sábado, 10 de dezembro de 2005

Fraco, fraquinho, traz-me o cavaquinho!

Cavaco é muito fraco.
Tenho repetido esta frase muitas vezes na minha cabeça.
É sem querer que o faço, como uma rima.
Cavaco fraco, Cavaco fraco, Cavaco fraco.
Mas é!
E façamos o favor, mesmo que não fosse fraco! Este homem foi o Primeiro Ministro de um Governo perfeitamente abominável, que pior do que qualquer coisa, investia com polícias em manifestações! E não foi nem uma, nem duas vezes! Foram um monte de vezes!
Cavaco não é forte, é muito fraco e é preciso lembrar isso para todas as pessoas.
Tem é uma coisa boa, que é fazer lembrar as parvoíces do Santana.
Vejamos esta pérola, que até merece uma foto:








"Nesta matéria (Lei da Nacionalidade), os partidos devem ser cautelosos. (...) Os portugueses poderiam ficar em minoria."
Aníbal Cavaco Silva, candidato à Presidência da República Portuguesa (!), em 9 de Dezembro de 2005.
Cavaco, explique-me:
1) Acha mesmo que há 10 milhões de pessoas prontas a invadir Portugal?
2) Acha mesmo que estas pessoas fazem tanta questão de ser portuguesas, um país que tem candidatos à presidência, que fazem afirmações destas?
3) Não pensou ainda que, se caso estas pessoas forem consideradas portuguesas, não haveria minoria de portugueses, mas sim que todos seriam portugueses?
4) Ainda pretende ser candidato a presidente?

Internacional campeão de futebol. Corinthians campeão da corrupção

Tudo normal.
O Corinthians, para a CBF, alcançou o título brasileiro.
Mas o campeonato foi suado. Os jogadores do Corinthians (os vários pernas de pau do timinho da Fiel, mais uma quadrilha ajudando) fizeram por merecer.
Tudo bem, tudo tranquilo. Foi um investimento muito grande o do Corinthians. Como ia se justificar tantos gastos, sem um título?
Os corintianos, com este campeonato que se passou, fizeram-me lembrar aquela Inglaterra campeã do mundo, em 1966. Aquele time que ganhou a Copa em casa. Sabem porquê me lembrou? Porque eles também foram um ícone de um campeonato viciado, de roubalheiras escandalosas e que até hoje permanece na memória de todos.
Assim, desejo que todos os times do Corinthians daqui para a frente tenham o mesmo destino da Inglaterra que se seguiu: o fracasso.
Há, no entanto, algo que me satisfaz verdadeiramente nisso tudo. Me apraz e me honra a força colorada, que conquistou o Brasil de uma ponta a outra. Nosso time, feito de conjunto, sem estrelas, mas com muita garra. É assim que se fazem progressos e conquistas. Não com mutretas e baixezas.
Penso que é inquestionável que é melhor ficar com o vice-campeonato, do que ganhar e festejar um campeonato igual a este que o Corinthians ganhou...
E pronto Inter. Bola para a frente, que estamos no bom caminho. Viva a nossa fantástica classificação, conquistada somente por nós próprios! E nem precisamos prosseguir a acção na justiça comum, porque a FIFA e a Comenbol sabem que temos razão. Tanto assim é que já nos disseram que se formos para a frente não jogamos a Libertadores. Obrigado a estas instituições, que assim, melhor do que ninguém, legitimam o nosso título, que nos foi roubado.
Neste campeonato, o que quer que digam, guarde a taça quem guardar, escreva-se nas estatísticas e nas publicações o que se quiser, a verdade é uma só: o Internacional foi tetracampeão brasileiro!

Internacional campeão de futebol!

O site do título do Inter!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Internacional campeão brasileiro de 2005! (parte III)

Adroaldo Guerra Filho
No clicrbs
Publicado em 05/12/2005
Guerra total
Decisões
Faltou tudo para o Inter. Num jogo em que precisava vencer, o time de Muricy Ramalho levou um gol no início, não conseguiu reagir, perdeu para o rebaixado Coritiba e provou que não aprendeu a lidar com decisões.
Com a derrota do Corinthians para o Goiás, o Colorado terminou três pontos atrás dos paulistas e deixou a direção do clube com a missão de reverter a situação na justiça, anulando o canetaço de Zveiter.
Campanha
A campanha foi de luxo.
O Inter faturou 78 pontos, marcou 72 gols, levou apenas 49, e só não foi campeão (sem falar no STJD) por ter perdido pontos preciosos contra os rebaixados Coritiba, Atlético-MG e Brasiliense.
Se não tivesse tropeçado contra inimigos que terminaram o ano no inferno, o Colorado teria colocado a faixa no peito, outra estrela na camisa e não estaria dependo da Justiça Comum.

Internacional campeão brasileiro de 2005! (parte II)

Kenny Braga
No clicrbs
Publicado em 05/12/2005
Paixão colorada
Coração dividido
Ao final da rodada de ontem, tinha meu coração partido.
De um lado, a esperança de que a Justiça restabeleça a verdade do Brasileirão e legitime o Internacional como campeão de 2005.
De outro, o desânimo com o futebol apresentado pelo Inter, em Curitiba. Quando se esperava que o Colorado jogasse a vida para vencer o Coritiba, mais uma vez o time decepcionou. Levou um gol no início do primeiro tempo, em pênalti infantil cometido por Elder Granja, e não conseguiu fazer um gol contra um adversário praticamente rebaixado.
Tapa e pênalti
É verdade que, mais uma vez, o Colorado foi prejudicado pelo árbitro, que não viu um pênalti de Reginaldo Nascimento em Fernandão, nem um tapa bandido de Anderson no Renteria.
É verdade que o Inter chegou à ultima rodada do Campeonato Brasileiro prejudicado por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, anulando 11 jogos do campeonato. E que o Internacional foi bravo e não se entregou até o último jogo. Mas também é verdade que, ontem, o Colorado não se ajudou. Não aproveitou a vitória do Goiás sobre o Corinthians. Quando tem de decidir, o time não corresponde.
Em campo, foi campeão, mas seria melhor se tivesse ganho em Curitiba.
kenny.braga@diariogaucho.com.br

Internacional campeão brasileiro de 2005!

Pedro Ernesto Denardin
No clicrbs
Publicado em 05/12/2005
Duas festas
Não poderia ser mais constrangedora a rodada final do Campeonato Brasileiro. Uma festa em Goiânia, outra em Curitiba.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Luiz Zveiter, conseguiu melar um campeonato que teve todos os componentes de uma grande competição. Hoje, o que se discute não é se o Corinthians teve ou não méritos ou se estes méritos foram colorados.
O que se discute é uma decisão judicial provisória, uma ordem de competência de tribunais, o acatamento de uma decisão judicial e até mesmo o pagamento de multas judiciais.
Não gosto disso e tenho certeza de que o amigo leitor também não. Nossas vidas foram forjadas em estádios, campos de futebol, olhando para a bola e para os jogadores. O futebol brasileiro merecia coisa bem melhor nesse final de temporada.
Desânimo
Foi desanimador o futebol apresentado, ontem, contra o Coritiba. Voltou a repetir-se o fenômeno dos grandes momentos. Falta imposição ao Internacional na hora de decidir. Não conseguiu ser melhor do que o Coritiba e terminou o jogo desanimado. Os jogadores foram para o vestiário e, dali, voltaram com uma alegria fabricada pela direção, que precisava deste fato para continuar lutando na Justiça.
Futuro
A luta continua, companheiros.
O Inter construiu os fatos. O Corinthians perdeu para o Goiás, a diferença é de apenas três pontos e, no meio disso, há a anulação de 11 jogos que determinaram a vantagem do Timão.
Não tenho coragem de proclamar pessoalmente este ou aquele, mas tenho certeza de que, dentro do campo, o Colorado chegou na frente. O resto é com os tribunais.
Você sabia?
Que a CBF promete entregar a taça para o Corinthians esta noite, na festa do Brasileirão no Rio de Janeiro?
Que Rafael Sobis deve ser confirmado, ao lado de Tevez, como um dos dois melhores atacantes do Campeonato Brasileiro?
Que a venda deste atacante poderá ser anunciada nos próximos dias pela direção colorada?
Que o destino de Sobis deve ser a Internazionale, que pagaria cerca de R$ 32 milhões para ter o jogador?
pedro.ernesto@diariogaucho.com.br

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Manuel Vieira

Uma candidatura a Presidente da República com fundamento:
http://www.vieira2006.com
Para votar de consciência tranquila!

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Música total

Já vi o Steve Vai por duas vezes.
Ambas as vezes na Aula Magna. A última vez que o vi foi em 4 de Novembro.
E é indescritível.
Um misto de show de rock com religião.
Sei o que estão pensando. Lá vem este GWB com as músicas dele, destes malucos que fazem barulhos com a guitarra.
Mas o homem é genial. É um mito. É uma lenda viva.
Toda a Aula Magna, cheia, achou isso, das duas vezes em que o vi e ouvi. As pessoas aplaudem, aplaudem e aplaudem por mais. Quando se levantam para aplaudir de pé, não param de bater palmas, por vários minutos. E o pobre Vai, investido numa espécie de sacerdócio, se admira com os fiéis e, com humildade, solicita que se sentem.
Mas Vai é mais que isso tudo. Se emociona com a capacidade dos outros membros da banda que o acompanha. Incita os outros músicos a solarem. Toca muito tempo, com prazer. Fala, como se nos conhecessemos todos, ele e nós, plateia, há uma longa data.
Será Vai a sua própria música, com a qual todos estamos familiarizados?
O concerto tem também uma tamanha força, intensidade e envolvência que, quando saímos do recinto, a sensação é a de que nunca mais veremos nada igual.
Emocionante.

Força colorada

Não há nada, mas mesmo nada, que me impeça de sonhar com o título brasileiro do Internacional.
A única coisa que me impediria, seria o apito do juiz no fim dos 90 minutos do próximo jogo, caso não desse certo as contas do título, que vem aí para nós.
É certo que depois da roubalheira movida contra o Internacional no jogo com os "campeões" do Corinthians, tudo o que vem a seguir é lucro.
Vamos lá colorado!!
É só olhar para notar como os pernas de pau do Corinthians estão perto na classificação. Aliás, a diferença é curta e, corintianos, vocês podem admitir que não são os gols, não é a vitória a mais que vos coloca na frente: é a arbitragem.
Fato é que nós vamos acabar buscando!
Vejam o cálculo arbimétrico do Corinthians...
1º Corinthians (SP)
81 pontos
41 jogos 24 vitórias 9 empates 8 derrotas
85 gols marcados 56 gols sofridos 29 saldo de gols
E comparem com os pontos conquistados pelo Inter:
2º Inter (RS)
78 pontos
41 jogos 23 vitórias 9 empates 9 derrotas
72 gols marcados 48 gols sofridos 24 saldo de gols

Vamos lá COLORADO!

Mover montanhas

Kenny Braga
Cronista no clicrbs
Publicado em 28/11/2005
Paixão colorada
Rentería faz história
Ontem, ao ver o atacante Rentería fazer o segundo gol do Internacional, aos 41 minutos do segundo tempo, em um chute de pé esquerdo, matando o Palmeiras, fiquei convencido de que algo grande, algo maravilhoso está reservado para os colorados na última rodada desse eletrizante Campeonato Brasileiro.
Algo que será decidido por uma vontade superior, que não admite a influência de injustiças, nem de safadezas, muito menos de mau-caráter.
O Inter venceu o Palmeiras, por 2 a 1, em uma das partidas mais difíceis que teve de disputar neste ano. Venceu e não permitiu que os corintianos fizessem a festa antecipada do título.
Posso imaginar o desespero dos invejosos e dos secadores, daquela gente que teima em não admitir a bravura e a qualificação do time vermelho.
Momento mágico
Que gol fantástico marcou Rentería! Esse colombiano notável já está fazendo história com a camisa do Internacional. E que vibração dos torcedores colorados no Beira-Rio! Juntos, time e torcida estão construindo um momento mágico na reta final deste Brasileirão.Com a liga da esperança, da fé, time e torcida se preparam para comemorar a conquista do título mais suado, mais justo e merecido de sua história. Não me importa que o saldo de gols beneficie o Corinthians. Não me importa que o Inter vá jogar contra um Coritiba desesperado, no Estádio Couto Pereira.
Algo fascinante, algo indescritivelmente belo, fará com que os colorados tenham, neste 2005, o fim de ano mais feliz de suas vidas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Vamos esmagar o Corinthians!

"Nós vamos buscar, vamos com fé, vamos com esperança de conquistar este título. Há muitos anos, nós estamos aí na fila e, agora, nós vamos buscar este título, nós vamos com toda força para que esse jogo seja um definidor desse final de campeonato"
Fernando Carvalho, presidente do maior clube dos pampas

Carapaças jurídicas

O Código do Trabalho pousado em cima da minha mesa, já me avisou várias vezes que tem de ser alterado. Que ele retirou direitos aos trabalhadores. Tem remorsos e não dorme de noite, sempre pensando no mal que anda a fazer às pessoas.
Eu tenho tentado explicar-lhe que ele tem sorte de ainda existir. Que qualquer dia as relações laborais vão ser desregulamentadas outra vez. Sugeri que ele goze a vida e não se preocupe com o presente, pois ele vai acabar ou numa fogueira ou num museu.
O sentido agora é o da mudança.
O do voltar atrás.
A sociedade que mais tem capacidade de distribuir riqueza e igualdade entre todos, tem os seus alicerces firmemente consolidados na desigualdade.
E dizem eles, que se lixem os códigos do trabalho, mas que subsistam os códigos tecnológicos. E, se possível, que se possa programar todas as pessoas com um código que não permita que vejamos a precariedade do emprego, a exploração dos trabalhadores, a escravatura que está espalhada pelo sistema capitalista.
No fim das contas, ainda tem o descaramento de dizer que a culpa do défice é dos trabalhadores e das sua carapaças jurídicas, montadas pelos diabólicos sindicatos!

domingo, 30 de outubro de 2005

Estamos muito mais seguros

No referendo mais importante que o Brasil já teve, venceu o ponto de vista da não proibição da venda de armas neste país.
Foi uma vitória larga dos apoiantes da não proibição.
Agora, graças a esta vitória, o Brasil é um país mais seguro.
Vejam bem que quase foi colocado em causa o direito a termos uma pistola calibre 38 na gaveta da nossa mesinha de cabeceira. Como seria possível imaginar a nossa vida sem esta alternativa tão viável para rechaçar a violência? Sim, porque agora sim estamos novamente seguros.
Se chegar um ladrão em nossa casa para nos assaltar, é só pegar a dita arma e chumbo em cima do fulano!
Aliás, no Brasil abundam excelentes atiradores, que se servem todos os dias dos seus revólveres para se defender.
A sorte é que as armas usadas são todas legais. Todas registradas e na mão do seu primeiro comprador. Até os marginais usam armas legais.
Conseguem imaginar se proibissem a venda de armas? Só os marginais iriam ter acesso a armas ilegais no Paraguai e nestes países terceiro mundistas onde não há leis. E também ia ser uma chatice enorme porque ia ter muito tráfico ilegal de armas. Ia ser enfadonho ter que criar uma lei firme que penalizasse severamente o porte de armas ilegais e sua venda. No Brasil, inclusive, nem há legisladores que o conseguissem fazer.
E depois, a nossa indústria de armas, como ficaria? E os milhares de desempregados? Sim, no Brasil estamos todos muito preocupados com a altíssima taxa de desemprego! E com a reintegração das pessoas no mercado de trabalho! E com as condições de emprego! Os desempregados das armas não teriam mais onde se inserir, porque no Brasil não há mais nada para fazer! É um país super desenvolvido onde áreas como a saúde, educação, agricultura tem imensos efectivos e imensa oferta à população! Não queiram se enganar, porque estas pessoas desempregadas não iam conseguir novos empregos e contaram-me que algumas estavam só esperando que fossem feitos os pagamentos das indemnizações pelos despedimentos para irem ao Paraguai comprar uma arma ilegal e saírem assaltando todos os brasileiros desarmados.
Mas mais do que tudo, é importante porque vingou o ponto de vista da liberdade! Olha este então é tão idiota que não consigo mais ironizar.
Pois é, brasileiros e brasileiras. Mandamos mais uma oportunidade pelo cano do esgoto.
O nosso problema de violência, a nossa cultura de violência vai continuar.
E não pensem que é com as armas que as coisas vão se resolver. Tudo vai ainda é se agravar. E é bem feito!
As armas não são a solução em nenhum lugar do mundo.
Andam pensando que as armas dão protecção? Lembrem-se de Columbine, lembrem-se do brasileiro morto no Metrô de Londres, pela polícia (!), não pelos ladrões. Lembrem que o ladrão vai roubar a arma da mesa de cabeceira e provavelmente é com a própria que irá assaltar a família proprietária. Lembrem que tem que esconder a arma das crianças, para elas não se matarem com estes instrumentos de liberdade. Lembrem que no Brasil há mais de 30000 pessoas por ano que morrem devido a armas de fogo. Lembrem que, legais ou ilegais, as balas matam.
Lembrem de reflectir e tentar agir socialmente para que o nosso país não seja tão violento. Ir à raiz das coisas, pensar porque que é que o Brasil está deste jeito que as pessoas acham que só tendo uma pistola é que se está em segurança. E não só pensar, agir!
Mas tudo bem.
O Brasil escolheu.
Escolhemos sempre bem, nós brasileiros.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Sentido e destino

Interessante algo que constatei, apenas com 29 anos de idade.
Não sei se já todos se deram conta que destino e sentido são escritos exactamente com as mesmas letras.
Nenhuma mais, nenhuma menos. Não resta nenhuma letra. Façam o teste no papel e vão cortando as letras de uma e outra palavra. Irão averiguar que é verídico.
Tem que haver alguma explicação para isso.
Será que a explicação é a de que, na nossa vida, basta organizar o nosso sentido, ordenando convenientemente as letras, para alcançarmos o destino que pretendemos?
Ou significa que seja qual for o nosso sentido, o nosso destino estará sempre implícito, imutável?
Ou não significa nada e pronto?

A ordem das letras

Nos últimos tempos o meu querido blog tem estado num estado de dor.
É ver as últimas postagens que são críticas, reivindicativas e pessimistas. Tirando o post do meu lindo Internacional de Porto Alegre.
Por isso, cabe a mim tentar dar uma encerada aqui e levantar a cabeça, enchendo de optimismo todos os recantos desta Aldeia Blogal.
No fundo vamos trocar a ordem das letras “R” e “G” nestas bandas.
Vamos trocar a aleRGia pela aleGRia.
Esta história de alterar a ordem das letras dá pano para mangas, aliás.
Imaginem que estamos nós numa festa, conversando muito bem dispostos, com a sogra do cunhado do genro do pai da noiva, imersos numa felicidade própria das ocasiões festivas, mesmo que a alegria seja apenas motivada pelo álcool.
Agora, pensemos nós que o destino apenas resolve alterar a ordem das letras “gr”, tornando-as em “rg”. O que nos poderá acontecer é que, durante uma conversa com uma das pessoas mais interessantes da festa, de repente, todo aquele delicioso camarão que comemos em dose quintuplicada irá transformar a nossa grande alegria num enorme ataque de alergia, tornando-se o nosso diálogo ameno numa indagação problemática e introspectiva, acerca da melhor maneira de resolvermos a situação de crise, sem darmos conhecimento aos anfitriões e aos convidados relativamente ao nosso frágil estado.

Corrida

A fome que sentia de escrever num lugar que apenas me proporcionasse o encontro com a escrita era tanta, que hoje, dia 20 de Outubro de 2005, me desloquei ao Palácio das Galveias, no Campo Pequeno, à Biblioteca Municipal, exclusivamente para este efeito.
Mas, é óbvio que tanta fome, às vezes nos cega.
Assim, esqueci-me de trazer o alimentador do meu computador. Então, estou escrevendo só com a bateria do computador. Mais ou menos como um mergulhador que vai ao fundo do mar com um número limitado de litros de oxigénio e tem que tirar o máximo de fotografias, num mínimo espaço de tempo possível.
E a verdade é que se passa exactamente isso comigo.
Queria escrever muito mais do que escrevo habitualmente.
Porém, é óbvio que a vida não se compadece muito com a escrita. Estaríamos cheios de Shakespeares, Cervantes e Camões, se todos tivessem muito tempo para escrever.
Bom, então hoje é este o desafio. Escrever o máximo que puder, enquanto o meu querido “Aspire 1310” me deixar.

sábado, 8 de outubro de 2005

Quatrocentos. Sim, q-u-a-t-r-o-c-e-n-t-o-s.

Esta é a minha postagem (ou post) número 400.
É um número com alguma importância. Pelo menos é redondo.
Há que aproveitar a ocasião para festejar de alguma maneira, pois a próxima festa só virá na postagem 500.
Vou aproveitar para fazer algumas sugestões, que obtive como resultado numa pesquisa que fiz no Google.
Uma sugestão de divertimento nocturno:
400 Bar
Um meio de transporte:

Uma opção idealista:
26/09/2005 - 09h22
400 filiados deixam PT e aderem ao PSOL
FLÁVIA MARREIRO
da Folha de S.Paulo
Em repúdio à crise, à política econômica e aos resultados da eleição interna do PT, um grupo de 400 petistas - representantes de movimentos sociais de todo o país, a maioria sindicalistas -, realizaram ato ontem em São Paulo para se desfiliar do partido e ingressar no PSOL.
Um Departamento de Protecção:

Um filme:


de François Truffaut.
Uma postagem num blog:
Quatrocentos. Sim, q-u-a-t-r-o-c-e-n-t-o-s.

Deixem o Mantorras jogar!

Aconteceu!
Angola está na Copa do Mundo da Alemanha de 2006!
Venceram a equipe do Ruanda, por 1-0, com um golo do ex-benfiquista Akwá, e assim asseguraram o primeiro lugar no seu grupo e a sua primeira participação numa Copa.
De repente, todos se esquecem dos partidos, das guerras, das tribos, da violência, e se unem, enquanto puxam pelo onze angolano. Que bom é quando o futebol serve para algo que supera o simples facto de estar se chutando uma bola de um lado para o outro.
Era tão bom que, depois dos angolanos torcerem juntos por sua equipe na Copa do Mundo, jogassem para trás das costas tudo o que já passou e trabalhassem juntos para a construção de um país que é tão maior do que uma simples participação num Mundial.
Bom, agora só posso dizer o seguinte: Deixem o Mantorras jogar!

O outro lado da moeda

Clique no seguinte link e tenha acesso a uma breve e fantástica síntese sobre as diferenças sociais no Mundo:
O outro lado da moeda esta enferrujando
É inacreditável o estado em que deixamos isto chegar.
* descobri este site através do blog Parerga e Paraleponemas

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Todos iguais, todos iguais

Não me venham enganar com a frase aquela que diz: "todos diferentes, todos iguais".
Não venham com conversa, não queiram confundir-me.
Não me incomodem com palavras vazias. Não queiram me chamar de burro, indirectamente.
A verdade é que não há qualquer diferença relevante.
A verdade é que as diferenças são meramente convencionais.
São categorias criadas intencionalmente para inventar diferenças que não existem.
Preconceitos, criados de raiz.
Já temos preconceitos de sobra, não precisamos criar o preconceito de que os seres humanos são diferentes entre si.
Já temos tantas diferenças!
Temos cores diferentes, temos nacionalidades diferentes, temos línguas diferentes, temos as nossas condições sociais e económicas diferentes.
Temos adereços diferentes, na nossa una condição humana.
E como somos todos seres humanos, todos merecemos uma maneira humana de sermos tratados.
Por isso, me desculpem, mas não somos "todos diferentes, todos iguais".
Somos sim "todos iguais, todos iguais"