quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

A morte do Blogue de Esquerda

O Blogue de Esquerda deixou de ser actualizado.
Acho que é isso que se chama a morte de um blog: o facto de deixar de ser actualizado. As pessoas deixam de escrever, mas a obra continua aqui na internet. E não viram ruínas. Os factos talvez, mas a escrita nunca se arruina.
Na hora da despedida, escreveram-se vários posts relacionados com o fecho do BdE, pelos seus autores.
Este aqui é imperdível: BLOGS, MODO DE USAR

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Falar bem português: a palavra Negócio

Existe uma nova definição para a palavra negócio.
Negócio passa a significar a partir de hoje: sobre o que já está escrito.
Descobri esta nova interpretação numa conversa com Timbuktu, no MSN Messenger.
Passo então a citar tão sapiente e erudito diálogo, que culminou na magnífica explanação da douta significação, que, manifestamente, não está ao alcance de qualquer mente. Mente esta que tem de ser moderna, para sorver todo o potencial que cada palavra tem a oferecer a todos nós, humildes oradores, que buscam a troca de experiências intelectuais.
Ora, estavamos a debater alterações a incluir na parte jurídica de um site na internet, quando:
Timbuktu diz:
tens algo escrito?
Guz diz:
alteraçoes nepia, mas é so fazer, demora um pouco
Timbuktu diz:
faz e manda
Guz diz:
tenho de fazer ja em cima dos negocios eu acho
Timbuktu diz:
negocios?
Guz diz:
capital, negocios, dinheiro, dolar, acoes
Guz diz:
n
Guz diz:
eu faço sim
Timbuktu diz:
sobre o q ja existe
Guz diz:
mas tenho de consultar e ver o q ha para fazer
Guz diz:
isso
Guz diz:
negocios: sobre o que ja existe
Guz diz:
boa definição
Guz diz:
gosto destes dialogos no msn, permitem-me sempre actualizar meu blog
Timbuktu diz:
cita-me, não te esqueças
Guz diz:
ok
Timbuktu diz:
"Timbuktu"
Guz diz:
claro, vou citar todo o dialogo, a partir do "tens algo escrito?"
Guz diz:
o dialogo esta muito claro, parece os da quadratura do circulo

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Combate ao stress

Finalmente na internet, a cura definitiva para o stress.
http://bluestrattos.planetaclix.pt/bubblewrap.swf
Sugiro a utilização continuada ao longo de todo o dia, em todas as pausas do trabalho.
"A diferença do homem para os outros animais é que ele sabe que é irracional"
Luis Fernando Verissimo

Vitória de Portugal - parte III

"Sei que Portugal pode vencer...
por muitos até.
O Gabriel Alves disse-me que jogaremos em 4-4-2, com alas bem abertos e 2 avançados centro"
Cavaco Silva

Vitória de Portugal - parte II

Acho que o cartaz de Cavaco Silva podia ser escrito sem qualquer pontuação, de maneira a que se desse mais ênfase ao seu conteúdo.
Ficaria assim:
"Sei que Portugal pode vencer Cavaco Silva"
Como se vê, o próprio interesse nacional ficaria mais salvaguardado.

Vitória de Portugal - parte I

"Sei que Portugal pode vencer"
Cavaco Silva
Qual jogo? O homem não percebeu que Portugal já se classificou para o Campeonato do Mundo? Estará ele fazendo previsões já para o grupo de Portugal na Copa da Alemanha?
Neste caso também sei que Portugal pode vencer.

Vou ser feliz e já volto

O Paulo Miklos me disse que vai acontecer de novo.
Depois todos vão lembrar, vão até falar que "mamãe disse... papai disse...".
Mas eu não tenho todo o tempo.
Aliás, o que você me diz? Diga-me hoje. Porquê? Por querer saber, este é o motivo!
Não é preciso colocar tudo num plano idêntico a uma lâmina de vidro, a uma orgia completamente sem amor. Caso desconheças, podem tocar sinos entre os anjos. Sim, mesmo quando se trata d'o milagre do ladrão.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Sementes

Olhou para os livros todos e não teve vontade de ler nenhum.
Olhou para o seu violão, para os discos, mas não quis ouvir nada.
Pegou no computador portátil e digitou: nada, não quero nada. Mais nada.
Tirou as letras do itálico e começou a escrever normalmente, ainda a pensar sobre o que poderia dissertar. Mas nada o inspirava, nem o ruído dos passáros na rua.
De repente, apareceu algo. Uma pequena frase começou a surgir em sua cabeça, que ele tinha dificuldades de apreender, mas que ia se intensificando...
... procuro uma palavra, mas o meu caderno de anotações está tão cheio, que não é fácil encontrar a correcta ...
A procura por nós próprios é cada vez mais difícil neste mundo tão massificado. As pessoas cada vez mais voltam as costas para si mesmas. Tiram fotos de monumentos sem os verem, comem comidas sem sabor, pensam que pensam, mas não pensam.
Na verdade, o que todos querem é saber o que os outros pensam acerca de um assunto e tentar achar o mesmo. O melhor critério (se não o único) é o da maioria. Todos querem vestir a mesma roupa, trocando apenas as marcas e as cores.
"Que horror! O pessimismo que eu verto aqui também tem um pouco a ver com isto. Devo estar a ser fortemente influenciado pela crise e pelo défice".
"Se eu plantasse numa horta sementes iguais às palavras que escrevi hoje, com certeza as sementes já iriam tão maduras e tristes para a horta, que quando se desse o nascimento das plantinhas, as mesmas já trariam todos os frutos apodrecidos".
Parou reflectiu, tentou encontrar significado para as poucas frases que havia escrito. Percebia menos de agricultura do que de escrita, menos de escrita do que de leitura, menos de leitura do que de filosofia e, sem pretensão nenhuma, haviam brotado dos seus dedos aquelas palavras todas. Vãs? Com sabedoria?
"Hoje vou encher a horta de sementes novinhas, inocentes e sem preconceitos.
Vou deixá-los crescer em paz, sem enchê-las de pessimismo. Sem velhos do Restelo.
E, espero que as sementes esqueçam que deveriam ser apenas plantinhas na horta e consigam transformar-se em passáros, para voarem para longe do lugar onde apenas servem um fim: serem exploradas, até ao mais ínfimo dos seus frutos, de sol a sol, sem nunca ninguém lhes dizer o quanto os seus frutos são bons, o quanto trazem sabor às mesas, quão agradável é o odor e paladar que proporcionam".
"A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste"
José Saramago, in As Intermitências da Morte

O som do sim

Todo o muro tem potencial para terminar com a história de uma bala, mas nem todos efectivamente o fazem.
Aliás os muros podem, a maior parte das vezes, nos dar a falsa impressão de que vamos viver, partir, andar, em paz com George Bush, Osama Bin Laden e Mr. Scarecrow.
No entanto, como todos sabemos, isso são hoje canções, a mais até. É como ouvir Inbetween Days e falar: "eu não sei nada de The Cure".
Será um truque? Ou será une chanson triste?
Só o Herbert Vianna é quem sabe.

Mensagem bem positiva

Apesar da crise, do défice, do desemprego, da economia, do mensalão, do Lula, do Sócrates, do Sampaio, do Juan Carlos. Apesar de tudo, tudo, tudo o que possam me dizer, este post, pelo menos, irá terminar como começou: com uma mensagem bem positiva.

Regresso a Lisboa

Chegado ao avião da TAP, de regresso a Lisboa, pego o Jornal Público e levo até o meu assento.
Sento, abro o tampo da mesinha e folheio as notícias.
"Belém, cercada por um muro, faz um esforço para viver o Natal" - Alexandra Lucas Coelho
"As reacções exaltadas às apostas presidenciais na Betanwin só revelam o nosso secular provincianismo"- José Manuel Fernandes
"Economicamente vivemos um desastre. Culturalmente, uma hecatombe. Socialmente, somos anémicos. Politicamente, néscios" - Baptista Ramos
"2006 vai chegar sem foguetes, implacável, duro e com perspectivas sombrias" - Luís Delgado
"A realidade só volta a bater à porta depois das festas" - Mónica Bello
"Respira-se, apesar de tudo, um clima natalício. As pessoas estão tesas mas felizes" - Gonçalo Pereira
É...
Parece que as férias estão chegando ao fim...

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Cidade de Deus

O cd aqui ao meu lado, insiste para que eu publique o que se segue:
Meu nome é Zé e vivi uma vida de otário.
O que mais fiz foi cantar o funk da Virada e contar a estória da Boca, na rua, na chuva, na fazenda e até numa casinha de Sapê.
Após um grande episódio de minha existência, a transa, ter me deixado como uma metamorfose ambulante, pensei: nem vem que não tem, que preciso me encontrar.
No entanto, a alvorada, o convite para a vida no caminho do bem, não chegaram.
Apenas restou um caminho: a morte do Zé Pequeno e a tranformação de minha vida triste, numa grande batucada.
Com as palavras todo o cuidado é pouco, mudam de opinião como as pessoas.
José Saramago, in As Intermitências da Morte

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Finest hour

Tom Jobim que permanece vivo dentro de um cd, está me dizendo, que the girl from Ipanema era na verdade um desafinado com uma corcunda do tamanho do corcovado e que todos os dias, acreditem ou não, ia pedir água de beber. No entanto, no morro não tem vez.
É uma insensatez, eu sei, mas também o é um samba de uma nota só, disse o sambista que lhe negou a água, em plena meditation.
Continuou o sambista: chega de saudade mané, e se quiseres ver uma wave, só te resta fazer um exercício de remember, por exemplo, de um rancho nas nuvens, sim aquele, na beira das Águas de Março. Te aviso, porém, que esta é uma inútil paisagem, pequeno passarim, porque tudo em volta looks like december.
Todas as Revoluções são impossíveis, até que se tornam inevitáveis.
Trotsky, citado por Timbuktu, no MSN Messenger

domingo, 18 de dezembro de 2005

Escolha a pílula vermelha!

Há um filme que ninguém pode perder:
The Meatrix
O direito de saber a verdade!

Barcelana

Que bom poder escrever nas presentes condicoes, tirando o facto do teclado nao dominar a lingua portuguesa. O teclado esta configurado em modo dejavu, eu acho.
Porque?
Porque estou novamente em Barcelona, cerca de 14 meses depois. E, em Outubro de 2004, tambem escrevi num teclado que nao conhecia os acentos da lingua portuguesa.
Mas uma vez que estou de novo em Barcelona, sera importante dar um nome apropriado e coerente a esta postagem.
Assim, se em Outubro de 2004, chamei Barcelina a uma postagem que efectuei de Barcelona, viagem que fiz com a minha prima Carolina, desta vez o titulo sera Barcelana, pois aqui estou junto de minha prima Mariana.
Sem imaginacao nao e? Acho que sim tambem, mas as vezes pode-se ser imaginativo pelo facto de nao pretendermos ser imaginativos, se me faco entender.
Resumindo toda esta informacao:
1. Estou de ferias;
2. estou em Barcelona;
3. estou com minha prima Mariana;
4. tive um tempinho para escrever uma postagem.

domingo, 11 de dezembro de 2005

Fazer o segundo grau de novo...

"Imagine um cara que vai pra faculdade... Tem um desempenho mais ou menos. Depois de um tempo, volta pro segundo grau e liga pros ex-colegas de faculdade cantando glórias de ser o melhor do segundo grau. Esses são os gremistas que mandam um e-mail desse tipo... Hehehehehehe..." Cris
Esta é a fantástica resposta do Cris (que não conheço, mas é um grande colorado) a um e-mail que vinha vangloriando a garra do Grêmio (que voltou agorinha do inferno da Segundona), como se jogar a segunda divisão e conseguir voltar para a primeira divisão fosse uma grande virtude e um grande feito...