quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Crash

Deixei-o quase escapar dos cinemas, sem o ver.
Mas vi.
Um filme excelente, sobre todos os nossos preconceitos. Sobre a nossa sociedade doente, que não sabe lidar com a sua própria composição, una em seres humanos.
Filme obrigatório:
Crash (Colisão, em Portugal)

No cinecartaz do Público, a caracterização do filme é a seguinte:
Uma dona de casa e o marido advogado. Um persa que é dono de uma loja. Dois polícias que são também amantes. Um director de televisão afro-americano e a sua mulher. Um mexicano serralheiro. Dois ladrões de automóveis. Um polícia recruta. Um casal coreano de meia-idade... Todos vivem em Los Angeles e, durante 36 horas, vão entrar em colisão. Depois do 11 de Setembro, "Colisão" olha de forma provocadora para as complexidades da tolerância racial na América contemporânea.

Votar o nosso esquecimento

A 4 dias das eleições autárquicas (para a Junta de Freguesia e Câmara Municipal), não há nada que saber.
A receita é tentar votar à esquerda, em pessoas competentes, que consigam saber distinguir o que é seu e o que é de todos.
Tarefa árdua, nos dias que correm. Aliás, é uma dificuldade milenar. Provavelmente inerente à natureza humana.
Ainda mais difícil é acreditar nas intenções.
Actualmente, o eleitor tem de ser uma entidade sobrenatural que consegue vislumbrar o que está para além dos discursos, promessas, planos de actividades e projectos dos candidatos.
Isto porque já se sabe à partida que nada do que se diz será efectivamente cumprido.
O exercício da democracia é apenas uma fachada, onde cada um de nós, legitima, através do voto, o nosso próprio esquecimento.
E o esquecimento dos governantes também, que sofrem de uma crise aguda de amnésia, assim que tem oportunidade de colocar em prática o que tanto pretendiam, esquecendo-se também das soluções fantáticas que tinham para todos os problemas.
Ponderei muito e ainda não é nestas eleições que irei votar em branco.
Mas quero deixar uma mensagem de descontentamento, que sei que a maioria dos eleitores sentem.
Quem se eleja, por favor, não ponha as promessas na gaveta e não volte às costas a quem o apoiou e à comunidade.
Não pensem os políticos que esta situação de mentira é sustentável a longo prazo, porque não é!
As pessoas não são tão burras como vocês pensam!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Força colorada devidamente reconhecida

O baixo astral estava tão grande aqui no blog, que tive de reagir da maneira devida: voltar-me para o futebol!
Atentem ao sensacional Internacional de Porto Alegre, rolo compressor dos pampas, em 20º do ranking mundial!
E olhem vocês ali lagartos, em 17º! Estão bem, hein?
Notícia colhida no (na?) Terra.
Segunda, 3 de outubro de 2005, 07h10
Atualizada às 08h16
São Paulo é 7º e Inter vira 20º em ranking mundial
O São Paulo, atual campeão da Copa Libertadores, aparece em sétimo lugar e é a melhor equipe brasileira no ranking mundial da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O time paulista, que na última lista era o oitavo, tem agora 244 pontos.
O Inter, que até o início da rodada deste final de semana era o líder do Campeonato Brasileiro, saltou de 26º para 20º, com 201. O Santos é o 22º, com 196.
A liderança do ranking ainda é da Inter de Milão, com 310, seguido de Liverpool, com 290, e Milan, 267. O milionário Real Madrid é apenas o 32º, com 180.
Veja os 20 primeiros e os melhores brasileiros:
1. Inter de Milão (Itália) - 310 pontos
2. Liverpool (Inglaterra) - 290
3. Milan (Itália) - 267
4. Bayern de Munique (Alemanha) - 263
5. Manchester United (Inglaterra) - 257
6. CSKA Moscou (Rússia) - 245,5
7. São Paulo (Brasil) - 244
8. Olympique Lyonnais (França) - 241
9. Auxerre (França) - 236
10. Arsenal (Inglaterra) - 235
11. PSV Eindhoven (Holanda) - 234
11. Boca Juniors (Argentina) - 234
13. Villarreal (Espanha) - 229
14. Chelsea (Inglaterra) - 227
15. Juventus (Itália) - 222
16. Newcastle (Inglaterra - 219
17. Sporting ( Portugal ) - 215,5
18. Mônaco (França) - 215
19. Alkmaar (Holanda) - 213,5
20. Internacional (Brasil) - 201
22. Santos (Brasil) - 196
38. Fluminense (Brasil) - 173
39. Atlético-PR (Brasil) - 172
44. Palmeiras (Brasil) - 162
52. Cruzeiro (Brasil) - 150
63. Corinthians (Brasil) - 143

domingo, 2 de outubro de 2005

Coitados dos gansos, nas mãos dos humanos!



Tem bom aspecto, não é?
Mas imaginem que nos metiam o paté garganta abaixo, mesmo quando já estivessemos fartos de comer.














Falando em consumo responsável, um produto que deve ser definitivamente arredado de nossas mesas é o Paté de Fígado de Ganso, o Foie Gras.
Não preciso explicar como é produzido este produto. Apenas aconselho que leiam o que está escrito em vários artigos que se encontram na internet.
Sugiro dois sites:
http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/ganso.htm e http://www.pea.org.br/crueldade/abatedouro/pate.htm
Abundam as denúncias sobre estas práticas escandalosas. No motor de busca que escolherem, experimentem colocar foie gras tortura e vão ver a enorme quantidade de sites que surgem no ecrã. Afinal "Foie Gras" e "Tortura" tem uma relação mais próxima do que muitos imaginam.
Consumirmos produtos que são produzidos através da exploração inadmissível de animais e pessoas, é pactuarmos com o modelo de sociedade que estes produtores defendem!
Não podemos nos dizer humanistas e consumir produtos fabricados com sofrimento e exploração em larga escala.
Basta!

Save the sheep!












Já tinha ouvido falar na crueldade com que alguns vendedores de lã australianos (mal) tratam as ovelhas. E também já tinha lido uma informação sobre a United Cruelty of Benetton, que comprava lã a tais produtores. Aliás, o caso é tão conhecido, que vão ver o número de vezes que a expressão aparece no Google. A Benetton, em virtude dos protestos, deu meia volta e começou a comprar lã de produtores responsáveis.
Quando visitei o site Save the sheep (salvem as ovelhas) fiquei alarmado e chocado. O vídeo que retrata a vida e a morte dos pobres animais é um autêntico filme de terror. A realidade ultrapassa a ficção em larga escala.
Para terem só uma pequena noção, os pobres animais são mutilados em vida. E de todas as maneiras são torturados de uma forma manifestamente inadmissível.
Ora, uma sociedade que se quer parecer civilizada, não pode incentivar a tortura e maus tratos em animais. É certo que não sabemos o que comemos e o que vestimos, mas neste caso o malfeitor está bem identificado.
Recomendo que visitem o site supra referido, se quiserem compreender o que se passa.
Cada vez mais o consumo responsável tem de vingar no mundo. A sociedade tem de dar resposta para quem, através de práticas inadmissíveis, tem o descaramento de produzir qualquer produto ou de prestar qualquer serviço.
É preciso atirar para a falência quem não compreende ou não quer compreender o mal que inflinge.
O que é mais lamentável é que tenha de ser sempre a sociedade civil, e nunca os governos, que tenha, sempre, de dar o primeiro passo.
Não podemos desistir. A acção é necessária.

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Severino falou, deu nisto

Selecção de frases feitas pelo ClicRbs:
Severino Cavalcanti (PP-PE), no discurso de despedida da Câmara dos Deputados, no dia 21 de Setembro de 2005. O primeiro presidente da história da Câmara brasileira a renunciar.
"Deixo a Câmara como entrei: não apenas deputado pobre, mas político endividado. Vou virar de minha aposentadoria no Estado de Pernambuco, porque, pagar as dívidas de campanha, saquei o saldo de minha contribuição para a aposentadoria na Câmara."
"A elitezinha, essa que não quer jamais largar o osso, insuflou contra mim seus cães de guerra."
"Severino Cavalcanti empobreceu com a política."
"Voltarei. O povo me absolverá."
Nem é preciso comentar...

sábado, 17 de setembro de 2005

Eureka: trabalho para racistas!

Enfim, descobri uma boa actividade para os racistas.
Estava eu fazendo a lide doméstica, limpando a casa, varrendo, tirando o pó, lavando a louça e a roupa e, de repente, tudo se clarificou em minha cabeça.
Sim, clarificou, porque até então eu julgava que um racista era apenas um ignorante. Apenas uma completa aberração, sem qualquer utilidade para a sociedade (e passe a rima).
E o que eu descobri que estes mentecaptos podem fazer?
É simples e é incrível que nunca ninguém tenha se apercebido da sua utilidade. Aliás, até fiz uma pesquisa no google e não constou nada. Se quiserem experimentem pesquisar a expressão "utilidade para um racista" ou "utilidade de um racista" e irão ver que não encontram absolutamente nada. Dou uma recompensa monetária se alguém encontrar - mandem um mail a solicitar o pagamento, caso tenham sucesso em tão árdua tarefa.
Porém, como eu dizia, eu sei qual é a única ocupação benéfica para a sociedade, que um racista pode ter.
Diga-se que aquando da manifestação dos homens mais velhos do mundo (porque são portugueses há mais de 800 anos) eu tinha passado a achar que os racistas não podiam ser alvo de um apressado juízo de valor. Passei a respeitá-los. Claro que sim!
Não quero me perder do tema, mas vou elencar 3 motivos que fundamentam o meu respeito:
Em primeiro lugar, por uma questao de respeito pela terceira idade, pois os racistas já são portugueses há mais de 800 anos;
em segundo lugar porque poupam água, por serem calvos, não sendo como a maioria das pessoas que tem uma cabeleira média e gastam mais alguns litros de água no banho, numa altura em que Portugal necessita de racionar as suas reservas de água;
em terceiro lugar, porque ficava mal estar a desrespeitar as pessoas simplesmente por terem deficiências a nível da aprendizagem, pois como se sabe o racismo é a manifestação de uma profunda ignorância. E como não só a escola, mas até a religião católica nos ensina que somos todos iguais, o racismo só pode ter a ver com algum distúrbio na apreensão do conhecimento.
Ora então, como todos tem direito a prestar uma actividade e se sentirem úteis, descobri algo que até os racistas podem fazer!
Os racistas terão um lugar de eleição, entre os lavadores de roupa!
Sim! Nunca tínhamos nos apercebido, não é?
Pensem na eficiência deles a separarem as roupas, escuras e claras, cheios de medo, pânico até, de fazer qualquer mistura que possa pôr em perigo a integridade de uma roupa de cor diferente.
Imaginem também o sentimento de valorização pessoal. O racista chegará em casa e contará: "separei tudo!, pus as roupas escuras numa máquina e as claras noutra", "a seguir pendurei-as na corda e as que gostava menos deixei pendurada apenas com uma mola!", "por fim, deixei quase esturricar no sol as sacanas das cores azuis".
Será sucesso garantido no trabalho e provavelmente um bom exercício de re-inserção social, promovendo que a sua estupidez se torne justificada, por uma vez na vida. Assim, ao invés de querer tratar as pessoas como se fossem diferentes, aplicará a sua irracionalidade no tratamento das roupas.
Pensemos também na alegria do delinquente a dizer: "esta roupa é de cor".
Porém, não se enganem os racistas que pelo facto de eu ter encontrado a sua actividade ideal eles não a devam cumprir com a responsabilidade que não tem com o restante da sua vida quotidiana.
De facto, mesmo as roupas, com as suas cores e tecidos diferentes, devem ser lavadas e tratadas da mesma maneira, tendo obrigatoriamente de ficar limpas e cheirosas.

Eu e Roma









Hoje, desde acordei, só conversei com uma pessoa: um ex-comandante (que não revelou o seu nome até agora, na página 212!) que prestava serviço a Gaio Calígula (era seu braço direito). O oficial em questão está me contando a história de Roma com Calígula no poder. E quem coloca a história de Gaio na boca do comandante é Allan Massie.
Nem tudo na escrita de Massie me seduz. Acho que às vezes tem um estilo muito "best seller".
Porém, não posso deixar de agradecer as aulas de história que me deu, ainda que com muito de ficção pelo meio.
Quando comprei "César", do autor referido, nunca pensei no que ia acontecer. Mas aconteceu.
Li umas 30 páginas e no dia seguinte pedi à minha mãe como presente de aniversário os restantes livros de Allan Massie sobre imperadores romanos, nomeadamente, "António" (que é o Marco António), "Augusto" (que é Otávio) e "Tibério". Li-os todos de uma assentada, fazendo uma pausa com algum livro "normal" pelo meio. Desde então tocou-me a febre pelos romances históricos sobre Roma, fazendo eu a leitura de algumas obras.
A seguir aos livros citados, li "Memórias de Agripina" e "O Processo Nero", de Pierre Grimal, que sublinhe-se é um enorme historiador, com imensos escritos, técnicos, sobre Roma. E esta técnica é vertida nos dois livros, que são excelentes. É uma leitura que prende menos do que a de Massie, mas que é mais rica em detalhes, em minha opinião. Digamos que usa menos o artifício do romance histórico e envereda-se mais pelos detalhes históricos.
Depois de Grimal, acabou por aparecer na Fnac, lembro-me bem, o "Eu, Cláudio", de Robert Graves, autor de quem dizem que Massie é o sucessor (um dos motivos é o facto de ambos serem escoceses).
Mas da leitura conjunta destes 3 autores, acabou por acontecer algo que acabou por me fazer ficar mais apegado ao tema: o facto de eu sentir que estava a aprender história. Das várias versões que resultavam da escrita dos autores das memórias, resultavam os mesmos factos. Objectivamente idênticos, subjectivamente díspares. E foi com alguma satisfação que ao folhear "A Vida dos 12 Césares" de Suetônio e "Os Césares" de Ivar Lissner, constatei que a leitura dos livros de ficção não representavam apenas a compulsão pela leitura de livros de romances e intrigas de uma família turbulenta e corrompida, mas haviam factos históricos que eu tinha aprendido de maneira prazerosa. Claro que não se aprende a história toda de uma vez e é óbvio que nem toda a história se conta nesta literatura. Mas se a pretensão fosse outra eu estaria lendo livros técnicos sobre a matéria ou fazendo um curso de história antiga.
No âmbito desta leitura prazerosa e produtiva (ainda que apenas para fins individuais) acabei por ler "As memórias de Pôncio Pilatos", de Anne Bernet. Pilatos foi procurador na Judeia, servindo o imperador Tibério. Então, logo em seguida, li "O Evangelho segundo Pilatos", de Eric-Emmanuel Schmitt e, felizmente, acabei por desembocar no "Evangelho segundo Jesus Cristo", do inigualável e genial José Saramago. E com Saramago fechei com chave de ouro, e muitos sacrilégios e pecados de Jesus pelo caminho, esta fase "tiberiana", tentando ouvir todas as suas personagens.
Confesso que com Saramago tudo mudou (obviamente) e andei perdido por outros livros. Vaguei por outros pontos da história.
Porém, havia um livro que eu tinha começado e que não tinha acabado: "Memórias de Adriano" de Marguerite Yourcenar, que recentemente até escrevi no blog acerca das impressões que me tinha causado. Adriano com o seu poder de persuasão, com a sua sapiência, com a sua pretensão em acumular conhecimento e experiência, arrastou-me novamente para o Império Universal que o mesmo tinha herdado. Tentou-me com a sucessão e apresentou-me a Marco Aurélio.
Marco Aurélio chegou-me através da escrita de Mário de Sousa Cunha. Acontece que Marco é, ainda, grande e maduro demais para mim. Tem muitas coisas a dizer. É preciso conversar com mais tempo na agenda, ter uma estadia mais prolongada em Roma.
E foi por isso que, encontrando Calígula em versão Massie, desta feita na Livraria Bertrand, tive de interromper a minha incursão junto de um imperador maduro e bom e voltei-me, temporariamente, para o que Roma teve de mais animalesco, brutal e tirano.
E o meu dia hoje está sendo assim, passado com Gaio Calígula.
Olhando para mim, em minha estante, estão Marco (esperando o meu regresso), "Cláudio, O Deus" (nas palavras de Graves) e "Pompeii" de Robert Harris.
Também encontram-se na prateleira, mas com menos esperança de nos próximos tempos poderem contar a sua história, "César" e "A Coroa de Erva", por Colleen McGullough e "Um Deus passeando pela brisa da tarde", de Mário de Carvalho.

domingo, 11 de setembro de 2005

Meu nome em élfico










Aikanáro Sáralondë
É, sem dúvida, um lindo nome.
Pois este é o meu nome em élfico, a língua dos elfos da Terra Média.
Para que saibam, sou filho de Finwë Sáralondë e Eámanë Lissësúl.
Tenho um irmão, Valandil e duas irmãs, Ainariël e Tamuríl.
Para finalizar, tenho de falar do meu sobrinho, filho da Tamuríl, que se chama Valandil Falassion.
Já o meu nome na língua dos hobbits é um nome simpático, mas não tão bonito: Dudo Burrows.
Também é interessante referir o nome de Nessa Culnámo (em elfo), que é oriunda de uma nação subjugada por Sauron e que encontra-se a viver em Lisboa.
Quem quiser saber seu nome em élfico ou em hobbit, deverá contactar os Registos e Notariados destes povos e requerer a conversão dos nomes, através dos sites: http://www.chriswetherell.com/elf/ (registos élficos) e http://www.chriswetherell.com/hobbit/ (registos hobbits).
Como a terra média é mais desenvolvida do que qualquer país de origem latina, o processo é rápido e sem burocracias.

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Júlio César sabia!

"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar"
Gaius Julius Caesar (100-44 AC)

Medidas de re-inserção de pirómanos

O Bloco de Esquerda que me perdoe, mas esta não podia deixar na minha caixa de correio.
Medidas do Bloco de esquerda para acabar com os incêndios.
1 - Despenalização imediata dos incêndios.
2 - Tendo em conta que os incendiários são doentes e socialmente marginalizados, devem ser tratados como tal: é preciso criar zonas específicas para poderem incendiar à vontade.
Nas "Casas de Incêndio" serão fornecidos fósforos, isqueiros e alguma mata. Sob a supervisão do pessoal habilitado, poderão lutar contra esse flagelo autodestrutivo.
3 - Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluír do incêndio florestal à sardinhada.
O pirómano irá deixando progressivamente o vício: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue até finalmente chegar à sardinhada do Santo António e São João.
4 - Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada em casa, ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegração social e perderá o seu subsídio de incendiário.

sábado, 27 de agosto de 2005

2000 visitas!




A Aldeia Blogal, apesar de ter poucos habitantes, passou a marca das 2000 entradas.
Acho que é um feito (não sei se mau, bom, referencial ou irrelevante).
"A 1000 chegará, mas de 2000 não passará", é uma profecia que não se aplica aqui no blog, como se pode verificar no contador.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Remédio santo








No site do Público:
Primeiro-ministro visitou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil
Governo lança plano de prevenção de incêndios depois do Verão
18.08.2005 - 18h58 Lusa
Temos que admitir que ao menos José Sócrates é inovador.
Um plano de prevenção depois de o país já estar todo queimado e após o verão é algo que ninguém tinha pensado.
Que bom! Teremos um inverno sem fogos!
É caso para dizer: mais vale remediar prevenindo do que prevenir remediando.
Ou será que o que não tem remédio, prevenido está?
Ou afinal não será melhor dizer as coisas como elas são, dizendo a verdade, isto é:
1) Já ouvimos esta conversa antes, milhentas vezes;
2) Não faz qualquer sentido, na cabeça de ninguém, dizer que vou prevenir um mal depois de o mesmo já ter sido cometido!

Génios e especuladores









Esta semana várias coisas positivas tem acontecido.
A primeira delas é que me dei conta de que já posso colocar imagens no blog, sem precisar recorrer ao Hello. Inaugurei o novo método neste post.
A segunda coisa positiva é que, apesar de ter sido tentado a ir aos U2, pagando € 150,00 (um óptimo preço...), não fui.
Como vês Bono Vox, apesar de tu e o teu grupinho terem fomentado a especulação no preço de venda de bilhetes, eu não cedi.
A terceira coisa positiva é que, como prémio pela minha conduta, soube que o Steve Vai vem tocar na Aula Magna, em Lisboa, no dia 5 de Novembro! E, é claro que já comprei o bilhete para assistir o espectáculo do génio.
Ouviste Bono? O Steve sim é que é um génio.

Descubram as diferenças!

É engraçado que existem pessoas que insistem que o galego e o português são línguas diferentes.
Outro dia publiquei aqui um post (será postada mesmo, em português?), que estava escrito em galego normativo.
E daí claro que o galego parece uma língua de alienígenas, e até há quem diga de pornografia e censura, tanta é a utilização da letra "X", que representa não só o "X"da língua portuguesa, mas também substitui o "J" e o "G". Tanta deturpação é claro que só poderia ter sido criada pelos colonizadores castelhanos desta região da Espanha, que querem distanciá-la o mais possível do português.
Mas hoje a minha proposta é mais interessante. Proponho uma viagem ao mundo do galego reintegrado, que, pasmem ao passear pelo site que vou recomendar, é igualzinho ao português.
Bom, é claro que não é igualzinho. Isto é um exagero. O português do Brasil e de Portugal também não o são e nem se deseja que a língua seja algo de imutável e definitivo.
Mas o importante é verem os 99% de semelhança.
Aconselho então aos interessados a visita ao Portal Galego da Língua.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Precio justo

"Estamos perdiendo una foto que no tiene precio!"
No Porto, outro turista espanhol, outro escravo (este da máquina fotográfica), vendo a vista panorâmica da cidade.

Anrrrrrel!!!!

"Ay que bonito... grávalo Ángel!"
Dizia a turista espanhola, verdadeira escrava da filmadora, ao seu companheiro de viagem, vendo a cidade do Porto a partir de Vila Nova de Gaia.

Mentiras sim, mas novas

Queremos mentiras novas!
Está escrito numa parede da cidade do Porto.

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Bons filmes...


Teste legal, com bom resultado garantido:
Que bom filme é você? Uma criação deO Mundo Insano da Abyssinia
Comigo ficou assim:
"Você é "Imensidão Azul" de Luc Besson. Você é sonhador, único. Muito sublime e encantador."