O Vitorino não quis chefiar o PS, catapultando o Sócrates a avançar para a liderança.
Já vi isto em qualquer lado.
Parece que os ambiciosos andam cheios de sorte.
Certo é que eles correm atrás e dão a cara.
Ok Sócrates, infelizmente tudo o que te posso desejar é que daqui a dois anos, após o "grande saque", sejas primeiro ministro.
Apesar de tu, caro amigo, falares a mesma linguagem do Santana.
Surpreende-nos, por favor.
terça-feira, 13 de julho de 2004
segunda-feira, 12 de julho de 2004
Até amanhã
A falta de inspiração que por vezes se abate sobre alguém nunca devia de ser comentada ou criticada.
Já basta a insatisfação de não se conseguir escrever.
Já basta a insatisfação de não se conseguir escrever.
O aniversário que não se queria
UM ANO DE ACORDO LUSO-BRASILEIRO
A maioria ficou de fora
No dia 11 de Julho, completa-se um ano da assinatura daquele que ficou conhecido entre os imigrantes brasileiros, desejosos de regularizem sua situação em Portugal, como o "Acordo do Lula". Em 11 de Julho de 2003, a vontade política tanto do então 1º Ministro Durão Barroso como do Presidente Lula da Silva parecia clara: deu-se luz verde para a obtenção de visto de trabalho aos brasileiros em Portugal e aos portugueses no Brasil, chegados até aquela data, que estivessem integrados no mercado de trabalho.
Decorrido um ano, em Portugal, a maioria ficou de fora.
As regras impostas pelo governo português transformaram o processo de regularização numa verdadeira corrida de obstáculos. A Casa do Brasil baptizou-o de "O processo dos 7 guichés", os quais, na verdade, são mais de sete.
Passada a etapa de recenseamento em Julho e Agosto, desde Outubro de 2003 até o dia 6 do presente mês, o SEF remeteu 29 683 postais de convocação. Dos destinatários, apenas 17 088 candidatos compareceram aos balcões do SEF para a obtenção do visto de turista, mediante o pagamento de taxas e multas. Dos 17 088, só 13 267 ultrapassaram esta 2ª barreira. Destes 13 067, somente 7 100 obtiveram do IDICT o parecer favorável ao respectivo contrato de trabalho, após obrigação de apresentação pelo empregador de um processo composto por diversos documentos, destinados a atestar a regularização da empresa perante diversos entidades do Estado. O tempo médio de análise deste processo no IDICT é de dois meses.
Por fim, destes 7 100 somente 3 812, até 5/7/2004, viram estampado em seus passaportes o desejado Visto de Trabalho, após terem obtido o Registo Criminal no Brasil, um atestado médico em Portugal e marcado no Ministério de Negócios Estrangeiros o comparecimento a um Consulado português em Espanha ou outro país. Estes números foram obtidos junto à direcção do SEF. São números que falam por si.
No que se refere a despesas dos interessados, cada um que conseguiu chegar ao fim gastou não menos de
1 000 euros com o processo. Os 13 267 que prorrogaram o visto de turista pagaram, na maioria, 400 euros entre taxas e multas.
No que se refere a receitas advindas deste Acordo, desde Outubro de 2003 entraram nos cofres do Estado português, através do SEF, Segurança Social, Finanças e Consulados, não menos de 10 milhões de euros.
A Casa do Brasil de Lisboa lutou obstinadamente por este acordo. Apoiou decisivamente o governo português na fase de recenseamento. Prestou e continua a prestar informações e orientação a milhares de brasileiros e até a empregadores portugueses que a procuram.
E hoje, está profundamente frustrada.
Só queremos uma coisa: ajudar as pessoas a se regularizarem.
Por isso, a nossa proposta prática é: convocação de todos os brasileiros que, no âmbito do Acordo, ainda não obtiveram o Visto de Trabalho, promoção da resolução caso a caso dos que responderem à convocação e que queiram continuar no processo de obtenção do visto.
Cabe ao governo português dar um sinal de que quer dar passos concretos para que o número de vistos de trabalho concedidos aumente substancialmente e, assim, permita concluir que a aplicação do Acordo foi coerente, na prática, com a vontade política expressa em 11 de Julho de 2003.
Cabe ao governo brasileiro fazer valer a letra e o espírito do Acordo, cuja iniciativa partiu do Brasil.
A Casa do Brasil fica contente por aqueles que já obtiveram o visto ou vão obtê-lo nas próximas semanas. Mas não pode deixar de considerar o saldo do Acordo como negativo.
Os frustrados são muitos milhares. Devemos todos lutar para reverter esta situação, com espírito construtivo.
Com a Casa do Brasil, os imigrantes, como sempre, podem contar.
Lisboa, 9 de Julho de 2004.
A direção da CBL
A maioria ficou de fora
No dia 11 de Julho, completa-se um ano da assinatura daquele que ficou conhecido entre os imigrantes brasileiros, desejosos de regularizem sua situação em Portugal, como o "Acordo do Lula". Em 11 de Julho de 2003, a vontade política tanto do então 1º Ministro Durão Barroso como do Presidente Lula da Silva parecia clara: deu-se luz verde para a obtenção de visto de trabalho aos brasileiros em Portugal e aos portugueses no Brasil, chegados até aquela data, que estivessem integrados no mercado de trabalho.
Decorrido um ano, em Portugal, a maioria ficou de fora.
As regras impostas pelo governo português transformaram o processo de regularização numa verdadeira corrida de obstáculos. A Casa do Brasil baptizou-o de "O processo dos 7 guichés", os quais, na verdade, são mais de sete.
Passada a etapa de recenseamento em Julho e Agosto, desde Outubro de 2003 até o dia 6 do presente mês, o SEF remeteu 29 683 postais de convocação. Dos destinatários, apenas 17 088 candidatos compareceram aos balcões do SEF para a obtenção do visto de turista, mediante o pagamento de taxas e multas. Dos 17 088, só 13 267 ultrapassaram esta 2ª barreira. Destes 13 067, somente 7 100 obtiveram do IDICT o parecer favorável ao respectivo contrato de trabalho, após obrigação de apresentação pelo empregador de um processo composto por diversos documentos, destinados a atestar a regularização da empresa perante diversos entidades do Estado. O tempo médio de análise deste processo no IDICT é de dois meses.
Por fim, destes 7 100 somente 3 812, até 5/7/2004, viram estampado em seus passaportes o desejado Visto de Trabalho, após terem obtido o Registo Criminal no Brasil, um atestado médico em Portugal e marcado no Ministério de Negócios Estrangeiros o comparecimento a um Consulado português em Espanha ou outro país. Estes números foram obtidos junto à direcção do SEF. São números que falam por si.
No que se refere a despesas dos interessados, cada um que conseguiu chegar ao fim gastou não menos de
1 000 euros com o processo. Os 13 267 que prorrogaram o visto de turista pagaram, na maioria, 400 euros entre taxas e multas.
No que se refere a receitas advindas deste Acordo, desde Outubro de 2003 entraram nos cofres do Estado português, através do SEF, Segurança Social, Finanças e Consulados, não menos de 10 milhões de euros.
A Casa do Brasil de Lisboa lutou obstinadamente por este acordo. Apoiou decisivamente o governo português na fase de recenseamento. Prestou e continua a prestar informações e orientação a milhares de brasileiros e até a empregadores portugueses que a procuram.
E hoje, está profundamente frustrada.
Só queremos uma coisa: ajudar as pessoas a se regularizarem.
Por isso, a nossa proposta prática é: convocação de todos os brasileiros que, no âmbito do Acordo, ainda não obtiveram o Visto de Trabalho, promoção da resolução caso a caso dos que responderem à convocação e que queiram continuar no processo de obtenção do visto.
Cabe ao governo português dar um sinal de que quer dar passos concretos para que o número de vistos de trabalho concedidos aumente substancialmente e, assim, permita concluir que a aplicação do Acordo foi coerente, na prática, com a vontade política expressa em 11 de Julho de 2003.
Cabe ao governo brasileiro fazer valer a letra e o espírito do Acordo, cuja iniciativa partiu do Brasil.
A Casa do Brasil fica contente por aqueles que já obtiveram o visto ou vão obtê-lo nas próximas semanas. Mas não pode deixar de considerar o saldo do Acordo como negativo.
Os frustrados são muitos milhares. Devemos todos lutar para reverter esta situação, com espírito construtivo.
Com a Casa do Brasil, os imigrantes, como sempre, podem contar.
Lisboa, 9 de Julho de 2004.
A direção da CBL
domingo, 11 de julho de 2004
A Outra Rota
A Outra Rota - Paralamas do Sucesso
A F#m Dm A
Eu vou fechar as contas e me mandar
F#m Dm
Me ajoelhar, pedir perdão
A
Depois te perdoar
F#m Dm
Você não merece o que eu te fiz
A
Só pra te machucar
A7 D E
Como se o forte fosse eu
A F#m Dm A
Eu tou em outra rota pra um outro lugar
F#m
Eu quero as coisas certas
Dm A
Eu quero te falar
F#m Dm
Você não merece o que eu te fiz
A
Tentando te mudar
A7 D
Como se o certo fosse eu
A B/A D/A
Agora somos só nós dois olhando pros lados
A B/A D/A
Depois de tanta estupidez
A B/A D/A
Agora somos só nós dois olhando pros lados
A B/A D/A
Já nem te vejo mais
A F#m Dm
E acreditar, e acreditar
A
Mesmo sem ver as provas
F#m Dm
De cada corte corre sangue
A
E a vida se renova
F#m Dm
Você sabe o que eu já fiz
A
E do que eu fui capaz
A7 D A F#m Dm A
Mas fica tudo entre nós
A F#m Dm A
Eu vou fechar as contas e me mandar
F#m Dm
Me ajoelhar, pedir perdão
A
Depois te perdoar
F#m Dm
Você não merece o que eu te fiz
A
Só pra te machucar
A7 D E
Como se o forte fosse eu
A F#m Dm A
Eu tou em outra rota pra um outro lugar
F#m
Eu quero as coisas certas
Dm A
Eu quero te falar
F#m Dm
Você não merece o que eu te fiz
A
Tentando te mudar
A7 D
Como se o certo fosse eu
A B/A D/A
Agora somos só nós dois olhando pros lados
A B/A D/A
Depois de tanta estupidez
A B/A D/A
Agora somos só nós dois olhando pros lados
A B/A D/A
Já nem te vejo mais
A F#m Dm
E acreditar, e acreditar
A
Mesmo sem ver as provas
F#m Dm
De cada corte corre sangue
A
E a vida se renova
F#m Dm
Você sabe o que eu já fiz
A
E do que eu fui capaz
A7 D A F#m Dm A
Mas fica tudo entre nós
Tudo pode ter um novo começo, quando as coisas melhoram.
Ok, devo confessar que fui um pouco apressado com a mudança de blog.
A imagem se sobrepôs a tudo e eu fui-me embora.
Porém, um blog não vive de fotos. Nem um governo. (Vais ver Santana!)
Por isso, cá estou de volta aos americanos, que mexeram nisso tudo e me possibilitaram este novo blog, organizadíssimo.
Lindo não acham?
Se acharem muito escuro me mandem um mail, posso pensar noutro ambiente.
Mas gostei mesmo desse.
Devo confessar que o outro blog, o da terra, não o achava tão bonito como o Blogspot, mas às vezes nos precipitamos nas apreciações que fazemos.
É muito bom nos precipitarmos, se não estaríamos sempre quietos num canto a pensar.
Mas depois, cai o pano, dá-se um clique e cá estamos outra vez no ponto de partida, prontos para as mais duras batalhas, como nunca.
E podem não acreditar, mas foi só mudar o ambiente do meu blog, que comecei imediatamente a ficar mais contente com a minha vida de uma forma generalizada.
O meu blog da terra é assim o meu bode expiatório. Pensem nesta expressão, ela não é nada vazia, nunca tinha sentido isto assim como hoje.
Não atingiram? Criem um blog e experimentem...
O bom de se sentir necessidade de escrever é a facilidade com que se pode fazer hoje em dia. Claro, que na Europa se pode dizer isso. Em África seria mais difícil. É pena, mas não é sobre isso que vim falar.
Que bom que existem mudanças e que bom que é poder mudar. Mudar de camisa, mudar de sapatos, mudar de visual. Era tão bom mudar às vezes de país, mas isto é mais complicado.
Bom, em anexo a este texto, vem a minha aventura, que se encerrou, com a terra.
Sucesso para o blog e para nós todos, é o que desejo.
E muitas mudanças.
A imagem se sobrepôs a tudo e eu fui-me embora.
Porém, um blog não vive de fotos. Nem um governo. (Vais ver Santana!)
Por isso, cá estou de volta aos americanos, que mexeram nisso tudo e me possibilitaram este novo blog, organizadíssimo.
Lindo não acham?
Se acharem muito escuro me mandem um mail, posso pensar noutro ambiente.
Mas gostei mesmo desse.
Devo confessar que o outro blog, o da terra, não o achava tão bonito como o Blogspot, mas às vezes nos precipitamos nas apreciações que fazemos.
É muito bom nos precipitarmos, se não estaríamos sempre quietos num canto a pensar.
Mas depois, cai o pano, dá-se um clique e cá estamos outra vez no ponto de partida, prontos para as mais duras batalhas, como nunca.
E podem não acreditar, mas foi só mudar o ambiente do meu blog, que comecei imediatamente a ficar mais contente com a minha vida de uma forma generalizada.
O meu blog da terra é assim o meu bode expiatório. Pensem nesta expressão, ela não é nada vazia, nunca tinha sentido isto assim como hoje.
Não atingiram? Criem um blog e experimentem...
O bom de se sentir necessidade de escrever é a facilidade com que se pode fazer hoje em dia. Claro, que na Europa se pode dizer isso. Em África seria mais difícil. É pena, mas não é sobre isso que vim falar.
Que bom que existem mudanças e que bom que é poder mudar. Mudar de camisa, mudar de sapatos, mudar de visual. Era tão bom mudar às vezes de país, mas isto é mais complicado.
Bom, em anexo a este texto, vem a minha aventura, que se encerrou, com a terra.
Sucesso para o blog e para nós todos, é o que desejo.
E muitas mudanças.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004
Tudo tem um fim
Pois é pessoal.
Sei que aqui as letras são maiores, mas a verdade é que o weblogger.com.br me oferece a possibilidade de publicar fotos, sem pagar por elas.
Estava contente com os americanos, mas tive de pôr um fim a isto que me tirava uma possibilidade tão boa.
É assim, sempre a tentar o melhor.
Lá as letras são mais pequenas, mas compensa noutras coisas.
Abraço.
Novo endereço então: http://aldeiablogal.weblogger.com.br
Isto parece a Aldeia da Luz!
Sei que aqui as letras são maiores, mas a verdade é que o weblogger.com.br me oferece a possibilidade de publicar fotos, sem pagar por elas.
Estava contente com os americanos, mas tive de pôr um fim a isto que me tirava uma possibilidade tão boa.
É assim, sempre a tentar o melhor.
Lá as letras são mais pequenas, mas compensa noutras coisas.
Abraço.
Novo endereço então: http://aldeiablogal.weblogger.com.br
Isto parece a Aldeia da Luz!
sábado, 31 de janeiro de 2004
Sucesso
Foi um sucesso a Concentração/Manifestação pela legalização dos imigrantes na Europa, ocorrida hoje, no Largo Camões pelas 15.00.
Estiveram representadas mais de 40 associações.
Nunca tinha se visto tanta unanimidade em torno de um tema tão importante. Isto, apesar de haver um grande esforço do governo português em dividir a comunidade imigrante.
Lá se demonstrou como é bom andarmos todos a puxar para o mesmo lado.
Vou publicar aqui a nota à comunicação social que me poupa de explicar tudo e foi muito bem feita e trabalhada.
NOTA DE IMPRENSA
CONCENTRAÇÃO PELA LEGALIZAÇÃO DOS IMIGRANTES
As organizações abaixo assinadas (Associações de Imigrantes, de Solidariedade, Sindicatos, Organizações Religiosas entre outras) estão preocupadas com o ambiente de rejeição crescente dos imigrantes em Portugal. Responsabilizamos algumas forças políticas e Comunicação Social por esta situação que, contra as indicações de estudos científicos sérios, continuam a ligar indevidamente a imigração com o aumento do desemprego e da criminalidade.
Preocupa-nos ainda o carácter excessivamente securitário da legislação produzida pelo governo, em particular, o poder conferido ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a inoperância da Inspecção Geral do Trabalho (IGT/IDCT) para lidar com o fenómeno migratório.
As medidas anunciadas no dia 19 de Janeiro pelo governo, no âmbito da regulamentação do DL 34/03 deixam-nos apreensivos. Porém, são um incentivo para que os imigrantes, as entidades que os apoiam e todos os cidadãos portugueses que assim o entenderem, se mobilizem e lutem por uma integração dos imigrantes com direitos, deveres e cidadania plena.
Os imigrantes são fundamentais para a sociedade portuguesa, bem como para os outros países da U.E.. O seu contributo para o enriquecimento cultural, económico, social e demográfico de Portugal é demonstrado quer na vida das empresas, bairros, escolas e comunidades, quer em estudos científicos de várias universidades nacionais e estrangeiras. A Dignidade dos homens e mulheres imigrantes e suas familias, tal como de todos os seres humanos, é fundamental ser efectivada no quotidiano através da sua legalização e no respeito pelos direitos laborais, sociais e de cidadania, entre muitos outros.
Por isso tudo, reivindicamos:
" Legalização dos imigrantes que vivem e trabalham em Portugal até à data da publicação da lei;
" A igualdade de condições de trabalho, tratamento e de direitos sociais;
" Protecção para as crianças filhas de imigrantes, independente da sua situação legal;
" Assistência médica para todos os imigrantes, regularizados ou não;
" Medidas de protecção legal, de apoio psicológico e estruturas de reinserção social para os imigrantes, sobretudo mulheres, vítimas de tráfico humano para fins laborais ou exploração sexual;
" Criação de mecanismos que impeçam que alguém seja despejado da sua habitação, sem que lhe seja proposto uma alternativa condigna;
" Travar a onda crescente de xenofobia face à comunidade cigana através da legalização, entre outras medidas, do estatuto de mediadores sócio-culturais e venda ambulante;
" Tornar expedito o processo de reagrupamento familiar para todos os imigrantes com estadia legal em Portugal;
" Simplificar e agilizar o processo de legalização e de emissão de vistos para que os prazos estabelecidos para cada um dos órgãos do Estados (SEF - IGT/IDICT - IEFP - Consulados, etc.) sejam cumpridos;
" Desburocratização do processo de regularização dos imigrantes brasileiros, no âmbito do Acordo de 11 de Julho de 2003, que até ao momento só concedeu cerca de 100 Vistos de Trabalho num universo de 31.500 trabalhadores, devido às exigências excessivas impostas pelo Estado português;
" Viabilizar o direito à cidadania política;
" Ratificação por parte de Portugal da Convenção Internacional sobre a "Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e seus Familiares" da ONU, em vigor desde 1 de Julho de 2003.
Por tudo isso, convocamos uma CONCENTRAÇÃO PARA O DIA 31 DE JANEIRO, ÀS 15 HORAS NO LARGO LUIS DE CAMÕES (Lisboa), em simultâneo com outras manifestações levadas a efeito por toda a Europa nesse dia em que se assinala a "Jornada Europeia pela Legalização de todos os Imigrantes", no âmbito do protesto convocado pela Assembleia de Movimentos Sociais do Fórum Social Europeu realizado em Paris.
Estiveram representadas mais de 40 associações.
Nunca tinha se visto tanta unanimidade em torno de um tema tão importante. Isto, apesar de haver um grande esforço do governo português em dividir a comunidade imigrante.
Lá se demonstrou como é bom andarmos todos a puxar para o mesmo lado.
Vou publicar aqui a nota à comunicação social que me poupa de explicar tudo e foi muito bem feita e trabalhada.
NOTA DE IMPRENSA
CONCENTRAÇÃO PELA LEGALIZAÇÃO DOS IMIGRANTES
As organizações abaixo assinadas (Associações de Imigrantes, de Solidariedade, Sindicatos, Organizações Religiosas entre outras) estão preocupadas com o ambiente de rejeição crescente dos imigrantes em Portugal. Responsabilizamos algumas forças políticas e Comunicação Social por esta situação que, contra as indicações de estudos científicos sérios, continuam a ligar indevidamente a imigração com o aumento do desemprego e da criminalidade.
Preocupa-nos ainda o carácter excessivamente securitário da legislação produzida pelo governo, em particular, o poder conferido ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a inoperância da Inspecção Geral do Trabalho (IGT/IDCT) para lidar com o fenómeno migratório.
As medidas anunciadas no dia 19 de Janeiro pelo governo, no âmbito da regulamentação do DL 34/03 deixam-nos apreensivos. Porém, são um incentivo para que os imigrantes, as entidades que os apoiam e todos os cidadãos portugueses que assim o entenderem, se mobilizem e lutem por uma integração dos imigrantes com direitos, deveres e cidadania plena.
Os imigrantes são fundamentais para a sociedade portuguesa, bem como para os outros países da U.E.. O seu contributo para o enriquecimento cultural, económico, social e demográfico de Portugal é demonstrado quer na vida das empresas, bairros, escolas e comunidades, quer em estudos científicos de várias universidades nacionais e estrangeiras. A Dignidade dos homens e mulheres imigrantes e suas familias, tal como de todos os seres humanos, é fundamental ser efectivada no quotidiano através da sua legalização e no respeito pelos direitos laborais, sociais e de cidadania, entre muitos outros.
Por isso tudo, reivindicamos:
" Legalização dos imigrantes que vivem e trabalham em Portugal até à data da publicação da lei;
" A igualdade de condições de trabalho, tratamento e de direitos sociais;
" Protecção para as crianças filhas de imigrantes, independente da sua situação legal;
" Assistência médica para todos os imigrantes, regularizados ou não;
" Medidas de protecção legal, de apoio psicológico e estruturas de reinserção social para os imigrantes, sobretudo mulheres, vítimas de tráfico humano para fins laborais ou exploração sexual;
" Criação de mecanismos que impeçam que alguém seja despejado da sua habitação, sem que lhe seja proposto uma alternativa condigna;
" Travar a onda crescente de xenofobia face à comunidade cigana através da legalização, entre outras medidas, do estatuto de mediadores sócio-culturais e venda ambulante;
" Tornar expedito o processo de reagrupamento familiar para todos os imigrantes com estadia legal em Portugal;
" Simplificar e agilizar o processo de legalização e de emissão de vistos para que os prazos estabelecidos para cada um dos órgãos do Estados (SEF - IGT/IDICT - IEFP - Consulados, etc.) sejam cumpridos;
" Desburocratização do processo de regularização dos imigrantes brasileiros, no âmbito do Acordo de 11 de Julho de 2003, que até ao momento só concedeu cerca de 100 Vistos de Trabalho num universo de 31.500 trabalhadores, devido às exigências excessivas impostas pelo Estado português;
" Viabilizar o direito à cidadania política;
" Ratificação por parte de Portugal da Convenção Internacional sobre a "Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e seus Familiares" da ONU, em vigor desde 1 de Julho de 2003.
Por tudo isso, convocamos uma CONCENTRAÇÃO PARA O DIA 31 DE JANEIRO, ÀS 15 HORAS NO LARGO LUIS DE CAMÕES (Lisboa), em simultâneo com outras manifestações levadas a efeito por toda a Europa nesse dia em que se assinala a "Jornada Europeia pela Legalização de todos os Imigrantes", no âmbito do protesto convocado pela Assembleia de Movimentos Sociais do Fórum Social Europeu realizado em Paris.
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
Queria ver o que vês
When I Look At The World
When you look at the world
What is it that you see?
People find all kinds of things
That bring them to their knees
I see an expression
So clear and so true
That it changes the atmosphere
When you walk into the room
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
When the night is someone elses
And you're trying to get some sleep
When your thoughts are too expensive
To ever want to keep
When there's all kinds of chaos
And everyone is walking lame
You don't even blink now, do you
Or even look away
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
I can't wait any longer
I can't wait till I'm stronger
Can't wait any longer
To see what you see
When I look at the world
I'm in the waiting room
Can't see for the smoke
I think of you and your holy book
While the rest of us choke
Tell me, tell me, what do you see?
Tell me, tell me, what’s wrong with me
Música: U2
Álbum: All that you can't leave behind
When you look at the world
What is it that you see?
People find all kinds of things
That bring them to their knees
I see an expression
So clear and so true
That it changes the atmosphere
When you walk into the room
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
When the night is someone elses
And you're trying to get some sleep
When your thoughts are too expensive
To ever want to keep
When there's all kinds of chaos
And everyone is walking lame
You don't even blink now, do you
Or even look away
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
I can't wait any longer
I can't wait till I'm stronger
Can't wait any longer
To see what you see
When I look at the world
I'm in the waiting room
Can't see for the smoke
I think of you and your holy book
While the rest of us choke
Tell me, tell me, what do you see?
Tell me, tell me, what’s wrong with me
Música: U2
Álbum: All that you can't leave behind
segunda-feira, 26 de janeiro de 2004
quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Este gajo é maluco
Pobre de nossa curta, condensada e única vida se não tirarmos dela só coisas boas.
Julgo que a nossa tarefa está facilitada.
A nós todos cabe a simples e singular tarefa de sermos redutores e restritivos.
Com a facilidade de ver tudo só por uma perspectiva.
Com o conforto de só guardar as fotografias que nos interessam.
Enfim, apenas defendendo uma parte no grande tribunal de nossos corações: a melhor.
Julgo que a nossa tarefa está facilitada.
A nós todos cabe a simples e singular tarefa de sermos redutores e restritivos.
Com a facilidade de ver tudo só por uma perspectiva.
Com o conforto de só guardar as fotografias que nos interessam.
Enfim, apenas defendendo uma parte no grande tribunal de nossos corações: a melhor.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
Ao trabalho
Depois dos excessos dos feriados de Natal e Ano Novo, o trabalho chega, para nos fazer descansar.
Deve ser para isso que as férias servem.
Para ver que podemos nos cansar ainda mais do que em tempo de trabalho!
Deve ser para isso que as férias servem.
Para ver que podemos nos cansar ainda mais do que em tempo de trabalho!
sábado, 10 de janeiro de 2004
Skap
quando você pinta tinta nessa tela cinza
quando você passa doce dessa fruta passa
quando você entra mãe-benta amor aos pedaços
quando você chega nega fulô boneca de piche
flor de azeviche
você me faz parecer menos só
menos sozinho
você me faz parecer menos pó
menos pozinho
quando você fala bala no velho oeste
quando você dança lança flecha estilingue
quando você olha molha meu olho que nao crê
quando você pousa mariposa morna lisa
o sangue encharca a camisa
quando você diz o que ninguém diz
quando você quer o que ninguém quis
quando você usa lousa para que eu possa ser giz
quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
quando você faz a minha carne triste quase feliz
Letra e música: Zeca Baleiro
quando você passa doce dessa fruta passa
quando você entra mãe-benta amor aos pedaços
quando você chega nega fulô boneca de piche
flor de azeviche
você me faz parecer menos só
menos sozinho
você me faz parecer menos pó
menos pozinho
quando você fala bala no velho oeste
quando você dança lança flecha estilingue
quando você olha molha meu olho que nao crê
quando você pousa mariposa morna lisa
o sangue encharca a camisa
quando você diz o que ninguém diz
quando você quer o que ninguém quis
quando você usa lousa para que eu possa ser giz
quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
quando você faz a minha carne triste quase feliz
Letra e música: Zeca Baleiro
sexta-feira, 2 de janeiro de 2004
Novos tempos
Navegar Impreciso
A Pátria - Avó se volta sem memória
de todos estes anos de amor
Um amor sem beijo e sem resposta
responde agora a uma nova sedução
Teus Joaquins, teus açougueiros, filhos de uma mãe - avó
os bons e os maus tratos que eu te dei
Sucumbem com tamancos, camisetas sob a lei
que ouviste a nova - velha Europa te ditar
E voltas tuas costas para mim
voltas tuas costas para o mar
Prás tuas conquistas, pro teu navegar
prá tua cruz de malta sobre o azul
Um dia foste forte e generosa
mas hoje tua memória não tem sul
Não é porque já não se usa navegar
e nem é por tua idade, eterna sois
Mas nunca mais a nossa velha intimidade
o sabor inigualável dos teus pães
Letra: Herbert Vianna
Música: Paralamas do Sucesso
A Pátria - Avó se volta sem memória
de todos estes anos de amor
Um amor sem beijo e sem resposta
responde agora a uma nova sedução
Teus Joaquins, teus açougueiros, filhos de uma mãe - avó
os bons e os maus tratos que eu te dei
Sucumbem com tamancos, camisetas sob a lei
que ouviste a nova - velha Europa te ditar
E voltas tuas costas para mim
voltas tuas costas para o mar
Prás tuas conquistas, pro teu navegar
prá tua cruz de malta sobre o azul
Um dia foste forte e generosa
mas hoje tua memória não tem sul
Não é porque já não se usa navegar
e nem é por tua idade, eterna sois
Mas nunca mais a nossa velha intimidade
o sabor inigualável dos teus pães
Letra: Herbert Vianna
Música: Paralamas do Sucesso
quinta-feira, 25 de dezembro de 2003
Ficção
No disco do Fausto, "A Ópera Mágica do Cantor Maldito", gravado em 2003, vem a seguinte advertência:
"Este disco é pura ficção. Qualquer coincidência com a realidade não é mera coincidência. Logo, é pura ficção."
"Este disco é pura ficção. Qualquer coincidência com a realidade não é mera coincidência. Logo, é pura ficção."
sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
O Peru e outras aves
Os meus vizinhos de cima estão fazendo uma festa de arromba.
Que maravilha! Devem ter uma boa razão para festejar. Eu tenho muitas razões para festejos, mas não irei enunciá-las neste blog.
Eu sei que ele anda sedento de assuntos felizes.
Depois do 11 de Setembro, parece que toda a gente anda com vontade de ter assuntos alegres. Imagino os gajos de Guantanamo.
É por isso que o Bush, no meio de um Iraque que respira destruição, descalabro, descontentamento e outros "des", surge com um peru no meio dos tropas americanos, que estão esfomeados de paz.
Se alguns estivessem contentes pelo peru (pelo Bush, não devia ser de certeza), logo a felicidade lhes terá passado, pois descobriram que o peru era de plástico.
De plástico, como é toda a realidade daquele país. No fim de contas, é de plástico o controle que os Estados Unidos tem sobre aquele ponto do globo. Admira-me (não me admira) como é que o Bush tem a lata de deixar isto sair cá para fora. Quando eu soube deste detalhe, a primeira coisa na qual pensei foi nos ídolos com pés de barro. E nas mentiras.
Mas estamos a falar de coisas com piada.
Outra coisa engraçada, é que parece que "O Santana", qual Don Juan, pretende conquistar Portugal. E é vê-lo com grandes intervenções, a opinar sobre a forma de estar do Presidente da República. "Já reparou que serei eu o próximo Presidente?". E todos nós andamos a rir de nervosismo com isso. E dizemos nós: "Já repararam, lá vem o Santana... Estamos lixados...".
Afinal, até acho que isto não tem muita graça. Mas tem. Aliás, deve ser uma espécie de tragicomédia, e estamos todos num acto de profunda risota. Mas virá o drama, de certeza.
A risota é extensível ao mundo todo. Estamos numa fase de profunda ironia. É em Itália o Berlusconi. É o Blair, do Labour! Esta é a mais elaborada de todas! Eh eh eh eh. É o Bush, que, como me disseram outro dia, supera todas as expectativas! É ali na Espanha o terrorismo de estado do Aznar! É a Áustria, é a Suiça.
Agora só falta o Brasil, com o Lula, contar a mais terrível das anedotas.
Isto me parece incompleto, porém por apreço a um (!) leitor de meu blog, não vou meter uma frase no final, como conclusão.
Que maravilha! Devem ter uma boa razão para festejar. Eu tenho muitas razões para festejos, mas não irei enunciá-las neste blog.
Eu sei que ele anda sedento de assuntos felizes.
Depois do 11 de Setembro, parece que toda a gente anda com vontade de ter assuntos alegres. Imagino os gajos de Guantanamo.
É por isso que o Bush, no meio de um Iraque que respira destruição, descalabro, descontentamento e outros "des", surge com um peru no meio dos tropas americanos, que estão esfomeados de paz.
Se alguns estivessem contentes pelo peru (pelo Bush, não devia ser de certeza), logo a felicidade lhes terá passado, pois descobriram que o peru era de plástico.
De plástico, como é toda a realidade daquele país. No fim de contas, é de plástico o controle que os Estados Unidos tem sobre aquele ponto do globo. Admira-me (não me admira) como é que o Bush tem a lata de deixar isto sair cá para fora. Quando eu soube deste detalhe, a primeira coisa na qual pensei foi nos ídolos com pés de barro. E nas mentiras.
Mas estamos a falar de coisas com piada.
Outra coisa engraçada, é que parece que "O Santana", qual Don Juan, pretende conquistar Portugal. E é vê-lo com grandes intervenções, a opinar sobre a forma de estar do Presidente da República. "Já reparou que serei eu o próximo Presidente?". E todos nós andamos a rir de nervosismo com isso. E dizemos nós: "Já repararam, lá vem o Santana... Estamos lixados...".
Afinal, até acho que isto não tem muita graça. Mas tem. Aliás, deve ser uma espécie de tragicomédia, e estamos todos num acto de profunda risota. Mas virá o drama, de certeza.
A risota é extensível ao mundo todo. Estamos numa fase de profunda ironia. É em Itália o Berlusconi. É o Blair, do Labour! Esta é a mais elaborada de todas! Eh eh eh eh. É o Bush, que, como me disseram outro dia, supera todas as expectativas! É ali na Espanha o terrorismo de estado do Aznar! É a Áustria, é a Suiça.
Agora só falta o Brasil, com o Lula, contar a mais terrível das anedotas.
Isto me parece incompleto, porém por apreço a um (!) leitor de meu blog, não vou meter uma frase no final, como conclusão.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
O Céu e o Mar
Eu acho esta letra muito bonita e a música também.
Queria saber escrever assim.
O Céu e o Mar
Seu olhar era o mar
De águas tão escuras
Onde o meu espelhado
Era só procura
O sol brilhava dourado
E o mar, de nuvens vestido
Chorava o céu tempestades
Ao não se ver refletido
Para o mar, o céu era tudo
Mas um céu, quantos mares teria?
Por ele esperaria,
A cada volta do mundo?
Para o céu, só um mar existia
Apesar de outros mares cruzar
Só nele se via.
Márcio Faraco
Álbum: Interior
www.marciofaraco.com
Queria saber escrever assim.
O Céu e o Mar
Seu olhar era o mar
De águas tão escuras
Onde o meu espelhado
Era só procura
O sol brilhava dourado
E o mar, de nuvens vestido
Chorava o céu tempestades
Ao não se ver refletido
Para o mar, o céu era tudo
Mas um céu, quantos mares teria?
Por ele esperaria,
A cada volta do mundo?
Para o céu, só um mar existia
Apesar de outros mares cruzar
Só nele se via.
Márcio Faraco
Álbum: Interior
www.marciofaraco.com
terça-feira, 2 de dezembro de 2003
Violeiro Andante
Ando tão calado.
Mas não é por mal, é por bem.
Quando andamos calados, ouvimos mais coisas.
Eu, por exemplo, tive o privilégio de ouvir Fernando Deghi, sexta feira, dia 28 de Novembro, na Casa do Brasil de Lisboa.
O Fernando Deghi é um "violeiro", do Brasil, com um repertório muito bom. Toca lindas músicas no seu disco "Violeiro Andante". É um disco muito bonito.
Ele tem um site na net e tudo: www.fernandodeghi.hpg.ig.com.br. E o e-mail dele é deghi@terra.com.br e violeiroandante@terra.com.br.
O site tem montes de excelentes comentários à música deste guitarrista, o que me inibe de falar muito sobre este assunto.
Contudo, posso dizer é que o cara é bom demais naquilo que faz.
Mas não é por mal, é por bem.
Quando andamos calados, ouvimos mais coisas.
Eu, por exemplo, tive o privilégio de ouvir Fernando Deghi, sexta feira, dia 28 de Novembro, na Casa do Brasil de Lisboa.
O Fernando Deghi é um "violeiro", do Brasil, com um repertório muito bom. Toca lindas músicas no seu disco "Violeiro Andante". É um disco muito bonito.
Ele tem um site na net e tudo: www.fernandodeghi.hpg.ig.com.br. E o e-mail dele é deghi@terra.com.br e violeiroandante@terra.com.br.
O site tem montes de excelentes comentários à música deste guitarrista, o que me inibe de falar muito sobre este assunto.
Contudo, posso dizer é que o cara é bom demais naquilo que faz.
sexta-feira, 21 de novembro de 2003
A Diversão dos Palermas
A diversão dos palermas: pegar na rapaziada recém chegada, mandar-lhes ovos, insultá-los, dizer que eles não pertencem ao sítio aonde chegaram, que são burros, e faze-los passar por situações ridículas.
Ai, ai.
Será assim tão bom? Tão fortificador do espírito?
Será que integra? Mas a integração tem de ser feita com medo, subordinação e hierarquia?
Vê o teu lugar! Não é esta a mensagem?
Acho que já sabem do que estou a falar. Isso mesmo, das praxes! A prática mais ignóbil dos estudantes universitários!
Eu sei que não se tratam de todos os estudantes universitários, mas todos temos culpa quando toleramos a praxe.
Eu fui praxado, como quase toda a gente. Para mim não custou muito, apesar do meu livro de Direito Romano ter ficado com um pingo amarelo, sujo com ovo. Não achei piada estar sentado à espera que um ritual absurdo terminasse, a pensar que ainda iam sujar todos os meus livros. Foi muito integrador estar na sala, vendo a hora que levar-me-iam para o palco, para fazerem-me passar por idiota. Tivemos de ouvir também vários discursos, preparados por escrito (perderam tempo com isso!), a nos dizerem todos os problemas que traríamos para a Universidade e que éramos uma bestas.
Agora, o leitor está a pensar: "Este rapaz queixa-se, mas nem lhe aconteceu nada de especial...".
Isto é que e grave! As praxes, de qualquer tipo, não deviam existir! Qualquer lesão à nossa integridade física ou moral nunca podem ser admitidas.
E para que fomentar esta ideia da praxe? Afinal, o que se ganha com a praxe?
Na minha praxe ainda quiseram tirar-me os sapatos, (!) que ser-me-iam vendidos (!) mais tarde (ainda que a um preço simbólico). Na altura, frisei que isto já era brincar demais e mantive-os em meus pés.
Alguma vez na praxe se fazem amigos? Eu não costumo conversar com pessoas que me mandam ovos na cabeça e molham minha cabeça com misturas contendo vinagre, para me pôr a cheirar mal.
Bem, mas como não acho graça nenhuma a estas coisas, tive alegrias. Não praxar, não andar a programar maneiras de ridicularizar outros estudantes, são exemplos disso.
Aquelas comissões de praxe! Que absurdo! Por sorte, a minha Universidade não tinha aqueles tontos, os "Dux", que são uns indivíduos que são os "chefes" da hierarquia. E tem umas capas!.. Minha nossa! São tão poderosos!
Tão bom como terminar com este exagero de propinas, tão altas, seria terminar com as praxes de uma vez.
Fiquei contente de ler, no Diário de Notícias, que há um conjunto de personalidades que, ao subscreverem um documento, o Manifesto Anti- Praxe, estão dando apoio à luta contra este abuso.
É necessário também enaltecer o trabalho do M.A.T.A. (Movimento Anti- Tradição Académica, de Lisboa), dos Antípodas (Movimento Anti- Praxe, do Porto) e de todos os movimentos ou indivíduos que se oponham às praxes e tudo façam para boicotá-las ou extinguí-las.
Seria tão bom evoluirmos, nos libertando destas práticas perfeitamente desajustadas com as Universidades, que são lugares que deviam servir para o aperfeiçoamento dos cidadãos.
Ai, ai.
Será assim tão bom? Tão fortificador do espírito?
Será que integra? Mas a integração tem de ser feita com medo, subordinação e hierarquia?
Vê o teu lugar! Não é esta a mensagem?
Acho que já sabem do que estou a falar. Isso mesmo, das praxes! A prática mais ignóbil dos estudantes universitários!
Eu sei que não se tratam de todos os estudantes universitários, mas todos temos culpa quando toleramos a praxe.
Eu fui praxado, como quase toda a gente. Para mim não custou muito, apesar do meu livro de Direito Romano ter ficado com um pingo amarelo, sujo com ovo. Não achei piada estar sentado à espera que um ritual absurdo terminasse, a pensar que ainda iam sujar todos os meus livros. Foi muito integrador estar na sala, vendo a hora que levar-me-iam para o palco, para fazerem-me passar por idiota. Tivemos de ouvir também vários discursos, preparados por escrito (perderam tempo com isso!), a nos dizerem todos os problemas que traríamos para a Universidade e que éramos uma bestas.
Agora, o leitor está a pensar: "Este rapaz queixa-se, mas nem lhe aconteceu nada de especial...".
Isto é que e grave! As praxes, de qualquer tipo, não deviam existir! Qualquer lesão à nossa integridade física ou moral nunca podem ser admitidas.
E para que fomentar esta ideia da praxe? Afinal, o que se ganha com a praxe?
Na minha praxe ainda quiseram tirar-me os sapatos, (!) que ser-me-iam vendidos (!) mais tarde (ainda que a um preço simbólico). Na altura, frisei que isto já era brincar demais e mantive-os em meus pés.
Alguma vez na praxe se fazem amigos? Eu não costumo conversar com pessoas que me mandam ovos na cabeça e molham minha cabeça com misturas contendo vinagre, para me pôr a cheirar mal.
Bem, mas como não acho graça nenhuma a estas coisas, tive alegrias. Não praxar, não andar a programar maneiras de ridicularizar outros estudantes, são exemplos disso.
Aquelas comissões de praxe! Que absurdo! Por sorte, a minha Universidade não tinha aqueles tontos, os "Dux", que são uns indivíduos que são os "chefes" da hierarquia. E tem umas capas!.. Minha nossa! São tão poderosos!
Tão bom como terminar com este exagero de propinas, tão altas, seria terminar com as praxes de uma vez.
Fiquei contente de ler, no Diário de Notícias, que há um conjunto de personalidades que, ao subscreverem um documento, o Manifesto Anti- Praxe, estão dando apoio à luta contra este abuso.
É necessário também enaltecer o trabalho do M.A.T.A. (Movimento Anti- Tradição Académica, de Lisboa), dos Antípodas (Movimento Anti- Praxe, do Porto) e de todos os movimentos ou indivíduos que se oponham às praxes e tudo façam para boicotá-las ou extinguí-las.
Seria tão bom evoluirmos, nos libertando destas práticas perfeitamente desajustadas com as Universidades, que são lugares que deviam servir para o aperfeiçoamento dos cidadãos.
sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Quero a nona sinfonia
Hoje estou mesmo com vontade de escrever.
E não é só porque às 9.00 estarei no Tribunal de Instrução Criminal, escalado.
Queria ver se me safava com um poemazito, mas o "The Tyger" do William Blake, não seria o suficiente.
Então vou meter aqui umas palavritas.
O Tribunal de Instrução Criminal faz pena. Ou não faz pena, porque lá só se aplicam medidas de coacção ou se fazem debates instrutórios.
Mas faz pena, assim como fazem pena as varas criminais e os juízos criminais.
Outro dia estive nas varas. Fazia tempo que não ia lá. Já me tinha esquecido.
Fiquei triste.
Já me tinha esquecido que as pessoas metem-se em problemas ferozes na vida. E a vida lhes mete em ferozes problemas. Ainda por cima, tudo começa com ninharias, que depois viram grandes bolas de neve e levam tudo atrás.
Aquela teoria, de que o lugar aonde crescemos tem influência na maneira como nos comportamos perante os outros, é mesmo verdade. As varas estão cheias de verdades e brigas e pancadarias e acertos de contas.
E violências e tristezas, para todos os lados.
Existe a utopia e o irrealismo dos que pensam as leis.
Existe a dureza e a realidade para quem vê a lei lhe ser aplicada.
A quem a lei se aplica?
Nunca vou dizer que não acredito na Justiça. Mas todos sabemos que ainda falta muito para se começar a fazê-la, sem demagogias, a todos.
É, a música é diferente consoante o dançarino.
E não é só porque às 9.00 estarei no Tribunal de Instrução Criminal, escalado.
Queria ver se me safava com um poemazito, mas o "The Tyger" do William Blake, não seria o suficiente.
Então vou meter aqui umas palavritas.
O Tribunal de Instrução Criminal faz pena. Ou não faz pena, porque lá só se aplicam medidas de coacção ou se fazem debates instrutórios.
Mas faz pena, assim como fazem pena as varas criminais e os juízos criminais.
Outro dia estive nas varas. Fazia tempo que não ia lá. Já me tinha esquecido.
Fiquei triste.
Já me tinha esquecido que as pessoas metem-se em problemas ferozes na vida. E a vida lhes mete em ferozes problemas. Ainda por cima, tudo começa com ninharias, que depois viram grandes bolas de neve e levam tudo atrás.
Aquela teoria, de que o lugar aonde crescemos tem influência na maneira como nos comportamos perante os outros, é mesmo verdade. As varas estão cheias de verdades e brigas e pancadarias e acertos de contas.
E violências e tristezas, para todos os lados.
Existe a utopia e o irrealismo dos que pensam as leis.
Existe a dureza e a realidade para quem vê a lei lhe ser aplicada.
A quem a lei se aplica?
Nunca vou dizer que não acredito na Justiça. Mas todos sabemos que ainda falta muito para se começar a fazê-la, sem demagogias, a todos.
É, a música é diferente consoante o dançarino.
quinta-feira, 6 de novembro de 2003
Eternidade
"The clock indicates the moment - but what does eternity indicate?"
Walt Whitman
Walt Whitman
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