O Duda Guennes hoje saiu com a seguinte frase:
"Os ovos da avestruz são tão grandes, que bastam 8 para fazer uma dúzia".
sexta-feira, 1 de outubro de 2004
Belo dia
Um belo dia o que passou hoje.
E como foi possível ver, consegui pôr aqui uma série de "posts".
Eu não sou o autor deles, mas eram coisas que tinha deixado no meu e-mail guardadas de propósito para pôr aqui, porque achei que eram bem interessantes.
E como foi possível ver, consegui pôr aqui uma série de "posts".
Eu não sou o autor deles, mas eram coisas que tinha deixado no meu e-mail guardadas de propósito para pôr aqui, porque achei que eram bem interessantes.
Congresso Luso-Afro-Brasileiro em Coimbra
lusoafrobrasileiro@ces.uc.pt
Coluna da Visão de 23 de Setembro
Região Profunda
Boaventura de Sousa Santos
Usa-se a expressão país profundo para designar realidades nacionais que, apesar de muito ricas e profundamente enraizadas, passam despercebidas aos governantes e à opinião pública. Por analogia com este termo podemos falar de região profunda para designar a região mundial de língua oficial portuguesa que na última semana se reuniu em Coimbra no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais e que congregou, durante três dias, mais de mil investigadores, vindos de todos os países que integram esta região.
Os governantes fizeram-lhe vista grossa, tal como os media que cada vez mais vêem só o que a classe política quer ver.
E, no entanto, durante estes dias, vibrou entre nós uma realidade cultural riquíssima, de grande importância estratégica para o futuro global da língua portuguesa. Da maneira como se manifestou, esta realidade teve bem presente as suas raízes multisseculares.
Sem perder de vista a violência das relações coloniais em que tais raízes, pela primeira vez, germinaram, mostrou a sua total disponibilidade para frutificar em novos relacionamentos igualitários e com pleno respeito pelas múltiplas diferenças culturais, económicas, locais e políticas que povoam o espaço geopolítico da língua oficial portuguesa.
Enquanto o Portugal oficial se revia necrofilamente nos restos mortais do primeiro presidente da República, em Coimbra germinava com grande entusiasmo a teia do futuro onde se há-de construir o lugar estratégico deste espaço num mundo globalizado.
O espaço cultural e científico de língua oficial portuguesa é o espaço mundial com a mais longa duração histórica de contactos entre a cultura europeia e as culturas não-europeias. Dele faz parte o território do mundo que esteve durante mais tempo sujeito a ocupação colonial efectiva: Goa, entre 1510 e 1962.
Tais contactos foram extremamente desiguais e, por vezes, muito violentos, mas, ao longo de tantos séculos, passaram por tantas vicissitudes e tocaram tantos aspectos da vida de tanta gente que hoje são parte integrante das nossas identidades como portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, angolanos, moçambicanos, timorenses e goeses. Dessas identidades emerge um modo próprio de compreender o mundo, uma compreensão que será tanto mais enriquecedora quanto mais consciente estiver da sua diversidade interna.
O facto de os brasileiros estarem mais preocupados com a reforma agrária e o racismo, e os angolanos e moçambicanos mais preocupados com a manutenção do acesso à terra por parte dos camponeses e a construção de sistemas de justiça adequados às realidades dos seus países; ou o facto de o HIV/SIDA ser uma maior preocupação entre os países africanos e de darem à medicina tradicional um relevo muito maior que outros países da comunidade, enquanto a degradação das políticas de saúde e de educação ou do emprego preocupam mais os investigadores portugueses, são factos que, em sua diversidade, manifestam uma profunda cumplicidade na busca de sociedades mais justas, livres e solidárias. Em suma, mais democráticas.
Trata-se de uma energia cultural, científica e política notável que se vai consolidando nas iniciativas que se vão multiplicando entre os congressos, tais como intercâmbios de professores e alunos, projectos de investigação conjunta, partilha de bases de dados, etc.
Em geral, os governantes da comunidade de países de língua portuguesa ainda não se deram conta do potencial desta energia e da riqueza das propostas em que ela se vai traduzindo.
Por isso, continuam a ter reuniões inúteis, sem agenda, trocando retórica vazia durante o dia e divertindo-se à boa maneira lusófona durante a noite, esbanjando o dinheiro dos contribuintes. O contraste com a penúria e o entusiasmo dos jovens cientistas sociais africanos, juntando tostões para vir ao congresso construir o seu futuro, não podia ser maior.
Coluna da Visão de 23 de Setembro
Região Profunda
Boaventura de Sousa Santos
Usa-se a expressão país profundo para designar realidades nacionais que, apesar de muito ricas e profundamente enraizadas, passam despercebidas aos governantes e à opinião pública. Por analogia com este termo podemos falar de região profunda para designar a região mundial de língua oficial portuguesa que na última semana se reuniu em Coimbra no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais e que congregou, durante três dias, mais de mil investigadores, vindos de todos os países que integram esta região.
Os governantes fizeram-lhe vista grossa, tal como os media que cada vez mais vêem só o que a classe política quer ver.
E, no entanto, durante estes dias, vibrou entre nós uma realidade cultural riquíssima, de grande importância estratégica para o futuro global da língua portuguesa. Da maneira como se manifestou, esta realidade teve bem presente as suas raízes multisseculares.
Sem perder de vista a violência das relações coloniais em que tais raízes, pela primeira vez, germinaram, mostrou a sua total disponibilidade para frutificar em novos relacionamentos igualitários e com pleno respeito pelas múltiplas diferenças culturais, económicas, locais e políticas que povoam o espaço geopolítico da língua oficial portuguesa.
Enquanto o Portugal oficial se revia necrofilamente nos restos mortais do primeiro presidente da República, em Coimbra germinava com grande entusiasmo a teia do futuro onde se há-de construir o lugar estratégico deste espaço num mundo globalizado.
O espaço cultural e científico de língua oficial portuguesa é o espaço mundial com a mais longa duração histórica de contactos entre a cultura europeia e as culturas não-europeias. Dele faz parte o território do mundo que esteve durante mais tempo sujeito a ocupação colonial efectiva: Goa, entre 1510 e 1962.
Tais contactos foram extremamente desiguais e, por vezes, muito violentos, mas, ao longo de tantos séculos, passaram por tantas vicissitudes e tocaram tantos aspectos da vida de tanta gente que hoje são parte integrante das nossas identidades como portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, angolanos, moçambicanos, timorenses e goeses. Dessas identidades emerge um modo próprio de compreender o mundo, uma compreensão que será tanto mais enriquecedora quanto mais consciente estiver da sua diversidade interna.
O facto de os brasileiros estarem mais preocupados com a reforma agrária e o racismo, e os angolanos e moçambicanos mais preocupados com a manutenção do acesso à terra por parte dos camponeses e a construção de sistemas de justiça adequados às realidades dos seus países; ou o facto de o HIV/SIDA ser uma maior preocupação entre os países africanos e de darem à medicina tradicional um relevo muito maior que outros países da comunidade, enquanto a degradação das políticas de saúde e de educação ou do emprego preocupam mais os investigadores portugueses, são factos que, em sua diversidade, manifestam uma profunda cumplicidade na busca de sociedades mais justas, livres e solidárias. Em suma, mais democráticas.
Trata-se de uma energia cultural, científica e política notável que se vai consolidando nas iniciativas que se vão multiplicando entre os congressos, tais como intercâmbios de professores e alunos, projectos de investigação conjunta, partilha de bases de dados, etc.
Em geral, os governantes da comunidade de países de língua portuguesa ainda não se deram conta do potencial desta energia e da riqueza das propostas em que ela se vai traduzindo.
Por isso, continuam a ter reuniões inúteis, sem agenda, trocando retórica vazia durante o dia e divertindo-se à boa maneira lusófona durante a noite, esbanjando o dinheiro dos contribuintes. O contraste com a penúria e o entusiasmo dos jovens cientistas sociais africanos, juntando tostões para vir ao congresso construir o seu futuro, não podia ser maior.
É possível melhorar?
Para quem não gosta da imagem de George W. Bush:
http://homepage.mac.com/krousen/Bush%20site/
E fica o caso resolvido.
http://homepage.mac.com/krousen/Bush%20site/
E fica o caso resolvido.
Afinal o que é Páscoa?
O Luis Fernando Veríssimo está cada vez melhor.
Nem vou dizer de que cidade ele é.
Bem, o texto que se segue é dele.
Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim? - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado, Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal deRogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
Nem vou dizer de que cidade ele é.
Bem, o texto que se segue é dele.
Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim? - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado, Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal deRogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
Eleições brasileiras
Já que estamos falando de eleições.
Receita de Comício
Por Jessier Quirino, cantador da Paraíba
Prá se fazer um comício em tempo de eleição
Num carece de arrodeio nem muito dinheiro não:
Basta uma F-4000 ou qualquer meio caminhão empalado em beco estreito
E um bandeirado mal-feito cruzando dez posição.
Um locutor tabacudo de conversero comprido,
Uns alto-falante rouco que espalha o alarido,
Microfone com a flanela ou vermelha ou amarela, conforme a cor do partido.
Uma gambiarra velha, banguela no acender, quatro faixas de bramante escrita qualquer dizer, dois piston e um taró.
Pode até ficar melhor uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba meia dúzia de corru[p]to, quatro babão, cinco puta, uns oito capanga bruto e a chunha na promessa.
E a pisadinha é essa: 3 promessa por minuto!
Anunciar a chegada do corruto ganhador, pedir o V da vitória do dedo dos eleitor, e manda que os vira-lata, do bojo da passeata, traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo de dedada e beliscão, a cavalo na cacunda, chega o dono da eleição. Faz boca de fecho éclair, e nesse qüé-ré-qüé-qüé, vez por outra um foguetão, com voz de vento encanado, com o viva dos babão, é só dizer que é mentira sua fama de ladrão; falar do roubo dos home, prometer o fim da fome, e tá ganha a eleição!
E, terminada a campanha, faturada a votação, foda-se o povo, piston, foda-se caminhão, promessa, meta, programa, é só mergulhar nas Brahma e curtir a posição!
Sendo um cabra dispachudo de politiquice quente, baterdorzão de carteira, vigaristão competente, é só mandar pros otário a foto no calendário, bem família e bem decente!
Ele, um diabo sério e honrado, ela, uma diaba influente, bem vestido, bem posado, até parecendo gente...
Carregando a tiracolo, sem pose e sem protocolo, um diabozinho inocente...
Receita de Comício
Por Jessier Quirino, cantador da Paraíba
Prá se fazer um comício em tempo de eleição
Num carece de arrodeio nem muito dinheiro não:
Basta uma F-4000 ou qualquer meio caminhão empalado em beco estreito
E um bandeirado mal-feito cruzando dez posição.
Um locutor tabacudo de conversero comprido,
Uns alto-falante rouco que espalha o alarido,
Microfone com a flanela ou vermelha ou amarela, conforme a cor do partido.
Uma gambiarra velha, banguela no acender, quatro faixas de bramante escrita qualquer dizer, dois piston e um taró.
Pode até ficar melhor uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba meia dúzia de corru[p]to, quatro babão, cinco puta, uns oito capanga bruto e a chunha na promessa.
E a pisadinha é essa: 3 promessa por minuto!
Anunciar a chegada do corruto ganhador, pedir o V da vitória do dedo dos eleitor, e manda que os vira-lata, do bojo da passeata, traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo de dedada e beliscão, a cavalo na cacunda, chega o dono da eleição. Faz boca de fecho éclair, e nesse qüé-ré-qüé-qüé, vez por outra um foguetão, com voz de vento encanado, com o viva dos babão, é só dizer que é mentira sua fama de ladrão; falar do roubo dos home, prometer o fim da fome, e tá ganha a eleição!
E, terminada a campanha, faturada a votação, foda-se o povo, piston, foda-se caminhão, promessa, meta, programa, é só mergulhar nas Brahma e curtir a posição!
Sendo um cabra dispachudo de politiquice quente, baterdorzão de carteira, vigaristão competente, é só mandar pros otário a foto no calendário, bem família e bem decente!
Ele, um diabo sério e honrado, ela, uma diaba influente, bem vestido, bem posado, até parecendo gente...
Carregando a tiracolo, sem pose e sem protocolo, um diabozinho inocente...
Eleições americanas
Excelente site sobre as eleições americanas.
Toca a votar para as eleições do presidente do Império, que sem margem para dúvidas, nos domina a todos, com excepção de uma pequena aldeia gaulesa, que não se sabe muito bem onde fica.
http://www.us-election.org
Atenção: existe um link no site que permite mesmo votar (sendo mais rigoroso, simular o voto).
E existem vários candidatos, que nunca ouvimos falar (ou que eu nunca tinha ouvido falar).
Toca a votar para as eleições do presidente do Império, que sem margem para dúvidas, nos domina a todos, com excepção de uma pequena aldeia gaulesa, que não se sabe muito bem onde fica.
http://www.us-election.org
Atenção: existe um link no site que permite mesmo votar (sendo mais rigoroso, simular o voto).
E existem vários candidatos, que nunca ouvimos falar (ou que eu nunca tinha ouvido falar).
Noitadas Brasil - Cabo Verde
Ótimo programa.
Ontem fui ao Real Bar, que é um bar que eu nem conhecia. Se não me engano, fica na Rua da Imprensa Nacional.
O programa das festas era "Noites Brasil - Cabo Verde".
Por isso eu também só poderia ir com uma companhia caboverdeana, da Ilha de São Vicente, da cidade do Mindelo.
E que bom que foi. Três excelentes músicos, cantando um ótimo repertório, com músicas brasileiras muito bem escolhidas e actuais - não só a que os nossos pais ouvem.
Um vocalista excelente, muito competente.
Eu já sabia que ia ser bom, pois a companhia faz também os lugares que se visita, mas musicalmente superou todas as minhas expectativas.
Para repetir e para conhecer.
Ontem fui ao Real Bar, que é um bar que eu nem conhecia. Se não me engano, fica na Rua da Imprensa Nacional.
O programa das festas era "Noites Brasil - Cabo Verde".
Por isso eu também só poderia ir com uma companhia caboverdeana, da Ilha de São Vicente, da cidade do Mindelo.
E que bom que foi. Três excelentes músicos, cantando um ótimo repertório, com músicas brasileiras muito bem escolhidas e actuais - não só a que os nossos pais ouvem.
Um vocalista excelente, muito competente.
Eu já sabia que ia ser bom, pois a companhia faz também os lugares que se visita, mas musicalmente superou todas as minhas expectativas.
Para repetir e para conhecer.
Corredos - uma hipótese
Ainda a lea.
A lea, quando leu os meus textos de ontem, explicou-me o que são corredos.
Corredos são uns corredores mais apertados e mais escuros.
Mais assustador? Isso já sou eu a interpretar.
A lea, quando leu os meus textos de ontem, explicou-me o que são corredos.
Corredos são uns corredores mais apertados e mais escuros.
Mais assustador? Isso já sou eu a interpretar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Lea: o regresso
A propósito da lea, é preciso dar-lhe os parabéns.
Ela vai voltar para o curso que tinha trancado há já algum tempo, na faculdade, mais precisamente no ISCTE (que é o máximo).
Foi uma das boas notícias que recebi ontem, numa semana que não começou da maneira mais agradável.
Força lea, não desistas e procura sempre.
Ela vai voltar para o curso que tinha trancado há já algum tempo, na faculdade, mais precisamente no ISCTE (que é o máximo).
Foi uma das boas notícias que recebi ontem, numa semana que não começou da maneira mais agradável.
Força lea, não desistas e procura sempre.
Corredos de Espernaça
Dito assim, ninguém compreende.
Eu explico.
O MSN messenger tem a grande virtude de pôr toda a gente a cometer erros, na ansia de tentar fazer a comunicação com mais rapidez.
A pressa é mesmo a inimiga da perfeição, contrariamente ao que diz a borboleta do Hotmail que diz "aqui a pressa é amiga da perfeição".
Mas então, voltando ao corredos de espernaça, a lea (uma amiga minha que tem este "nick", "apelido" em português do Brasil e "alcunha" em português de Portugal) me disse estas duas palavras novas, que achei extraordinárias. E a expressão "corredos de espernaça" foi proposta pela própria lea.
Espernaça é uma palavra linda: parece que é a esperança de quem efectivamente esperneia para conseguir atingir um objectivo. Parece uma esperança mais activa que a simples esperança.
Corredos é um neologismo para corredor. Quanto a este nada a dizer. Parece tanto como o outro, com a excepção do "s" em vez do "r".
Ai meu Dues, como eu disse um dia.
Eu explico.
O MSN messenger tem a grande virtude de pôr toda a gente a cometer erros, na ansia de tentar fazer a comunicação com mais rapidez.
A pressa é mesmo a inimiga da perfeição, contrariamente ao que diz a borboleta do Hotmail que diz "aqui a pressa é amiga da perfeição".
Mas então, voltando ao corredos de espernaça, a lea (uma amiga minha que tem este "nick", "apelido" em português do Brasil e "alcunha" em português de Portugal) me disse estas duas palavras novas, que achei extraordinárias. E a expressão "corredos de espernaça" foi proposta pela própria lea.
Espernaça é uma palavra linda: parece que é a esperança de quem efectivamente esperneia para conseguir atingir um objectivo. Parece uma esperança mais activa que a simples esperança.
Corredos é um neologismo para corredor. Quanto a este nada a dizer. Parece tanto como o outro, com a excepção do "s" em vez do "r".
Ai meu Dues, como eu disse um dia.
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Grêmio na segunda
O Grêmio já ninguém segura.
Imparável no caminho da descida de divisão.
Só com um cabo de aço para segurar este time na primeira divisão.
Mas eles querem mais: querem o último lugar. Vamos ver se atingem este nobre objectivo.
Parece que todo o time usa um escafandro, mas o melhor mesmo era comprarem um submarino, tamanha é a persistência do time em ficar abaixo da linha d'água, imerso nos lugares que lhes darão acesso a merecida e procurada despromoção.
Força Grêmio, o Internacional te apoia nesta cruzada para voltar para a Segundona.
Apesar de nunca termos lá estado, deve ser um lugar muito especial, aonde o Grêmio gostou de jogar no passado recente e irá jogar no próximo campeonato.
Boa sorte gremistas!
Imparável no caminho da descida de divisão.
Só com um cabo de aço para segurar este time na primeira divisão.
Mas eles querem mais: querem o último lugar. Vamos ver se atingem este nobre objectivo.
Parece que todo o time usa um escafandro, mas o melhor mesmo era comprarem um submarino, tamanha é a persistência do time em ficar abaixo da linha d'água, imerso nos lugares que lhes darão acesso a merecida e procurada despromoção.
Força Grêmio, o Internacional te apoia nesta cruzada para voltar para a Segundona.
Apesar de nunca termos lá estado, deve ser um lugar muito especial, aonde o Grêmio gostou de jogar no passado recente e irá jogar no próximo campeonato.
Boa sorte gremistas!
terça-feira, 28 de setembro de 2004
Última hora: a falência do sistema do aperta-aperta
No PÚBLICO de hoje.
Sistema de Quotas para a Imigração Só Legalizou Três Pessoas
O Sistema de Quotas Surgiu para Disciplinar a Entrada de Mão-de-obra Estrangeira no País e Combater, Assim, a Imigração Ilegal.
Mas, no Seu Primeiro Ano, Está a Revelar-se Um Fracasso a Toda a Linha: em 2004, Só Três Trabalhadores Entraram por Este Caminho no Mercado Laboral Português.
Houve 60 Candidaturas. As Vagas São 8500.
O Sistema Não Está Informado, Os Imigrantes Também Não e Os Empresários Continuam a Preferir Recrutar Ilegais.
Por RICARDO DIAS FELNER
Terça-feira, 28 de Setembro de 2004
A tentativa do Governo de regular a imigração através do apuramento das necessidades de mão-de-obra no país - tarefa que coube ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) - não está a ter resultados. Dos 8500 imigrantes que deveriam entrar em Portugal este ano, no âmbito da quota definida pelo Governo, apenas três obtiveram o visto de trabalho que lhes permite estabelecerem-se em Portugal e apenas 60 se candidataram.
Segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), os três imigrantes legalizados ao abrigo do sistema de quotas são um brasileiro, um moldavo e um ucraniano, que irão exercer as profissões de trabalhador agrícola, escriturário e copeiro, respectivamente.
Este valor vai contra as todas as expectativas, quer do Governo, quer da oposição, quer de várias entidades ligadas ao mercado laboral e à imigração, a maioria das quais entendia que a própria quota de 8500 seria demasiado reduzida.
A fixação de um limite máximo anual de entradas de cidadãos de Estados terceiros foi considerada pelo Governo como "um instrumento decisivo para a regulação e estabilização das entradas em território nacional". O Governo acreditava que este sistema permitiria que o número de imigrantes que viessem para Portugal se ajustasse às necessidades do mercado de trabalho. Desta forma - defendia o Governo -, evitar-se-ia que continuassem as correntes de imigração ilegal e que bolsas de desemprego contribuíssem para a marginalização das comunidades estrangeiras.
Dos diversos ministérios que lidam directamente com o processo - MNE, Ministério da Administração Interna (MAI), e Ministério dos Assuntos Económicos e do Trabalho (MAET) - ninguém avançou com uma explicação para o fracasso desta filosofia, verificado até ao momento. Do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e do IEFP, apesar da insistência do PÚBLICO, também ninguém quis fazer qualquer comentário.
Mas alguns responsáveis relacionados com o fenómeno da imigração admitem que o falhanço do processo revela que os empresários portugueses continuam a preferir recrutar ilegalmente imigrantes - que entraram clandestinamente em território nacional -, em vez de enveredarem pelo processo oficial e legal.
Um dos responsáveis que ficaram mais admirados com a fraca concessão de vistos foi, precisamente, o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller. Recorde-se que Van Zeller mostrou-se muito crítico relativamente à quota fixada pelo Governo, em Janeiro (as 8500 vagas), dizendo publicamente que "lhe dava vontade de rir" por ser tão baixa relativamente às carências de mão-de-obra existentes em Portugal.
"Não sei bem o que aconteceu", disse. "Mas tenho a certeza que continua a haver uma grande falta de mão-de-obra pouco qualificada no país", referiu, acrescentando depois algumas hipóteses explicativas: "É possível que os imigrantes prefiram vir para cá clandestinamente. É possível que os empresários estejam mal informados sobre o processo ou sobre os procedimentos para contratar lá fora. Ou que muitas empresas, uma vez em dificuldades, tenham preferido os imigrantes ilegais, sem contrato", afirmou, salientando que os patrões em situação de crise "ligam pouco às leis".
Timóteo Macedo, presidente da associação Solidariedade Imigrante, também se mostrou incrédulo, mas não tem dúvidas que "isto só prova que as empresas não estão interessadas em trabalhadores legais": "Para quê ter que enfrentar a burocracia, para quê ter de fazer um contrato, se há por aí já tantos imigrantes ilegais prontos a serem explorados?", ironiza.
Outra das causas para o facto de o sistema de quotas não estar a funcionar relevará de não se terem concretizado os acordos bilaterais de contratação de trabalhadores celebrados com a República de Cabo Verde, com República da Bulgária e com a República Federativa do Brasil - em 1997 e em Maio e Setembro de 2003, respectivamente.
A lei que regulamentou o sistema por quotas, entrada em vigor no dia 12 de Março de 2004, deveria também agilizar os procedimentos burocráticos de legalização de estrangeiros, visto que a lentidão do anterior processo era apontada como uma das razões para o facto de os empresários não aderirem à contratação pela via legal. A avaliação dos pedidos de visto de trabalho passou a ser tratada, no prazo máximo de 30 dias, simultaneamente, por todas as entidades implicadas: Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Inspecção-Geral do Trabalho e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
Sistema de Quotas para a Imigração Só Legalizou Três Pessoas
O Sistema de Quotas Surgiu para Disciplinar a Entrada de Mão-de-obra Estrangeira no País e Combater, Assim, a Imigração Ilegal.
Mas, no Seu Primeiro Ano, Está a Revelar-se Um Fracasso a Toda a Linha: em 2004, Só Três Trabalhadores Entraram por Este Caminho no Mercado Laboral Português.
Houve 60 Candidaturas. As Vagas São 8500.
O Sistema Não Está Informado, Os Imigrantes Também Não e Os Empresários Continuam a Preferir Recrutar Ilegais.
Por RICARDO DIAS FELNER
Terça-feira, 28 de Setembro de 2004
A tentativa do Governo de regular a imigração através do apuramento das necessidades de mão-de-obra no país - tarefa que coube ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) - não está a ter resultados. Dos 8500 imigrantes que deveriam entrar em Portugal este ano, no âmbito da quota definida pelo Governo, apenas três obtiveram o visto de trabalho que lhes permite estabelecerem-se em Portugal e apenas 60 se candidataram.
Segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), os três imigrantes legalizados ao abrigo do sistema de quotas são um brasileiro, um moldavo e um ucraniano, que irão exercer as profissões de trabalhador agrícola, escriturário e copeiro, respectivamente.
Este valor vai contra as todas as expectativas, quer do Governo, quer da oposição, quer de várias entidades ligadas ao mercado laboral e à imigração, a maioria das quais entendia que a própria quota de 8500 seria demasiado reduzida.
A fixação de um limite máximo anual de entradas de cidadãos de Estados terceiros foi considerada pelo Governo como "um instrumento decisivo para a regulação e estabilização das entradas em território nacional". O Governo acreditava que este sistema permitiria que o número de imigrantes que viessem para Portugal se ajustasse às necessidades do mercado de trabalho. Desta forma - defendia o Governo -, evitar-se-ia que continuassem as correntes de imigração ilegal e que bolsas de desemprego contribuíssem para a marginalização das comunidades estrangeiras.
Dos diversos ministérios que lidam directamente com o processo - MNE, Ministério da Administração Interna (MAI), e Ministério dos Assuntos Económicos e do Trabalho (MAET) - ninguém avançou com uma explicação para o fracasso desta filosofia, verificado até ao momento. Do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e do IEFP, apesar da insistência do PÚBLICO, também ninguém quis fazer qualquer comentário.
Mas alguns responsáveis relacionados com o fenómeno da imigração admitem que o falhanço do processo revela que os empresários portugueses continuam a preferir recrutar ilegalmente imigrantes - que entraram clandestinamente em território nacional -, em vez de enveredarem pelo processo oficial e legal.
Um dos responsáveis que ficaram mais admirados com a fraca concessão de vistos foi, precisamente, o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller. Recorde-se que Van Zeller mostrou-se muito crítico relativamente à quota fixada pelo Governo, em Janeiro (as 8500 vagas), dizendo publicamente que "lhe dava vontade de rir" por ser tão baixa relativamente às carências de mão-de-obra existentes em Portugal.
"Não sei bem o que aconteceu", disse. "Mas tenho a certeza que continua a haver uma grande falta de mão-de-obra pouco qualificada no país", referiu, acrescentando depois algumas hipóteses explicativas: "É possível que os imigrantes prefiram vir para cá clandestinamente. É possível que os empresários estejam mal informados sobre o processo ou sobre os procedimentos para contratar lá fora. Ou que muitas empresas, uma vez em dificuldades, tenham preferido os imigrantes ilegais, sem contrato", afirmou, salientando que os patrões em situação de crise "ligam pouco às leis".
Timóteo Macedo, presidente da associação Solidariedade Imigrante, também se mostrou incrédulo, mas não tem dúvidas que "isto só prova que as empresas não estão interessadas em trabalhadores legais": "Para quê ter que enfrentar a burocracia, para quê ter de fazer um contrato, se há por aí já tantos imigrantes ilegais prontos a serem explorados?", ironiza.
Outra das causas para o facto de o sistema de quotas não estar a funcionar relevará de não se terem concretizado os acordos bilaterais de contratação de trabalhadores celebrados com a República de Cabo Verde, com República da Bulgária e com a República Federativa do Brasil - em 1997 e em Maio e Setembro de 2003, respectivamente.
A lei que regulamentou o sistema por quotas, entrada em vigor no dia 12 de Março de 2004, deveria também agilizar os procedimentos burocráticos de legalização de estrangeiros, visto que a lentidão do anterior processo era apontada como uma das razões para o facto de os empresários não aderirem à contratação pela via legal. A avaliação dos pedidos de visto de trabalho passou a ser tratada, no prazo máximo de 30 dias, simultaneamente, por todas as entidades implicadas: Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Inspecção-Geral do Trabalho e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Minolta ou Xerox?
A respeito de uma formação que estou fazendo, queria abordar aqui um princípio fundamental, no âmbito do Contrato de Trabalho, que tem sido esquecido por parte das entidades patronais e que se tem tornado numa grande preocupação para os aplicadores do direito.
Pelo menos, o nosso formador referiu este princípio, que eu confesso que não conhecia.
O princípio é o seguinte:
“Proibição de fotocopiar o trabalhador no local de trabalho”.
Pois é. Sei que estão embasbacados a pensar, “como não pensei nisso antes!?”. Mas a dura realidade de violações a este princípio já há muito é comentada no interior das grandes empresas.
Tudo começa com a instalação de uma máquina fotocopiadora no local de trabalho, que um dia aparece, não se sabe bem porquê.
No dia seguinte, ou até no mesmo dia, surge alguém para ensinar a trabalhar com a máquina. O trabalhador, nesta fase, já deveria se recusar o aprendizado do modo de funcionamento da mesma, que é, no fim de contas, a sua inimiga mortal. Mas não o faz, colocando em risco toda a sua integridade física e moral.
A partir do momento em que o trabalhador começa a conviver com a máquina miserável, começa a tirar fotocópias de uma série de papéis, da mais variada natureza. Inclusive, em alguns escritórios, fazem cópias de contratos de trabalho, que são terríveis, pois a mais pequena redução ou ampliação determina a sua invalidade para todo o sempre (isto também aprendi na formação).
Mas como eu ia dizendo, cópia aqui, cópia ali, e pronto, estamos vulneráveis a um dos mais eficazes métodos de pressão até hoje conhecidos: a “Fototrab”, ou a fotocópia do trabalhador.
Nas grandes empresas, fala-se a boca pequena, nas sub-caves dos armazéns, esta prática tem sido implementada.
Tudo se passa da seguinte forma:
O encarregado chega na sala com uma fotocopiadora portátil (sim, existem, da marca Shogun) e pede o auxílio do trabalhador.
O trabalhador extasiado com a fotocopiadora portátil, e sem medo das fotocopiadoras (pois como expliquei acima estas máquinas de sadismo estão a mercê de qualquer trabalhador, hoje em dia) diz: “eh pá, que esquisita esta tua máquina”, ou “bela máquina”.
O encarregado então dirá, ou deveria dizer (ao que consta dos Manual de Patifarias com Fotocopiadoras Portáteis Shogun, publicado pela editora Mais Um, em 1998): “Olha lá, aperta o botão azul”.
E pronto, o trabalhador apertará e está feita a fotocópia, em péssimas condições ainda por cima, porque o depósito de toner destas máquinas é reduzido, não fixando todos os detalhes dos trabalhadores.
São estas dificuldades de fotocopiar e as péssimas condições das cópias, que determinam a inclusão na doutrina laboral, da proibição acima exposta.
Foi um ponto onde a discussão esteve muito acesa, na negociação do último Código do Trabalho. A União das Confederações de Trabalhadores de Garimpo de Aveiras de Cima é que conseguiu que esta proibição constasse do Código, tendo admitido uma diminuição dos seus salários e um aumento das suas horas de trabalho, desde que não fossem fotocopiados.
Por seu lado, a Federação de Fábricas de Fusíveis para Relógios d’ Água, ainda tentou negociar, sugerindo que as fotocópias pudessem ser feitas, desde que autenticadas pelo Notário.
O resultado, porém, foi francamente positivo para os trabalhadores, que neste momento podem trabalhar em paz, sem haver risco de serem fotocopiados ao desbarato, livrando-se de todos os riscos inerentes a esta situação, como aparecerem na capa de algum cd pirata vendido na Feira da Ladra.
É necessário fazer a ressalva de que o trabalhador poderá ser fotocopiado fora do local de trabalho, como resulta, a contrário, do princípio acima enunciado.
Porém, a definição de local de trabalho adoptada, foi a da anterior Lei de Acidentes de Trabalho, que inclui no conceito em causa, o percurso do trabalhador até a sua casa.
Parece-nos que desta forma ficou tutelada a integridade do trabalhador individual, garantindo a Justiça e um dos mais elementares direitos dos trabalhadores.
Pelo menos, o nosso formador referiu este princípio, que eu confesso que não conhecia.
O princípio é o seguinte:
“Proibição de fotocopiar o trabalhador no local de trabalho”.
Pois é. Sei que estão embasbacados a pensar, “como não pensei nisso antes!?”. Mas a dura realidade de violações a este princípio já há muito é comentada no interior das grandes empresas.
Tudo começa com a instalação de uma máquina fotocopiadora no local de trabalho, que um dia aparece, não se sabe bem porquê.
No dia seguinte, ou até no mesmo dia, surge alguém para ensinar a trabalhar com a máquina. O trabalhador, nesta fase, já deveria se recusar o aprendizado do modo de funcionamento da mesma, que é, no fim de contas, a sua inimiga mortal. Mas não o faz, colocando em risco toda a sua integridade física e moral.
A partir do momento em que o trabalhador começa a conviver com a máquina miserável, começa a tirar fotocópias de uma série de papéis, da mais variada natureza. Inclusive, em alguns escritórios, fazem cópias de contratos de trabalho, que são terríveis, pois a mais pequena redução ou ampliação determina a sua invalidade para todo o sempre (isto também aprendi na formação).
Mas como eu ia dizendo, cópia aqui, cópia ali, e pronto, estamos vulneráveis a um dos mais eficazes métodos de pressão até hoje conhecidos: a “Fototrab”, ou a fotocópia do trabalhador.
Nas grandes empresas, fala-se a boca pequena, nas sub-caves dos armazéns, esta prática tem sido implementada.
Tudo se passa da seguinte forma:
O encarregado chega na sala com uma fotocopiadora portátil (sim, existem, da marca Shogun) e pede o auxílio do trabalhador.
O trabalhador extasiado com a fotocopiadora portátil, e sem medo das fotocopiadoras (pois como expliquei acima estas máquinas de sadismo estão a mercê de qualquer trabalhador, hoje em dia) diz: “eh pá, que esquisita esta tua máquina”, ou “bela máquina”.
O encarregado então dirá, ou deveria dizer (ao que consta dos Manual de Patifarias com Fotocopiadoras Portáteis Shogun, publicado pela editora Mais Um, em 1998): “Olha lá, aperta o botão azul”.
E pronto, o trabalhador apertará e está feita a fotocópia, em péssimas condições ainda por cima, porque o depósito de toner destas máquinas é reduzido, não fixando todos os detalhes dos trabalhadores.
São estas dificuldades de fotocopiar e as péssimas condições das cópias, que determinam a inclusão na doutrina laboral, da proibição acima exposta.
Foi um ponto onde a discussão esteve muito acesa, na negociação do último Código do Trabalho. A União das Confederações de Trabalhadores de Garimpo de Aveiras de Cima é que conseguiu que esta proibição constasse do Código, tendo admitido uma diminuição dos seus salários e um aumento das suas horas de trabalho, desde que não fossem fotocopiados.
Por seu lado, a Federação de Fábricas de Fusíveis para Relógios d’ Água, ainda tentou negociar, sugerindo que as fotocópias pudessem ser feitas, desde que autenticadas pelo Notário.
O resultado, porém, foi francamente positivo para os trabalhadores, que neste momento podem trabalhar em paz, sem haver risco de serem fotocopiados ao desbarato, livrando-se de todos os riscos inerentes a esta situação, como aparecerem na capa de algum cd pirata vendido na Feira da Ladra.
É necessário fazer a ressalva de que o trabalhador poderá ser fotocopiado fora do local de trabalho, como resulta, a contrário, do princípio acima enunciado.
Porém, a definição de local de trabalho adoptada, foi a da anterior Lei de Acidentes de Trabalho, que inclui no conceito em causa, o percurso do trabalhador até a sua casa.
Parece-nos que desta forma ficou tutelada a integridade do trabalhador individual, garantindo a Justiça e um dos mais elementares direitos dos trabalhadores.
quarta-feira, 22 de setembro de 2004
E - Government
Aproveitando que Santana Lopes está fora, fazendo discursos e em coquetéis da ONU, o seu governo fez uma pausa no chamado e-government.
Assim, a colocação dos professores do ensino secundário vai ser feita à mão, à pata, tudo em contra-relógio, até ao dia 30 de Setembro.
Em cima do joelho, tudo à pressa, pois um milhão de alunos estão à espera.
Chega de acusações contra este governo.
Chega de conversas.
Chega de má-vontade.
Chega de suspeição.
Temos de os abraçar e rezar para que estes 2 anos restantes passem depressa e sem muitos mais desastres.
Pois, afinal, eles são mesmo muito incompetentes.
Assim, a colocação dos professores do ensino secundário vai ser feita à mão, à pata, tudo em contra-relógio, até ao dia 30 de Setembro.
Em cima do joelho, tudo à pressa, pois um milhão de alunos estão à espera.
Chega de acusações contra este governo.
Chega de conversas.
Chega de má-vontade.
Chega de suspeição.
Temos de os abraçar e rezar para que estes 2 anos restantes passem depressa e sem muitos mais desastres.
Pois, afinal, eles são mesmo muito incompetentes.
terça-feira, 21 de setembro de 2004
Stargate - Capítulo I
Por diversas vezes, tentaram descobrir o enigma.
Como era possível uma ocorrência desta natureza, ninguém compreendia.
Foi então que na última edição da Revista Science, John Metalknorck, avançou com a seguinte teoria, que passo a explicar em termos mais simplificados, sem utilizar aqueles vocábulos estranhíssimos dos cientistas.
Em Janeiro de 1998, foram encontradas ruínas de umas termas romanas, em Conimbriga. Ora, ao proceder-se a escavações, qual não foi a surpresa, quando foi descoberta uma câmara subterrânea, com cerca de 100 metros quadrados de extensão.
No meio da câmara, havia uma porta gigantesca, com 2 códigos para descodificar.
Um dos códigos era o código que abria a porta e o segundo era relativo ao fechamento da porta.
Rapidamente foi reunida uma equipa internacional de cientistas, recrutados em diversas Universidades, contratada exclusivamente para proceder à descodificação da porta.
Após todos estes anos de investigação, foi descoberto o código de abertura (unlock-code door proceeding, conforme foi denominado por Alston Donald, cientísta americano) em Julho de 2004. Mas ainda não foi desvendado o seu código de fechamento.
Ora, os governos do mundo fizeram muita força para que o Stargate (Estargueite, segundo a versão portuguesa, do projecto, que encontra-se na internet em www.estargueite.pt, apesar da página estar cheia de problemas, às vezes não está no ar) fosse rapidamente aberto.
O cientista americano referiu que dever-se-ia abrir a porta, porque a chave para o seu fechamento iria mais facimente ser desvendada, após o "unlocking". Hans Ljundberg (sueco), Dimitri Baicev (russo) e Jean Poulet (francês) opuseram-se com veemência no princípio, tendo porém, na altura da votação retirado qualquer objecção.
Foi assim que em 4-7-2004 foi aberta a caixa de Pandora, através de um código de 20 dígitos.
Agora, tudo se alterou.
Como era possível uma ocorrência desta natureza, ninguém compreendia.
Foi então que na última edição da Revista Science, John Metalknorck, avançou com a seguinte teoria, que passo a explicar em termos mais simplificados, sem utilizar aqueles vocábulos estranhíssimos dos cientistas.
Em Janeiro de 1998, foram encontradas ruínas de umas termas romanas, em Conimbriga. Ora, ao proceder-se a escavações, qual não foi a surpresa, quando foi descoberta uma câmara subterrânea, com cerca de 100 metros quadrados de extensão.
No meio da câmara, havia uma porta gigantesca, com 2 códigos para descodificar.
Um dos códigos era o código que abria a porta e o segundo era relativo ao fechamento da porta.
Rapidamente foi reunida uma equipa internacional de cientistas, recrutados em diversas Universidades, contratada exclusivamente para proceder à descodificação da porta.
Após todos estes anos de investigação, foi descoberto o código de abertura (unlock-code door proceeding, conforme foi denominado por Alston Donald, cientísta americano) em Julho de 2004. Mas ainda não foi desvendado o seu código de fechamento.
Ora, os governos do mundo fizeram muita força para que o Stargate (Estargueite, segundo a versão portuguesa, do projecto, que encontra-se na internet em www.estargueite.pt, apesar da página estar cheia de problemas, às vezes não está no ar) fosse rapidamente aberto.
O cientista americano referiu que dever-se-ia abrir a porta, porque a chave para o seu fechamento iria mais facimente ser desvendada, após o "unlocking". Hans Ljundberg (sueco), Dimitri Baicev (russo) e Jean Poulet (francês) opuseram-se com veemência no princípio, tendo porém, na altura da votação retirado qualquer objecção.
Foi assim que em 4-7-2004 foi aberta a caixa de Pandora, através de um código de 20 dígitos.
Agora, tudo se alterou.
Catastrófe V: o esclarecimento a posteriori
Acho que tenho de fazer a advertência de que catástrofe e catastrófe não são a mesma coisa, conforme explico no texto "Catastrófe!".
Houve aí umas falhas interpretativas que me exigem que faça este esclarecimento.
Houve aí umas falhas interpretativas que me exigem que faça este esclarecimento.
Catastrófe IV: o ataque final
O exemplo acabado da catastrófe (ver o texto Catastrófe!, para perceber esta expressão) é a maneira como Santana Lopes e a sua Ministra da Educação estão gerindo a colocação de professores este ano.
O ano lectivo já começou, e 50.000 (cinquenta mil) professores não sabem da sua colocação ou se sequer irão ser colocados, por pura incompetência do Ministério, estando imensas escolas fechadas.
O ano lectivo já começou, e 50.000 (cinquenta mil) professores não sabem da sua colocação ou se sequer irão ser colocados, por pura incompetência do Ministério, estando imensas escolas fechadas.
segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Catastrófe III: o instrumento de censura.
Catastrófe, andei a pesquisar, também é um instrumento que foi muito utilizado pelos censores, no governo de Salazar.
É um instrumento que foi importado da Alemanha, dos tempos de Hitler.
Na verdade é um sensor, utilizado por um censor! É um belo trocadilho, que poderia pôr em causa o crédito desta artigo científico.
Passo a explicar: o catastrófe é uma espécie de caneta com uma ponta que tem uma lâmpada vermelha. Ao passar por partes do texto que ofendam, ou possam ofender, um determinado regime político, a luz vermelha pisca. Nesta ocasião, o censor poderá premir um botão na caneta, que imediatamente elimina toda a estrofe do texto.
Esta invenção, simples e engenhosa, estava a cair em desuso, mas hoje em dia a sua utilização voltou a ser promovida.
Sousa Lara, por exemplo, encorajava o seu uso e o usou vezes sem conta. Uma vez, deixou o seu catastrófe sobre um livro de José Saramago durante a noite, tendo o mesmo instrumento avariado para todo o sempre. Assim, Sousa Lara teve de encomendar um catastrófe novo, que no mercado negro de Berlim custa 1080,00 Euros. A ira que se apoderou de Sousa Lara foi tamanha, que passou a perseguir sempre que podia Saramago, o "ser amargo", como Lara gostava de o chamar. Desde lhe murchar os pneus do automóvel, até tocar-lhe a campainha a meio da noite, Lara não deixou mais Saramago em paz.
Até que Saramago, verdadeiramente chateado, ofereceu um exemplar de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" para Sousa Lara, logo que o mesmo foi publicado. Numa notinha da carinhosa dedicatória, Saramago dizia: "sinto que me converti".
Ora, Sousa Lara, resolveu ler o livro, contente com a sua participação na conversão de Saramago.
Porém, foi só colocar o livro em cima da sua secretária, que toda a sua colecção de catastrófes, com o seu nome gravado, desataram a fumegar, tendo incendiado a gaveta aonde estavam guardados.
Foi nesta ocasião que Sousa Lara preferiu não indicar o nome de José Sarmago para concorrer ao Prêmio Nobel. Nobel este que já sabemos que Saramago veio a receber posteriormente. Esta é a história real sobre uma situação que nunca ninguém havia conseguido compreender.
Hoje em dia é Paulo Portas, Ministro da Defesa de Portugal, que tem feito muito uso deste instrumento.
Mas não sabendo muito bem como dosear o uso, às vezes apanha choques, que são a justificação para a sua queda de cabelo.
É um instrumento que foi importado da Alemanha, dos tempos de Hitler.
Na verdade é um sensor, utilizado por um censor! É um belo trocadilho, que poderia pôr em causa o crédito desta artigo científico.
Passo a explicar: o catastrófe é uma espécie de caneta com uma ponta que tem uma lâmpada vermelha. Ao passar por partes do texto que ofendam, ou possam ofender, um determinado regime político, a luz vermelha pisca. Nesta ocasião, o censor poderá premir um botão na caneta, que imediatamente elimina toda a estrofe do texto.
Esta invenção, simples e engenhosa, estava a cair em desuso, mas hoje em dia a sua utilização voltou a ser promovida.
Sousa Lara, por exemplo, encorajava o seu uso e o usou vezes sem conta. Uma vez, deixou o seu catastrófe sobre um livro de José Saramago durante a noite, tendo o mesmo instrumento avariado para todo o sempre. Assim, Sousa Lara teve de encomendar um catastrófe novo, que no mercado negro de Berlim custa 1080,00 Euros. A ira que se apoderou de Sousa Lara foi tamanha, que passou a perseguir sempre que podia Saramago, o "ser amargo", como Lara gostava de o chamar. Desde lhe murchar os pneus do automóvel, até tocar-lhe a campainha a meio da noite, Lara não deixou mais Saramago em paz.
Até que Saramago, verdadeiramente chateado, ofereceu um exemplar de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" para Sousa Lara, logo que o mesmo foi publicado. Numa notinha da carinhosa dedicatória, Saramago dizia: "sinto que me converti".
Ora, Sousa Lara, resolveu ler o livro, contente com a sua participação na conversão de Saramago.
Porém, foi só colocar o livro em cima da sua secretária, que toda a sua colecção de catastrófes, com o seu nome gravado, desataram a fumegar, tendo incendiado a gaveta aonde estavam guardados.
Foi nesta ocasião que Sousa Lara preferiu não indicar o nome de José Sarmago para concorrer ao Prêmio Nobel. Nobel este que já sabemos que Saramago veio a receber posteriormente. Esta é a história real sobre uma situação que nunca ninguém havia conseguido compreender.
Hoje em dia é Paulo Portas, Ministro da Defesa de Portugal, que tem feito muito uso deste instrumento.
Mas não sabendo muito bem como dosear o uso, às vezes apanha choques, que são a justificação para a sua queda de cabelo.
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