "não"
César das Neves: despenalização tornará aborto "tão banal como um telemóvel"
18.01.2007 - 15h20 Lusa
O economista João César das Neves afirmou hoje que, se o aborto for despenalizado, passará a ser algo "tão normal como um telemóvel".
Para o economista, este fenómeno "tem um paralelo económico": a chegada de um produto novo ao mercado.
Tal como aconteceu com os telemóveis, João César das Neves prevê que exista um aumento exponencial do número de abortos, como com os telemóveis adquiridos pelos portugueses.
A liberalização do aborto é seguida de "uma cultura abortista, em que este passa a ser uma coisa normal, como um telemóvel".
Quando questionado sobre a origem destas informações, João César das Neves disse que chegou a esta conclusão "pensando" e disse recear que "os hospitais — actualmente locais de vida —, passem a ser espaços de morte".

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Post em ambiente remodelado

A Aldeia foi objecto de grandes remodelações, todas originadas pela migração.
Migrar é muito difícil. Porém, apesar da migração, consegui não ser alvo de nenhuma consequência negativa ou obstáculo legal - o que é raríssimo. Talvez por ter sido bem orientado, encaminhado e acolhido.
Bom, mas faltava postar algo e aqui está o post.
Por fim, aproveitando a iniciativa, acrescento, como disposição final, que o presente post revoga o post anterior em todos os seus efeitos e extensão.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Quem sabe é desta?

Hoje vi-a pela primeira vez.
Pelo menos com olhos de ver.
Ainda persistem algumas dúvidas, mas parece que irei optar pela célebre escolha baseada na máxima da "qualidade - preço".
Amanhã ou depois sentarei com ela, farei carinhos no seu braço e cócegas na sua barriga.
Se ela cantar para mim bonitas melodias, fizer uma grande barulhada quando for preciso e me fizer feliz, quem sabe a levo para minha casa.
O nome dela não é tão poético como o seu aspecto.
Eis a AES620HB.

Chama

Reencontro-te nas letras dos versos.
Versos com métrica ou sem métrica. Perfeitos e imperfeitos.
Mas que sempre falam de ti.
As letras do teu nome parecem ficar sublinhadas à medida que escrevo.
Parece que ganham vida.
Juntam as mãos, desfazem pontos, saltam vírgulas, desrespeitam a ordem e a gramática.
Unem-se, clamam, chamam, reclamam e rechamam.
Ou é rechama e chama?
Chama.

Agir

Não há nada mais actual do que viver.
Não há como viver do passado.
Não há maneira de viver só do que se fez ou do que se escreveu ou do que se disse.
É preciso andar, sempre, incessantemente.
Descanso?
Já passou. Está também no passado.
Arrisco: descansamos, descansei.
Mas o essencial é o presente: ajo, interajo e faço.

Reacordar

As estrelas caem do pano escuro e ficam desacordadas no céu azul.
Quem as revigora se não o fim da tarde?
O que seria delas se o Sol não lhes concedesse um pouco de espaço e de tempo?

Não a 2007!

Há, felizmente, mentes que são contra as passagens de ano. Consideram os novos anos uma desgraça que não deveriam ser celebrados.
E o movimento que diz não ao ritmo frenético do tempo, vai ganhando apoio.
Este ano organizaram uma manifestação que tinha como palavras de ordem:
NON A 2007!
http://www.fonacon.net/
Visitem, pois é engraçado.
Ah! Agora a fonacom actualizou as suas reivindicações.
Neste momento batem-se contra o ano de 2008.

Dois mil e sete

2007 avançou e chegou em todo o mundo, como quem não quer a coisa. Acho que ele sabe o fardo que carrega, as responsabilidades que tem, o que se espera dele.
Entre as árvores de Natal, consumo desenfreado em época de falta de dinheiro, guerras, reformas que atacam as reformas e salários, desigualdades, fosso civilizacional, 2007 constitui para todos nós uma esperança.
Perdedor à partida? Não não!
Espera-se, pelo menos, que ele dê o seu máximo!
Força 2007!
Não deixes que o 2008 faça o bom trabalho e ganhe os louros do sucesso da grande viragem que todos precisamos, em todas as áreas!

Carrasco passa o testemunho

Saddam foi executado.
O carrasco de milhares de iraquianos recebeu o mesmo tratamento que dava aos seus opositores: a morte.
Saddam morreu, mas deixou, com certeza, sementes.
E uma delas é já uma árvore bem grande. Violência gera violência e os governantes iraquianos (não só estes, claro - estes só fazem as encomendas) não querem deixar de cultivar o enorme pinheiro da guerra e da barbárie.
Por isso, o único tratamento que conseguiram dar a Saddam foi o da forca.
Na cena pré-morte (que mereceu honras de espectáculo televisivo em todos os telejornais), se via um velho ditador, que foi muito sanguinário e cruel e que chacinou milhares.
O velho que tantas maldades fez trazia, no entanto, companheiros e seguidores seus na hora do adeus.
E a execução é o culminar da passagem de testemunho aos novos carrascos que (não) dominam o Iraque.
Um marco para a democracia iraquiana, como disse George W. Bush.